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Em 30 anos, um ex-fumante pode economizar até R$ 1 milhão - 29 de Agosto

Hoje, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Além dos benefícios à saúde, parar de fumar um maço de cigarro por dia, economizar e investir pode gerar reserva de mais de R$ 1 milhão (R$ 1.028.274,92) em 30 anos. 
A conta é simples, se um maço custa em torno de R$ 8, um fumante que consome um maço de cigarro por dia gastará a mais, por mês, R$ 240. Ou seja, além de perder dinheiro, ainda pode perder a vida. [Fonte: DC]

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Oito anos depois, bebê fumante da Indonésia finalmente começa a ter vida normal

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Era 2007 quando o mundo todo ficou chocado com a rotina de Ardi Rizal. Morador da Indonésia, ele era apenas um bebê de dois anos, mas já fumava nada menos do que 40 cigarros por dia. Oito anos depois, sua vida mudou bastante.

De lá para cá, Ardi viveu uma luta intensa para largar o vício pelo cigarro. Sua família garante que em 2010, aos cinco anos, ele parou de fumar. Na época, porém, trocou seus vícios e viveu um novo problema de saúde: a obesidade.

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Ao invés de fumar, a criança comia. Sua mãe, culpada pela situação, dava cada vez mais comida para o filho. A batalha contra a obesidade, então, tornou-se tão intensa quanto a contra o tabagismo. E, aos poucos, Ardi começa a vencer.

Depois de chegar em um grau de obesidade extremamente preocupante — tanto quanto seu nível de tabagismo —, o menino foi submetido a acompanhamento psicológico. Oito anos depois de fazer ficar famoso de maneira negativa, começa a ser uma criança comum pela primeira vez.

Ardi agora tem uma rotina que condiz mais com sua idade, com idas à escola, refeições balanceadas e, principalmente, longe da nicotina. Os médicos garantem que, se seguir a rotina, ele conseguirá ter uma vida adulta regular. 

Veja como ele está agora:
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Número de fumantes cai 30,7% em 9 anos no país, diz Ministério da Saúde

Estudo mostra que 10,8% da população fuma; em 2006, eram 15,6%.
Homens fumam mais e Porto Alegre tem maior percentual de fumantes.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro (à esquerda), durante apresentação de dados sobre consumo de cigarro no Brasil (Foto: Luciana Amaral/G1)

O número de fumantes caiu 30,7% no Brasil nos últimos nove anos, anunciou o Ministério da Saúde na manhã desta quinta-feira (28) em Brasília. Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2014, serviço ligado à pasta, 10,8% da população no país é de fumantes. Em 2006, o índice chegava a 15,6%.

O governo tem como meta chegar a 9,1% de fumantes no país até 2020. Em 2013 e 2014, foram gastos R$ 41 milhões para a compra de medicamentos utilizados no tratamento contra o tabagismo.
De acordo com o estudo, o hábito de fumar é mais comum entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). O levantamento mostra ainda que 21% dos brasileiros se declaram ex-fumantes.

A faixa etária que mais consome cigarros é de pessoas entre 45 e 54 anos (13,2%). A que menos faz uso deles é a que vai dos 18 aos 24 anos (7,8%). A experimentação entre adolescentes de 13 a 15 anos caiu de 24,2%, em 2009, para 19,6%, em 2012.

16,4% da população de Porto Alegre fuma, maior índice entre as capitais brasileiras, segundo o Ministério da Saúde
A capital com o maior percentual de fumantes é Porto Alegre, com 16,4%. Em seguida vêm São Paulo e Curitiba. A com menos fumantes é São Luís, com 5,5%.
Campanha
O ministério também divulgou nesta quinta uma nova campanha contra o tabagismo. Ela traz o vermelho como cor principal e alerta a população sobre os danos causados pelo cigarro e derivados do tabaco. Ela será veiculada na internet, no rádio e em meios impressos.

Para o ministério, algumas medidas que ajudaram para a redução no número de fumantes foram a política de preços mínimos, proibição da propaganda de cigarro, proibição do fumo em ambientes fechados de uso coletivo, o aumento da taxação de maços e o aumento das advertências em embalagens.

