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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Um alerta no ar...

Estudo do Banco Mundial mostra, que o programa antitabaco empacou e recomenda cigarro mais caro:

O programa brasileiro de combate ao cigarro colecionou uma série de avanços ao longo das últimas duas décadas. O país foi o primeiro no mundo a proibir, nas embalagens, o uso de palavras que poderiam levar o consumidor a uma falsa idéia de segurança. Eram termos como "light" e "baixos teores". Também se destacou por fazer constar nos maços fotografias pavorosas sobre os males do fumo à saúde. Foram os primeiros passos de uma campanha que teve no banimento da propaganda do tabaco seu ponto forte. Nos primeiros sete anos conseguiu reduzir o consumo per capita de cigarros em 33,6%. Com medidas e resultados assim, o programa, criado em 1987, deu ao país uma posição de liderança na luta contra o tabagismo. Mas as notícias agora já não são tão animadoras. Ao completar duas décadas, acaba de sair do forno a primeira grande avaliação sobre sua eficácia. Um estudo do Banco Mundial, ao qual VEJA teve acesso com exclusividade, concluiu que o programa empacou. Desde 1994 ele não produz nenhum impacto significativo. O consumo per capita naquele ano era de 1.220 unidades e hoje se encontra em 1 200 (ver quadro). Pior, nada indica que será reduzido. A estagnação é preocupante. O tabaco é responsável por 200 000 mortes por ano no Brasil. Para vencer essa guerra, serão necessárias armas mais poderosas. A estratégia sugerida pelo estudo é mirar diretamente o bolso dos fumantes.
O trabalho tem entre seus autores a epidemiologista Vera Luíza da Costa e Silva, uma das maiores especialistas do mundo no controle do tabagismo, e o economista Roberto Iglesias, consultor do Banco Mundial. "O modelo atual do programa pode ter atingido um ponto de saturação", diz Vera Luíza. O que eles recomendam agora é a elevação do preço do cigarro, através do aumento das alíquotas de imposto. Nos anos 90, o maço de cigarros populares custava, em média, 2,45 reais. Hoje está em torno de 2,27 reais. Os pesquisadores perceberam que a queda do preço se deu em razão da redução do peso do imposto sobre produtos industrializados (IPI) no preço do cigarro. Nos anos 90, ele representava 41% do preço final do maço. Atualmente, equivale a 20%. "É um paradoxo. Um país que aumenta sua carga tributária reduz o peso do IPI justamente num produto que causa tantos males à sociedade", diz Roberto Iglesias. A estratégia de preços já foi testada com sucesso em outros países. Na década de 90, o Reino Unido aumentou em mais de 50% o preço médio do cigarro popular. Com isso, reduziu o consumo na mesma proporção. O estudo, que será apresentado nesta semana num congresso internacional promovido pelo Instituto Nacional de Câncer, mostra que o Brasil tem um dos preços mais baixos no segmento de cigarros populares na América Latina.
O combate ao tabagismo tem idas e vindas. Os governos lutam contra as fabulosas verbas de marketing da indústria e a dependência química causada pela nicotina tragada com a fumaça. Nos últimos anos, o que se viu no Brasil foi uma guerra de guerrilha. A cada ação do governo correspondeu uma reação do setor. Um jogo de xadrez no qual a restrição de uma forma de propaganda levava as empresas a buscar novos caminhos, cada vez mais inventivos. A redução de preços fez parte desse arsenal. O estudo do Banco Mundial mostra que é hora de o governo descer os tanques. Nos planos do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, há pelo menos três ações programadas. Ele defende o aumento do preço, sim, mas para a formação de um fundo que financiaria as despesas do sistema de saúde com as doenças decorrentes do tabagismo. Quer também ampliar o atendimento aos dependentes de nicotina. Além disso, tentará proibir totalmente o consumo em lugares públicos, em um projeto que será apresentado ao presidente Lula nas próximas semanas. Diz o ministro: "O desafio é endurecer a estratégia atual. Temos de virar o jogo". (Fonte: Revista Veja – 25/11/07)

Alteração da Lei 9.294/96


BRASIL: Assine a petição de apoio para a alteração da Lei 9.294/96 no site do INCA

O INCA está disponibilizando a partir dessa quarta-feira, 28/11, em seu sítio eletrônico www.inca.gov.br/tabagismo , uma petição online de apoio para coletar assinaturas da população em apoio à alteração da Lei Federal 9.294/96. A alteração busca a proibição total do tabagismo nos ambientes fechados, adequando-se assim ao que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS).A população também pode participar deste movimento por meio de download do modelo para coleta de assinaturas, que pode ser passado em família ou entre amigos, bem como em escolas e universidades, ou em empresas, eventos, reuniões, congressos e etc. O INCA orienta que estas petições preenchidas sejam encaminhadas às respectivas coordenações estaduais do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, cujos endereços em cada um dos estados está igualmente disponível no site.A Aliança Por Um Mundo Sem Tabaco apóia essa medida e deseja um ambiente 100% livre de fumo em toda a sociedade. Dê sua contribuição acessando www.inca.gov.br/tabagismo
Fonte : Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer

Infância e Tabagismo

Uma doença pediátrica chamada tabagismo:

Com o objetivo de conscientizar os profissionais de saúde de que o tabagismo já atinge as crianças, o pediatra e coordenador do ambulatório do HU-USP, João Paulo Becker Lotufo, baseado em sua experiência clínica e estudos realizados, lançou o livro Tabagismo, Uma Doença Pediátrica. Entre os estudos, o incômodo dos pais ao saber que os filhos estão doentes por causa do cigarro, e que o pediatra pode e deve aprender a lidar com o pai tabagista, dando orientação sobre higiene ambiental adequada e tratamento com intervenção mínima como terapêutica e profilaxia do cigarro. Ainda no campo da pediatria, o livro revela a relação entre tabagismo e doenças respiratórias, e a influência do tabagismo na fertilidade, gestação e lactação. Na parte prática, o livro destaca o trabalho realizado pela equipe multidisciplinar, através de capítulos voltados para a atuação de psicólogas, enfermeiras, odontólogos, nutricionistas e profissionais de Educação Física. Entre os temas abordados, destacam-se: História do Tabaco; o Grupo de Apoio para Pais Fumantes; Ambientes Livres do Cigarro; Relato de Casos Reais; e Tratamento Farmacológico para a Cessação do Tabagismo acompanhamento realizado por profissionais da saúde no HU. Abaixo, uma entrevista exclusiva com João Paulo Becker Lotufo para o Por um mundo sem tabaco.Entrevista1- Fale um pouco de sua trajetória em relação ao tema tabagismo.Iniciei meu trabalho com tabagismo em 2001, seguindo as orientações da Rede Européia dos Serviços de Saúde Sem Tabaco (RESSST), tornando o Hospital Universitário ambiente livre do cigarro, levando essa experiência a todos os funcionários da USP e atualmente, à população do Butantã (zona oeste de São Paulo).2- Como surgiu a necessidade de escrever o livro?O livro é a experiência do ambulatório do HU USP, trazendo noções científicas e casos clínicos de nossa atuação no dia-a-dia. O título do livro Tabagismo, Uma Doença Pediátrica revela a importância de alertar as crianças a partir dos 7 anos de idade sobre os riscos do vício, pois 1,5% delas já estão fumando a partir desta faixa etária. A influência da criança sobre o vício dos pais os leva a pensar sobre o hábito de fumar, ajudando-os a procurar ajuda.3- Ao falar de tabagismo pediátrico, como podemos distinguir entre jovens tabagistas e filhos de pais tabagistas?Há o tabagista ativo e o passivo. Em 78 amostras, 23,8% das crianças de 0 a 5 anos que freqüentaram o PS do HU USP tiveram cotinina urinária positiva, indicando a importância de divulgarmos que o tabagismo passivo é real.4- Sabemos que o campus da USP está sendo mobilizado para a questão do tabaco. Como será realizada a sensibilização dos técnicos de saúde para esta questão?Há mais de 50 unidades na USP e já percorremos 10 delas. Hoje atuamos no HU USP e deveremos continuar as pressões sobre tornar todos os prédios da universidade livres do tabaco. (Fonte : INCA)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Mobilização antitabagista

Prezados,
O INCA está disponibilizando em seu sítio eletrônico www.inca.gov.br/tabagismo uma petição de apoio online com vistas à alteração da Lei Federal 9.294/96. Toda apopulação pode participar e enviar seus comentários, que também serão divulgados no nosso boletim Por um Mundo sem Tabaco. Além disso, no site estimulamos que a população participe deste movimento fazendo o download de um modelo de petição para coleta de assinaturas, que deverão ser entregues preenchidas nas Coordenações Estaduais do Programa Nacional de Controle doTabagismo espalhadas pelo pais. Contamos com o apoio e a participação de todos vocês.

