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INCA lança manifesto por Brasil livre do tabaco


Instituto defende manutenção de resolução da Anvisa que proíbe comercialização de cigarros eletrônicos em todo o País .

Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2009, proibiu a comercialização de cigarros eletrônicos. Mas os fabricantes têm alegado em campanhas e promoções de tal produto, inclusive no meio científico, que trariam menos danos individuais quando comparados aos cigarros convencionais. Por outro lado, as evidências científicas revelam que cigarros eletrônicos trazem riscos de aumento de iniciação entre os não fumantes, presença de substâncias cancerígenas no vapor, evidência de danos celulares, aumento da chance de infarto agudo do miocárdio e asma. 
  
Conheça o manifesto do INCA em favor da resolução da Anvisa que proíbe o uso de cigarros eletrônicos: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//apoio_a_manutencao_da_rdc_46_2009_inca.pdf 

Fonte: https://www.inca.gov.br/noticias/inca-lanca-manifesto-por-brasil-livre-do-tabaco 


POR UM MUNDO SEM TABACO
INCA -
 Instituto Nacional de Câncer
MP - DITAB - Divisão de Controle do Tabagismo

+
 porummundosemtabaco@inca.gov.br
)
 Tel.:+55 21 3207-6123, +55 21 3207-5977  

“Queremos ser o primeiro país livre do tabaco”. A manifestação é do Ministro da Saúde e foi feita durante a cerimônia de lançamento do sétimo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a epidemia global do tabagismo, em 26 de julho de 2019, no Rio de Janeiro. Neste relatório, o Brasil foi reconhecido, ao lado da Turquia, por ter implementado, no mais alto nível, as seis estratégias propostas no pacote intitulado MPower contra o tabagismo. Continue Lendo o Manifesto Aqui!

Enquete CONITEC nº 11/2017 Proposta de Escopo de Revisão e Atualização do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica para Dependência à Nicotina

Prezados,
 

          A partir do dia (13/03) profissionais de saúde, gestores e a sociedade em geral terão 30 dias para manifestar sua opinião, críticas e sugestões sobre o PCDT – Dependência da Nicotina por meio da enquete que se encontra disponível no site da CONITEC (http://conitec.gov.br/enquetes) e também por meio do aplicativo nas versões disponíveis para download nas versões Android e IOS.
            Convidamos todos os parceiros  e pessoas interessadas a participar dando sua opinião ou conhecendo o que já foi proposto até o momento para o PCDT – Dependência da Nicotina.
Contexto:
            As ações para promover a cessação do tabagismo têm como objetivo motivar fumantes a deixarem de fumar e aumentar o acesso dos mesmos aos métodos eficazes para tratamento da dependência à nicotina. Essas ações são parte integrante do Programa Nacional de Controle do Tabagismo desde 1996 e uma das medidas descritas na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.
           Em 2016 foi assumido pelo INCA o compromisso de elaboração de um novo protocolo que desse suporte ao Tratamento do Tabagismo no país, junto à Subcomissão Técnica de Avaliação de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), que ressaltou a importância que este documento estivesse em consonância com o modelo de diretrizes baseadas em evidências.
A partir desses fatos surge a proposta de constituição de um Comitê para elaboração do PCDT – Dependência da Nicotina, composto por representantes de diferentes órgãos governamentais e não-governamentais envolvidos diretamente com o controle do tabaco e mais especificamente com o tratamento do tabagismo.

Este grupo fez então uma proposta do que seria o Escopo do PCDT – Dependência da Nicotina. O escopo é a primeira etapa no processo de elaboração de um protocolo clínico baseado em evidências científicas, em que se busca identificar os aspectos mais importantes a serem abordados no futuro PCDT, sendo a base para a estruturação das perguntas clínicas que serão objeto de busca na literatura científica.  Este escopo foi encaminhado para CONITEC para ser submetido à enquete. 
As Enquetes visam a dar maior publicidade e transparência ao trabalho de elaboração de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) desenvolvido pela CONITEC. Foram criadas como mais um meio de comunicação com a sociedade e são disponibilizadas como consulta prévia, ainda na primeira etapa de construção do PCDT.

SP tem 16 internados por hora com doenças relacionadas ao cigarro

A cada hora, 16 pessoas são internadas no estado de São Paulo por causa do cigarro. Este número assusta, e mostra que mesmo quem não fuma acaba pagando por esta sobrecarga nos hospitais públicos. Só no estado de São Paulo, 19% das internações de pessoas com mais de 35 anos estão relacionadas às doenças causadas pelo cigarro. Por ano, o gasto com essas internações chega a R$ 380 milhões. 
Avisos não faltam. Basta dar uma lida no maço para descobrir que a cada tragada o fumante inala 4,7 mil substâncias tóxicas. A Organização Mundial da Saúde relaciona pelo menos 55 doenças ao cigarro. São problemas cardíacos, respiratórios, de circulação, e vários tipos de câncer. A consequência disso é um número muito alto de internações.
Um levantamento da Secretaria da Saúde de São Paulo revela que 19% do total de internações de pessoas com mais de 35 anos estão relacionadas a doenças causadas pelo cigarro. Isso significa dizer que, a cada hora, 16 pessoas são internadas em hospitais públicos do estado por causa do cigarro.
Uma pessoa em cada dez morre. As internações duram, em média, sete dias. E uma em cada dez pessoas acaba morrendo após esse período.
“Há uma pré-disposição individual muito grande. Então algumas pessoas levam mais tempo para desenvolver a doença. Mas é só uma questão de tempo. E algumas pessoas com 5 cigarros por dia já podem ter muito em breve doença”, diz Sílvia Von Tiesenhausen de Sousa Carmo, cardiologista.
A cidade de São Paulo é a segunda capital com o maior percentual de fumantes: 14,1%. Só perde para Porto Alegre, onde 16,4% é fumante. Fonte: G1

IBGE divulga dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013




Esta primeira divulgação da PNS traz informações sobre hábitos alimentares, tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas pela população de 18 anos ou mais de idade. A PNS também investigou se essa população adulta foi diagnosticada por profissionais de saúde para alguma das 11 principais doenças crônicas não transmissíveis que, juntas, são a causa de mais
de 70% das mortes no país.

Eram fumantes diários 12,7% dos adultos e 17,5% eram ex-fumantes. Entre os fumantes, 51,1% tentaram parar de fumar nos 12 meses anteriores à visita da PNS. Aliás, 52,3% dos fumantes pensaram em largar a dependência devido às advertências sobre os riscos do tabagismo que vêm estampadas nos maços de cigarros.

Essas foram algumas das informações coletadas pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE que, em convênio com o Ministério da Saúde, visitou cerca de 80 mil domicílios em 1.600 municípios de todo o país, no segundo semestre de 2013.
12,7% dos adultos eram fumantes diários e 17,5% eram ex-fumantes

A PNS constatou que 14,5% dos adultos fumavam cigarros industrializados e 12,7% eram fumantes diários de algum produto de tabaco, sendo 16,2% dos homens e 9,7% das mulheres. Já os ex-fumantes eram 17,5% dos adultos, sendo 21,2% dos homens, 14,1% das mulheres, 31,1% dos idosos e 5,6% dos jovens de 18 a 24 anos.

