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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Brasil tem mais ex-fumantes do que fumantes, diz IBGE

O número de ex-fumantes supera o de fumantes no Brasil. O País tem 24,6 milhões de fumantes, o equivalente a 17,2% da população adulta. Por outro lado, já possui 26 milhões de pessoas que deixaram de fumar, a maioria há mais de dez anos. O levantamento, o mais completo já realizado sobre o número, perfil e hábitos dos fumantes no Brasil, foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O IBGE entrevistou 51 mil pessoas de 851 municípios. A pesquisa utilizou metodologia internacional e está sendo realizada em mais 13 países.
Dos fumantes, 87,7% fumam diariamente e 52,1% pretendem largar o vício. No entanto, quando questionados quando abandonarão o fumo, 81,4% dos entrevistados responderam que não será nos próximos 12 meses. Os fumantes ocasionais representam 12,3% do total dos que fumam e apenas 2,1% da população. Nunca fumaram 64,7%.

Um terço dos tabagistas fuma entre 15 e 24 cigarros por dia, o equivalente a um maço, e quase 40% dá as primeiras tragadas até meia hora depois de acordar - o que, segundo especialistas, é indicativo de alto grau de dependência. Nos últimos 12 meses, 45,6% dos fumantes revelou ter tentado deixar o vício, mas apenas 22% recorreu à ajuda de algum profissional de saúde ou a medicamentos.

Perfil:
Os fumantes são predominantemente homens: 14,8 milhões contra 9,8 milhões de mulheres. A maioria dos tabagistas (77,7%) tem entre 25 e 64 anos e a maior parte deles (31,9% das pessoas entre 20 e 34 anos) começaram a fumar entre os 17 e 19 anos. A região Sul foi a que registrou o maior porcentual de fumantes - 19% da população - e é também onde as mulheres mais fumam (15,9%, enquanto a média nacional é de 13,1%).

Proporcionalmente, fuma-se mais na área rural, 20,4% contra 16,6% nas áreas urbanas. Nas áreas rurais, o consumo do fumo de rolo ainda supera o de cigarros industrializados (13,8% contra 11,9% da população total acima de 15 anos). Porém, no total, 14,4% da população adulta fuma cigarros industrializados e apenas 5,1% cigarros enrolados à mão.

A pesquisa mostra também que quanto maior a escolaridade, menor a proporção de fumantes. Entre quem tem menos de um ano de estudo, 25,7% é fumante. Entre quem tem 11 anos ou mais, esse porcentual é de 11,9%. O mesmo acontece com o rendimento. Quanto maior a renda, menor a população de fumantes (22,9% dos que ganham menos de um quarto de salário mínimo fumam; já na população que ganha acima de 2 salários mínimos, apenas 13,3%).

Fumo passivo e locais de compra:
O local mais apontado de exposição à fumaça produzida pelo consumo de tabaco por terceiros era a própria casa, por 27,9% do total de 15 anos ou mais de idade. A exposição no trabalho era relatada por 24,4% das pessoas de 15 anos ou mais de idade que trabalhavam fora (11,6 milhões em números absolutos). Já em restaurantes, o porcentual alcançou 9,9%.
Os bares, botequins e restaurantes são os locais mais utilizados para compra de cigarros industrializados no Brasil, citados por 53,8% dos fumantes. Também foram mencionados com frequência os supermercados, mercadinhos e mercearias (21,7%) e as padarias e lanchonetes (14,8%). Em média, os fumantes de cigarros industrializados gastavam R$ 78,43 por mês com cigarros. [Fonte: Yahoo Notícias]

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Medidas antifumo podem ajudar a proteger os olhos do brasileiro


Segundo a Organização Mundial da Saúde, o hábito de fumar é a principal causa de mortes evitáveis no mundo e o fumo passivo é a terceira maior causa. Entre as doenças mais conhecidas provocadas ou agravadas pelo cigarro naturalmente figuram as respiratórias, cardíacas e cânceres, mas poucos têm consciência de que o tabagismo também interfere na visão.O hábito de fumar aumenta em pelo menos duas vezes o risco de desenvolver catarata e degeneração macular relacionada à idade – duas das doenças que mais causam cegueira no mundo. Estudos também indicam que o tabagismo contribui para o agravamento do glaucoma e é um dos principais fatores de risco da doença de Graves, alteração muscular ao redor dos olhos relacionada ao funcionamento da glândula da tireóide, que pode até ocasionar a perda do globo ocular. O cigarro também piora quadros de Síndrome do Olho Seco, alergias oculares e promove desconforto àqueles que usam lentes de contato.Embora os riscos de desenvolver uma doença letal sejam sempre muito enfatizados, o que os fumantes verificam na prática é mais que o risco de morte: uma perda drástica e gradual na saúde e na qualidade de vida ao longo dos anos – o que no caso da visão se traduz em um maior risco de desenvolver ou agravar doenças que podem levar à cegueira.A lei que proíbe o consumo de cigarros, charutos e similares em lugares fechados e de uso coletivo já está em vigor em cinco capitais e cinco estados brasileiros. Em outras capitais como João Pessoa e Curitiba, a lei ainda está em tramitação ou aguarda sanção do poder executivo. Fonte : EShoje

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fumo sobe risco de doença na perna