"Hoje o Brasil é reconhecido internacionalmente. [A redução] é resultado de uma ação intersetorial", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
No Brasil, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano, segundo o ministério. O tabaco também está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão. Estima-se que 27.330 novos casos desse tipo de câncer devem surgir no país em 2015.
O cigarro ainda contribui para 25% das mortes por anginas e por infartos do miocárdio, 45% das mortes por infartos em pessoas com menos de 65 anos, 85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar.
Contrabando
Apesar da diminuição no número de fumantes, o consumo de cigarro ilegal cresceu de 2,4%, em 2008, para 3,7%, em 2013. Para o governo federal, esse aumento se deve ao preço baixo praticado pelo mercado clandestino ao vender os produtos, principalmente do Paraguai, no Brasil.

O uso de cigarros ilegais é mais comum em estados fronteiriços, como o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Na região de fronteiras, ele cresceu 58% de 2008 para 2013. Ao todo, os produtos contrabandeados representaram 31% do consumo de cigarro no país em 2014, segundo o instituto de pesquisa Ibope Inteligência. [Fonte: Globo.com/G1]

Cai número de fumantes no país, diz pesquisa...


Em 1989, 33% dos brasileiros maiores de 18 anos fumavam, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Hoje, essa proporção é de 18%, concluiu a Pesquisa Especial de Tabagismo divulgada ontem pelo instituto. A queda foi de 45%.

A pesquisa, realizada a partir de 2008, entrevistou 39.425 brasileiros com mais de 15 anos. Desses, 17,5% fumam. Outros 13 países estão realizando a mesma pesquisa, que termina em outubro.

– Conseguimos reduzir bastante o número de fumantes, mas precisamos continuar a briga. A indústria do tabaco primeiro focou as mulheres, e o resultado já pode ser constatado. Agora, o foco está nos jovens. Essa é a principal faixa etária em que devemos trabalhar, porque é a idade em que é mais fácil abandonar o vício – diz Liz Maria de Almeida, gerente da Divisão de Epidemiologia do Inca.

A pesquisa mostra que a proporção de jovens do sexo feminino que começam a fumar antes dos 15 anos é 22% maior do que a dos homens em todas as regiões do país.

Segundo o Inca, a geração de brasileiros nascidos a partir da década de 1980 – que hoje tem até 30 anos – começa a fumar aos 17 anos, em média. No Nordeste e no Centro-Oeste, a proporção de jovens que começa a fumar antes dos 15 anos é maior do que nas outras regiões.

Homens fumam mais, mulheres param antes

Entre os jovens, chama a atenção o fato de os homens fumarem 2,5 vezes mais do que as mulheres. Entre as outras faixas etárias da população essa proporção é menor. Uma das explicações para isso é o fato de que as mulheres param de fumar numa proporção duas vezes maior do que a dos homens.

A pesquisa ainda constatou que os jovens são mais sensíveis à propaganda pró-tabaco do que os adultos – 48,6% dos jovens relataram ter percebido propaganda pró-tabaco, ante 38,7% dos adultos. [Fonte: DC]

Brasil tem mais ex-fumantes do que fumantes, diz IBGE

O número de ex-fumantes supera o de fumantes no Brasil. O País tem 24,6 milhões de fumantes, o equivalente a 17,2% da população adulta. Por outro lado, já possui 26 milhões de pessoas que deixaram de fumar, a maioria há mais de dez anos. O levantamento, o mais completo já realizado sobre o número, perfil e hábitos dos fumantes no Brasil, foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O IBGE entrevistou 51 mil pessoas de 851 municípios. A pesquisa utilizou metodologia internacional e está sendo realizada em mais 13 países.
Dos fumantes, 87,7% fumam diariamente e 52,1% pretendem largar o vício. No entanto, quando questionados quando abandonarão o fumo, 81,4% dos entrevistados responderam que não será nos próximos 12 meses. Os fumantes ocasionais representam 12,3% do total dos que fumam e apenas 2,1% da população. Nunca fumaram 64,7%.