Entre os fumantes, 51,1% tentaram parar de fumar nos 12 meses anteriores à visita da PNS, sendo 47,9% dos homens e 55,9% das mulheres. Entre os que tentaram parar de fumar, 8,8% procuraram a um profissional de saúde.

Nos domicílios, 10,7% dos não fumantes estavam expostos à fumaça de tabaco. As mulheres não fumantes estavam mais expostas (11,7%) do que os homens (9,5%).

Já entre os não fumantes que trabalhavam em ambientes fechados, 13,5% estavam expostos ao fumo passivo, os homens (16,9%) mais do que as mulheres (10,4%).

52,3% dos fumantes cogitaram parar devido às advertências nos maços de cigarros

A PNS perguntou se o morador, nos 30 dias anteriores à entrevista, viu alguma propaganda ou anúncio de cigarros em seus pontos de vendas. Essa propaganda foi percebida por 28,7% das pessoas e atingiu 32,4% dos homens e 25,4% das mulheres.

Ainda entre os adultos, 52,1% afirmaram ter visto ou ouvido na mídia campanhas que estimulassem a parar de fumar ou informassem sobre os riscos do tabaco para a saúde.

Entre os fumantes, 86,2% perceberam as advertências antitabaco nos maços de cigarros e 52,3% deles pensaram em parar de fumar por causa delas.


A publicação completa da Pesquisa Nacional de Saúde pode ser acessada em:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pns/2013/default.shtm

Fonte: IBGE
http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2786


POR UM MUNDO SEM TABACO
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Portaria Que Regulamenta as Condições do Local e Medidas de Proteção em Relação ao Fumo em Locais Fechados




Prezados(as), foi publicada Portaria que regulamenta as condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar e medidas de proteção ao trabalhador em relação à exposição ao fumo estabelecendo exceções à proibição do uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco em recinto coletivo fechado.


Portaria Interministerial MTE/MS Nº 2647 DE 04/12/2014
Publicado no DOU em 5 dez 2014

Regulamenta as condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar e medidas de proteção ao trabalhador, em relação à exposição ao fumo nos ambientes estabelecidos no art. 3º do Decreto nº 2.018, de 1º de outubro de 1996, alterado pelo Decreto nº 8.262, de 31 de maio de 2014.

Os Ministros de Estado da Saúde e do Trabalho E Emprego, Interino no uso das atribuições que lhes confere o art. 87 item II da Constituição, e

Considerando o disposto no art. 200 do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, que aprova a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);

Considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS);

Considerando o disposto na Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4º do art. 220 da Constituição Federal;

Considerando o Decreto nº 2.018, de 1º de outubro de 1996, que regulamenta a Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígenos, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4º do art. 220 da Constituição;

Considerando o Decreto nº 5.658, de 2 de janeiro de 2006, que promulga a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco, adotada pelos países membros da Organização Mundial de Saúde em 21 de maio de 2003 e assinada pelo Brasil em 16 de junho de 2003; e

Considerando o Decreto nº 8.262, de 2 de junho de 2014, que altera o Decreto nº 2.018, de 1º de outubro de 1996, estabelecendo exceções à proibição do uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco em recinto coletivo fechado, no art. 3º, § 2º, incisos I a V, bem como determinando no § 3º do art. 3º que nos locais indicados no § 2º sejam adotadas condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar e medidas de proteção ao trabalhador, em relação à exposição ao fumo, nos termos de normas complementares editadas pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego,

Resolvem:

Art. 1º Esta Portaria Interministerial regulamenta as condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar e medidas de proteção ao trabalhador em relação à exposição ao fumo nos ambientes indicados no art. 3º do Decreto nº 2.018, de 1º de outubro de 1996, alterado pelo Decreto nº 8.262, de 31 de maio de 2014.

Art. 2º Para fins desta Portaria são adotadas as seguintes definições:

I - área exclusiva para o uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco: área destinada exclusivamente ao uso e à experimentação de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco, isolada das demais áreas do estabelecimento, conforme os termos técnicos desta Portaria, e que esteja localizada em um dos seguintes estabelecimentos:

a) estabelecimentos destinados especificamente à comercialização de produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, desde que essa condição esteja anunciada de forma clara na entrada do estabelecimento;

b) estúdios e locais de filmagem ou gravação de produções audiovisuais, quando necessário à produção da obra;

c) locais destinados à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco; e

d) instituições de tratamento da saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista;

II - sistema de ventilação por exaustão: processo empregado para se obter em ambientes, a diluição dos poluentes gerados no recinto pela exaustão e a rejeição ao exterior por meio mecânico do ar do recinto e a substituição do ar exaurido por ar não poluído; e

III - emissões: mistura de gases e partículas provenientes do consumo de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco.

Art. 3º A área exclusiva para o uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco deve possuir sistema de ventilação por exaustão, de forma a reduzir o acúmulo de emissões do produto no seu interior e evitar a sua transposição para os demais ambientes como medida de prevenção e proteção à saúde.

Art. 4º No interior das áreas exclusivas para o uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco é proibida a comercialização, a distribuição e o fornecimento de produtos alimentícios e produtos fumígenos derivados ou não do tabaco.

Art. 5º Fica vedada a permanência regular de trabalhadores no interior das áreas exclusivas para o uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco.

§ 1º Quando for necessário o trânsito de trabalhadores para a execução de atividades eventuais no interior das áreas exclusivas para o uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco, deverão ser adotadas as medidas necessárias suficientes para minimização ou controle dos riscos decorrentes da exposição aos produtos fumígenos derivados ou não do tabaco.

§ 2º Os serviços de manutenção das instalações e equipamentos das áreas exclusivas para o uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco somente podem ser efetuados quando os locais não estiverem em funcionamento.

Art. 6º As áreas exclusivas para uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco devem possuir as condições específicas a seguir:

I - planejamento físico que garanta:

a) área mínima de 1,2m2 por usuário, não sendo permitida a permanência de pessoas em quantidade superior à estabelecida em projeto;

b) enclausuramento completo da área exclusiva para uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco, sem aberturas para o interior do estabelecimento em que esteja localizada, separada das demais áreas por paredes, devendo pelo menos uma dessas paredes ser construída com materiais que permitam a visualização completa de seu interior, com acesso efetuado por uma única porta;

c) construção com materiais adequados para o revestimento de paredes, pisos, tetos e bancadas resistentes à lavagem e ao uso de desinfetantes, com o menor número possível de ranhuras ou frestas, mesmo após o uso e limpeza frequente;

d) existência de cinzeiros com caixa de areia ou recipientes próprios para descarte;

e) existência de sistemas de prevenção de combate a incêndio (extintores, sprinklers, entre outros);

f) porta com mecanismo de fechamento automático, de forma a se evitar vazamentos de ar da área exclusiva para uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco para o restante do estabelecimento onde esteja
localizada e para os estabelecimentos adjacentes, independente do o tipo de abertura ou de acabamento que a porta possua; e

g) mobiliário feito de material não combustível, de fácil limpeza e que minimize a absorção das partículas emitidas pelos produtos fumígenos derivados ou não do tabaco.

