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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Souza Cruz critica novas imagens de advertência contra o fumo

Para presidente da empresa, imagens 'não são informativas, mas depreciativas, buscando denegrir o consumidor'.

Sandra Hahn - Agência Estado
Fonte: Estado de S.Paulo

PORTO ALEGRE - O presidente da Souza Cruz, Dante Letti, considerou "depreciativas" as imagens de advertência que deverão ser impressas em maços de cigarros dentro de aproximadamente nove meses. As fotos foram divulgadas ontem pelo Ministério da Saúde na terça-feira, 27. Letti afirmou que sua avaliação é preliminar, pois conheceu a medida pela imprensa, e afirmou que as imagens "não são informativas, mas depreciativas, buscando denegrir o consumidor do produto". Apesar disso, observou que a medida está dentro das prerrogativas do ministério.
Para o executivo, a medida terá impacto no consumo, assim como ocorreria com uma "boa campanha educativa". Ele disse que a empresa tem feito campanhas junto ao varejo para conscientizar os comerciantes contra a venda de cigarros a menores de idade. Letti acrescentou que o departamento jurídico da companhia vai analisar a medida do governo e preferiu não antecipar qualquer possível resposta da Souza Cruz.
Conforme Letti, vários fatores influenciam o consumo de cigarro no Brasil, onde o preço tem sido inibidor do hábito. O maço de cigarros custava cerca de R$ 1,20 há seis anos e atualmente está em R$ 2,50 em média, segundo informou. Se os impostos subissem bruscamente, o mercado passaria para a informalidade, argumentou ele. Além do valor do cigarro, campanhas educativas e outras iniciativas também interferem no consumo, na avaliação da empresa.
A atuação da Receita Federal e medidas como a adoção da nota fiscal eletrônica tiveram efeito na redução da informalidade no mercado de cigarros, segundo a Souza Cruz. Letti lembrou que, desde abril, todas as indústrias do setor estão conectadas à Receita em tempo real, com registro de cada cigarro produzido legalmente. "Isso é importante porque, além da diferença entre os preços, que chega a ser de 48%, os produtos ilegais ficam à margem de regulamentações e controles sanitários", afirmou o executivo, que foi palestrante em reunião-almoço na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul.
A expectativa para o comportamento do mercado brasileiro em 2008 é de uma pequena retração de 2%, ante os 130 bilhões de cigarros vendidos no ano passado. No mundo, a tendência é estável, com leve declínio. Ao mesmo tempo em que há aumento de renda, que favorece o consumo, também crescem a regulamentação do setor e as campanhas de conscientizaçã o, analisou Letti.

OMS: cigarro matará 1 bilhão de pessoas neste século

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que o cigarro irá matar 1 bilhão de pessoas neste século e apela para que os governos proíbam toda a propaganda, publicidade e promoção de empresas de tabaco. A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) ainda pede que o cigarro nas novelas brasileiras também seja abolido. Para marcar o dia internacional contra o cigarro, que é celebrado hoje, a OMS lança uma campanha mundial para alertar os jovens sobre as "armadilhas" das empresas do setor. O material publicitário foi produzido no Brasil e será veiculado em 200 países.
A idéia da OMS é a de convencer os diversos governos a adotarem medidas duras. Segundo os estudos da entidade, países que adotaram uma restrição total à publicidade de cigarros conseguiram reduzir em 16% o consumo. O grau do vício estaria ligado à exposição à publicidade do produto. Outra constatação é de que a indústria sabe do potencial do marketing. Entre 1995 e 1999, as empresas americanas promoveram ou patrocinaram 2,7 mil eventos, com gastos de US$ 350 milhões. (Fonte: Yahoo Notícias)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Parar de fumar? É mais fácil se for em grupo