Um terço dos tabagistas fuma entre 15 e 24 cigarros por dia, o equivalente a um maço, e quase 40% dá as primeiras tragadas até meia hora depois de acordar - o que, segundo especialistas, é indicativo de alto grau de dependência. Nos últimos 12 meses, 45,6% dos fumantes revelou ter tentado deixar o vício, mas apenas 22% recorreu à ajuda de algum profissional de saúde ou a medicamentos.

Perfil:
Os fumantes são predominantemente homens: 14,8 milhões contra 9,8 milhões de mulheres. A maioria dos tabagistas (77,7%) tem entre 25 e 64 anos e a maior parte deles (31,9% das pessoas entre 20 e 34 anos) começaram a fumar entre os 17 e 19 anos. A região Sul foi a que registrou o maior porcentual de fumantes - 19% da população - e é também onde as mulheres mais fumam (15,9%, enquanto a média nacional é de 13,1%).

Proporcionalmente, fuma-se mais na área rural, 20,4% contra 16,6% nas áreas urbanas. Nas áreas rurais, o consumo do fumo de rolo ainda supera o de cigarros industrializados (13,8% contra 11,9% da população total acima de 15 anos). Porém, no total, 14,4% da população adulta fuma cigarros industrializados e apenas 5,1% cigarros enrolados à mão.

A pesquisa mostra também que quanto maior a escolaridade, menor a proporção de fumantes. Entre quem tem menos de um ano de estudo, 25,7% é fumante. Entre quem tem 11 anos ou mais, esse porcentual é de 11,9%. O mesmo acontece com o rendimento. Quanto maior a renda, menor a população de fumantes (22,9% dos que ganham menos de um quarto de salário mínimo fumam; já na população que ganha acima de 2 salários mínimos, apenas 13,3%).

Fumo passivo e locais de compra:
O local mais apontado de exposição à fumaça produzida pelo consumo de tabaco por terceiros era a própria casa, por 27,9% do total de 15 anos ou mais de idade. A exposição no trabalho era relatada por 24,4% das pessoas de 15 anos ou mais de idade que trabalhavam fora (11,6 milhões em números absolutos). Já em restaurantes, o porcentual alcançou 9,9%.
Os bares, botequins e restaurantes são os locais mais utilizados para compra de cigarros industrializados no Brasil, citados por 53,8% dos fumantes. Também foram mencionados com frequência os supermercados, mercadinhos e mercearias (21,7%) e as padarias e lanchonetes (14,8%). Em média, os fumantes de cigarros industrializados gastavam R$ 78,43 por mês com cigarros. [Fonte: Yahoo Notícias]

CAI O NÚMERO DE FUMANTES NO BRASIL

Propagandas proibidas e ambientes livres do cigarro contribuem para a diminuição na taxa de fumantes do país.


Condenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por ser a principal causa de morte evitável no mundo, o tabagismo atinge 16% dos Brasileiros, de acordo com pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) - um dos levantamentos mais completos produzidos pelo Ministério da Saúde, em 2007. Estimativas da OMS apontam que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas são fumantes.

A boa noticia é que o cerco contra o cigarro está se fechando e, em Brasília, a exclusão dos fumantes não acontece apenas em rodas de não fumantes. Nos bares da capital não é permitido fumar, assim como em repartições públicas, shoppings, restaurantes e edifícios comerciais - um incentivo a mais para os tabagistas que desejam parar e aos amigos e familiares que fazem campanha contra as baforadas. "Mais de 90% dos pacientes que acompanho afirmam que a convivência com não fumantes e a dificuldade de encontrar lugares que permitam o fumo são fatores motivacional para vencer o vício", destaca a psicóloga do Programa de Cessação de Tabagismo da Amil Brasília, Eliane Schmaltz.

Dados da Vigitel sinalizam uma perspectiva positiva: o número de fumantes passa de 20%, levantamento produzido pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Secretaria de Vigilância em Saúde, em 2003, para 16%, de acordo com a Vigitel em 2007. "O novo estilo de vida social está relacionado à cessação do tabagismo e o primeiro passo é a determinação e a conscientizaçã o dos males que o hábito provoca", ressalta a psicóloga.

