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segunda-feira, 18 de março de 2013

Barreira ao tabaco



A tese de que a proibição de fumar em locais públicos tem influência direta na diminuição do número de crianças nascidas prematuramente foi fortalecida por uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade Hasselt, da Bélgica.


A análise de 600 mil partos constatou três quedas sucessivas no número de bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação, sendo que cada redução ocorreu imediatamente após a entrada em vigor de leis antifumo mais restritivas. De acordo com a publicação científica British Medical Journal, essts tendências não foram encontradas em períodos anteriores às proibições.



O estudo ocorreu depois de uma pesquisa escocesa ter chegado a resultados semelhantes. No entanto, os escoceses não estabeleceram relação com as leis antifumo porque os partos prematuros começaram a diminuir antes da proibição. Já era conhecido o fato de que o hábito de fumar da mãe provoca redução de peso no bebê e aumenta o risco de nascimento prematuro. No estudo belga, os pesquisadores analisaram a taxa de partos prematuros após cada fase da lei antifumo implantada no país.



Lugares públicos e a maior parte dos locais de trabalho foram incluídos nas primeiras proibições, em 2006, seguidos pelos restaurantes, em 2007, e por bares que servem refeições, em 2010. Descobriu-se que a taxa de prematuros caía a cada fase da proibição.



Depois das fases de 2007 e 2010, os partos prematuros caíram cerca de 3% em cada período, o que corresponde a seis prematuros a menos em cada mil nascimentos. As mudanças não foram explicadas por outros fatores, como a idade e os status socioeconômico das mães, a poluição do ar ou epidemias de gripe. O estudo também não encontrou ligação entre as leis e o peso dos bebês.



“Como as proibições ocorrem em três momentos diferentes, pudemos mostrar que há um padrão consistente de redução do risco de partos prematuros. Isto sustenta a ideia de que as leis antifumo trazem benefícios à saúde pública desde os primeiros momentos da vida”, diz Tim Nawrot, que conduziu a pesquisa. [Fonte: AN]
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