II - sistema de ventilação por exaustão que garanta:

a) descarga do ar exaurido para o exterior suficiente para conter as emissões de contaminantes para outros ambientes;

b) que o ar exaurido da área exclusiva seja totalmente dirigido para o exterior, não sendo permitida a recirculação para os demais ambientes;

c) sistema de climatização que atenda às normas de vigilância sanitária; e

d) que a área exclusiva para uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco seja mantida em gradiente de pressão negativo em relação ao restante do estabelecimento onde esteja localizada e aos estabelecimentos adjacentes.

§ 1º Fica vedado o uso de produtos fumígenos derivados do tabaco durante os períodos em que o sistema de ventilação por exaustão das áreas exclusivas para este fim não esteja operando de forma apropriada;

§ 2º O uso de purificadores, lavadores de ar ou sistemas similares somente fica permitido se adotado em conjunto com o sistema de ventilação por exaustão; e

§ 3º O sistema de ventilação por exaustão deve ser mantido em operação após a desocupação e desativação da área exclusiva para uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco, sendo então desligado automaticamente pela ação de um relê temporizador, de forma a exaurir os resíduos e odores de fumaça que ficariam retidos e acumulados no ambiente fechado.

Art. 7º A face externa da porta de entrada da área exclusiva para uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco localizada em estabelecimentos destinados especificamente à comercialização de produtos fumígeros, derivados ou não do tabaco, desde que essa condição esteja anunciada de forma clara na entrada do estabelecimento, conterá as seguintes informações necessárias:

I - informações sobre a utilização do local, o horários de funcionamento, a capacidade máxima de pessoas e a proibição de comercialização, distribuição e fornecimento de produtos alimentícios e produtos fumígenos derivados ou não do tabaco; e

II - advertência sanitária ao consumidor contendo informações sobre os malefícios decorrentes do uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco.

Parágrafo único. A advertência sanitária prevista no inciso II do "caput" também deve ser afixada no interior da área exclusiva de que trata este artigo.

Art. 8º Os estabelecimentos enumerados no inciso I do art. 2º terão o prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Portaria para se adequarem às suas disposições.

Parágrafo único. Para o início ou reinício das atividades, os estabelecimentos devem atender na íntegra as disposições contidas nesta Portaria.

Art. 9º Nas instituições de tratamento da saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista somente será permitido o
uso de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco, por esses pacientes, nas áreas exclusivas definidas nesta Portaria ou, excepcionalmente, em áreas ao ar livre onde não circulem ou permaneçam outros pacientes e trabalhadores.

Art. 10. Os locais de cultos religiosos onde haja uso de produto fumígeno derivado ou não do tabaco deve afixar na entrada a indicação sobre qual produto fumígeno está sendo utilizado.

Parágrafo único. É vedado o trânsito e a permanência de trabalhadores para a execução de suas atividades laborativas, durante o uso dos produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco.

Art. 11. Os órgãos de vigilância sanitária Estaduais, Municipais e do Distrito Federal e as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego serão responsáveis pela aplicação e execução de ações de sua competência visando ao cumprimento desta Portaria.

Art. 12. Todos os atos normativos mencionados nesta Portaria, quando substituídos ou atualizados por novos atos, terão a referência automaticamente atualizada em relação ao ato de origem.

Art. 13. Os locais indicados enumerados no inciso I do art. 2º devem observar as demais normas vigentes estabelecidas pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Art. 14. O descumprimento das determinações contidas nesta Portaria constitui infração de natureza sanitária, sujeitando o infrator às sanções previstas nos art. 9º da Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996, e/ou infração de natureza trabalhista, conforme previsto no art. 157 e observadas as punições previstas no art. 201, ambos da CLT, sem prejuízo de outras penalidades previstas na legislação em vigor.

Parágrafo único. As infrações de natureza sanitária serão apuradas com a observância do processo previsto nos art. 12 e seguintes da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977.

Art. 15. O disposto nesta Portaria não exclui a necessidade de observância das normas sanitárias editadas pela ANVISA no exercício das competências previstas na Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999.

Art. 16. Esta Portaria Interministerial entra em vigor na data de sua publicação.

ARTHUR CHIORO

Ministro de Estado da Saúde

NILTON FRAIBERG MACHADO

Ministro de Estado do Trabalho e Emprego Interino

Fonte: http://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=278144

Políticas antitabagismo no Brasil já salvaram mais de 400 mil vidas


As ações para o controle do tabagismo no Brasil já salvaram 420 mil vidas. E o aumento do preço do produto é responsável por cerca da metade da redução do número de fumantes no país, seja por diminuir a iniciação ou por estimular a cessação. As conclusões estão no artigo Os efeitos das políticas de controle do tabaco no Brasil, que os epidemiologistas Liz Almeida e André Szklo, da Divisão de Epidemiologia do INCA, e David Levy, do Departamento de Oncologia, da Universidade Georgetown (EUA) publicaram no dia 7 de novembro na versão online da Plos Medicine, uma das mais importantes revistas científicas da área. 

Utilizando um modelo de simulação, já testado por Levy em cerca de 30 países, foram obtidos números não só referentes ao período 1989-2010 (as ações de controle do tabagismo tiveram início no Brasil no final dos anos 1980), mas calculado também o que se pode esperar para as próximas quatro décadas. 

Umas das conclusões do levantamento dá conta de que, caso o Brasil não tivesse implementado nenhuma ação de controle do tabaco, a prevalência (percentual de fumantes) atual seria de 31% (ou aproximadamente um em cada três pessoas com 18 anos ou mais seria fumante). O modelo estimou que, em 2010, a proporção de fumantes no Brasil foi de  16,8%. . “Se tudo o que já foi feito até agora continuar sendo feito da mesma forma, até 2050 teremos conseguido evitar 7 milhões de mortes devido ao uso do tabaco. E se as ações atuais forem intensificadas, esse número pode chegar a 8,3 milhões”, revela André. 

Com as ações atuais já implementadas, a projeção é que cheguemos a 2050 com cerca de 10% de brasileiros, acima de 18 anos, fumantes. Já se as mesmas ações forem intensificadas, o índice poderá cair para aproximadamente 6%.  Exemplos de intensificação das ações são o aumento dos impostos sobre os cigarros, maior vigilância na restrição de acesso aos produtos do tabaco por crianças e adolescentes e expansão da oferta do tratamento do fumante na rede SUS. “Apesar de existir uma lei proibindo a venda de cigarro para menores, a pesquisa Vigescola (pesquisa de tabagismo em escolares) demonstrou que os jovens não têm dificuldades para comprar cigarros nas estabelecimentos comerciais. Se essa política for intensificada, a contribuição relativa na queda da prevalência pode aumentar de forma significativa”, diz Liz. 