Na decisão de parar eles são mais determinados: 25,8% dos homens pararam de fumar contra 18,6% das mulheres. Para elas os riscos são ainda maiores. A combinação anticoncepcional e cigarro aumenta os riscos de infarto, eleva o índice de infertilidade e a predisposição à ansiedade. E mais: a depressão é duas vezes maior entre as mulheres e os riscos de infarto e derrame quadriplicam.

Sem Cigarro - Com o objetivo de estimular o abandono do cigarro, a Amil Brasília desenvolveu um programa de assistência multiprofissional envolvendo nutricionista, fisioterapeuta, médico, psicólogo e assistente social, com informações e terapia de grupo. "Durante um ano o paciente passa por entrevista individual, recebe orientações quanto às terapias nicotínicas e participa de um grupo que auxilia na tomada de consciência e na construção de estratégias para lidar com as dificuldades pessoais inerentes à cessação do vício", explica a Eliane Schmaltz. Tudo isso sem custo adicional para os usuários da operadora.[14]

Muitas tentativas frustradas de abandonar o vício estão relacionadas ao usuário que pensa em parar sozinho, sem acompanhamento. Quem pretende parar de fumar deve buscar ajuda médica e psicológica. "A dependência química é uma doença como qualquer outra e requer tratamento especializado", ressalta a Dra. Eliane.

Risco de doença do coração cai 60% após dez anos sem fumar

Mulheres que largam o cigarro e ficam ao menos cinco anos sem fumar reduzem em 21% a chance de morrer por câncer de pulmão e em 47% em razão de problemas cardíacos.
A boa notícia para quem já deixou de fumar e que serve de estímulo para as mulheres que ainda têm o vício é o resultado de um estudo divulgado na última quarta-feira por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA).
A pesquisa, publicada no jornal da associação médica americana, avaliou os hábitos e as condições de saúde de 104 mil enfermeiras entre 1980 e 2004 nos Estados Unidos.
O estudo mostrou que a redução do risco de morte por doenças causadas ou agravadas pelo cigarro é de 13%. Além de câncer de pulmão e problemas de coronárias, foram consideradas doenças de vascularização do cérebro, respiratórias, obstrutiva pulmonar crônica e outras formas de câncer.
Os benefícios são ainda maiores dez anos após a mulher parar de fumar. No período, o risco de doenças coronárias diminui 60%. Após 20 anos, ele se torna igual ao de uma pessoa que nunca fumou.
Segundo Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, a redução no risco de mortes em cinco anos é um estímulo para deixar o cigarro o mais rápido possível. "Quanto maior o tempo de exposição e a quantidade de cigarros, maior o risco de ter problemas."
No próprio estudo feito pela Universidade de Harvard, os malefícios do cigarro são evidenciados. Aproximadamente 64% das mortes entre fumantes e 28% delas em ex-fumantes foram atribuídas ao vício.
As mulheres, público-alvo da pesquisa, são as que mais encontram dificuldades para deixar o cigarro. Segundo Jaqueline Issa, isso acontece porque o motivo por que fumam é geralmente emocional, para reduzir tensão ou espantar sintomas depressivos. "Quando tentam parar por conta própria, podem ter um ganho de peso ou alterações de humor e desistir."
Além disso, o estímulo para que elas fumem é bastante grande, de acordo com Paulo César Corrêa, pneumologista e membro da ONG Aliança de Controle do Tabagismo.
"No mundo, 48% dos homens e 12% das mulheres fumam, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Isso faz das mulheres um alvo do marketing das indústrias. O design do cigarros, a adição de sabor e propagandas com mulheres fumando são parte dessa estratégia."
O médico afirma ainda que os resultados do estudo servem como um norte para poder avaliar os benefícios do abandono do cigarro nos homens. Segundo ele, diversas pesquisas já mostraram os malefícios do cigarro em homens e mulheres, mas as conseqüências a longo prazo de deixar esse vício são um pouco mais nebulosas.
Relatório
Segundo o último relatório global divulgado pela Organização Mundial da Saúde, de fevereiro, se nada for feito nos países pobres para diminuir o número de fumantes, o cigarro pode matar 1 bilhão de pessoas no século 21.
No Brasil, as doenças relacionadas ao fumo matam cerca de 200 mil pessoas por ano, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
Esse total equivale a quatro vezes o das vítimas de homicídio no país.
MÁRCIO PINHO - da Folha de S.Paulo.
Colaborou MARIO CESAR CARVALHO, da Folha de S.Paulo.