Felipe Mendes
Programa Nacional de Controle do Tabagismo INCA

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Remédio antifumo é questionado na Grã-Bretanha

Um remédio para ajudar os fumantes a largar o vício está em cheque na Grã-Bretanha depois de reclamações de alguns pacientes por conta dos efeitos colaterais, que incluem pensamentos suicidas.
O órgão britânico que monitora os remédios, o MHRA, afirmou que vai acompanhar a situação de perto, depois de 839 reclamações de reações adversas relacionadas ao Champix, produzido pela Pfizer, que começou a ser vendido no Brasil este ano.
O MHRA recebeu 46 reclamações de pacientes com depressão, a maioria deles com histórico da doença. Outros dezesseis pacientes disseram ter cogitado suicídio, mas nenhum foi consumado.
Além disso, houve reclamações de pesadelos, tonteira, fadiga, dores de cabeça, insônia, enjôo e vômito, todos efeitos colaterais possíveis e previstos na bula do remédio.
O orgão americano que monitora remédios já havia levantado questões sobre o Champix, também conhecido como vareniclina.
O remédio é revolucionário porque trabalha bloqueando e estimulando os chamados receptores nicotínicos no cérebro.
Acredita-se que, ao estimular o receptor, ele estaria imitando o efeito da nicotina para diminuir o desejo de fumar.
Ao mesmo tempo, ele bloqueia parcialmente o receptor, impedindo que ele seja afetado pela nicotina, resultando em uma resposta cerebral "mais fraca", caso o paciente caia em tentação e acabe fumando um cigarro.
Os testes com o medicamento sugerem que 44% dos pacientes pararam de fumar depois de tomá-lo, em comparação aos 18% que receberam um placebo e aos 30% que tomaram outro remédio, o bupropiona (genérico do Zyban).
Na semana passada, a autoridade americana que regula alimentos e medicamentos, a Food and Drug Administration, anunciou que está investigando o remédio, depois de receber queixas semelhantes.
A Agência Européia de Medicamentos afirmou ter avaliado as preocupações em julho, e decidiu que nenhuma ação seria necessária. Ela concluiu que as advertências na bula do remédio são adequadas.
Em um comunicado, a Pfizer disse que "não há evidência científica estabelecendo uma relação causal entre a vareniclina e as reclamações depois que o remédio foi posto à venda"
"Parar de fumar, com ou sem tratamento, é associado aos sintomas da abstinência de nicotina e vem sendo associado à exacerbação de problemas psicológicos latentes." (Fonte: BBCBrasil)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Justiça sueca proíbe mulher de fumar no jardim de casa

Um tribunal da Suécia proibiu uma mulher de fumar na maior parte do jardim de sua própria casa e avisou que ela poderá ter que pagar uma multa de 2 mil coroas suecas (equivalente a cerca de R$ 580) cada vez que acender um cigarro na área proibida.

A decisão foi anunciada por um tribunal da cidade de Åkarp, no sul da Suécia, que analisou os argumentos da fumante e do autor da ação, o seu vizinho, com quem brigava há quase um ano.
Segundo o jornal sueco Sydsvenskan, o vizinho não-fumante é um advogado com total aversão ao cigarro. A vizinha fumante, uma mulher de 49 anos, é uma mãe que fumava no jardim, mesmo nos dias mais rigorosos do inverno nórdico, com a preocupação de não expor os filhos ao fumo passivo.
Primeiro, conta o jornal, o vizinho antitabagista enviou uma carta à fumante reclamando da fumaça do cigarro, que invadia o jardim dele.
Como a vizinha continuou a fumar, ele passou a usar uma máscara para circular no jardim e até mesmo quando caminhava apenas da porta de casa até a garagem para pegar o carro pela manhã.
Fumar no X
Em março deste ano, o vizinho advogado decidiu levar a briga à Justiça, e na semana passada o tribunal de Åkarp decidiu enviar representantes à casa da fumante.
Os funcionários se dedicaram a tomar notas detalhadas, enquanto o vizinho apontava o local exato onde a fumante costumava acender seus cigarros. A inspeção durou 40 minutos e resultou em um diagrama minucioso dos dois jardins e da rota da fumaça do cigarro.
Após analisar a documentação do caso, a corte ambiental decidiu transformar praticamente todo o jardim em área de fumo proibido - com uma única exceção.
"Os funcionários do tribunal marcaram com um X uma pequena área do jardim, e essa é a única área onde eu sou autorizada a acender meu cigarro."
"É um absurdo, uma loucura", diz a mulher. "Mas vou ter que me restringir a fumar na área marcada com o X. Não porque eu acho que isso é certo, mas porque não quero ser forçada a pagar uma multa", desabafou.
O vizinho advogado advertiu que vai entrar com ação para o pagamento da multa caso a fumante viole a proibição.
Ele comemorou o parecer do tribunal: "É uma decisão bastante satisfatória", disse ao Sydsvenskan.
Desde julho de 2006, o cigarro é estritamente proibido em todos os locais de trabalho, restaurantes, bares e locais públicos fechados da Suécia.(Fonte: BBCBrasil)

Exemplo Brasileiro

Como o Brasil, Grã-Bretanha usará fotos contra o fumo:


A exemplo do que aconteceu no Brasil e no Canadá, uma legislação publicada na Grã-Bretanha, nesta quarta-feira, prevê o uso de imagens que mostram os efeitos maléficos do tabaco para desestimular o hábito de fumar.
De acordo com as novas regras, todos os maços de cigarro deverão ser produzidos com as fotos a partir de outubro do ano que vem.
No caso das embalagens de produtos com tabaco, a medida deverá ser aplicada até 30 de setembro de 2009.
Um total de 15 imagens foram escolhidas para a campanha após uma consulta popular. Entre elas, está uma foto que mostra dois pulmões lado a lado, um sadio e o outro de um fumante, com manchas escuras causadas pelo tabaco.


Estímulo:
O ministro da Saúde britânico, Alan Johnson, disse à BBC que já há evidências em outros países de que a divulgação de imagens pode ajudar as pessoas a largarem o vício.
"Nós acreditamos que a iniciativa vai ajudar várias pessoas que querem deixar de fumar. A vasta maioria dos fumantes quer largar o vício e essa idéia vai representar um estímulo a mais", avaliou Johnson.
"Fumar pode causar uma morte lenta e dolorosa", diz o cartaz
A nova legislação foi publicada dois meses depois de a Inglaterra ter proibido o uso do tabaco no interior de prédios públicos, bares e restaurantes.
O governo britânico já havia prometido usar imagens na campanha contra o tabaco em 2004 e, nos últimos anos, a Comissão Européia vem pressionando os países-membros a adotarem a medida.


"Vitimização"
Com a nova legislação, a Grã-Bretanha deve ser o primeiro país europeu a divulgar as imagens em todas as embalagens de produtos de tabaco.
Autoridades de saúde avaliam que a estratégia atual de trazer apenas dizeres contra o fumo nas embalagens se tornou ineficiente.
O porta-voz do grupo britânico de lobby pró-fumantes Forest, Neil Rafferty, descreveu a iniciativa como a "vitimização" dos fumantes.
"Poderia-se usar o mesmo argumento para divulgar imagens em garrafas de bebidas alcoólicas, mas como a maioria das pessoas gosta de beber álcool, o governo não quer ofendê-las", argumenta.
No Brasil, os maços de cigarro vêm carregando fotos para desestimular o tabagismo desde fevereiro de 2002.