Antes de ser utilizado, o simulador foi validado comparando-se os números reais apurados pela PETab (pesquisa especial de tabagismo em pessoas com 15 anos ou mais, de 2008) com os estimados pelo modelo  desenvolvido por Levy. “A prevalência de mulheres fumantes apurada pela PETab foi de 13,9% e a do modelo, 14%. Entre os homens, o percentual apurado pela PETab foi de 22,9% e o modelo estimou 22,6%. Isso demonstra que o modelo está sendo capaz de estimar valores muito próximos daqueles observados nas nossas pesquisas, esclarece André. 

O modelo levou em consideração as políticas de preço dos produtos do tabaco, ambientes livres de fumaça, campanhas na mídia, restrição da publicidade dos produtos,  prevalência de fumantes, uso de advertências nos produtos de tabaco, oferta de tratamento para o fumante e restrição de acesso de  crianças e adolescentes aos produtos.  Dentre as principais ações já implementadas, destacou-se o papel da política de preços dos produtos de tabaco na redução da prevalência estimada pelo modelo. 

Fonte: Agência de Notícias INCA 

INCA revela que 37% dos casos de câncer do País previstos para esse ano são relacionados ao tabagismo



31/05/2012 - “Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta” é o tema deste ano, no Brasil, do Dia Mundial Sem Tabaco. A ideia foi adaptada da proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a realidade do País centrada nos danos causados pela cadeia de produção do tabaco e os malefícios à saúde. Estimativas de câncer para 2012 elaboradas pelo INCA mostram que 37% dos casos da doença podem estar relacionados ao tabagismo. 
 
Apesar de ser a primeira vez que o Brasil registra menos de 15% na prevalência de fumantes, de acordo com as informações do Vigitel (pesquisa telefônica do Ministério da Saúde), o INCA alerta para os percentuais estimados de casos novos de câncer tabaco-relacionados para esse ano. “O País já alcançou muitos avanços na luta contra o tabagismo, mas o número de casos novos relacionados ao fumo é preocupante. É preciso regulamentar definitivamente a lei dos ambientes 100% livres do tabaco e dar mais um grande passo em prol da saúde dos brasileiros”, diz o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.
 
Quando avaliados por região, os percentuais dos cânceres causados pelo tabaco, comparados com todos os casos novos para esse ano, ficam em 45 %, nas mulheres e 34% nos homens do Norte do País; 43% no sexo masculino e 35% no feminino do Sudeste; 40% nas mulheres e 35% nos homens do Centro-Oeste e, 35% do sexo masculino e 40% do feminino na Região Centro-Oeste do Brasil. 
  
“Observar as informações do recorte das doenças tabaco-relacionadas nos dá a dimensão do que é o desafio do combate ao câncer. É importante que os gestores visualizem o impacto do tabaco nos casos novos de câncer para melhorar mais ainda as estratégias de prevenção”, explica a gerente da Divisão de Informação do INCA, Marise Rebelo.
 
Outra conclusão do estudo do INCA é que se considerarmos uma expectativa de vida até os 80 anos, os brasileiros podem perder até seis anos potenciais de vida e, as brasileiras, até cinco anos, devido a alguns tipos de câncer tabaco-relacionado. No Sul, essas informações chamam ainda mais atenção, pois são até dez anos perdidos, pelos homens e, seis pelas mulheres; e no Sudeste, oito anos, entre o sexo masculino, e cinco entre o feminino.
 
Apesar da queda significativa no número dos fumantes brasileiros, o percentual de mortalidade por câncer tabaco-relacionado ainda é alto. O câncer de pulmão, por exemplo, é responsável por 37% das mortes por câncer na Região Sul, entre o sexo masculino. Nas outras regiões, também entre os homens, esse tipo de tumor é responsável por 30% da mortalidade por câncer. 
  
Entre as mulheres, na Região Sul, o tumor de pulmão é o que mata mais dentre todos os cânceres: 24%. O câncer de cólon e reto, que também sofre influência do tabagismo, representa 20% das mortes por câncer na Região Sudeste. 
  
Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta
 
Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+ 20, em junho, para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas, o INCA lembra que além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, dentre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: desmatamento, uso de agrotóxicos, agricultores doentes, incêndios e poluição do ar, das ruas e das águas. 
  
“Basta manter um cigarro aceso para poluir o ambiente. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Imagine a quantidade de toxicidade que várias pessoas fumando deixam no nosso planeta”, ensina a coordenadora da Divisão de Tabagismo do Inca, Valéria Cunha. 
  
Os agricultores são vítimas de doenças causadas pelos pesticidas e pelo manuseio da folha de tabaco (doença do tabaco verde, com sintomas que incluem náusea, vômito, fraqueza, dor de cabeça, tonteira, dores abdominais, dificuldade para respirar e alteração na pressão sanguínea). 
  
“Dentre as crianças e adolescentes de 5 a 15 anos envolvidas em atividades agrícolas na Região Sul do Brasil, 14% trabalham no cultivo do tabaco, ficando expostas a grandes quantidades de agrotóxicos, o que é bastante prejudicial à saúde”, explica o médico pneumologista da Divisão de Tabagismo do INCA, Ricardo Meirelles.
 
Nos países em desenvolvimento, o desmatamento devido ao plantio e secagem das folhas do tabaco corresponde a 5% do total. Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é sacrificada. O fumante de um maço de cigarros por dia consome o equivalente a duas árvores em um mês. Ainda que as zonas desmatadas sejam reflorestadas, não são refeitas as condições naturais quanto à flora e à fauna da mata virgem. O desmatamento está associado ainda a surtos de doenças infecciosas, e à erosão e destruição do solo. 
  
Pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são causados por pontas de cigarros. Os filtros, por sua vez, estão carregados de materiais tóxicos que podem demorar mais de cinco anos para se decompor. Há contaminação do solo e bloqueio dos sistemas das águas e esgoto. As pontas de cigarros são levadas pela chuva para rios, lagos, oceanos, matando peixes, tartarugas e aves marinhas que podem ingeri-las. 
  
Um pouco mais sobre os danos ambientais - O tabaco, além de prejudicar a saúde de quem fuma, agride o meio ambiente, pois florestas inteiras são devastadas e utilizadas como combustível para alimentar os fornos à lenha e as estufas, que secam as folhas do fumo antes de serem industrializadas. Veja abaixo alguns desses e outros problemas provocados pelo tabaco:
Desmatamento
 
As ações de desmatamento para a produção do fumo de tabaco contribuem de forma significativa para o desmatamento global, correspondendo a aproximadamente 5% do total desmatado nos países em desenvolvimento. Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é queimada. Cada 15 maços de cigarro que chegam ao mercado sacrificam uma árvore. 
  
Segundo a OMS, a poluição tabagística ambiental, resultado da fumaça exalada pelo fumante, é a maior causa de poluição de ambientes fechados e a terceira maior causa de morte evitável no mundo. O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro. 
  