Estudo avaliou fatores ligados a doença arterial periférica, caracterizada por obstruções dos vasosCerca de 80% das pessoas que procuram um serviço de emergência precisam de amputação; mudar hábitos pode controlar o problema O cigarro é o fator de risco que mais se relaciona com a doença arterial periférica, caracterizada pela obstrução (por placas de gordura) dos vasos das pernas. Isso é o que mostra uma pesquisa da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que avaliou 407 pacientes acima de 30 anos com fatores de risco para a doença.Segundo o artigo, o tabagismo aumenta em seis vezes a chance de desenvolver o problema.
Outros fatores, como ter sofrido um infarto ou um derrame, elevaram entre duas e três vezes essa possibilidade.Na mesma pesquisa, a hipertensão teve uma relação mais forte com o aparecimento da doença do que o diabetes. “Provavelmente porque os diabéticos costumam se tratar mais”, diz Marilia Panico, chefe da disciplina de angiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj e autora do estudo. “Há muitos hipertensos que nem sabem que têm a doença.”Segundo a cardiologista Márcia Makdisse, gerente-médica do programa de cardiologia do hospital Albert Einstein, e que participou de um estudo epidemiológico sobre a doença concluído no ano passado, a quantidade de cigarros fumados também está diretamente ligada ao maior risco da doença.A doença arterial periférica é caracterizada pela formação de placas de gordura nos membros inferiores. Por isso, os fatores de risco são similares aos da doença cardiovascular (em que as placas se formam nas artérias do coração), como tabagismo, diabetes, colesterol alto, obesidade e hipertensão.
Sabe-se que apenas 10% dos doentes apresentam o sintoma mais característico da doença -a chamada claudicação intermitente. Trata-se de uma dificuldade ao caminhar caracterizada por uma dor na panturrilha (como se fosse um aperto) que aparece após a pessoa começar a se movimentar. Em repouso, a dor desaparece.Por isso, a doença costuma ser identificada quando já está em estágio avançado e pode levar a infecções e necrose. Dados anteriores apontam que, para 80% das vítimas que procuram um serviço de emergência por causa da doença, a única saída é a amputação.Por conta da falta de sintomas claros, principalmente os pacientes considerados de risco, como diabéticos e cardiopatas, devem fazer exames periódicos para afastar o risco da doença. “Nos pacientes com isquemia crítica, em que um machucado poderia levar à amputação, estamos conseguindo evitar a perda do membro com tratamento clínico e mudança de hábitos”, diz Panico.
MEDIÇÃO EFICAZ
A pesquisa também reforça que o índice tornozelo-braquial (a relação entre a pressão medida no braço e a medida na perna) é tão eficaz para detectar a doença quanto métodos mais sofisticados, como o ultrassom.“O ITB é subutilizado no mundo inteiro e foi sendo substituído por outros métodos”, diz Panico. “Ele não mostra o entupimento como o ultrassom, mas mede a quantidade e a velocidade de sangue.”Para chegar a esse índice, basta medir a pressão dos braços e das pernas. Se a diferença entre os valores for maior do que 10%, deve ser um sinal de alerta. “Qualquer médico pode fazer essa medida e deve-se focar nos grupos de risco, que são idosos, diabéticos, tabagistas e pessoas que já sofreram infarto ou derrame”, diz Makdisse. Além de servir para diagnosticar a doença arterial periférica, o ITB é um marcador do risco cardiovascular. Estudos mostram que o índice tem relação com a presença de entupimentos em outras regiões, como coronárias e carótidas.No Brasil, estima-se que a prevalência da doença arterial periférica na população geral esteja entre 10% e 17%. Nos Estados Unidos, estatísticas apontam que há 8 milhões de pessoas com claudicação. http://amp.org.br/
Fonte : Folha de São Paulo

Tabaco mata 2,3 homens para cada mulher


Pesquisa coordenada pelo pneumologista Paulo César Corrêa, da Fundação Hospitalar de Minas, mostra pela primeira vez em detalhes como morreram os fumantes de 16 capitais brasileiras em 2003. Uma das revelações do estudo é que, para cada mulher, morrem 2,3 homens."As mulheres começaram a fumar massivamente depois dos homens no Brasil. Como as doenças do tabaco demoram 30 anos para aparecer, elas não sentiram ainda o impacto total do tabaco. Isso deve ocorrer na próxima década", diz Corrêa.O estudo mostra que o fumo mata de forma diferente homens e mulheres. Entre eles, a maior causa é a doença cardíaca isquêmica. Já entre elas é a obstrução crônica das vias respiratórias. Câncer de pulmão, o grande fantasma dos fumantes, é a terceira causa de morte de homens e a quarta de mulheres.As diferenças hormonais explicam em parte essas diferenças, mas Corrêa diz que é preciso estudar melhor a população brasileira para entender as diferenças que o fumo causa em homens e mulheres. "Com esse tipo de estudo, dá para criar políticas públicas de prevenção que tenham alvos claros. Hoje tudo é muito genérico", afirma.Segundo a pesquisa, Curitiba tem a maior taxa de mortalidade (250,1 mortes para cada 100 mil habitantes), seguida por Porto Alegre (246,4). http://www.cqh.org.br

Realidade virtual, benefício real


Pesquisadores canadenses usam jogos 3D para ajudar fumantes a largar o vício

Alvo aceso o objetivo do jogo é destruir o maior número de cigarros possível. Pesquisadores da Universidade de Quebec, no Canadá, divulgaram na semana passada resultados de um estudo no qual um equipamento da realidade virtual serviu como aliado na luta contra o tabagismo. Com o auxílio de um joy stick e um capacete capaz de reproduzir ambientes lúdicos, 46 fumantes aventuraram-se por um cenário 3D para encarar um jogo de objetivo simples: encontrar e esmagar o maior número de cigarros possível. O índice de pessoas que largaram o vício depois desse experimento subiu em 15%. Para avaliar a eficácia do estudo, outros 45 fumantes testaram uma versão paralela do jogo, na qual os cigarros foram substituídos por bolas. Nesse caso, a porcentagem de sucesso foi de meros 2%. O game foi usado como complemento em um programa de apoio psicológico com duração de 12 semanas. Leia mais...

Tributação na indústria de cigarros é discutida em audiência pública

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza audiência pública, na terça-feira (17), às 11h30, para discutir a tributação da indústria do fumo no Brasil.O senador Efraim Morais (DEM-PB), que solicitou a audiência, explica, em seu requerimento, que o objetivo principal da reunião é discutir a assimetria tributária do setor após a publicação do Decreto 3.070/99. O decreto instituiu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com valor fixo por maço de cigarros, a partir das características físicas do produto, buscando circunstanciar as dificuldades enfrentadas pelas pequenas empresas fabricantes de cigarros no cenário atual do mercado brasileiro.Leia mais...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Saúde da Família terá tratamento contra tabagismo



Equipes do programa, que atendem de porta em porta, serão treinadas para ajudar fumantes a largar o vício. (Fonte: Estadão.com.br - Fernanda Aranda)

O Programa de Saúde da Família (PSF) foi escalado pelo governo de São Paulo para tentar contornar a deficiência do serviço prestado ao fumante paulista. Ontem, durante evento em comemoração de um mês da lei antifumo - em vigência no Estado desde o dia 7 de agosto - a Secretaria de Estado da Saúde afirmou que as 3.100 equipes que têm a função de realizar atendimento de porta em porta no controle de problemas básicos como hipertensão e diabete, serão treinadas para oferecer também auxílio antitabagista. Leia mais...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Indenização por Fumo

Ministros do Superior Tribunal de Justiça decidiram que fumantes e ex-fumantes têm cinco anos para entrar com ações judiciais contra fabricantes de cigarro pedindo indenizações por doenças desenvolvidas em decorrência do vício. O prazo começa no dia da descoberta da doença. (Fonte: Jornal DC)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tabagismo no Alvo da Moda

Depois do sucesso da camiseta Câncer de Mama no Alvo da Moda - que já ganhou diversas edições especiais, inclusive da marca Hering - chegou a vez do câncer de pulmão entrar para o alvo da moda. Esta é a proposta do Cettro (Centro de Câncer deBrasília), que, desde 2003, cria camisetas antitabagistas como parte da campanha Sem Tabaco , 100% Fashion. Segundo o Cettro, o cigarro é a maior causa evitável de câncer, sendo responsável por mais de 30% dos casos da doença.