Indústria do cigarro condenada a indenizar família

Indústria de cigarros condenada a indenizar familiares de fumante morto em decorrência do tabagismo:
A Souza Cruz S/A deve pagar indenização por danos morais a esposa e filho de fumante, morto em decorrência de câncer pulmonar que se expandiu para o cérebro. A condenação unânime foi confirmada pela 9ª Câmara Cível do TJRS. Aplicando o Código de Defesa do Consumidor, os magistrados entenderam que as enfermidades foram causadas pelo consumo das substâncias químicas contidas no cigarro comercializado pela empresa.
Em acórdão de 136 páginas, o Colegiado manteve a reparação arbitrada pela sentença. Cada autor receberá 200 salários mínimos, vigentes na data da sentença. Aos valores serão acrescidos juros legais de 12% ao ano.

Recurso:
A empresa-ré apelou, alegando inexistir nexo de causalidade entre o tabagismo e as enfermidades desenvolvidas. Afirmou que a doença supostamente desenvolvida pelo falecido tem natureza multifatorial, pois o mesmo estaria submetido a outros três fatores de risco: o etilismo, a predisposição genética e a vida sedentária.
O relator do recurso, Desembargador Odone Sanguiné, ressaltou que a licitude da conduta da ré, em fabricar e comercializar cigarros, não importa ao deslinde do feito. Salientou que é imprescindível examinar as particularidades do produto colocado no mercado, seja no plano interno, seja no plano externo.
Destacou que os atos ilícitos restaram configurados: “(a) na omissão das fornecedoras de tabaco em informar, à época em que o adolescente iniciou a fumar, de maneira adequada e clara, sobre as características, composição, qualidade e riscos que o cigarro poderia gerar aos seus consumidores (vício de informação); (b) na publicidade insidiosa e hipócrita difundida há tempo pelas fornecedoras de tabaco, vinculando o cigarro a situações como sucesso profissional, beleza, prazer, saúde, requinte etc.; (c) no fato de as indústrias do fumo inserirem no cigarro substância que acarreta dependência aos seus utentes (nicotina), obrigando-os a consumir mais e mais o produto nocivo, não por uma escolha consciente, mas em razão de uma necessidade química.”

Tendência mundial:
Enfocando o Direito Comparado, o Desembargador Odone Sanguiné destacou, ainda, “a recente terceira grande onda de litigância contra as empresas de tabaco nos Estados Unidos da América alterou seu curso de modo que está se consolidando a tendência dos Tribunais norte-americanos em condenar as empresas tabagistas.”
A partir de maio de 1994, informou o magistrado, se fizeram públicos documentos internos (conhecidos como ‘cigarette papers’) de algumas empresas tabagistas, que revelariam que as indústrias do fumo sabiam dos riscos para a saúde derivados do consumo de tabaco desde princípios e meados dos anos 50. Apesar disso, acrescentou, teriam omitido as advertências relevantes ao ponto de, recentemente, os governos dos Estados da União terem decidido acionar, por meio de ‘class actions’ a indústria de cigarros para obter o reembolso dos gastos médico-sanitários destinados à saúde por danos relacionados ao tratamento de enfermidades presumidamente relacionadas com o consumo do tabaco.
Votaram de acordo com o relator a Desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi e o Desembargador Tasso Caubi Soares Delabary.
Proc. 70016845349 (Lizete Flores)
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