Fumar aumenta risco de calvície em homens, diz estudo

Um estudo feito por cientistas em Taiwan sugere que homens fumantes correm mais risco de ficarem carecas.


O estudo, realizado pelo Far Eastern Memorial Hospital, em Taipei, indica que homens que fumam 20 ou mais cigarros por dia têm duas vezes mais chance de ter queda de cabelos moderada ou severa do que aqueles que nunca haviam fumado.
A pesquisa observou 740 homens em Taiwan com idade entre 40 e 90 anos e analisou o histórico da calvície na família, a intensidade com a qual fumavam e a idade com a qual começaram a perder cabelo.
Os cientistas descobriram também que homens caucasianos têm chances maiores de ficarem calvos do que os de ascendência asiática.
Publicada na revista científica Archives of Dermatology, a pesquisa indica ainda que o risco de calvície permanece elevado mesmo entre os ex-fumantes.
Segundo os cientistas, fumar danifica a estrutura genética dos folículos capilares, responsável pelo crescimento dos fios. O fumo pode ainda afetar as raízes das células necessárias para a circulação de sangue e hormônios.
A calvície masculina, conhecida cientificamente como alopecia androgênica, atinge dois terços dos homens adultos e entre suas principais causas estão fatores genéticos e hormonais.

Mãe que fuma na gravidez pode deixar de ser vovó

Estudo revela que cigarro afeta fertilidade do bebê, se for uma menina. Resultado comprova, mais uma vez, os males do tabagismo na gestação.


Cientistas canadenses descobriram mais um problema causado pelo fumo durante a gravidez e a amamentação, especialmente perverso porque só surge décadas depois do nascimento do bebê. Segundo o grupo, mães fumantes grávidas de meninas afetam a fertilidade das filhas.

Entenda os males que o cigarro causa durante a gravidez

Em um estudo com camundongos, Andréa Jurisicova e seus colegas da Universidade de Toronto observaram que as toxinas do cigarro absorvidas pelas bebês afetam a formação de seus óvulos (as mulheres, como a maioria das fêmeas de mamíferos, nascem com todos os óvulos que terão disponíveis por sua vida). O cigarro ativa excessivamente uma proteína que faz as células que formarão os óvulos morrerem.

Para o médico brasileiro, Ciro Qirchenchtejn, da Unifesp, que coordena o Centro de Tratamento HelpFumo, a notícia é surpreendente. “São efeitos do fumo que só vão surgir vinte, trinta anos depois do nascimento da criança”, afirmou ele ao G1.

O médico lembra que o cigarro também afeta a fertilidade da mulher que é exposta ao fumo apenas na vida adulta. E o mesmo é válido para o homem. “A primeira coisa que alguém vai falar para um casal que fuma em uma clínica de fertilidade é: parem”, explica o médico.

O cigarro envelhece os ovários e antecipa a menopausa em cerca de três ou quatro anos. O problema afeta principalmente aquelas mulheres que deixaram para ter filho mais tarde, para priorizar a vida profissional. Além disso, as toxinas do cigarro tem um efeito “antiestrogênico”, ou seja, impedem a ação do hormônio feminino. “Toda a feminilidade da mulher é alterada pela presença do cigarro”, diz Qirchenchtejn. (Fonte G1)

Ambientes livres do cigarro X Souza Cruz

Cigarro e ambiente:

A Souza Cruz não se intimida com o crescimento da campanha contra o fumo em lugares públicos. Como se sabe, a Lei Federal 9294/96 a cada dia é mais cumprida. Shopping centers, lojas e outros locais fechados passaram a impedir o fumo em áreas comuns, criando fumódromos ou exigindo que se fume apenas em área externa. Mas a Souza Cruz quer contra-atacar com o uso de tecnologia. Em alguns importantes restaurantes do eixo Rio-São Paulo, a empresa instalou potentes exaustores, para permitir que fumantes possam usar uma parte da área.
Aos que reclamam - e às autoridades que se associarem a tais protestos - a Souza Cruz prepara uma forte resposta. Mostrará que, nesses locais, com fumantes, mas potentes exaustores, a qualidade do ar é melhor do que no restante dos shoppings. A conclusão levará as autoridades a aceitar o fumo em restaurantes ou então a condenar o ar que se respira nos shopping centers que proliferam pelo país. Sabe-se que os resultados de laudo do respeitado IPT, da Universidade de São Paulo, confirmam as premissas da empresa de cigarros, o que gerar forte polêmica nacional. (Fonte: Monitor Mercantil)

Boa Notícia: Brasileiros estão fumando menos!!!

(Se elas continuarem a parar de fumar, a curva de mortalidade não deve chegar ao patamar que chegou a dos homens).

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ala de não-fumantes...

Ala de não-fumante é tão poluída quanto a de fumante:

Reportagem mediu poluentes em dez restaurantes e bares da capital paulistaNível de poluição ficou acima da média que é recomendada pela OMS em todos os locais visitados pela Folha, nos dois setores.

Você escolhe a área de não fumantes. Mesmo assim, respira vez ou outra a fumaça de cigarro enquanto come e bebe. Quando sai do restaurante, percebe que a roupa, a pele e o cabelo estão levemente (ou, dependendo do caso, absurdamente) "defumados".Essa é uma situação comum para quem costuma jantar fora. A divisão entre fumantes e não-fumantes na maioria dos lugares é inócua. Levantamento feito pela Folha em dez estabelecimentos da capital paulista mostra que, em geral, a poluição é elevada nos dois setores e a concentração de poluente não é muito mais baixa onde não se fuma. A medição foi realizada com um equipamento portátil do LPAE (Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental) , da Faculdade de Medicina da USP.O aparelho mede material particulado fino -mistura de fumaça e poeira. Em exposições de curta duração ao poluente, caso da visita a um restaurante, os efeitos podem ser cansaço, tosse seca, irritação nos olhos e nariz.O restaurante Ritz, em Cerqueira César (zona oeste), teve pico de 170 microgramas por m3 de material particulado fino na área dos que gostam de cigarro -várias pessoas fumavam no local, que é pequeno. Na área de não-fumantes, o valor chegou a 89. No bar mexicano El Kabong, em Pinheiros, a diferença foi de 79 (fumantes) para 48 (não-fumantes) .Em restaurantes como Almanara, América e Spot, a diferença na concentração de poluição foi mínima ao comparar as áreas de fumante e não-fumante -em microgramas por m3 de material particulado fino, 70x65; 78x70 e 80x76, respectivamente. A média recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é 10 microgramas por m3, e a que temos na capital hoje é 30.Tanto no Ritz quanto no El Kabong, os não-fumantes ficam no piso superior. "Nesse caso, a fumaça do andar inferior sobe e atinge os não-fumantes", diz Paulo Afonso de André, engenheiro do LPAE. Por mais estranho que possa parecer, no Mestiço, o setor de não-fumantes -principalmente o fundo do salão- estava mais poluído. Isso ocorre porque a área tem menor circulação e renovação de ar.Para o médico Paulo Saldiva, do LPAE, "como o ar não tem fronteiras", é esperado que não haja grande diferença na concentração da poluição nos dois setores dos estabelecimentos.Luizemir Lago, coordenadora estadual do programa de controle de tabagismo da Secretaria da Saúde, concorda. "Não funciona permitir que num lado do salão se fume e no outro não. A fumaça não fica restrita a um lugar." Essa situação é exatamente a que se vê no restaurante Spot. Nas mesas localizadas no lado direito de quem entra no estabelecimento não se pode fumar. Já no lado direito, ocorre o oposto. (Fonte: folha de S.Paulo – 11/11/07)

Produtos no formato de cigarros

Seguridade veta produtos para crianças na forma de cigarro:

Bonow ampliou o universo a ser atingido, incluindo o público infanto-juvenil. A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, nesta quarta-feira, a proibição de que qualquer tipo de produto destinado a crianças reproduza o formato de cigarros. O Projeto de Lei 255/07, do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), foi aprovado na forma do substitutivo do deputado Germano Bonow (DEM-RS).Segundo o relator, é evidente que colocar à disposição de crianças brinquedos ou alimentos imitando a forma de cigarros ou de produtos similares faz mal à sua formação. Bonow disse que o seu substitutivo adequa a proposta às normas já existentes e aumenta a abrangência da proibição. O texto original prevê advertência, multa e recolhimento dos produtos. O relator propôs apreensão e multa de R$ 10 por embalagem apreendida, que será duplicada a cada reincidência. Bonow afirmou ainda que ampliou o universo a ser atingido, incluindo o público infanto-juvenil.Tramitação A proposta, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovada também pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, e seguirá agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Cigarro proibido

Cigarro será proibido em todos os locais públicos, diz ministro:

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, revelou que o governo irá propor a proibição total do fumo em ambientes fechados, entre as medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Saúde, que está sendo preparado pelo ministério.