Este ano, a modelagem da camiseta ficou por conta de Renata Janiques, que venceu o concurso cultural que, anualmente, escolhe o próximo estilista da capital federal para desenhar o modelo da camiseta. Janiques fez dobradinha com o designer gráfico Pedro Henrique Garcia, que ficou com a parte de criaçãodo logo: um cigarro-bomba.

No alvo

Foi na moda que o Cettro achou a saída para alertar sobre os perigos do cigarro. "O objetivo é a contínua realização de ações deorientação da população em relação à prevenção dos cânceres vinculados aotabagismo", explica o oncologista Murilo Buso.

Segundo estatísticas, entre 1990 e 2002, o câncer de pulmão saltou de 4º para 2º lugar no ranking dos tumores que mais matam pacientes do sexo feminino no Brasil, perdendo apenas para o câncer de mama.

O valor integral obtido com a comercialização das peças será destinado ao Instituto de Apoio ao Portador de Câncer (IAPC), presidido por Zoraide Cauhy.

- O tumor de pulmão já e a segunda causa de morte por câncer entre as mulheres? - Mulheres que fumam e usam pílula anticoncepcional corrematé 10 vezes mais riscos de infarto do que aquelas que usam apenas o contraceptivo? - Fumar ainda aumenta os riscos de infertilidade, câncer de colo de útero e menopausa precoce? - As mulheres passaram a ocupar mais espaço entre as vítimas fatais do câncer de pulmão - doença diretamente ligada ao tabagismo? - Um estudo realizado em 10 capitais brasileiras mostrou que as meninas experimentam cigarro em maior proporção que os meninos? - Largar o vício do cigarro não engorda?
(Fonte:Yahoo Notícias)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

QuitMeter: Calcula o número de cigarros não fumados e o dinheiro economizado...


Intervenção virtual é 50% mais eficiente do que tentativa isolada.

Pesquisadores recomendam inclusão da tática em programas antifumo.


Foto: Reprodução
Clique na imagem para acesser

O QuitMeter (algo como 'largômetro') , que calcula o número de cigarros não-fumados e o dinheiro economizado ao longo do tempo (Foto: Reprodução)

No Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, uma boa notícia: iniciativas virtuais para largar o cigarro, como sites e programas de computador, podem ser um bom aliado na luta contra o tabagismo. Uma análise abrangente, conduzida por pesquisadores da Coréia do Sul e dos Estados Unidos, revelou que os usuários desse tipo de estratégia antifumo têm chance 50% maior de parar do que os que se limitam a tentar deixar o vício sozinhos.

A pesquisa, coordenada por Seung-Kwon Myung, do Centro Nacional do Câncer sul-coreano, está na revista médica "Archives of Internal Medicine". Trata-se da metodologia conhecida como meta-análise, considerada uma das mais confiáveis para avaliar a eficácia de um remédio ou tratamento.

A questão é que, até hoje, os resultados sobre a efetividade de sites ou programas de computador no combate ao tabagismo eram ambíguos -- alguns estudos diziam que a prática funciona, outras que ela não adianta muito. A meta-análise é um estudo estatístico apurado avaliando todos os resultados de um grande número de estudos anteriores, já publicados. Por isso, acredita-se que ela é mais adequada para avaliar se, estatisticamente, determinada intervenção funciona ou não.

Milhares e milhares
Vasculhando os arquivos das pesquisas já publicadas sobre o tema, Myung e seus colegas selecionaram 22 diferentes estudos sobre tentativas de parar com o tabagismo. Eram quase 30 mil participantes, dos quais cerca de 16 mil adotaram estratégias via web ou programas de computador para largar o cigarro, enquanto os demais serviram de grupo controle.

A análise estatística mostrou, analisando os fumantes que tinham parado com o vício de três meses depois do fim dos programas em diante, que a chance de parar de fumar era 1,5 vez maior entre os usuários dos programas virtuais do que entre o grupo controle. Os sistemas usados pelos que conseguiram deixar o vício são variados: fóruns e blogs de apoio mútuo, "largômetros" (programas que podem ser instalados no seu próprio blog e que calculam quantos cigarros você deixou de fumar nos últimos dias e quanto economizou com isso) e sistemas multimídia que simulam a visita de médicos e pacientes à sua casa, como o americano "1-2-3 Smokefree".

Os pesquisadores concluem a análise de forma animadora: "Conforme o número global de usuários da Web cresce, os programas de cessação do tabagismo podem se tornar uma estratégia nova e promissora que é facilmente acessível para fumantes no mundo todo". Os resultados positivos são, segundo eles, comparáveis aos de pessoas tentando parar de fumar com a ajuda de aconselhamento constante com terapeutas e médicos.

Serviço
Há várias opções gratuitas na internet, em inglês e português, para quem quiser tentar a web contra o fumo. O site do Hospital Universitário da USP oferece um guia bastante completo. Neste endereço é possível acessar o QuitMeter , ou "largômetro". (Fonte: G1)

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pesquisa do INCA

Pesquisa do INCA revela que imagens dos maços desestimulam fumo

Cristina Perez apresenta os dados do estudo brasileiroO tema escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para celebrar o Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio deste ano, foi “Mostre a verdade. Advertências Sanitárias salvam vidas”, com o objetivo de reforçar as campanhas de alerta aos males do tabagismo. O Brasil possui, desde 2001, uma das campanhas de advertências sanitárias mais avançadas do mundo e iniciou, recentemente, em parceria com a Universidade de Waterloo, no Canadá, pesquisa para medir, de forma contínua, o grau de impacto dessas ações na população.