Entrave ao desenvolvimento 
  
A colheita das folhas de fumo ocorre em dezembro e janeiro, na qual utiliza-se, massivamente, a mão-de-obra infantil. Tanto que o calendário escolar da região do fumo teve que se adequar a esta realidade, antecipando o término do ano letivo ao início da safra. 
  
Fumo passivo 
  
Estudos revelam que entre pessoas expostas ao fumo passivo há risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão, 30% mais risco de sofrerem doenças cardíacas e 25% a 35% mais riscos de terem doenças coronarianas agudas. Além disso, a propensão à asma e à redução da capacidade respiratória é maior neste grupo. 
  
No Brasil, pelo menos, 2.655 não-fumantes morrem a cada ano por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. O que equivale dizer que, a cada dia, sete brasileiros que não fumam morrem por doenças provocadas pela exposição à fumaça do tabaco.
 
Para mais informações sobre as ações e notícias de 31 de maio: Dia Mundial sem Tabaco, acesse o site do INCA:
 
 
Fonte: Agência de Notícias - INCA

Brasil tem motivos para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco


As importantes medidas aprovadas na luta contra o fumo recentemente no Brasil fazem com que o País tenha motivos para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco. O aumento do preço do cigarro, por exemplo é considerado uma das medidas mais eficazes para conter o tabagismo.
O Dia Mundial sem Tabaco, que acontece nesta quinta-feira, é uma oportunidade para sensibilizar a população sobre os males causados pelo fumo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo.
Dados divulgados pela OMS mostram que mais de 5,6 milhões de pessoas morrem por ano devido aos males do tabaco, sendo 600 mil fumantes passivos, aqueles que não fumam, mas estão sujeitos à fumaça do cigarro.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tabagismo é responsável pela morte de 200 mil pessoas a cada ano no Brasil. Atualmente, cerca de 25 milhões de pessoas são fumantes no País, mas este número está caindo.
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde aponta que de 2006 a 2011, o número de fumantes passou de 16,2% para 14,8% - menos da metade dos 34,8% de fumantes de 1989. Os homens ainda continuam sendo os maiores consumidores de cigarros, com 18,1%, enquanto 12% das mulheres são fumam.
O índice de jovens entre 18 e 24 anos que fumam é de 12,5%. A pesquisa apontou que 11,3% deles largam o vício antes de completar 25 anos. Diminuiu também a quantidade de homens que fumam mais de dois maços por dia, de 6,3% para 5,4% nos últimos seis anos.
Fatores que ajudaram na diminuição do consumo de tabaco
Em 2005, o Brasil aderiu à Convenção-Quadro do Controle de Tabaco (CQCT), instrumento legal, sob forma de um tratado internacional de saúde pública. O trabalho da CQCT é elaborar e atualizar as políticas de controle de tabaco e proteger as políticas nacionais contra os interesses da indústria do tabaco. Essas medidas têm como meta reduzir a demanda e a oferta do tabaco, proteger o meio ambiente e conscientizar a população dos perigos do cigarro.

No dia 15 de dezembro de 2011, uma nova Lei do Fumo foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, estabelecendo o preço mínimo de três reais para o cigarro, aumentando a carga tributária sobre o produto, vetando a propaganda nos pontos de venda e proibindo o fumo em locais fechados em todo o Brasil. Os fumódromos, sejam privados ou públicos, não são mais permitidos.
"Não é fácil romper com a imagem de glamour, prazer e sedução que há muito tempo vem sendo associada ao cigarro, fazendo com que as pessoas se iludam e acabem se tornando dependentes", diz a vice-diretora da ONG Aliança de Controle de Tabagismo (ACT), Mônica Andreis. Para ela, a restrição de publicidade e o uso de imagens de advertências nos maços contribuem para uma maior conscientização sobre os males do cigarro, como dependência, doença e morte, quebrando a falsa imagem de glamour que o produto representa.
Já a proibição de fumar em lugares fechados tinha como objetivo inicial proteger as pessoas da exposição ao fumo passivo, mas acabou estimulando os fumantes a reduzirem ou pararem de fumar.
O aumento de preço do cigarro é considerado uma das medidas mais eficazes para conter o tabagismo. A nova Lei do Fumo estabeleceu em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados para cigarros. Essa elevação no preço entrou em vigor no início do ano, podendo subir até cerca de 20% em 2012 e 55% até 2015.
Além disso, a Anvisa aprovou em março a retirada de cigarros com sabor do mercado e restringe o uso de aditivos que dão aroma aos cigarros, como cravo, baunilha e mentol. De acordo com a vice-diretora da ACT, essas substâncias são usadas para atrair os jovens e facilitar sua iniciação com o cigarro.
Este ano, a OMS escolheu o tema Interferência da Indústria do Tabaco para celebrar o Dia Mundial sem Tabaco.[Fonte: Terra]

Percentual de fumantes no país fica pela primeira vez abaixo dos 15%


A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada ontem pelo Ministério da Saúde, indica que o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% no ano passado.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, elogiou os resultados e lembrou que é a primeira vez em que o índice fica abaixo dos 15%.
“É uma queda importante e mostra a correção de algumas medidas do governo, do Congresso Nacional, [no sentido] de reforçar a luta contra o tabagismo”, disse, ao destacar ações como a proibição de fumódromos e a criação de espaços livres do tabaco.
Dados mostram que a frequência de fumantes continua maior entre os homens: 18,1% contra 12% entre as mulheres. Ainda assim, a população masculina lidera a redução do tabagismo no país, já que 25% deles declararam ter deixado de fumar, contra 19% entre as pessoas do sexo feminino. A tendência de queda no consumo entre os homens foi constatada em todas as faixas etárias e independentemente do grau de escolaridade.
A quantidade de pessoas que abandonam o hábito de fumar, de acordo com o ministério, aumenta com o avançar da idade. A frequência de ex-fumantes chega a ser quase cinco vezes maior entre homens com mais de 65 anos. Entre as mulheres, a maior queda foi verificada na faixa etária dos 55 aos 64 anos (30%).
Outro aspecto positivo apontado pelo estudo é a queda do índice de homens que fumam mais de 20 cigarros por dia – o chamado fumante pesado. A proporção passou de 6,3% em 2006 para 5,4% em 2011.
Em relação ao fumo passivo, a pesquisa Vigitel indica que 11,8% dos brasileiros não fumantes moram com pelo menos uma pessoa que fuma dentro de casa. Além disso, 12,2% das pessoas que não fumam convivem com algum colega fumante no local de trabalho.
Adultos entre 18 e 24 anos são os que mais sofrem com o fumo passivo em casa (17,7%). No trabalho, a frequência de homens atingidos pelo fumo passivo é 17,8%, mais do que o dobro da registrada entre as mulheres, 7,4%.
Dados mostram ainda que, quanto maior o acesso à informação, menor a chance de a pessoa começar a fumar. O percentual de fumantes entre pessoas com até oito anos de estudo ficou em 18,8%, contra 10,3% entre pessoas com 12 anos ou mais de estudo.[Fonte: 