A proposta depende da alteração da lei atual, que permite a separação de espaços para fumantes.

Para o ministro, "está na hora de o governo enfrentar de uma vez o problema do tabagismo, principalmente porque obtivemos uma redução de 15% no número de fumantes nos últimos anos".

Segundo ele, a medida fará parte do PAC da Saúde, que será encaminhado ao Congresso Nacional ainda neste ano.

Síndrome de abstinência

A crise de abstinência de nicotina

Veja o que diz um ex-fumante, no caso, o Dr. Drauzio Varella:

Tinha até esquecido o quanto sofre o fumante para largar do cigarro. Parei há 23 anos e já não me lembrava das agruras pelas quais passei até ficar livre da dependência de nicotina que me escravizou durante 19 anos. Ao gravar uma série para a TV com seis personagens que pararam de fumar num mesmo dia, no entanto, revivi meu sofrimento e pude observar as dificuldades dos dependentes diante da crise de abstinência de nicotina.
O cigarro nada mais é do que um dispositivo para administrar droga. A nicotina inalada com a fumaça é rapidamente absorvida pelos alvéolos pulmonares, cai na circulação e chega ao cérebro num intervalo de seis a dez segundos. Inalada, chega mais depressa do que se tivesse sido injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa. A velocidade com que a droga chega ao sistema nervoso central explica por que a primeira tragada traz alívio imediato ao fumante aflito.
No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios localizados em vários centros cerebrais. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer que os dependentes referem sentir ao fumar - e que os não-fumantes são incapazes de entender.
A droga é de excreção rápida. Sua meia-vida é curta: duas horas, em média. Isto é, metade da dose fumada é eliminada da circulação em duas horas. Por razões genéticas, essa velocidade de excreção varia de um fumante para outro; os que eliminam a droga mais depressa tendem a fumar mais. Grande parte dos que fumam dois ou três maços por dia é constituída por metabolizadores rápidos de nicotina.
A presença de outras drogas na circulação pode alterar a velocidade de excreção. É o caso do álcool, substância na qual a nicotina se dissolve com muita facilidade. Como o álcool é diurético, ao beber, o fumante excreta rapidamente na urina a nicotina nele dissolvida. A queda da concentração da droga no sangue desencadeia o desejo irresistível de fumar.
Viciados em nicotina, os neurônios do centro que integra as sensações de prazer, ao sentirem seus receptores vazios dela, estimulam outros circuitos de neurônios, que convergem para o chamado centro da busca. Esse centro é responsável por induzir alterações comportamentais com a intenção de nos obrigar a repetir ações que anteriormente nos trouxeram prazer: sexo, comida, temperatura agradável para o corpo, etc.
Uma vez que os centros do prazer ativam o centro da busca, este não pode ser mais desativado. O centro da busca permanecerá ativado mesmo que o prazer responsável por sua ativação deixe de existir. Por isso o fumante se surpreende ao acender um cigarro no toco do outro, o usuário de cocaína continua cheirando apesar do delírio persecutório que experimenta toda vez que usa a droga, e o jogador compulsivo é capaz de perder a casa da família em cima do pano verde.
Informados da falta de nicotina, os neurônios do centro da busca lançam mão de sua mais poderosa arma de persuasão comportamental: a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o fumante perde a tranqüilidade, fica agitado, nervoso e não consegue se concentrar em mais nada. Para ele, não existe felicidade possível sem o cigarro.
Como a nicotina é droga de excreção rápida, essas crises de ansiedade se repetem muitas vezes por dia. Para evitá-las, o fumante vive com o maço ao alcance da mão para acender um cigarro assim que surgirem os primeiros sinais, porque sabe que a intensidade dos sintomas da crise é crescente, insuportável. O cérebro aprende, então, que ansiedade e nicotina estão indissoluvelmente ligadas. Daí em diante, todo acontecimento que provocar ansiedade será interpretado por ele como resultante da ausência de nicotina. Por isso os fumantes levam imediatamente um cigarro à boca ao menor sinal de ansiedade ou diante da emoção mais rotineira. Por isso dizem que o cigarro os acalma.
O curto-circuito de prazer que a nicotina arma entre os neurônios provoca uma dependência química de forte intensidade, enfermidade cerebral crônica e recidivante. Para tratá-la, é preciso ensinar o cérebro novamente a funcionar como fazia antes de entrar em contato com a droga. Tal empreitada significa enfrentar a abstinência de nicotina, que se manifesta em crises repetitivas, muito mais intensas, desagradáveis e difíceis de suportar do que aquelas provocadas por drogas como cocaína, crack, maconha, ou álcool.
Os primeiros dois dias sem fumar são os piores. As crises se sucedem uma atrás da outra até atingirem freqüência e duração máximas em 48 horas. Nesse período, as manifestações incluem irritação, ansiedade, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, modificação do hábito intestinal, alterações da arquitetura do sono (insônia ou hipersônia), dificuldade extrema de concentração e alternância de episódios de apatia com outros de agressividade comportamental.
A partir do terceiro dia, a freqüência das crises e a intensidade dos sintomas começam a diminuir gradativamente, dia após dia. À medida que as semanas se sucedem, o desejo de fumar continua a manifestar-se, mas vai embora cada vez mais depressa.
Em média, seis meses depois de parar de fumar, a maioria dos ex-fumantes já consegue passar um ou outro dia sem se lembrar da existência do cigarro. Os neurônios começam a ficar livres da dependência que os sucessivos impactos diários de nicotina causaram em seus circuitos. É a liberdade do cérebro, que, para ser mantida, exige o preço da eterna vigilância, porque a doença é traiçoeira, crônica e recidivante.

Clodovil contra o fumo!

Clodovil declara guerra ao cigarro com projeto de lei:


O apresentador e deputado Clodovil Hernandes apresentou um projeto de lei que declara guerra ao cigarro. Ele proíbe a fabricação, importação, comercialização, distribuição e propaganda de produto de qualquer natureza, além de embalagens destinadas ao público infanto-juvenil, que reproduza a forma de cigarros e similares. O projeto tramita na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e estabelece multa de R$ 10 reais por embalagem apreendida e o dobro a cada reincidência.
Em sua justificativa Clodovil destaca o objetivo de proteger as crianças contra a exposição a qualquer tipo de produto, tanto brinquedo como alimento, que reproduza a forma de cigarro que possa induzir ao tabagismo.
O parlamentar se baseou em um projeto anterior, da ex-deputada Vanessa Felipe, arquivado ao final da legislatura passada. “A eventual opção pelo fumo deve ocorrer na idade adulta e não constituir indução subliminar ainda na infância”, justifica o deputado Clodovil.

"Prazer" que vicia!