O Projeto de Avaliação do Controle do Tabaco no Brasil, que está sendo aplicado pela primeira vez no país, integra o International Tobacco Control Evaluation Project (ITC Project), pesquisa internacional, coordenada pela Universidade de Waterloo, sobre políticas de controle do tabaco que se estende por outros 19 países.

Resultados preliminares do estudo brasileiro foram divulgados pelo INCA na quarta-feira, 27/5, como parte das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco. Segundo a técnica da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto, Cristina Perez, 48,2% dos fumantes disseram que as advertências nos maços de cigarros os torna mais propensos a deixar de fumar. “As imagens e frases impressas impediram que 39,1% dos fumantes pegassem um cigarro quando eles estavam prestes a fumar, nos últimos 30 dias. E 61,6% dos fumantes (e 83,2% dos não-fumantes) disseram que as advertências os fizeram pensar, um pouco ou muito, sobre os riscos à saúde provocados pelo tabagismo”, revelou Perez.

A pesquisa está sendo realizada em três capitais – Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – com um universo de 1.800 pessoas, fumantes eO diretor geral do INCA, Luiz Antonio Santini, entre Cristina Perez e Geoffrey Fong: advertências têm apoio da população não-fumantes, que serão acompanhadas por no mínimo três anos. A cada mudança na política de controle do tabaco no país, as mesmas pessoas serão entrevistadas, o que permitirá a comparação temporal dos dados. A primeira etapa da pesquisa brasileira será concluída ainda no primeiro semestre deste ano. Para 2010, está previsto o início da segunda fase, que vai avaliar o impacto das novas imagens de advertência, que começaram a ser veiculadas este mês. Leia mais sobre a pesquisa do INCA.

O coordenador do ITC Project, o canadense Geoffrey Fong, elogiou os resultados brasileiros. “Comparado aos 16 países já pesquisados pelo ITC, como Alemanha, Holanda, França, EUA, Canadá e Austrália, entre outros, o Brasil é líder quando o assunto é vontade de parar de fumar nos próximos seis meses”, explica Fong. Mas ele revela que o país fica em quarto lugar quanto à consciência da população sobre os riscos do fumo à saúde, sugeridos pelas advertências. “Isto quer dizer que, apesar da ótima qualidade das imagens brasileiras – reconhecidamente as mais fortes do mundo – as pessoas não estão prestando a devida atenção. Por isso, as advertências causariam mais efeito se estivessem mais à vista do fumante, sendo estampadas não só no verso, mas também na parte da frente das embalagens”, propõe o canadense. Outra vantagem, destacada por Fong, é a visibilidade que as imagens passariam a ter nas prateleiras dos pontos de venda dos produtos derivados do tabaco. Leia mais sobre a pesquisa do ITC.

Estudo realizado na Austrália demonstrou que em 94% das vezes os maços de cigarro eram colocados sobre as mesas de bares e restaurantes com a frente para cima. “Ao manusearem os maços, as pessoas vêem nove vezes mais a frente que a parte de trás”, revela o coordenador do ITC Project.

No Brasil, a pesquisa realizada pelo INCA é financiada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e conta com o apoio da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e do Laboratório de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Entenda as advertências sanitárias
As atuais imagens de advertências sanitárias, reguladas por lei desde 2001, são resultado de um trabalho coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que reuniu profissionais das áreas de prevenção e controle do tabagismo, dependência química, epidemiologia, regulação dos produtos de tabaco (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pesquisadores de comunicação e design da Pontifícia Universidade Católica (PUC), do laboratório de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do laboratório de Neurofisiologia do Comportamento da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Estudos científicos demonstram que advertências sanitárias mais eficientes são as que geram reações emocionais negativas, como o medo e a repulsa, pois são as que mais favorecem uma redução da frequência e intensidade do consumo e que mais motivam os fumantes a tentarem deixar de fumar.

A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional do qual o Brasil é Estado Parte, determina, em seu artigo 11, que os países adotem advertências sanitárias nas embalagens dos produtos de tabaco. Vários países optaram por advertências sanitárias com imagens fortes, como Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Hong Kong, Índia, Jordânia, México, Nova Zelândia, Panamá, Reino Unido, Romênia, Singapura, Suíça, Tailândia, Uruguai e Venezuela, além da Comunidade Européia.

No Brasil, após o lançamento das primeiras advertências com fotos, pesquisas mostraram que 80% dos fumantes manifestaram apoio à medida e o desejo de que elas fossem mais impactantes. Os fumantes apontaram também que as advertências que retratavam situações mais dramáticas eram as mais motivadoras para deixar de fumar.

De acordo com a Medida Provisória n.º 2.190-34 de 23 de agosto de 2001, todo fabricante ou importador de produtos de tabaco é obrigado a inserir nas embalagens as frases de advertência, acompanhadas de fotografias que ilustram as consequências do tabagismo. Estas devem ocupar 100% de uma das maiores faces das embalagens, além de exibir o número do Disque Saúde - Pare de Fumar (0800 703 7033). Nos pontos de venda, as advertências sanitárias devem ocupar 10% do espaço de publicidade.

A indústria do tabaco têm até 5 de agosto de 2009 para substituir as imagens de advertência antigas pelas novas.

Seminário discute com público jovem as novas advertências sanitárias
O Seminário “Advertências Sanitárias nos Maços de Cigarros – Defesa ou Afronta à Dignidade Humana?” foi realizado pelo INCA na manhã desta quinta-feira, 28/5, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Com a intenção de aproximar o tema do público mais jovem, alvo preferido da indústria do tabaco, o evento contou com o apoio do reitor da PUC-RJ, padre Jesus Hortal Sanchez, e do coordenador do curso de Controle do Tabagismo da PUC-RJ, Barros Franco. Também estiveram presentes o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, o presidente da Fundação do Câncer e da Academia Nacional de Medicina, Marcos Moraes, representantes da Anvisa e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

Diante de uma platéia atenta, formada essencialmente por estudantes e professores, técnicos do INCA e o coordenador do ITC Project, Geoffrey Fong, mostraram os estudos de avaliação das advertências sanitárias, desenvolvidos no Brasil e nos demais países integrantes da pesquisa internacional.

A chefe da Divisão de Controle do Tabagismo, Tânia Cavalcante, aprovou a iniciativa: “É importante que o público universitário seja mobilizado a participar do debate sobre o papel das advertências no controle do tabagismo, o impacto gerado por elas, seu processo de desenvolvimento e as evidências mundiais de sua utilização. Convocamos principalmente os estudantes das áreas de Comunicação, Artes e Design”, declarou.