Por vários anos, os fumantes passaram por verdadeiras "provações" para acabar com o vício. No entanto, novos estudos revelam que parar de fumar raramente constitui uma decisão individual. De acordo com os especialistas, os fumantes tendem a parar com a prática em grupo. Assim , a pesquisa também alerta as campanhas contra o fumo para direcionarem o foco de suas propagandas aos grupos, além de mostrar que parar de fumar pode ter um efeito significativo em toda uma rede social.
O Dr. Nicholas Christakis, da Faculdade de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, São Diego, responsáveis pela pesquisa, acompanharam fumantes e não-fumantes por 32 anos, de 1971 até 2003. Em determinado período, a porcentagem de adultos fumantes nos Estados Unidos caiu de 45% para 21%. Os pesquisadores descobriram, através de análises dessas pessoas e suas redes sociais, um efeito impressionante: com o passar dos anos, os fumantes criaram pequenos grupos sociais e foram parando com o vício em massa.
Após esses grupos desaparecerem, os que restavam eram deixados às "margens" da sociedade, isolados, com poucos amigos e contatos sociais. "Não é apenas como uma pequena estrela se apagando. São inúmeras constelações desaparecendo de uma vez só", comparou o Dr. Christakis. "Os fumantes costumavam ser o centro da festa. Nós sabemos que o cigarro é ruim para a saúde física de uma pessoa. Mas esse estudo mostrou que ele também pode causar danos à sua 'saúde social'", completou Fowler.
Os pesquisadores avaliaram 5.124 pessoas, que apresentaram 53.228 amigos, parentes e vizinhos como parte de sua rede social. Em média, os fumantes se organizavam em grupos de três. Com o tempo, o número de grupos diminuía, mas os que já existiam permaneceram com a mesma quantidade de integrantes. A educação também se mostrou um fator importante no comportamento dos fumantes. Aqueles com nível maior de educação eram facilmente influenciados pelos amigos. Além disso, certos contatos sociais eram mais influentes que outros.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Parar de fumar reduz em cinco anos risco de morrer cedo entre mulheres

As mulheres que param de fumar reduzem consideravelmente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e de morrer cedo apenas cinco anos depois de abandonarem o hábito, de acordo com uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos.
O risco de morrer devido a cânceres vinculados ao fumo também baixa 20% no período, segundo os pesquisadores do estudo, publicado na edição do Journal of the American Medical Association (JAMA) de 7 de maio.
Os pesquisadores detectaram uma redução de 13% em todas as causas de morte registradas nos primeiros cinco anos em que o hábito foi abandonado, comparado com as mulheres que continuaram fumando.
Descobriram que, 20 anos depois de largar o vício, o risco se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou.
Stacey Kenfield da Harvard School of Public Health, de Boston, e seus colegas analisaram a relação da mortalidade das mulheres que fumam cigarros e deixaram de fumar, revisando dados de uma pesquisa realizada com 104.519 mulheres entre 1980 e 2004.
"Fumar quando jovem está associado a um maior risco de mortalidade, o que mostra a importância de implementar e manter programas escolares de prevenção do consumo de tabaco, além de aprovar leis que limitem o acesso dos jovens ao tabaco. Essas são estratégias preventivas chaves", destacaram os pesquisadores.

Para reflexão...

Conselho de mãe..., não fume!

Mário Albanese

Não importa se você tem 5 ou 50 anos, o vício não perdoa e fará parte de sua vida para sempre. O jeito para o fumante é saber que o conhecimento sobre o assunto é uma arma valiosa que está ao seu alcance, mesmo que seja notado como fato importante. A dor faz parte do vício. Traiçoeira e punitiva a nicotina é imoral e implacável no seu objetivo de escravizar fumante. Para o tabagismo não há silêncio bom! Por isso é preciso falar, advertir o fumante com palavras de alento, esperança e afeto para que perceba que existe compreensão e tolerância ao seu redor e que a mágica para acabar com o sofrimento pela falta de nicotina no organismo, acontecerá parando com o fumo. O cigarro no momento da fissura é irresistível! Para que se constate essa realidade basta analisar o gestual do fumante. Em apenas 10 minutos o irresistível vira lixo desprezível. Não é sequer reutilizado por ser inútil para reaproveitamento. O descarte da bituca é feito pelo fumante com desdém e em qualquer lugar, no chão, na rua, no prato de comida, nas floreiras, nos jardins, seja lá onde for! A indiferença desse gesto é repetida sem remorso nem civilidade e faz parte do seu gestual. Por que? Por causa do vício que o obriga a ignorar regras sociais de convívio e educação. A preservação da saúde atrela-se à lei da vida. Os fumantes surfam na onda do prazer, cegos e surdos a tudo que contrarie esse efeito enganoso. Enganoso sim, pois é a falta de nicotina no organismo que verdadeiramente incomoda. Combater o tabagismo representa superar os maus exemplos que dão aos jovens a idéia que a corrupção, arbitrariedade, intolerância, injustiça e impunidade são situações normais da vida nacional Infelizmente a sociedade brasileira aprendeu a conviver com essa realidade e continua passiva e indiferente. O quadro favorece aos contraventores que, ignorando a lei, encontram terreno fértil para tripudiar a saúde pública sem pejo, acanhamento ou pudor. A verdade sobre o tabagismo está encarcerada pelo poder econômico dos únicos interessado de manter o statu quo, ou seja, a situação no estado em que se encontra. As tabaqueiras sabem que a solidariedade dos fumantes lhes é garantida pelo vício e por isso fazem da mentira o seu escudo. Sem sinalização, a lei, humilhada pela ausência de coerção, serve como incentivo para o que deveria proibir. Com isso o faz-de-conta continua porque a atual geração já está com suficiente dependência à nicotina para garantir ainda muitos anos de lucro. Enquanto isso acontece, as medidas de aparência dos poderes constituídos, nada resolvem e ainda prejudicam.. . A preservação do meio ambiente está na sua mão... Apague, antes de entrar!
Acreditando que o pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza, a ADESF conta com seu imprescindível apoio. Obrigado.
Mário Albanese – Presidente.