Prazer rápido obtido com o cigarro facilita o vício:

Os números são assustadores: há 1,3 bilhão de fumantes no mundo. Por isso, não é de se espantar que 15 bilhões de cigarros sejam consumidos diariamente, ou dez milhões a cada minuto. Se essa tendência continuar, os fumantes estarão consumindo nove trilhões de cigarros por ano em 2025. No Brasil, o número de fumantes com mais de 15 anos gira em torno de 23 milhões, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O brasileiro fuma 807 bilhões de cigarros por ano. São mais de dois bilhões por dia ou 1,5 milhão por minuto. O Brasil corresponde a 2% do total de fumantes no mundo.
Vários levantamentos mundiais e nacionais apontam que o fumante está ciente dos malefícios do cigarro e dos benefícios adquiridos após a cessação. Embora haja uma tendência mundial de queda no número de fumantes, ela está ocorrendo de forma lenta e gradativa. Enquanto isso, a cada oito segundos, uma pessoa começa a fumar em algum lugar do mundo. Se colocarmos na balança os que param e os que começam, fica claro que é muito mais fácil e rápido se tornar fumante do que ex-fumante. “Há uma grande lacuna entre a vontade de largar o cigarro e a prática de parar de fumar”, explica o cardiologista Carlos Alberto Pastore, diretor de serviços médicos do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo.
Quando alguém acende o cigarro, inala a nicotina, o grande vilão por trás do tabagismo. “Basta uma tragada para o cigarro estimular o cérebro. Esse processo leva segundos”, diz Pastore. No cérebro, a nicotina atua como uma “chave” que procura sua “fechadura”, um receptor onde essa substância se ligará. Ao encontrar seu receptor, a nicotina “abre a porta” e desencadeia todo um processo que culminará com a sensação de prazer e bem-estar.
Em média, esse sentimento dura uma hora. Passado esse período, o fumante busca novamente aquele prazer obtido com um simples gesto: o ato de acender o cigarro. E por aí começa o ciclo do cigarro. Fisgando o fumante mais e mais a cada dia. Prazer rápido e sem esforços. É por isso que um trago pode ser o bastante para viciar. “O cigarro oferece um prazer muito grande aos fumantes, a um preço altíssimo: a saúde”, diz Pastore.
Daí a dificuldade em se desvencilhar de um hábito que traz tanto prazer. E quando o cigarro começa a criar conflitos na vida do fumante, parar de fumar se torna uma meta real. Porém, para muitos, ainda inatingível.
Depressão influencia
Há outra pergunta que precisa ser feita aos fumantes: por que uma pessoa procura o cigarro? Segundo o cardiologista Carlos Alberto Pastore, cerca de 40% dos fumantes são pessoas com depressão. E buscam no cigarro um preenchimento dessa sensação de vazio. Por isso, ao largar o vício, é preciso substituir a lacuna deixada pelo cigarro. É comum o ex-fumante buscar refúgio na comida. “Por isso, as mulheres são quem mais têm dificuldade de largar o cigarro. Elas têm medo de engordar”, explica o médico.
E para quem pára, o desafio de evitar recaídas é incessante. O dia-a-dia continua o mesmo. Há vários gatilhos que lembram o ex-tabagista do cigarro. O cotidiano é tão presente que o cigarro faz sua falta ser percebida, como se fosse uma pessoa, um colega. “O ideal é que o fumante que queira parar busque algo tão saboroso quanto o cigarro para substituir o tabaco”, explica. Por isso que a procura por ajuda médica é fundamental nesse processo. “Há várias formas de o fumante engajado em abandonar o vício vencer a luta sem passar por tantas dificuldades. Grupos de apoio, ginástica e medicamentos, associados a terapia comportamental e acompanhamento médico, são a melhor solução”, conclui. (Fonte: Correio da Bahia)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Concurso Prorrogado

ACT prorroga até o dia 30 de novembro a data de inscrição para o Concurso Cultural Vídeos Amadores para o Controle do Tabagismo:

Para participar, basta fazer um upload no site www.youtube.com (veja como no site www.actbr.org.br). Os trabalhos serão julgados pelo público e por um júri composto por membros da ACTbr, especialistas em controle do tabagismo, em publicidade e em vídeo.
Os três melhores serão premiados com Ipods. Além do regulamento do concurso, a entidade disponibiliza um amplo material sobre o tema em www.actbr.org.br/fumopassivo/concurso.asp. Confira e participe!
Em anexo, cartaz já com a alteração da data.
Colaborem com a divulgação do concurso expondo os cartazes em universidades, escolas e em sua região.



Fabiana Fregona
Tel. (11) 3284-7778
fabiana@actbr.org.br

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Fumante indenizado

Justiça de Minas manda Souza Cruz pagar R$ 200 mil a fumante:


O TJ (Tribunal de Justiça) de Minas Gerais determinou que a fabricante de cigarros Souza Cruz indenize uma mulher em R$ 200 mil em razão dos danos à saúde gerados pelo fumo. A companhia anunciou nesta quarta-feira (7/11/2007) que vai recorrer da decisão.
A indenização será paga a Rélvia Braga Bittencourt, 58, que alega que teve de amputar uma perna em razão de problemas de saúde relacionados ao uso constante de cigarros por mais de 30 anos.
Ela teria começado a fumar aos 12 anos, influenciada pela propaganda da indústria do tabaco, especialmente da Souza Cruz, fabricante de marcas como Derby, Hollywood, Free e Carlton. O vício teria causado transtornos como mal estar, dor, lesões e sofrimento em razão da amputação da perna, além de outras doenças.
A decisão foi tomada em razão de recurso impetrado por Bittencourt no TJ-MG, depois que a Justiça de primeira instância negou o pedido. Entretanto, os desembargadores do Tribunal acataram o recurso e determinaram o pagamento da indenização.
A determinação foi tomada em audiência ocorrida no início do mês de outubro, porém divulgada apenas ontem pela assessoria de comunicação do Tribunal. No julgamento, dois desembargadores votaram a favor de Bittencourt, contrariando o voto do relator do processo, o desembargador Unias Silva, que queria a recusa do recurso.
Propaganda:
Segundo o desembargador do TJ-MG, Elpídio Donizetti, que participou do julgamento, as empresas do ramo agem de má-fé ao comercializar o cigarro.
"Quando se compra um produto, é estabelecido um contrato que pressupõe lealdade. Essas empresas quebram isso quando vendem e ainda anunciam um produto que elas sabem que não é bom", afirmou à Folha Online.
Para o magistrado, desde a década de 50 a indústria conhece os efeitos nocivos do cigarro e mesmo assim continuam anunciando o produto, por meio de anúncios que ele considera uma "armadilha da publicidade".
"É por tal razão que não se pode admitir o argumento de que os fumantes agem com livre arbítrio", disse o desembargador, em seu voto sobre o caso.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Souza Cruz informou vai recorrer da decisão e que nunca foi condenada em definitivo a pagar indenização nesse tipo de caso.
A empresa afirma que já sofreu 500 ações como essas no país desde 1995, das quais 296 foram rejeitadas em alguma instância, mas ainda tramitam na Justiça. Apenas 12 decisões teriam sido tomadas a favor dos fumantes, porém não em caráter definitivo. Segundo a Souza Cruz, a companhia obteve 192 decisões definitivas a seu favor. (Folha Online)



Anna Claudia Monteiro
Fórum de Idéias Assessoria de Comunicação
(21) 3311-5640/ 8152-8077
http://www.forumdeideias.com.br/

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ambientes livres do cigarro!

Ambientes fechados 100% livres da fumaça de tabaco, já!

Presidência da República recebe carta que exige do governo ambientes fechados 100% livres da fumaça de tabaco, já.