Nos pilotis da Universidade, foi montado um estande para distribuição de folhetos informativos e um grande maço de cigarro, em cujo interior um ator “preso e sufocado pela fumaça” fazia performances para impressionar o público.(Fonte: INCA)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Dia Mundial sem Tabaco 2009 - Advertências Sanitárias salvam vidas


Este ano a Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o tema “Mostre a verdade. Advertências Sanitárias salvam vidas” para a celebração do Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio).

A indústria do tabaco utiliza embalagens atraentes e sofisticadas para captar novos consumidores e para estimular que os fumantes continuem adquirindo seus produtos. Dessa forma, as fabricantes de cigarros desviam a atenção dos consumidores dos efeitos mortais e das graves doenças que seus produtos causam à saúde.

Cada vez mais países estão exigindo que as embalagens dos produtos de tabaco tragam mensagens e imagens impactantes sobre os malefícios do tabagismo, o que é recomendado pela Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

Alertar as pessoas sobre os verdadeiros riscos do tabagismo é fundamental para estimular que os fumantes parem de fumar e evitar que crianças e jovens se tornem dependentes da nicotina. Exigir advertências nas embalagens de produtos de tabaco é uma estratégia simples, barata e eficiente. Elas transmitem uma mensagem clara e imediata, e reduzem a aparência atraente dos maços e boxes de cigarros.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA), coordenador do Programa Nacional de Controle de Tabagismo, e as secretarias estaduais e municipais de Saúde estarão promovendo em todo país atividades e eventos em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco, conscientizando a população brasileira sobre os riscos do ato de fumar e da fumaça ambiental do tabaco, bem como demonstrando a importância das advertências sanitárias como ferramenta essencial no controle do tabagismo.(Fonte: INCA)

Conheça aqui a programação do Dia Mundial sem Tabaco nos estados.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

GRAFITAGEM CONTRA O TABAGISMO


Internautas já podem escolher os melhores trabalhos do Festival da Grafitagem Contra o Tabagismo

A população já pode escolher, pela Internet, os melhores trabalhos do “Festival de Grafitagem: Todos Contra o Tabagismo”, que deverão ser premiados. São 25 artes que estão grafitados em muros de três locais estratégicos da Capital: próximo ao Busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú; na alça da Avenida Beira Rio e no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, na Avenida Dom Pedro II.

Os trabalhos expostos nos muros foram fotografados e colocados na Internet. A escolha poderá ser feita até o dia 28 deste mês na página da Secretaria de Estado da Saúde (SES), no endereço www.saude.pb.gov.br . No dia 29, acontecerá a premiação dos vencedores.

Os 25 trabalhos foram selecionados entre os 43 inscritos por 18
grafiteiros, dentro do “Festival de Grafitagem, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), através da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

Para Lourdes de Fátima Sousa, gerente operacional do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, esse trabalho em grafitagem é mais uma ação do Governo do Estado com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre os malefícios do fumo. Segundfo ela, com isso, a SES espera conquistar mais aliados nas ações de combate e prevenção ao fumo.

De acordo com dados do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, a Paraíba possui 750 mil fumantes. O Estado é pioneiro em ações antitabagismo. Em 2008, foram registrados 196 casos de câncer de pulmão, 37 de boca, 49 de laringe, 48 de faringe e 205 de casos de câncer de estômago




























Internautas já podem escolher os melhores trabalhos do Festival da Grafitagem Contra o Tabagismo

A população já pode escolher, pela Internet, os melhores trabalhos do “Festival de Grafitagem: Todos Contra o Tabagismo”, que deverão ser premiados. São 25 artes que estão grafitados em muros de três locais estratégicos da Capital: próximo ao Busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú; na alça da Avenida Beira Rio e no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, na Avenida Dom Pedro II.

Os trabalhos expostos nos muros foram fotografados e colocados na Internet. A escolha poderá ser feita até o dia 28 deste mês na página da Secretaria de Estado da Saúde (SES), no endereço www.saude.pb.gov.br . No dia 29, acontecerá a premiação dos vencedores.

Os 25 trabalhos foram selecionados entre os 43 inscritos por 18
grafiteiros, dentro do “Festival de Grafitagem, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), através da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

Para Lourdes de Fátima Sousa, gerente operacional do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, esse trabalho em grafitagem é mais uma ação do Governo do Estado com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre os malefícios do fumo. Segundfo ela, com isso, a SES espera conquistar mais aliados nas ações de combate e prevenção ao fumo.

De acordo com dados do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, a Paraíba possui 750 mil fumantes. O Estado é pioneiro em ações antitabagismo. Em 2008, foram registrados 196 casos de câncer de pulmão, 37 de boca, 49 de laringe, 48 de faringe e 205 de casos de câncer de estômago

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ave Incendiária...

Ave carrega cigarro para ninho e incendeia loja...

Possivelmente procurando por minhocas e vermes, um passarinho foi o responsável por um prejuízo de 250 mil libras, cerca de R$ 816 mil, na Inglaterra. Segundo a conclusão dos bombeiros, a ave parece ter confundido um cigarro aceso com algum tipo de alimento e alegremente o carregou para seu ninho.

Azar para a ave e mais ainda para o infeliz dono de uma loja no condado de Lincolnshire. O ninho do bicho estava no telhado do estabelecimento e ao pegar fogo incendiou boa parte da loja também.
A loja está funcionando normalmente agora, mas as obras continuam. O proprietário está colocando um telhado a prova de fogo para prevenir um novo acidente. A instalação de um assustador espantalho não está descartada.(Fonte:Portal IG)

quarta-feira, 25 de março de 2009

A Propaganda do cigarro



A lei que restringe a propaganda de cigarro a ambientes internos, bares e boates, por exemplo. Além disso, proíbe o patrocínio das indústrias de tabaco a eventos culturais e esportivos e a venda de cigarros a menores de 18 anos. Não torna o cigarro ilegal, não aumenta os impostos, não obriga a indústria a arcar com os gastos de saúde das vítimas do fumo (como estão fazendo os americanos), não pune as agências por propaganda enganosa, apenas proíbe a publicidade. Só impede que as imagens de homens de sucesso, garotas livres e deslumbrantes e esportes radicais sirvam para criar nas crianças a vontade de fumar e, ingenuamente, cair nas garras da dependência química mais escravizante de todas as que existem.