Proibição do fumo em lugares públicos diminui vício entre adolescentes, diz estudo

Os jovens que moram em cidades onde é proibido fumar em lugares públicos, principalmente nos restaurantes, têm menos chance de se tornarem fumantes regulares, de acordo com estudo divulgado na edição de maio da revista americana "Archives of Pediatrics".

Os adolescentes entre 12 e 17 anos que crescem em um ambiente público para não-fumantes têm chances de fumar claramente inferiores às daqueles que vivem nos centros urbanos onde a legislação é mais permissiva, explica o doutor Michael Siegel, da Boston University of Public Health, responsável pelo estudo.
Na pesquisa, 9,3% dos adolescentes entre 12 e 17 anos se tornaram fumantes, independentemente da legislação relativa ao cigarro.
Nas cidades onde a proibição de fumar é parcial, ou inexistente, essa proporção varia de 9,6% a 9,8%, enquanto que, nas cidades onde ela é total, a variação não passa de 7,9%.
"As políticas que proíbem, estritamente, fumar nos lugares públicos parecem ser o meio mais eficaz para lutar contra o tabagismo dos jovens", defendem os pesquisadores.
Esse dispositivo antitabaco "altera a percepção segundo a qual os fumantes são dominantes na sociedade e questiona a aceitação social dessa prática. Ou seja, a passagem da iniciação ao cigarro para a dependência se explica, essencialmente, pelas normas sociais veiculadas", afirma Michael Siegel.
Em contrapartida, a proibição de fumar nos lugares públicos não tem efeito sobre a decisão, ou não, de acender o primeiro cigarro, uma escolha influenciada, sobretudo, pelo entorno dos jovens, acrescenta o responsável pelo estudo. No caso dos jovens entre 18 e 21 anos, essa proibição é ineficaz.
"Há um certo período durante o qual é possível influenciar o comportamento dos jovens (...), mas, depois de uma certa idade, é tarde demais", explica o pesquisador.
O estudo foi realizado com 3.834 jovens de Massachusetts (nordeste dos EUA), durante três séries de encontros entre 2001 e 2006. (Fonte: FolhaOnLine)