Anvisa proíbe venda de cigarros com sabor



Cigarros com aditivos como chocolate, baunilha, menta e morango estão proibidos no País. Depois de mais de um ano de discussão e muita polêmica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (13) uma resolução que impede o uso de substâncias que mudam o sabor ou o cheiro de produtos de fumo. A medida, na prática, passa a valer dentro de um ano e meio. Este é o tempo dado para a indústria mudar a linha de produção e escoar ou recolher o produto existente no mercado. Para cigarrilhas e charutos, o prazo é maior: 18 meses para interrupção da produção e seis meses, para retirada dos produtos do comércio.
A versão aprovada por unanimidade é mais branda da que foi colocada em consulta pública em dezembro de 2010. A medida permite a adição de açúcar ao tabaco para repor a substância perdida no processo de secagem. A versão anterior incluía o açúcar na lista de proibições. A adição permitida, no entanto, terá de obedecer um critério. Fabricantes terão de informar quanto do açúcar foi perdido no processo de cura e quanto foi reposto.
A resolução aprovada hoje também garante a permanência de um grupo de outras sete substâncias que não alteram o sabor ou cheiro do tabaco mas são usadas durante o processo de produção. Entre elas estão glicerol, adesivos e agentes aglutinantes.
A proibição de aditivos aromatizantes e que emprestam sabor aprovada pela Anvisa atende a uma recomendação da Convenção Quadro do Tabaco, acordo mundial com medidas para reduzir e prevenir o tabagismo, do qual o Brasil é signatário. Médicos e grupos antitabagistas asseguram que a adição de produtos que alteram o sabor e cheiro do cigarro é uma tática há tempos usada pela indústria para atrair novos fumantes, principalmente crianças e adolescentes. Na edição de hoje, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou pesquisa feita com 17 mil estudantes de 13 a 15 anos em 13 Estados do País que mostrou que a maioria dos alunos que já experimentara cigarro preferiam os com sabor, principalmente os mentolados.
"Foi um ganho para a saúde pública do País", comentou o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares da Silva, ao fim da reunião. Embora a decisão tenha sido unânime, o clima da reunião de hoje foi tenso. Um dos diretores, Jaime Oliveira, havia sugerido que outros aditivos que não conferissem sabor ou odor ao produto fossem permitidos na produção de cigarros brasileiros. Estima-se que existam cerca de 600 aditivos usados no cigarro. A proposta já havia sido apresentada na segunda-feira, em uma reunião informal entre diretores. Hoje, depois de muita discussão, ficou acertado que, no futuro, empresas poderão enviar propostas tanto para liberar quanto para proibir novas substâncias.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Fumo, Carlos Fernando Galante, não quis fazer uma avaliação sobre a resolução. "Temos de discutir qual impacto que essa medida exercerá no setor", afirmou. Ao longo do último ano, a indústria do fumo pressionou sob todas as formas o governo para tentar evitar a aprovação da medida. Eles asseguram que a proibição da adição de produtos ao cigarro pode afetar o setor, que emprega milhares de pequenos agricultores no País. "Esse discurso é muito semelhante àquele que foi feito durante a aprovação da Convenção Quadro do Tabaco: na época eles diziam que o setor estava ameaçado. E vemos que a atividade nunca esteve tão fortalecida", afirmou Paula Johns, da Aliança de Controle do Tabagismo.
De acordo com a indústria do fumo, cigarros com sabor representam cerca de 3% do mercado brasileiro. Ao longo dos últimos anos, o número de marcas com sabores aumentou de forma expressiva no País. "Diante das restrições com publicidade, as imagens de advertência, eles reforçaram outra estratégia que sabidamente é eficaz entre jovens: tornar o cigarro mais atrativo", afirmou Vera Costa e Silva, pesquisadora da Fiocruz. [Fonte: Yahoo]

Segurança Pública discutirá mercado ilegal de cigarros

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou requerimento de realização de uma audiência pública para discutir o mercado ilegal de fumo no País. O debate ainda não tem data marcada.
Até maio deste ano, a Polícia Federal apreendeu mais de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 3,4 milhões) em cigarros clandestinos no Brasil. Os números, no entanto, podem ser bem maiores, como avalia o deputado Enio Bacci (PDT-RS), um dos autores do pedido para a organização da audiência. "Nós temos registros apenas de grandes apreensões, de toneladas do produto em caminhões. Mas, diariamente, ‘contrabandistas-formiguinhas’ trazem o porta-malas do carro recheado com pacotes de cigarros - em poucos casos, são identificados pela Polícia", diz.
Bacci destaca que, em 2010, o mercado ilegal de cigarros fez com que o Brasil perdesse R$ 5 bilhões em arrecadação de impostos.
Paraguai
O deputado explica que os cigarros contrabandeados entram no País principalmente pela fronteira com o Paraguai. Citando reportagem recém-exibida pela TV Record, Bacci lembra que um em cada três cigarros consumidos no Brasil é oriundo do mercado clandestino paraguaio. O Paraguai, segundo o parlamentar, produz 20 vezes mais o produto do que a população paraguaia seria capaz de consumir.
Advogado com especialização na área criminal, Enio Bacci espera que a audiência pública possa indicar soluções possíveis para o problema. "É importante que o governo tenha noção de que sabemos que há uma grande campanha nacional de controle sobre o tabaco. Para que esse controle seja realmente viável, no entanto, é necessário que a mercadoria seja legal, de origem nacional e fiscalizada pela Anvisa. Hoje, não há fiscalização alguma sobre os cigarros contrabandeados”, afirma.
Convidados
Serão convidados para o debate o jornalista Marcelo Rezende, da TV Record, além de representantes do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, da Receita Federal, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Grupo de Proteção à Marca e da Fundação Getúlio Vargas. [Fonte: Câmara de Notícias]


Novo site reúne dados oficiais sobre tabagismo

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) lança nesta terça-feira um site reunindo informações sobre tabaco que estavam dispersas em diferentes órgãos do governo.


No Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco (www.inca.gov.br/observatoriotabaco) é possível encontrar estatísticas, informações sobre tratamentos para deixar o cigarro, ações judiciais e publicidade.

Para marcar o Dia Mundial sem Tabaco, o Inca e a ACT (Aliança de Controle do Tabagismo) vão iluminar o Cristo Redentor de vermelho.

Pela aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 315/08 que garante ambientes coletivos fechados 100% livres do tabaco - Vote Aqui

Cai número de fumantes no país, diz pesquisa...


Em 1989, 33% dos brasileiros maiores de 18 anos fumavam, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Hoje, essa proporção é de 18%, concluiu a Pesquisa Especial de Tabagismo divulgada ontem pelo instituto. A queda foi de 45%.

A pesquisa, realizada a partir de 2008, entrevistou 39.425 brasileiros com mais de 15 anos. Desses, 17,5% fumam. Outros 13 países estão realizando a mesma pesquisa, que termina em outubro.