Apesar da brandura da lei, o lobby comandado pela indústria do tabaco e alguns setores da publicidade sempre reagiram ferozmente contra qualquer iniciativa desse tipo. Temiam, certamente, perder parte da capacidade de convencer novos consumidores entre a população mais indefesa: 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 21 anos.

Diversas pesquisas mostram que, nos últimos 15 anos, a idade em que meninas e meninos começam a fumar está cada vez mais baixa. Atenta ao mercado, a indústria do fumo dirige a publicidade para a infância e a puberdade.

Por exemplo, veja o que aconteceu nos Estados Unidos com os comerciais estrelados por aquele camelo simpático de óculos escuros, em cima da moto, criado pela R. J. Reinolds, em 1988.

Três anos depois de lançada a campanha, diversos estudos demonstraram que crianças e adolescentes eram perfeitamente capazes de reconhecer com facilidade a personagem e associá-la à marca de cigarro correspondente. Um desses estudos mostrou que o camelo era tão conhecido pelas crianças de 6 anos quanto o camundongo Mickey.

Levantamentos conduzidos em 1988, quando a campanha foi lançada, e repetidos em 1990, concluíram que o número de adolescentes compradores da marca do camelo aumentou de 0,5% para 32%. No mesmo período, as vendas da marca subiram de US$ 6 milhões para US$ 476 milhões.

O argumento empregado pela indústria para justificar a oposição às leis que pretendem proibir a publicidade do cigarro tem sido tradicionalmente o de que muitos trabalhadores vivem da lavoura, do preparo industrial e da comercialização do fumo, e que uma queda de consumo provocaria desemprego.

A justificativa é ridícula. Do ponto de vista moral, é justo provocar sofrimento e morte de milhões de pessoas só para que uma minoria conserve o emprego? Não aceitamos esse tipo de lógica quando empregada pelos plantadores de maconha em Pernambuco ou pelos produtores de cocaína do cartel de Cali.

Os fabricantes de cigarro ganharam fortunas impunemente até hoje. Mesmo com a publicidade proibida, o efeito dessa ação levará anos para ser notada, porque ainda restarão dezenas de milhões de fumantes comprando um maço por dia pelo resto de suas existências.

Além disso, as companhias terão tempo suficiente para investir em outros ramos de atividade os milhões de dólares que antes destinavam à propaganda, e assim absorver a mão-de-obra que porventura venha a ficar sem trabalho.

Não é sensato deixarmos que os beneficiários desse comércio tão lucrativo convençam as crianças a tornarem-se dependentes, para depois tentarmos fazê-las entender que precisam largar de fumar porque o cigarro faz mal.

Fonte: Drauzio Varella - Site

Pós Graduação em Tabagismo



As matrículas para o II Curso de Pós Graduação em Tabagismo da Escola Médica de Pós Graduação da PUC – Rio continuam abertas, ainda há vagas disponíveis.

O curso começará em 18 de abril de 2009. A ficha de inscrição pode ser enviada pelo email:

analucia.guimaraes@jz.com.br

ou através do link do curso abaixo, onde poderão obter maiores informações sobre o curso.

http://www.jz.com.br/congressos/2009/tabagismo/pt/inscricao.htm ou

www.cursotabagismo.com.br

Contatos: Ana Lucia Guimarães
Coordenadora de Projeto da JZ Eventos (empresa de apoio ao curso)
Fax: (21) 2266-9175
Rua Guilhermina Guinle, 272 - 2º andar / Rio de Janeiro / Brasil / 22270-060 / www.jz.com.br

O curso é na modalidade presencial, direcionado aos médicos e profissionais de saúde de áreas afins, começará em 18/abril e se estenderá até 21/novembro do corrente ano, com módulos a cada 3 semanas, em média, aos sábados, no Auditório da PUC-Rio, na Gávea.

terça-feira, 10 de março de 2009

Fumo passivo pode trazer dificuldades para engravidar

Mulheres expostas ao fumo passivo na infância ou na vida adulta têm mais chances de enfrentar dificuldades para engravidar ou de sofrer abortos espontâneos, revela um estudo da Universidade de Rochester (EUA), publicado na revista `Tobacco Control`.

É a maior pesquisa já feita a mostrar essa associação. Na análise, que envolveu 4.800 mulheres não-fumantes atendidas no Roswell Park Cancer Institute, os pesquisadores constataram que 40% daquelas que eram expostas à fumaça do cigarro por seis horas ou mais por dia tiveram dificuldade para engravidar ou sofreram abortos espontâneos.

Mulheres expostas ao cigarro na infância tiveram 1,27 vez mais chances de ter problemas com a gravidez. Já entre as que conviveram com fumantes na vida adulta o risco foi 1,3 vez maior. A comparação em ambos os casos foi feita em relação a mulheres que viveram em ambientes livres de cigarro.

No estudo, 4 em 5 mulheres disseram terem sido expostas à fumaça em algum momento da vida, com metade delas tendo crescido em uma casa com pais fumantes. Em relação aos abortos, 12,4% relataram múltiplos abortos espontâneos.

Segundo Luke Peppone, um dos autores do estudo, o cigarro contém toxinas que, supostamente, podem danificar o material genético das células reprodutivas- inibindo a fertilização- e aumentar o risco de aborto espontâneo por influir na produção de hormônios necessários ao desenvolvimento da gravidez.

No entanto, Peppone alerta que não há confirmação científica de como o fumo passivo afeta o organismo da mulher. "É preciso cautela na interpretação dos resultados porque, até a presente data, não conseguimos concluir a causalidade [a relação causa e efeito do fumo passivo e fertilidade]."

Para o ginecologista Rui Ferriani, professor da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto e vice-presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), a pesquisa americana comprova o que os médicos já suspeitavam.

"Está muito bem documentado que o fumo prejudica a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. A gente imaginava que o fumo passivo também pudesse ser prejudicial à fertilidade. Agora, está comprovado."

Segundo ele, os ginecologistas devem informar às pacientes que desejam engravidar sobre os riscos do cigarro -pode levar à menopausa precoce, por exemplo- e do uso de drogas, mas ele acredita que uma campanha de saúde pública sobre os fatores que podem levar à infertilidade seria mais eficaz. "Tem mais impacto do que falar individualmente", afirma.

O ginecologista Renato Kalil, do Hospital e Maternidade São Luiz, também avalia que é difícil convencer o casal, especialmente o homem, a deixar de fumar sob o argumento de que o vício pode dificultar a gravidez.

"Na hora, ele cita vários amigos fumantes que engravidaram suas mulheres sem problema. Fica difícil argumentar."