Reivindicação é de entidades antitabagismo, de médicos e profissionais de saúde de todo o Brasil, e de órgãos do próprio governo.
A Aliança de Controle do Tabagismo - ACTbr, composta por organizações da sociedade civil interessadas em coibir a expansão da epidemia tabágica, entrega a autoridades governamentais, nesta quarta-feira, dia 7, em Brasília, um documento reivindicando ambientes fechados 100% livres de tabaco. O documento será entregue em vários locais: às 11h, na reunião da Comissão Nacional Interministerial para a Implementação da Convenção Quadro (Conicq), na Esplanada dos Ministérios, sede do Ministério da Saúde. Depois, os representantes da ACTbr irão encaminhar o documento às Presidências da República, da Câmara e do Senado, da Frente Parlamentar da Saúde e ao Ministério da Saúde.
Este documento, intitulado Carta do Fórum, foi produzido durante reunião do Fórum sobre Tabagismo Passivo e Legislação sobre Ambientes Livres de Fumo no Brasil, realizado em setembro, no Rio de Janeiro, e propõe a alteração da Lei Federal n. 9.294, de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso de tabaco. Participaram da redação da carta, além de representantes da ACTbr, organizações e entidades ligadas à saúde, ao meio ambiente, à Justiça e à educação, entre outras. Na Carta do Fórum, as entidades alertam para dados da Organização Mundial da Saúde, que mostram que 5 milhões de indivíduos morrem anualmente por doenças causadas pelo fumo, sendo 200 mil no Brasil. Já está comprovado cientificamente que a poluição tabagística ambiental é causa de doenças em não fumantes, expondo estes indivíduos a um risco de câncer de pulmão 30% maior, e de doenças cardiovasculares 24% maior do que não-fumantes não expostos à fumaça do cigarro.
As entidades buscam chamar atenção para o fato de que garantir uma área destinada aos fumantes, ainda que devidamente isolada e com arejamento conveniente, expõe a fragilidade da legislação em vigor e dificulta a ação da vigilância sanitária. Isso porque os sistemas de ventilação são geralmente ineficientes, permitindo a exposição involuntária à fumaça do tabaco, colocando em risco a saúde da população, sobretudo dos que exercem jornada de trabalho, transitam, convivem e/ou permanecem em tais locais.
O objetivo do documento, portanto, é adequar a lei atual às relevantes evidências científicas e epidemiológicas e à Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional proposto pela OMS, do qual o Brasil é participante, e garantir ambientes 100% livres da fumaça de tabaco em locais fechados, sem exceção.
Conheça, abaixo, a íntegra da Carta do Fórum.
Fórum sobre Tabagismo passivo e legislação sobre ambientes livres de fumo no Brasil.
Carta do FórumRio de Janeiro, 12 de setembro de 2007 Exmo. Sr. Presidente da República Federativa do Brasil,Exmo. Sr. Ministro de Estado da Saúde,Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados,Exmo. Sr. Presidente do Senado Federal, As organizações e entidades abaixo assinadas, reunidas no Fórum sobre Tabagismo passivo e legislação sobre ambientes livres de fumo no Brasil, realizado na cidade do Rio de Janeiro em 12 de setembro de 2007, vêm propor a alteração da Lei Federal n. 9.294, de 15 de junho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos derivados do tabaco, com o objetivo de adequá-la às relevantes evidências científicas e epidemiológicas e ao marco regulatório internacional para promover ambientes 100% livres da fumaça de tabaco em recintos coletivos fechados, sem exceção, pelas razões que seguem.
O tabagismo representa um problema de saúde pública em todo mundo. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 5 milhões de indivíduos morrem anualmente por doenças causadas pelo fumo, sendo 200 mil no Brasil. O tabagismo passivo é causa de doenças em não fumantes. Estudos mostram um risco de câncer de pulmão entre não-fumantes expostos à poluição tabagística ambiental (PTA) 30% maior do que entre os não expostos, e riscos de doenças cardiovasculares entre não fumantes expostos à poluição tabagística ambiental 24% maior do que entre os não expostos.
Pesquisas sobre tabagismo passivo se acumulam desde a década de 80, e confirmam os sérios e mortais efeitos à saúde da exposição involuntária à fumaça do tabaco, que se relacionam ao aumento, entre os não fumantes, do risco de morte por cardiopatias e cânceres, além de se constituírem em importante fator de risco para as crianças (agravamento da asma, doenças respiratórias e pulmonares, e síndrome da morte súbita infantil). As políticas de áreas livres de fumo são os meios mais econômicos e efetivos de evitar as conseqüências da exposição à fumaça do tabaco. A simples separação de fumantes e não fumantes dentro de um mesmo espaço não elimina a exposição, nem os sistemas de ventilação oferecem solução satisfatória à poluição tabagística ambiental.
Das cerca de 4.700 substâncias encontradas na corrente principal (fumaça que o fumante inala), cerca de 400 foram identificadas na corrente secundária (a que polui o ambiente), em quantidades comparáveis com a corrente principal. Porém, algumas delas como a amônia, benzeno, monóxido de carbono (CO), nicotina, nitrosaminas e outros cancerígenos podem ser encontrados na fumaça que polui o ambiente em quantidades mais elevadas do que na fumaça tragada pelo fumante. Atualmente a PTA é o maior fator poluente conhecido de ambientes fechados, e o tabagismo passivo é a terceira principal causa de morte evitável, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo de álcool.
Para reverter essa epidemia global, 192 países aprovaram em 2003 a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco - o primeiro tratado internacional de saúde pública negociado sob coordenação da OMS. Esse tratado determina uma série de ações intersetoriais cujo objetivo é “proteger as gerações presentes e futuras das devastadoras conseqüências sanitárias, sociais, ambientais e econômicas geradas pelo consumo e pela exposição à fumaça do tabaco”.
Em novembro de 2005, o Brasil ratificou o texto da Convenção-Quadro no Congresso Nacional, comprometendo- se a cumprir as obrigações e observar seu marco regulatório estabelecido no âmbito internacional. O seu artigo 8º trata da adoção de medidas eficazes de proteção contra a exposição à fumaça do tabaco em locais de trabalho, meios de transporte público, lugares públicos fechados e, ativamente, promover e aplicar essas medidas nos níveis jurisdicionais.
Em julho de 2007, a segunda conferência dos Estados Partes da Convenção-Quadro (COP2) aprovou, por unanimidade, diretrizes de melhores práticas para orientar os países a efetivar o artigo 8º. E recomendou o banimento do ato de fumar em ambientes fechados como a única forma de proteger a população mundial das conseqüências do tabagismo passivo. Diferentes países, como Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, Uruguai e Argentina já proibiram totalmente o fumo em ambientes públicos fechados, incluindo bares, centros comerciais, restaurantes, repartições públicas, etc.
O Brasil já conta com um avançado Programa de Controle do Tabagismo e um quadro legislativo amplo, preenchendo grande parte das obrigações estabelecidas na Convenção-Quadro. No entanto, a legislação nacional sobre fumo em ambientes fechados (Lei Federal n. 9.294/1996 e Decreto n. 2.018/1996, que a regulamenta) está defasada em relação às massivas e conclusivas evidências científicas, bem como é incompatível com as diretrizes do artigo 8º da Convenção-Quadro, com as recomendações da OMS, com os termos da Constituição Federal de 1988[1] e com as relevantes Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) referentes à segurança e saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho[2].
A impossibilidade de garantir área destinada com exclusividade ao consumo de fumígenos tabaco derivados, devidamente isolada e com arejamento conveniente, expõe a fragilidade da legislação em vigor e dificulta a ação da vigilância sanitária. A adoção de sistemas de ventilação é ineficiente e não elimina a exposição involuntária à fumaça do tabaco preconizada pela Convenção-Quadro para proteger a sociedade dos riscos do tabagismo passivo em ambientes internos, sobretudo, proteger a saúde daqueles que exercem jornada de trabalho, transitam, convivem e/ou permanecem em locais fechados inalando as substâncias tóxicas cancerígenas da poluição ambiental do tabaco.
Por todo o exposto, é fundamental que o Brasil, como Estado Parte da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, alinhe sua legislação para atender as diretrizes do artigo 8º desse tratado e as recomendações da OMS, proibindo totalmente o consumo de produtos fumígenos derivados do tabaco em recintos coletivos fechados, para assegurar ambientes 100% livres da fumaça de tabaco, sem exceção.