Risco de doença do coração cai 60% após dez anos sem fumar

Mulheres que largam o cigarro e ficam ao menos cinco anos sem fumar reduzem em 21% a chance de morrer por câncer de pulmão e em 47% em razão de problemas cardíacos.
A boa notícia para quem já deixou de fumar e que serve de estímulo para as mulheres que ainda têm o vício é o resultado de um estudo divulgado na última quarta-feira por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA).
A pesquisa, publicada no jornal da associação médica americana, avaliou os hábitos e as condições de saúde de 104 mil enfermeiras entre 1980 e 2004 nos Estados Unidos.
O estudo mostrou que a redução do risco de morte por doenças causadas ou agravadas pelo cigarro é de 13%. Além de câncer de pulmão e problemas de coronárias, foram consideradas doenças de vascularização do cérebro, respiratórias, obstrutiva pulmonar crônica e outras formas de câncer.
Os benefícios são ainda maiores dez anos após a mulher parar de fumar. No período, o risco de doenças coronárias diminui 60%. Após 20 anos, ele se torna igual ao de uma pessoa que nunca fumou.
Segundo Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, a redução no risco de mortes em cinco anos é um estímulo para deixar o cigarro o mais rápido possível. "Quanto maior o tempo de exposição e a quantidade de cigarros, maior o risco de ter problemas."
No próprio estudo feito pela Universidade de Harvard, os malefícios do cigarro são evidenciados. Aproximadamente 64% das mortes entre fumantes e 28% delas em ex-fumantes foram atribuídas ao vício.
As mulheres, público-alvo da pesquisa, são as que mais encontram dificuldades para deixar o cigarro. Segundo Jaqueline Issa, isso acontece porque o motivo por que fumam é geralmente emocional, para reduzir tensão ou espantar sintomas depressivos. "Quando tentam parar por conta própria, podem ter um ganho de peso ou alterações de humor e desistir."
Além disso, o estímulo para que elas fumem é bastante grande, de acordo com Paulo César Corrêa, pneumologista e membro da ONG Aliança de Controle do Tabagismo.
"No mundo, 48% dos homens e 12% das mulheres fumam, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Isso faz das mulheres um alvo do marketing das indústrias. O design do cigarros, a adição de sabor e propagandas com mulheres fumando são parte dessa estratégia."
O médico afirma ainda que os resultados do estudo servem como um norte para poder avaliar os benefícios do abandono do cigarro nos homens. Segundo ele, diversas pesquisas já mostraram os malefícios do cigarro em homens e mulheres, mas as conseqüências a longo prazo de deixar esse vício são um pouco mais nebulosas.
Relatório
Segundo o último relatório global divulgado pela Organização Mundial da Saúde, de fevereiro, se nada for feito nos países pobres para diminuir o número de fumantes, o cigarro pode matar 1 bilhão de pessoas no século 21.
No Brasil, as doenças relacionadas ao fumo matam cerca de 200 mil pessoas por ano, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
Esse total equivale a quatro vezes o das vítimas de homicídio no país.
MÁRCIO PINHO - da Folha de S.Paulo.
Colaborou MARIO CESAR CARVALHO, da Folha de S.Paulo.

Tecnologia contra o cigarro...

Rugas podem ser decisivas para comprar cigarro no Japão:

Máquinas que vendem cigarros no Japão podem começar em breve a contar as rugas, o tamanho dos pés e outros detalhes da pele para verificar se quem está comprando tem idade suficiente para fumar.
A idade legal para fumantes no Japão é de 20 anos e, como forma de adequar as máquinas à nova regulamentação que começa a valer a partir de julho, uma empresa desenvolveu um sistema para identificar a idade baseado nos detalhes da face.
Para comprar o cigarro, o usuário precisará olhar para uma câmera digital na máquina. O sistema da Fujitaka vai comparar as características faciais do comprador com um banco de dados de cerca de 100 mil pessoas, afirma Hajime Yamamoto, um porta-voz da empresa.
"Com o reconhecimento facial, conforme as alterações no seu rosto, você poderá comprar cigarros como antes. Problemas menores, como de cartões de identificação emprestados, serão evitados", disse Yamamoto.
O governo japonês ainda precisa aprovar o novo método de identificação. No entanto, ainda há alguma preocupação quanto a precisão do sistema.
O porta-voz da empresa afirma que o sistema pode identificar corretamente cerca de 90% dos usuários. O restante, segundo ele, entrariam em uma "zona cinzenta", onde estariam jovens que parecem mais velhos e adultos com "rosto de bebê". Nestes casos, eles poderiam utilizar sua licença de motorista para comprar cigarro.
O número de jovens fumantes no Japão tem caído, mas dados do ministério da saúde de 2004 mostram que 13% dos homens e 4% das mulheres em idade escolar equivalente ao terceiro ano do ensino médio no Brasil --entre 17 e 18 anos-- fumam todos os dias.

Imagens chocantes em maços são insuficientes para deter fumo na França

Pessoas sabem mais sobre males do cigarro, mas não estão mais propensas a não fumar.Especialistas afirmam que fotografias deveriam ser maiores nos maços vendidos no país.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer da França, a utilização de imagens chocantes nos maços de cigarros teve dois efeitos distintos na população. Apesar de aumentar o nivel de conhecimento sobre os malefícios do fumo ao corpo humano, aparentemente não ajudou a motivar os fumantes a largarem o vício.