Segundo Kalil, até por falta de mais evidências científicas sobre os males do fumo passivo na reprodução, não é prática dos médicos alertar os casais nesse sentido.

O urologista Edson Borges, especialista em reprodução humana, concorda. "Eu não pergunto à mulher [que está tentando engravidar] se ela frequenta ambientes com cigarro. É muito difícil estabelecer essa relação [fumo passivo e dificuldade de gravidez]. Precisaria saber, por exemplo, a que quantidades de substâncias tóxicas ela está exposta."

Borges argumenta que há muitas variáveis relacionadas à infertilidade e aos abortos recorrentes e acredita que faltam mais evidências científicas sobre os efeitos do fumo passivo na fertilidade.

Fonte : Folha de S.Paulo - Cláudia Collucci

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Tabaco: Descoberta de receptores da nicotina na língua abre caminho a novos tratamentos...

A descoberta por investigadores portugueses e norte-americanos de receptores de nicotina nas papilas gustativas abre caminho a novas estratégias de tratamento do tabagismo, disse hoje à Lusa um dos seus autores.

Segundo Albino Oliveira-Maia, "a aplicação de antagonistas nicotínicos na língua, como meio de modulação dos efeitos periféricos da nicotina, poderá ser um adjuvante importante nessas estratégias".

Num estudo publicado segunda-feira na edição online da revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os cientistas descrevem duas vias do sabor que são activadas pela nicotina e a forma como essas vias são integradas em áreas de processamento sensorial no cérebro.

"Essas vias do sabor são vias neurais periféricas, ou seja, vias que estão fora do cérebro e que transmitem informação sensorial ao cérebro", explicou este investigador e médico que está a fazer pós-doutoramento nos Estados Unidos.

O consenso geral é que a nicotina se faz sentir principalmente por efeitos directos no cérebro, ao ser absorvida nos pulmões, entrar na corrente sanguínea e actuar em receptores nicotínicos existentes nos neurónios cerebrais.

O que agora se descobriu foi a existência de outras vias de reconhecimento da nicotina que provavelmente contribuem para a dependência.

O trabalho surgiu na sequência de estudos anteriores que apontavam para a relevância dos efeitos sensoriais do tabaco no processo de habituação, nomeadamente através da activação do sistema olfactivo ou da irritação das vias respiratórias.

De acordo com Oliveira-Maia, essa informação foi negligenciada, até que em 2007 foi publicado um artigo na revista Science, de que foi co-autora Hanna Damásio, segundo o qual uma lesão numa região do cérebro chamada ínsula facilita o abandono rápido e duradouro do tabagismo.

Esse trabalho foi inspirador para o estudo agora publicado na medida em que a convergência das vias do sabor numa mesma parte daquela área do cérebro "abria a hipótese de questões relacionadas com o sabor da nicotina estarem subjacentes a funções da ínsula no tabagismo", disse o cientista.

Na investigação, ratinhos de laboratório foram geneticamente modificados para que não tivessem a proteína TRPM5, responsável pelo reconhecimento de sabores amargos, como a nicotina ou o quinino.

Verificaram então que há uma via activada pela nicotina que depende da TRPM5 e que mesmo na ausência dessa proteína há respostas à nicotina.

Demonstraram a seguir que estas respostas são dependentes dos mesmos receptores nicotínicos que são responsáveis pelos efeitos directos da nicotina no cérebro.

Depois, ao fazerem testes comportamentais para medir a capacidade de os animais distinguirem a nicotina do quinino, observaram que a inibição dos receptores nicotínicos na língua diminui essa capacidade.

Os investigadores fizeram então registos neurofisiológicos na ínsula de outros ratos enquanto estes consumiam nicotina e quinino e constataram que a actividade dos neurónios naquela área também era capaz de distinguir entre as duas substâncias.

"Estes achados não contradizem, de forma nenhuma, a importância dos efeitos directos da nicotina no cérebro", sublinha Oliveira-Maia.

"No entanto, demonstram a existência de vias sensoriais através das quais a nicotina pode modificar a actividade do cérebro por acção periférica, neste caso nas papilas gustativas" - concluiu.

A equipa de investigadores sugere que o desenvolvimento de medicamentos para aplicar nos receptores bucais da nicotina de forma tópica poderá reduzir drasticamente os efeitos secundários dos tratamentos actuais.

Albino Oliveira-Maia, actualmente investigador pós-doutoral no Departamento de Neurobiologia da Universidade de Duke, fez este estudo como parte do doutoramento, que terminou em Novembro e que resultou de uma colaboração entre aquela instituição, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e o IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CAI O NÚMERO DE FUMANTES NO BRASIL

Propagandas proibidas e ambientes livres do cigarro contribuem para a diminuição na taxa de fumantes do país.


Condenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por ser a principal causa de morte evitável no mundo, o tabagismo atinge 16% dos Brasileiros, de acordo com pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) - um dos levantamentos mais completos produzidos pelo Ministério da Saúde, em 2007. Estimativas da OMS apontam que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas são fumantes.

A boa noticia é que o cerco contra o cigarro está se fechando e, em Brasília, a exclusão dos fumantes não acontece apenas em rodas de não fumantes. Nos bares da capital não é permitido fumar, assim como em repartições públicas, shoppings, restaurantes e edifícios comerciais - um incentivo a mais para os tabagistas que desejam parar e aos amigos e familiares que fazem campanha contra as baforadas. "Mais de 90% dos pacientes que acompanho afirmam que a convivência com não fumantes e a dificuldade de encontrar lugares que permitam o fumo são fatores motivacional para vencer o vício", destaca a psicóloga do Programa de Cessação de Tabagismo da Amil Brasília, Eliane Schmaltz.

Dados da Vigitel sinalizam uma perspectiva positiva: o número de fumantes passa de 20%, levantamento produzido pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Secretaria de Vigilância em Saúde, em 2003, para 16%, de acordo com a Vigitel em 2007. "O novo estilo de vida social está relacionado à cessação do tabagismo e o primeiro passo é a determinação e a conscientizaçã o dos males que o hábito provoca", ressalta a psicóloga.

Na decisão de parar eles são mais determinados: 25,8% dos homens pararam de fumar contra 18,6% das mulheres. Para elas os riscos são ainda maiores. A combinação anticoncepcional e cigarro aumenta os riscos de infarto, eleva o índice de infertilidade e a predisposição à ansiedade. E mais: a depressão é duas vezes maior entre as mulheres e os riscos de infarto e derrame quadriplicam.