Relação entre o uso de tabaco e transtornos mentais

A prevalência de tabagismo em indivíduos com transtornos mentais graves como esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar e depressão com sintomas psicóticos, é alta e vem se configurando como um grave problema, principalmente pelas doenças que esse hábito pode desencadear seja pelo uso freqüente e crônico seja pela interação com a medicação utilizada por esses indivíduos. O artigo publicado pela Revista de Saúde Pública, em 2007, buscou analisar a prevalência de tabagismo em amostra de indivíduos com transtornos mentais graves em São Paulo.
A coleta de dados deu-se por meio da aplicação de questionários sociodemográficos e econômicos e outros instrumentos para obtenção do histórico médico dos voluntários. A população de estudo foi composta por 192 indivíduos com diagnóstico de transtorno mental grave e que tiveram contato com serviços psiquiátricos do setor público de setembro a novembro de 1997, com idades entre 18 e 65 anos. Os resultados apontaram que dos 192 indivíduos com transtornos mentais graves, 59,9% consomem cigarros diariamente. Em relação ao consumo tabágico, foi relatado que 27,8% eram fumantes leves (consomem de 1 a 10 cigarros por dia), 37,4% são fumantes moderados (11 a 20 cigarros por dia) e 34,8% foram considerados fumantes pesados (mais de 21 cigarros por dia).
Os pesquisadores concluíram que a prevalência de tabagismo na amostra de indivíduos com transtornos mentais graves foi maior que a encontrada na população geral brasileira. Evidenciaram que ser do sexo masculino, fazer uso irregular de neurolépticos e ter história de dez ou mais internações anteriores mostraram-se independentemente associados ao tabagismo.O estudo enfatiza, ainda, que os serviços de saúde mental devem promover políticas antitabagismo, cabendo aos profissionais de saúde mental ajudar os portadores de transtornos mentais graves que manifestem a vontade de cessar o hábito de fumar.

Fonte : OBID / SENAD

Morte Súbita

Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, concluiu que nove em cada dez mães que perdem seus bebês para a chamada síndrome da morte súbita infantil (SMSI) ou "morte do berço" são fumantes.A morte súbita acontece quando bebês de até um ano morrem sem apresentar qualquer sintoma, geralmente durante o sono, mas é mais comum nas idades entre um mês e quatro meses. Os pesquisadores analisaram 21 trabalhos internacionais relacionando a SMSI ao cigarro. "A exposição à fumaça de tabaco, tanto no período pré-natal como no pós-natal, leva a uma complexa série de efeitos sobre o desenvolvimento fisiológico e anatômico na vida fetal e pós-natal, juntamente com um aumento na incidência de infecções virais agudas, que colocam os bebês numa posição de risco muito maior em relação à morte súbita infantil", diz o estudo, que será publicado nesta semana na revista médica Early Human Development.O relatório encontrou uma relação linear entre o número de horas de exposição ao tabaco e o risco de morte súbita infantil. “O risco de morte aumenta a cada hora em que o bebê é exposto à fumaça. Por exemplo, um bebê que é exposto ao cigarro oito horas por dia tinha oito vezes mais risco de morrer de SMSI que um bebê que nunca foi exposto”.Embora a ligação entre o tabagismo da mãe e a morte súbita do bebê já tenha sido demonstrada em outros estudos, a equipe de Bristol quis revelar de forma mais precisa os danos do fumo durante a gestação e após o parto. Os cientistas descobriram, por exemplo, que a proporção de bebês que morreram da síndrome e eram filhos de mulheres fumantes aumentou de 57% para 86% nos últimos 15 anos na Grã Bretanha. A queda do número de mortes súbitas entre bebês de mães não-fumantes, segundo eles, se deve principalmente ao sucesso das campanhas que instruíam as mulheres a colocar os seus bebês para dormir deitados sobre as suas costas. Essa recomendação teria evitado centenas de mortes por SMSI. O remanescente, portanto, estaria muito provavelmente ligado ao fumo da mãe.

Fonte : BBC Brasil

Capacitação online

Capacitação online gratuita em Controle do Tabaco da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg

Com um orçamento de US$ 125 milhões, a Iniciativa Global Bloomberg para Redução do Consumo do Tabaco representa o maior esforço no controle do tabagismo nos países em desenvolvimento, que abrigam o maior número de fumantes do mundo. O site da instituição oferece capacitação gratuita para legisladores, pesquisadores, educadores e demais interessados no assunto. Os participantes são instruídos a como desenvolver e implementar programas efetivos de controle do tabagismo, construir legislação eficaz antitabaco e criar campanhas publicitárias.Os módulos educacionais multimídia têm a presença de especialistas internacionais. O currículo foi desenvolvido na Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, a principal fonte de pesquisas e políticas sobre como erradicar a epidemia global das mortes por cânceres relacionados ao consumo de tabaco.

Maior risco feminino

Tabagismo faz mulheres infartarem mais cedo, segundo estudo americano.

Cigarro pode antecipar em até 9 anos a ocorrência um infarto no sexo feminino. Parar de fumar, no entanto, pode reverter rapidamente o risco.
As doenças cardíacas afetavam as mulheres mais tardiamente que aos homens. Resultados de uma pesquisa apresentada no congresso da Associação Americana do Coração mostram que, na população dos Estados Unidos, o quadro está mudando. A partir dos dados obtidos em um registro das pessoas atendidas em serviços de emergência, com quadros de infarto agudo do miocárdio, algumas mudanças foram identificadas. O cadastro contém informações relativas a mais de 7 mil pacientes e seus fatores de risco para as doenças do coração que necessitaram de uma angioplastia (reabertura da artéria obstruída). Os infartos do coração ocorreram na mesma faixa etária para homens e mulheres com fatores de risco para doenças cardiovasculares. Quando comparados aos pacientes que não apresentavam fatores de risco, somente dois se destacaram: tabagismo e história familiar de problemas coronarianos. As mulheres que fumavam sofreram o infarto nove anos mais cedo do que as não-fumantes, descontando negativamente a vantagem que tinham sobre os homens. A mesma análise feita para os homens mostrou uma diferença de três anos entre os fumantes e não-fumantes. Outro fator de risco que diferenciou as mulheres dos homens foi a presença de antepassados com doença cardíaca. Esse fato antecipou em quase 8 anos a ocorrência do infarto. Pelo menos uma boa notícia foi dada por William Herzog, que chefiou a pesquisa: as mulheres que param de fumar, em seis meses, voltam ao seu grupo original com relação ao risco para um infarto. No Brasil, os problemas cardíacos também avançam sobre as mulheres. Os dados do Ministério da Saúde mostram um crescimento contínuo da mortalidade por doenças cardiovasculares – 35% em 25 anos, com o registro de mais de 134 mil óbitos no ano de 2005. (Por: Luis Fernando Correia)

Tabagismo e Imagem

Fumantes não deixam o cigarro
com medo de engordar, diz estudo.
(Foto: Nwe York Times)
A maioria das mulheres que não deixam de fumar principalmente por medo de engordar são as que estão mais longe de ter sua imagem de corpo ideal, segundo um estudo da Universidade de Michigan divulgado nesta segunda-feira (05/11/2007).

A pesquisadora Cindy Pomerleau, principal autora do estudo e diretora do Laboratório de Pesquisa da Nicotina na universidade, afirmou no estudo que estas mulheres são mais propensas às dietas e aos excessos nas comidas que as que não fumam.

"Não é surpreendente que as mulheres que têm problemas com seu peso ou não estão satisfeitas com seus corpos se sintam atraídas pelo tabaco", afirmou em comunicado Pomerleau, que explicou que fumar reduz o apetite.

Uma pesquisa realizada por Pomerleau há alguns anos indicou que 75% das fumantes não estão dispostas a ganhar mais de 2,25 quilos se deixarem de fumar, e quase a metade delas disse que não toleraria aumento de peso algum.

No entanto, o estudo recém-publicado afirma que uma em cada quatro mulheres que deixarem de fumar ganhará pelo menos 2,25 quilos; duas em cada quatro engordarão entre 2,25 a 7 quilos. Apenas uma em cada quatro ganhará mais de 7 quilos.