– Conseguimos reduzir bastante o número de fumantes, mas precisamos continuar a briga. A indústria do tabaco primeiro focou as mulheres, e o resultado já pode ser constatado. Agora, o foco está nos jovens. Essa é a principal faixa etária em que devemos trabalhar, porque é a idade em que é mais fácil abandonar o vício – diz Liz Maria de Almeida, gerente da Divisão de Epidemiologia do Inca.

A pesquisa mostra que a proporção de jovens do sexo feminino que começam a fumar antes dos 15 anos é 22% maior do que a dos homens em todas as regiões do país.

Segundo o Inca, a geração de brasileiros nascidos a partir da década de 1980 – que hoje tem até 30 anos – começa a fumar aos 17 anos, em média. No Nordeste e no Centro-Oeste, a proporção de jovens que começa a fumar antes dos 15 anos é maior do que nas outras regiões.

Homens fumam mais, mulheres param antes

Entre os jovens, chama a atenção o fato de os homens fumarem 2,5 vezes mais do que as mulheres. Entre as outras faixas etárias da população essa proporção é menor. Uma das explicações para isso é o fato de que as mulheres param de fumar numa proporção duas vezes maior do que a dos homens.

A pesquisa ainda constatou que os jovens são mais sensíveis à propaganda pró-tabaco do que os adultos – 48,6% dos jovens relataram ter percebido propaganda pró-tabaco, ante 38,7% dos adultos. [Fonte: DC]

Elas estão fumando mais do que eles

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que houve um aumento de 3,9%

Quando Edna de Souza, 49 anos, acende o cigarro, o marido, José Oliveira Santos, 26, faz cara feia. O contraste do casal, que mora em Florianópolis, configura o novo panorama da cidade. Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que o número de mulheres fumantes ultrapassou o de homens na Capital. O levantamento ouviu por telefone mais de 2 mil pessoas entre 12 de janeiro e 22 de dezembro de 2009. A pesquisa será divulgada na imprensa na segunda-feira. Clique Aqui para acessar os dados estatísticos!

De acordo com a pesquisa, o número de mulheres fumantes acima de 18 anos aumentou 3,9% em relação a 2006. São 5,6 mil a mais que estão adeptas do cigarro na Capital catarinense.

Além disso, conforme o último censo do IBGE (2000), das 275.116 pessoas com mais de 18 anos que vivem em Florianópolis, 143.548 são mulheres. Destas, a pesquisa do MS apontou 28,5 mil fumantes no ano passado, contra 27,1 mil homens.

O levantamento do Ministério realizado em todas as capitais brasileiras mostra que a realidade de Florianópolis é a mesma que a de outra capital do Sul do Brasil: Porto Alegre. Lá, o percentual de mulheres que fumam saltou de 17% para 22%, também igualando-se ao de homens. Com base nos números da população adulta da capital gaúcha, é como se 36,9 mil mulheres passassem a fumar nos últimos três anos.

Edna de Souza quer sair dessa estatística e, para isso, estabeleceu uma data para dar fim ao seu vício: 7 de julho. De acordo com ela, a decisão foi tomada não apenas pela insistência do marido e do neto Bernardo, de cinco anos. Mas, principalmente, por ela mesma.

– O cigarro é uma coisa que vai te destruindo aos poucos, como se você tivesse um machucado que vai aumentando a cada dia – compara.

O marido José ainda se mostra reticente quanto à promessa feita pela mulher. Ele diz não ter nada contra os fumantes, mas não suporta o cigarro. Nunca fumou. E torce por ela.

Se Edna vencer o vício vai passar a fazer parte de uma estatística que também não está nada favorável ao sexo feminino. Enquanto que os homens tiveram um aumento de 0,9% nestes três anos – de 24% para 24,9% –, as mulheres tiveram um registro contrário: queda de 0,2%.

MELISSA BULEGON
O cigarro e a mulher no tempo
- Anos 20 - Início da industrialização do tabaco e do consumo em larga escala no mundo, mas apenas entre os homens. Não se viam mulheres fumando em público.
- Anos 30 e 40 - Os anos dourados de Hollywood exaltam a imagem glamourosa da mulher fumante em interpretações de Greta Garbo, Marlene Dietrich e Rita Hayworth. Os fabricantes pagavam grandes estúdios para colocar um cigarro entre os dedos das atrizes, para que fossem imitadas pelas fãs. Com a guerra, ocorre o boom do consumo. Exércitos ajudam a disseminar o hábito em novas áreas. Ao retornar para casa, soldados acabavam iniciando as mulheres no vício.
- Anos 50 - Começam a surgir os primeiros estudos sobre os malefícios do tabaco. Mulheres já fumam, mas aparecer em público com um cigarro na mão ainda é malvisto socialmente.
- Anos 60 e 70 - Propagandas procuram estimular o consumo – o movimento feminista torna o momento propício para associar o hábito à liberdade da mulher. Surgem cigarros mais finos e de aromas mais delicado para chamar a atenção delas.
- Anos 80 - Mais consciente dos danos à saúde, a população dos países desenvolvidos começa a reduzir o consumo – comportamento mais visível entre os homens. Especialistas avaliam que, na contramão, as mulheres estavam mais preocupadas com a igualdade entre os sexos, tendo no cigarro um falso marcador de liberdade. A indústria passa a focar suas estratégias em dois grupos de consumidores: jovens e mulheres.
- Anos 90 e 2000 - Estudos mostram que, entre adolescentes, mais meninas do que meninos estão começando a fumar. O grupo de fumantes homens, tabagista há mais tempo, está diminuindo. A tendência mundial é que o fumo se dissemine entre jovens, mulheres e classes menos favorecidas. Nos países onde as mulheres têm menos direitos do que os homens, o cigarro ainda é visto como forma de se igualar socialmente a eles. É como se esses locais vivessem agora o que os ocidentais passaram na década de 60.
Fontes: pneumologista José Chatkin e psicóloga Cristina Perez [Fonte: DC]

BRASIL: MANOBRA IMPEDE VOTAÇÃO DO PL DOS AMBIENTES LIVRES


Uma manobra legislativa adiou, mais uma vez, a votação do projeto de lei nº 315/08 que trata da restrição do consumo de tabaco em ambientes fechados. Segundo informações colhidas no site do senado, o processo estaria pronto para o debate na Comissão de Constituição e Justiça desde o dia dois de fevereiro, e não foi incluído a tempo na pauta de votação, que se realizaria no dia três de março.

A oposição ao PL 315/08 começou quando o senador Romero Jucá apresentou o PL 316/08, que aprova áreas coletivas para os não-tabagistas, em agosto de 2008, no mesmo dia em que o senador Tião Viana enviou a proposta de alteração da Lei 9294/96 à CCJ.