Luís Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN
A pesquisa, realizada pelo Departamento de Marketing da Universidade de Rennes, foi encaminhada às autoridades sanitárias, que deverão anunciar novas medidas de controle do tabaco neste mês. A França proibiu o fumo em ambientes fechados desde o começo do ano. As estatísticas francesas mostram que atualmente 25% de seus cidadãos fumam regularmente desde os 12 anos. Cerca de 5% da população fuma eventualmente.

Em 2003
A história do uso das imagens nos maços de cigarros começou em 2003, quando a União Européia colocou à disposição do governo francês 42 fotografias consideradas fortes o suficiente para impressionar os tabagistas. As fotos eram iguais àquelas utilizadas em outras partes do mundo: um bebê prematuro com problemas respiratórios e usando um respirador, uma boca desdentada, um feto deformado e pulmões doentes. O banco de imagens foi analisado de acordo com seu potencial de impacto, eficência e credibilidade antes de ser colocado em utilização. A boca desdentada, digna de um filme de horror, foi considerada a imagem mais marcante pelos entrevistados na época. A análise das imagens permitiu descobrir de que grupos diferentes eram tocados por imagens diversas. As mulheres, por exemplo, percebiam o maior impacto quando as mensagens falavam de fertilidade e gravidez. Já para os homens os temas mais importantes eram a virilidade e as doenças graves.

Briga com design
Agora, anos após o início da divulgação nos maços de cigarros, podem ser avaliados outros aspectos. As imagens concorrem diretamente com o esforço de design dos fabricantes, que buscam atrair o maior número de consumidores. Segundo os pesquisadores, para que as imagens pudessem ser efetivas, deveriam ocupar pelo menos a metade da área das embalagens. Outro ponto ressaltado pelos especialistas é que as imagens deveriam ser acompanhadas de formas de contato com estruturas de tratamento para o fim do vício. Portanto, a pesquisa mostra que a divulgação das imagens dos efeitos do tabagismo não diminui o número de fumantes e não é acompanhada de uma política de tratamento dos fumantes que realmente os auxilie a parar de fumar, algo que só os que já tentaram sabem como é difícil. Leia mais notícias de Ciência e Saúde

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fumo estimula infecções

Um novo estudo destaca que a nicotina afeta os neutrófilos, células sangüíneas leucocitárias que ajudam o organismo a se defender de infecções, ao reduzir a capacidade desse tipo de glóbulo branco para perseguir e destruir bactérias.
O estudo, feito por cientistas do Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, foi publicado na revista BMC Cell Biology.
Neutrófilos são produzidos na medula óssea e dali saem como células diferenciadas e com vida curta. Embora trabalhos anteriores tenham sugerido que a nicotina afeta esse tipo de leucócito, não se conhecia até agora os mecanismos atuantes quando a substância está presente durante a diferenciação dessas células.
Segundo o norte-americano David Scott, da Universidade de Louisville, e colegas, os processos que eles observaram como prejudiciais à função dos neutrófilos explicam em parte o aumento na suscetibilidade a infecções bacteriais e doenças inflamatórias entre os fumantes crônicos.
Os pesquisadores modelaram o processo de diferenciação dos neutrófilos, com ou sem nicotina, em células promielocíticas HL-60 (células de leucemia), que se diferenciaram em neutrófilos após o tratamento com dimetilsulfóxido.
Eles verificaram que a nicotina aumentou a porcentagem de células em fases posteriores de diferenciação, em comparação com apenas o dimetilsulfóxido, mas que não afetou outros marcadores de diferenciação de neutrófilos analisados.
Entretanto, os neutrófilos com nicotina se mostraram menos capazes de buscar e de destruir bactérias do que os demais. Segundo os autores, a nicotina suprimiu a explosão oxidativa em células HL-60, uma função que ajuda a combater as bactérias invasoras. A nicotina também aumentou a liberação de MMP-9 (expressão da metaloproteinase 9), um fator envolvido na degradação de tecidos.
Segundo os pesquisadores, uma melhor compreensão das relações entre nicotina e o sistema imunológico é fundamental para que se desenvolvam estratégias terapêuticas específicas para lidar com importantes doenças e condições inflamatórias associadas ao tabaco.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

DIA MUNDIAL SEM TABACO TEM A JUVENTUDE COMO TEMA


O Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, terá como tema este ano a juventude. A Organização Mundial da Saúde quer aproveitar a data para colocar a indústria do tabaco em xeque e deflagra uma ampla campanha para proibir definitivamente todas as formas de propaganda e promoção do tabaco.