Segundo outro relatório realizado recentemente pela Universidade de Michigan, as mulheres que já tinham excesso de peso na infância eram muito mais propensas a começar a fumar nos primeiros anos da adolescência que aquelas cujos problemas de peso chegaram mais tarde.

"O problema aqui é conseguir que as mulheres preocupadas com seu peso estejam dispostas a fazer a tentativa de deixar o cigarro, e depois ajudá-las a que alcancem um certo controle sobre seu peso", afirmou.

Pomerleau disse que, apesar de reduzir o apetite, o tabaco causa muitos danos na aparência dos fumantes, tais como rugas na pele, perda de cabelo, enfraquecimento das unhas, coloração amarelada dos dentes e mau hálito.

"Gostaríamos de elaborar uma estratégia de compromisso que se concentre no fim do tabagismo, mas dentro da qual as mulheres também possam tomar algumas medidas passivas e ativas para controlar seu peso", explicou.

Entre estas medidas, o estudo indica os chicletes de nicotina, alguns remédios e aumento da atividade física.

Para a realização do estudo, contou-se com a colaboração de 587 mulheres de entre 18 e 55 anos, das quais 420 eram fumantes e 167 jamais tinham fumado.

Uma proporção igual nos dois tinha excesso de peso ou era obesa, com um índice de massa corporal de 25 ou mais. (Fonte: G1)


quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cigarro sem fumaça???!!!

Um tabaco sem fumaça, mas nocivo:


Um tabaco sem fumaça, mas nocivo, Snus, é divulgado como útil para reduzir consumo de cigarros, mas críticos afirmam que é ante-sala do vício.“Estou realmente preocupado com a minha saúde”, diz Jesper Froberg, um maitre de hotel que está tentando fumar menos. “Esta coisa é mais segura que os cigarros”. Ele se refere ao snus, um tabaco moído, úmido, que o usuário coloca entre a bochecha e a gengiva.Embalado em pequeninas bolsas que parecem saquinhos de chá em miniatura, o snus é muito popular na Suécia. Mas não é totalmente seguro. O snus contém nicotina e é tão viciante quanto os cigarros. Num teste clínico recente, também foi associado ao câncer pancreático.Com a experiência sueca como referência, a indústria americana do fumo está vendo no snus uma alternativa menos perigosa e potencialmente lucrativa. A Philip Morris e a R. J. Reynolds começaram a fazer marketing de teste em todo o país com suas marcas mais famosas, Marlboro e Camel. Mas lembrando a falsa premissa dos cigarros light, os críticos dizem que o tabaco sem fumaça é um Cavalo de Tróia para permitir que as companhias conservem os consumidores que, não fosse isso, poderiam abandonar completamente o fumo.“Não há evidência científica de que o fumante consiga mudar para o tabaco sem fumaça e ficar nisso”, diz Thomas Glynn, diretor da Sociedade Americana do Câncer. A União Européia (UE) proibiu a venda do snus em 1992 - uma medida que quase comprometeu o processo de integração da Suécia à UE, até lhe ser concedida uma dispensa da norma.Não existem tais restrições nos EUA, onde executivos do setor apontam para uma longa tradição do tabaco para mascar. Além disso, dizem eles, o snus é menos nocivo que a versão americana, o dip, que é fermentado em vez de pasteurizado, e pode causar câncer bucal.“Creio que o mercado é potencialmente enorme”, diz Lennart Freeman, presidente da divisão para a América do Norte da Swedish Match, que vende 250 milhões de latinhas de snus por ano na Suécia, onde é líder. A companhia está agora vendendo seu produto em tabacarias de Nova York, Chicago e outras cidades americanas.Na Suécia, o snus está presente há quase 200 anos, e nos últimos 20 tem havido um ressurgimento da sua popularidade. Poucos duvidam de que ele causou impacto nos hábitos do fumo, ao menos entre homens. Em 1976, 43% dos suecos fumavam regularmente. Em 2005, 14%. Nesse período, a porcentagem de homens que consomem snus saltou de 9% para 22%. Estima-se que 5% dos homens suecos deixaram completamente de fumar quando optaram pelo snus.“Se você tem um produto que funciona bem para deixar de fumar, por que não usá-lo?”, pergunta o oncologista Lars Rutqvist, vice-presidente de assuntos científicos da Swedish Match. “As sociedades deviam adotar todas as medidas que fossem eficazes para combater doenças relacionadas ao fumo”. Essas afirmações - para não mencionar sua recente decisão de aceitar emprego numa empresa de tabaco - colocaram Rutqvist em choque com colegas da comunidade médica sueca.“Se você torna isso amplamente acessível, como poderá garantir que não será usado como uma porta para o fumo?”, diz Olof Nyren, um epidemiologista do Instituto Karolinska em Estocolmo. O snus contém nitrosaminas, os mesmos compostos químicos causadores de câncer presentes em cigarros, mas em níveis mais baixos.
Fonte : Estadão de Hoje / São Paulo

Charuto é pior do que cigarro!

Um charuto equivale de cinco a dez cigarros:
Fonte: Diário do Nordeste - Ceará

Diferentemente do cigarro, o charuto é feito somente de tabaco, sem papel ou outros agentes químicos. Além disso, ao fumá-lo, a pessoa não traga. Esta é a justificativa dos fumantes de charuto quando afirmam acreditar que o produto faz menos mal ao organismo do que o cigarro.

No entanto, engana-se quem pensa assim. "Fumar um charuto, por exemplo, equivale a consumir de cinco a dez cigarros normais", conforme Tânia Cavalcante, do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Mesmo que a fumaça do charuto não seja tragada pelo fumante, suas substâncias tóxicas são absorvidas pela mucosa da boca e causa malefícios.

Dentre as substâncias nocivas do fumo, a nicotina merece ser destacada pelo fato de ser responsável pela dependência química e causadora direta de infartos, enfisema pulmonar e câncer.

Um dos poucos alcalóides líquidos, a nicotina apresenta uma cor marrom e o característico cheiro de tabaco. Bastante volátil, ela é destilada quando o tabaco entra em combustão, sendo inalada em sua fase gasosa e absorvida nas mucosas da boca pelos fumantes de cachimbos e charutos.

Terapia para ex-fumantes

Estudo sugere terapia para ex-fumantes contra câncer de pulmão:

Uma pesquisa da Universidade do Texas sugere que tratamento com um derivado da vitamina A, o ácido retinóico, pode ajudar a reduzir o risco de câncer de pulmão em ex-fumantes, que continua elevado.
Acredita-se que células do pulmão danificadas durante anos de tabagismo podem continuar a crescer e produzir câncer mesmo que a pessoa tenha abandonado o hábito.
Cientistas descobriram que a terapia reduz o crescimento destas células pulmonares. O estudo foi publicado na revista científica Journal of the National Cancer Institute.
O risco de desenvolver a doença se mantém elevado muitos anos depois que as pessoas abandonam o hábito de fumar e nunca chega ao nível mais baixo dos não-fumantes.
Os pesquisadores do MD Anderson Cancer Center da universidade concentraram seu estudo em 225 pessoas que haviam fumado muito no passado, antes de abandonarem o hábito.
Os voluntários foram divididos em três grupos e tratados por três meses com uma combinação de um tipo de ácido retinóico com vitamina E, ou com uma forma diferente de ácido retinóico isolado, ou ainda com um placebo.
Os pesquisadores examinaram amostras de tecido pulmonar de todos os voluntários antes e depois do tratamento. Eles mediram a proliferação de células ao registrar os níveis de um marcador químico chamado Ki-67.
Ambos os tratamentos reduziram a proliferação das células em uma camada das células pulmonares - a chamada camada parabasal. Mas eles ficaram surpresos de que não houve redução do crescimento da célula em uma segunda camada - camada basal.
Segundo os pesquisadores, é necessário realizar mais pesquisas para verificar com exatidão os efeitos do tratamento com ácido retinóico.
Mas no artigo, eles afirmam que uma diminuição na proliferação de células pulmonares deveria desacelerar o número de células em que as coisas podem dar errado, e minimizar o potencial para crescimento celular descontrolado. (BBC Brasil)
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