Em outubro de 2008, o senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA) solicitou a tramitação conjunta dos dois projetos por tratarem do mesmo tema. Em maio de 2009, a Senadora Marina Silva (PV-AC), relatora da matéria, aprovou o projeto de lei de Tião Viana, rejeitando o de Romero Jucá.

Em dezembro de 2009, mesmo com a presença do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que defendeu o PL n 315 por atender as diretrizes da Convenção Quadro para Controle do Tabaco antes da leitura do relatório pela senadora Marina Silva (PV-AC), a presidência da CCJ concedeu pedido de vista coletivo adiando assim a votação.

Na penúltima manobra, em dezembro de 2009, o senador Antonio Carlos Junior solicitou voto em separado apoiando a emenda do senador Jucá.

A PL 315/08 do senador Tião Viana, que não integra a CCJC propõe a modificação do artigo 2 da Lei n.9294/96 proibindo o uso de “cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígero, derivado ou não de tabaco, em ambiente fechado, publico ou privado”.

Na justificativa do PLS 315, Tião Viana afirma que a razão de um grande número de países ter aprovado leis que proíbem o ato de fumar em ambientes fechados é o reconhecimento de que não existem meios técnicos eficazes para proteger os não-fumantes e, principalmente, os trabalhadores que labutam nesses ambientes, da ação dos poluentes que decorrem da queima de tabaco.
O senador Tião Viana vem mencionando ao longo dos meses o intenso lobby que a "Souza Cruz" vêm fazendo junto aos seus colegas.

COMENTÁRIO E INDICAÇÕES:

Na realidade, o PL 316/08, do senador Romero Jucá consegue retroceder a legislação atual 9.294/96, que está defasada com relação as melhores práticas de saúde definidas pela Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, primeiro tratado internacional de saúde pública, da qual o Brasil é signatário.
Sendo assim, seria imprescindível coletar apoio da socidade civil para que haja manifestações através de e-mails para os senadores que compõe a CCJ apoiando o PL 315/08, do senador Tião Viana, sinalizando que a sociedade civil organizada está atenta as possíveis manobras que atendem diretamente aos interesses da Indústria do Tabaco em um ano atípico, por ter um calendário eleitoral.
Este processo de enfrentamento entre a saúde pública e os interesses econômicos da indústria do tabaco, cujo lucro se baseia na manutenção de fumantes, ampliação de novos consumidores e da poluição tabagística ambiental, certamente mostrará a população brasileira quem são os representantes que defendem a qualidade de vida da nação.
E para concluir, o termo "liberdade de expressão" utilizado repetidamente pela Indústria do Tabaco em defesa de seus interesses foi corretamente empregado em pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em dezembro de 2008, quando 85% dos jovens entre 11 e 22 anos se manifestaram contrários ao fumo em ambientes fechados. Mesmo até entre os jovens fumantes este índice chegou a 63% evidenciando que a cidadania consciente e solidária ainda é a melhor solução.

Relação dos senadores da CCJ para envio de mails.

TITULARES

Serys Slhessarenko (PT) – Mato Grosso
serys@senadora. gov.br
Aloizio Mercadante (PT) – São Paulo
mercadante@senador. gov.br
Eduardo Suplicy (PT) – São Paulo
eduardo.suplicy@ senador.gov. br
Antonio Carlos Valadares (PSB) – Sergipe
antval@senador. gov.br
Ideli Salvatti (PT) – Santa Catarina
ideli.salvatti@ senadora. gov.br
João Pedro (PT) – Amazonas
joaopedro@senador. gov.br
Pedro Simon (PMDB) – Rio Grande do Sul
simon@senador. gov.br
Almeida Lima (PMDB) – Sergipe
almeida.lima@ senador.gov. br
Geovani Borges (PMDB) – Amapá
geovaniborges@ senador.gov. br
Francisco Dornelles (PP) – Rio de Janeiro
francisco.dornelles @senador. gov.br
Valter Pereira (PMDB) – Mato Grosso do Sul
valterpereira@ senador.gov. br
Wellington Salgado (PMDB) – Minas Gerais
wellington.salgado@ senador.gov. br
Kátia Abreu (DEM) – Tocantins
katia.abreu@ senadora. gov.br
Demóstenes Torres (DEM) – Goiás
demostenes.torres@ senador.gov. br
Jayme Campos (DEM) – Mato Grosso
jayme.campos@ senador.gov. br
Marco Maciel (DEM) – Pernambuco
marco.maciel@ senador.gov. br
Antonio Carlos Júnior (DEM) - Bahia -
acmjr@senador. gov.br
Alvaro Dias (PSDB) – Paraná
alvarodias@senador. gov.br
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – Pernambuco
jarbas.vasconcelos@ senador.gov. br
Lúcia Vânia (PSDB) – Goiás
lucia.vania@ senadora. gov.br
Tasso Jereissati (PSDB) – Ceará
tasso.jereissati@ senador.gov. br
Romeu Tuma (PTB) – São Paulo
romeu.tuma@senador. gov.br
Osmar Dias (PDT) – Paraná
romeu.tuma@senador. gov.br


SUPLENTES

Renato Casagrande (PSB) – Espírito Santo
renatoc@senador. gov.br
Augusto Botelho (PT) – Roraima
augusto.botelho@ senador.gov. br
Marcelo Crivella (PRB) – Rio de Janeiro
crivella@senador. gov.br
Inácio Arruda (PC DO B) – Ceará
inacioarruda@ senador.gov. br
César Borges (PR) – Bahia
cesarborges@ senador.gov. br
Marina Silva (PV) - Acre
marinasi@senado. gov.br
Romero Jucá (PMDB) – Roraima
romero.juca@ senador.gov. br
Renan Calheiros (PMDB) – Alagoas
renan.calheiros@ senador.gov. br
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB) – Acre
geraldo.mesquita@ senador.gov. br
Lobão Filho (PMDB) – Maranhão
lobaofilho@senador. gov.br
Valdir Raupp (PMDB) – Roraima
valdir.raupp@ senador.gov. br
Neuto De Conto (PMDB) – Santa Catarina
neutodeconto@ senador.gov. br
Efraim Morais (DEM) – Paraíba
efraim.morais@ senador.gov. br
Adelmir Santana (DEM) – Distrito Federal
adelmir.santana@ senador.gov. br
Raimundo Colombo (DEM) – Santa Catarina
raimundocolombo@ senador.gov. br
José Agripino (DEM) – Rio Grande do Norte
jose.agripino@ senador.gov. br
Eliseu Resende (DEM) – Minas Gerais
eliseuresende@ senador.gov. br
Eduardo Azeredo (PSDB) – Minas Gerais
eduardoazeredo@ senador.gov. br
Marconi Perillo (PSDB) – Goiás
marconi.perillo@ senador.gov. br
Arthur Virgílio (PSDB) – Amazonas
arthur.virgilio@ senador.gov. br
Flexa Ribeiro (PSDB) – Pará
flexaribeiro@ senador.gov. br
Gim Argello – Distrito Federal
gim.argello@ senador.gov. br
Patrícia Saboya – Ceará
patricia@senadora. gov.br

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