Sem Cigarro - Com o objetivo de estimular o abandono do cigarro, a Amil Brasília desenvolveu um programa de assistência multiprofissional envolvendo nutricionista, fisioterapeuta, médico, psicólogo e assistente social, com informações e terapia de grupo. "Durante um ano o paciente passa por entrevista individual, recebe orientações quanto às terapias nicotínicas e participa de um grupo que auxilia na tomada de consciência e na construção de estratégias para lidar com as dificuldades pessoais inerentes à cessação do vício", explica a Eliane Schmaltz. Tudo isso sem custo adicional para os usuários da operadora.[14]

Muitas tentativas frustradas de abandonar o vício estão relacionadas ao usuário que pensa em parar sozinho, sem acompanhamento. Quem pretende parar de fumar deve buscar ajuda médica e psicológica. "A dependência química é uma doença como qualquer outra e requer tratamento especializado", ressalta a Dra. Eliane.

Mal causado pelo cigarro a animais domésticos sensibiliza fumantes

PARIS (AFP) - Pessoas que se recusam a parar de fumar, mesmo conscientes dos malefícios do cigarro, podem largar o vício ao descobrir que a fumaça também faz mal a seu animal de estimação, afirma um estudo americano, que será publicado na terça-feira.

Pesquisadores americanos entrevistaram 3.293 donos de cães, gatos ou pássaros em uma área da cidade de Michigan, através de um questionário na internet sobre o comportamento dos fumantes.

Entre os entrevistados, 21% declararam ser fumantes regurales, consumindo uma média de 13 cigarros e meio por dia - cerca de metade deles dentro de casa. Outros 27% informaram conviver em casa com pelo menos um fumante.

Aproximadamente um em cada três fumantes - 28,4% - afirmou que, se soubesse que o fumo passivo faz mal a seus animais de estimação, largaria o vício.

Entre os não-fumantes que vivem com fumantes, por outro lado, apenas 16,4% disseram que pediriam ao parceiro para parar de fumar se descobrissem que o animal de estimação da casa está sendo prejudicado.

O estudo menciona fortes indícios de que o fumo passivo faz tanto mal à saúde dos animais domésticos quanto aos seres humanos, e que poucas pessoas sabem disso.

"Campanhas educativas informando donos de animais sobre os riscos da exposição (ao fumo passivo) para eles poderia motivas alguns a parar de fumar", estimam os autores da pesquisa.

O estudo, que será publicado no jornal britânico Tobacco Control, foi realizado por Sharon Milberger, do Henry Ford Health System de Detroit, Michigan.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Narguilé equivale a 100 cigarros

Narguilé equivale a 100 cigarros:

O cheiro agradável das essências usadas no narguilé são um convite para juntar uma roda de amigos e passar o tempo. Apesar de ser um jeito mais charmoso de fumar, a diversão de origem indiana é mais danosa para o organismo que o cigarro. Em uma sessão, o consumo de tabaco pode equivaler a mais de 100 cigarros.

O alerta está em um artigo de revisão do pneumologista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Viegas, publicado na edição de dezembro do Jornal Brasileiro de Pneumologia.

Viegas explica que o malefício ocorre, entre outros motivos, porque uma sessão de narguilé expõe o adepto a um período longo de contato com a nicotina. “Em uma roda, se a pessoa gasta duas horas, vai fumar muito mais tabaco que se fumasse cigarros.” Enquanto um cigarro leva de 5 a 7 minutos para acabar e propicia de 8 a 12 baforadas, um encontro onde há narguilé dura de 20 a 80 minutos e pode render entre 50 e 200 baforadas.

CARVÃO - Outro problema do passatempo está na junção da fumaça do tabaco aromatizado, que já é prejudicial à saúde, com a do carvão utilizado para queimá-lo. A combinação põe o indivíduo em contato com mais nicotina, cromo e chumbo, que são metais pesados. “As substâncias se depositam no organismo e não são eliminadas”, diz.

Embora alguns adeptos acreditem que a água colocada na base do narguilé minimize os efeitos prejudiciais da fumaça, Viegas afirma que a água não influi e não filtra nada. As consequências podem ser ainda piores se a água for substituída por alguma bebida alcoólica.

Os prejuízos à saúde, entretanto, não assustam o público. Andreza Oliveira, 31, vendedora de uma loja de artigos indianos na Feira dos Importados, omite quantos narguilés são vendidos por semana, mas garante que o produto tem boa saída. “Vende bastante. Vai chegando, as pessoas compram, e a gente repõe”, diz. Os preços são convidativos. Um modelo simples sai por cerca de R$ 70,00. As pastas aromatizadas custam em média R$ 8,50.

CHARME

Ao lado do narguilé, há outras formas de consumo de tabaco que parecem inofensivas, mas causam sérios prejuízos. O charuto, símbolo de sofisticação e uma das marcas registradas do estadista inglês Winston Churchill, pode conter tabaco equivalente ao de 200 cigarros.

A concentração, por si só, já é danosa, mas há um problema a mais no charuto. O fumo utilizado nele tem o PH mais alcalino por ser secado ao sol, e não em forno, como ocorre na produção de cigarros. Essa característica faz com que os componentes da fumaça sejam absorvidos mais facilmente pela mucosa da boca, afetando o organismo, mesmo que não se trague a fumaça.

O empresário João Felipe Estrela, 33, fundador da Confraria Epicurista do Planalto, com 200 integrantes, fuma nos encontros do grupo, realizados uma vez por semana. "Como é consumido esporadicamente, acredito que não haja problemas. O problema, para mim, é o consumo excessivo", diz.

A opinião é compartilhada pelo funcionário de uma loja especializada na Feira dos Importados, Branco Coelho, 33. Ele não fuma cigarros, mas acha natural degustar um charuto em ocasiões especiais. “A última vez foi há três meses”, diz. Na loja, que disponibiliza um espaço para os apreciadores, cerca de 70% dos clientes estão na faixa dos 30 anos. São, em geral, homens que pagam até R$ 135,00 por uma unidade e fumam em um momento de lazer com os amigos.

Segundo o professor Carlos Viegas, ainda que o narguilé e o charuto sejam consumidos muitas vezes em uma frequência diferente do cigarro e num contexto de mais sofisticação, o melhor é evitar o tabaco, qualquer que seja a fonte. “Não existe forma segura de consumo de tabaco.”

Fonte : Agência Clica Brasília
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