Remédio antifumo é questionado na Grã-Bretanha

Um remédio para ajudar os fumantes a largar o vício está em cheque na Grã-Bretanha depois de reclamações de alguns pacientes por conta dos efeitos colaterais, que incluem pensamentos suicidas.
O órgão britânico que monitora os remédios, o MHRA, afirmou que vai acompanhar a situação de perto, depois de 839 reclamações de reações adversas relacionadas ao Champix, produzido pela Pfizer, que começou a ser vendido no Brasil este ano.
O MHRA recebeu 46 reclamações de pacientes com depressão, a maioria deles com histórico da doença. Outros dezesseis pacientes disseram ter cogitado suicídio, mas nenhum foi consumado.
Além disso, houve reclamações de pesadelos, tonteira, fadiga, dores de cabeça, insônia, enjôo e vômito, todos efeitos colaterais possíveis e previstos na bula do remédio.
O orgão americano que monitora remédios já havia levantado questões sobre o Champix, também conhecido como vareniclina.
O remédio é revolucionário porque trabalha bloqueando e estimulando os chamados receptores nicotínicos no cérebro.
Acredita-se que, ao estimular o receptor, ele estaria imitando o efeito da nicotina para diminuir o desejo de fumar.
Ao mesmo tempo, ele bloqueia parcialmente o receptor, impedindo que ele seja afetado pela nicotina, resultando em uma resposta cerebral "mais fraca", caso o paciente caia em tentação e acabe fumando um cigarro.
Os testes com o medicamento sugerem que 44% dos pacientes pararam de fumar depois de tomá-lo, em comparação aos 18% que receberam um placebo e aos 30% que tomaram outro remédio, o bupropiona (genérico do Zyban).
Na semana passada, a autoridade americana que regula alimentos e medicamentos, a Food and Drug Administration, anunciou que está investigando o remédio, depois de receber queixas semelhantes.
A Agência Européia de Medicamentos afirmou ter avaliado as preocupações em julho, e decidiu que nenhuma ação seria necessária. Ela concluiu que as advertências na bula do remédio são adequadas.
Em um comunicado, a Pfizer disse que "não há evidência científica estabelecendo uma relação causal entre a vareniclina e as reclamações depois que o remédio foi posto à venda"
"Parar de fumar, com ou sem tratamento, é associado aos sintomas da abstinência de nicotina e vem sendo associado à exacerbação de problemas psicológicos latentes." (Fonte: BBCBrasil)

Fumar aumenta risco de calvície em homens, diz estudo

Um estudo feito por cientistas em Taiwan sugere que homens fumantes correm mais risco de ficarem carecas.


O estudo, realizado pelo Far Eastern Memorial Hospital, em Taipei, indica que homens que fumam 20 ou mais cigarros por dia têm duas vezes mais chance de ter queda de cabelos moderada ou severa do que aqueles que nunca haviam fumado.
A pesquisa observou 740 homens em Taiwan com idade entre 40 e 90 anos e analisou o histórico da calvície na família, a intensidade com a qual fumavam e a idade com a qual começaram a perder cabelo.
Os cientistas descobriram também que homens caucasianos têm chances maiores de ficarem calvos do que os de ascendência asiática.
Publicada na revista científica Archives of Dermatology, a pesquisa indica ainda que o risco de calvície permanece elevado mesmo entre os ex-fumantes.
Segundo os cientistas, fumar danifica a estrutura genética dos folículos capilares, responsável pelo crescimento dos fios. O fumo pode ainda afetar as raízes das células necessárias para a circulação de sangue e hormônios.
A calvície masculina, conhecida cientificamente como alopecia androgênica, atinge dois terços dos homens adultos e entre suas principais causas estão fatores genéticos e hormonais.

Síndrome de abstinência

A crise de abstinência de nicotina

Veja o que diz um ex-fumante, no caso, o Dr. Drauzio Varella:

Tinha até esquecido o quanto sofre o fumante para largar do cigarro. Parei há 23 anos e já não me lembrava das agruras pelas quais passei até ficar livre da dependência de nicotina que me escravizou durante 19 anos. Ao gravar uma série para a TV com seis personagens que pararam de fumar num mesmo dia, no entanto, revivi meu sofrimento e pude observar as dificuldades dos dependentes diante da crise de abstinência de nicotina.
O cigarro nada mais é do que um dispositivo para administrar droga. A nicotina inalada com a fumaça é rapidamente absorvida pelos alvéolos pulmonares, cai na circulação e chega ao cérebro num intervalo de seis a dez segundos. Inalada, chega mais depressa do que se tivesse sido injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa. A velocidade com que a droga chega ao sistema nervoso central explica por que a primeira tragada traz alívio imediato ao fumante aflito.
No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios localizados em vários centros cerebrais. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer que os dependentes referem sentir ao fumar - e que os não-fumantes são incapazes de entender.
A droga é de excreção rápida. Sua meia-vida é curta: duas horas, em média. Isto é, metade da dose fumada é eliminada da circulação em duas horas. Por razões genéticas, essa velocidade de excreção varia de um fumante para outro; os que eliminam a droga mais depressa tendem a fumar mais. Grande parte dos que fumam dois ou três maços por dia é constituída por metabolizadores rápidos de nicotina.
A presença de outras drogas na circulação pode alterar a velocidade de excreção. É o caso do álcool, substância na qual a nicotina se dissolve com muita facilidade. Como o álcool é diurético, ao beber, o fumante excreta rapidamente na urina a nicotina nele dissolvida. A queda da concentração da droga no sangue desencadeia o desejo irresistível de fumar.
Viciados em nicotina, os neurônios do centro que integra as sensações de prazer, ao sentirem seus receptores vazios dela, estimulam outros circuitos de neurônios, que convergem para o chamado centro da busca. Esse centro é responsável por induzir alterações comportamentais com a intenção de nos obrigar a repetir ações que anteriormente nos trouxeram prazer: sexo, comida, temperatura agradável para o corpo, etc.
Uma vez que os centros do prazer ativam o centro da busca, este não pode ser mais desativado. O centro da busca permanecerá ativado mesmo que o prazer responsável por sua ativação deixe de existir. Por isso o fumante se surpreende ao acender um cigarro no toco do outro, o usuário de cocaína continua cheirando apesar do delírio persecutório que experimenta toda vez que usa a droga, e o jogador compulsivo é capaz de perder a casa da família em cima do pano verde.
Informados da falta de nicotina, os neurônios do centro da busca lançam mão de sua mais poderosa arma de persuasão comportamental: a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o fumante perde a tranqüilidade, fica agitado, nervoso e não consegue se concentrar em mais nada. Para ele, não existe felicidade possível sem o cigarro.
Como a nicotina é droga de excreção rápida, essas crises de ansiedade se repetem muitas vezes por dia. Para evitá-las, o fumante vive com o maço ao alcance da mão para acender um cigarro assim que surgirem os primeiros sinais, porque sabe que a intensidade dos sintomas da crise é crescente, insuportável. O cérebro aprende, então, que ansiedade e nicotina estão indissoluvelmente ligadas. Daí em diante, todo acontecimento que provocar ansiedade será interpretado por ele como resultante da ausência de nicotina. Por isso os fumantes levam imediatamente um cigarro à boca ao menor sinal de ansiedade ou diante da emoção mais rotineira. Por isso dizem que o cigarro os acalma.
O curto-circuito de prazer que a nicotina arma entre os neurônios provoca uma dependência química de forte intensidade, enfermidade cerebral crônica e recidivante. Para tratá-la, é preciso ensinar o cérebro novamente a funcionar como fazia antes de entrar em contato com a droga. Tal empreitada significa enfrentar a abstinência de nicotina, que se manifesta em crises repetitivas, muito mais intensas, desagradáveis e difíceis de suportar do que aquelas provocadas por drogas como cocaína, crack, maconha, ou álcool.
Os primeiros dois dias sem fumar são os piores. As crises se sucedem uma atrás da outra até atingirem freqüência e duração máximas em 48 horas. Nesse período, as manifestações incluem irritação, ansiedade, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, modificação do hábito intestinal, alterações da arquitetura do sono (insônia ou hipersônia), dificuldade extrema de concentração e alternância de episódios de apatia com outros de agressividade comportamental.
A partir do terceiro dia, a freqüência das crises e a intensidade dos sintomas começam a diminuir gradativamente, dia após dia. À medida que as semanas se sucedem, o desejo de fumar continua a manifestar-se, mas vai embora cada vez mais depressa.
Em média, seis meses depois de parar de fumar, a maioria dos ex-fumantes já consegue passar um ou outro dia sem se lembrar da existência do cigarro. Os neurônios começam a ficar livres da dependência que os sucessivos impactos diários de nicotina causaram em seus circuitos. É a liberdade do cérebro, que, para ser mantida, exige o preço da eterna vigilância, porque a doença é traiçoeira, crônica e recidivante.

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