Assim, o Dia Mundial Sem Tabaco traz uma mensagem contundente da OMS:
“Um dos meios mais eficazes dos países protegerem seus jovens da experimentação e de se tornarem fumantes é proibir todas as formas de propaganda de tabaco, direta ou indireta, incluindo a promoção e o patrocínio de eventos pela indústria.”


A OMS disponibiliza em seu site material para quem quiser trabalhar a data. Para usá-lo, acesse:

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Estudo britânico diz que poluição pode agravar calvície

Toxinas e fumaça do cigarro bloqueam proteína que produz os fios.

Um estudo realizado por pesquisadores britânicos sugere que homens que vivem em lugares poluídos têm mais chances de ficar calvos. Os especialistas, da University of London, acreditam que as toxinas encontradas no ar poluído e na fumaça do cigarro podem fazer com que o cabelo pare de crescer ao bloquear a proteína que produz os fios. Os pesquisadores confirmaram que a calvície é hereditária, mas que fatores ambientais podem exacerbá-la. Para confirmar sua tese, eles retiraram folículos capilares de amostras de cabelo de homens com calvície e os analisaram em laboratório. Novos tratamentos Os cientistas identificaram deficiências no processo de crescimento dos fios, causadas por estresse oxidativo - que resulta no acúmulo de radicais livres, danificando as células. O estresse oxidativo é agravado pelos efeitos da fumaça do cigarro e da poluição do ar, acrescentaram os especialistas. "Nós acreditamos que qualquer poluente que entre na corrente sangüínea, na pele ou no folículo capilar pode causar algum tipo de estresse e interferir na capacidade do cabelo de construir a fibra", explicou Mike Philpott, pesquisador envolvido no estudo. Ele acrescentou: "Há uma base hereditária para a perda de cabelo, mas agora identificamos fatores ambientais que também devem ser considerados". Os pesquisadores dizem que os resultados do estudo aumentam a esperança de novos tratamentos para a calvície, que podem incluir o desenvolvimento de cremes para atuar localmente no combate aos efeitos dos poluentes. A equipe agora pretende fazer novos testes e disse que vai tentar fazer crescer cabelo em ambientes impregnados com nicotina e outros poluentes encontrados no ar. O estudo foi publicado na revista especializada Journal of Investigative Dermatology. (Fonte: BBC Brasil)

Efeitos do cigarro sobre a visão

Além de ser a causa de vários tipos de câncer e muitas vezes contribuir para o infarto do coração e para o desenvolvimento de outras doenças vasculares, o fumo pode provocar sérios problemas oculares.

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, realizado em 2006, concluiu que os fumantes correm duas vezes mais risco de ficar cegos ao desenvolverem a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). E a chance de sofrerem de DMRI é duas ou três vezes maior em comparação com quem não fuma.

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) se constitui, hoje, na principal causa de cegueira legal no mundo ocidental, em faixas etárias superiores a 50 anos.

Na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas, aumenta também a incidência da DMRI no contexto da população geral.

O cigarro pode acelerar a oxidação do organismo e favorecer a formação de drusas, que são acúmulos de substâncias nas camadas mais profundas da retina ou provocar a diminuição de mecanismos antioxidantes. Termina assim por “intoxicar” a retina. A mácula é a região central da retina onde são definidas as formas, cores, rostos e também a leitura. E toda a retina tem origem no tecido nervoso, sendo que suas células não se regeneram nem se multiplicam.

Além disso, os fumantes apresentam risco duas vezes maior de ter catarata. À medida que a catarata avança, a visão vai ficando progressivamente mais turva e embaçada, prejudicando as atividades mais comuns, tais como a leitura, o caminhar ou até assistir TV. Nos casos extremos, a queixa óbvia é a perda da visão útil. Não são raros os casos de pacientes mais idosos que sofrem quedas e fraturas sérias devido à visão prejudicada pela catarata.

Os efeitos maléficos do tabagismo também estão associados à queda das pálpebras, que provoca uma diminuição do campo visual, e ao aparecimento da oftalmopatia de Graves, doença que apresenta como sintomas retração da pálpebra e sensação de corpo estranho na vista.

Quem fuma tem muitos problemas de visão, principalmente a partir dos 60 anos de idade. Apesar de não estar cientificamente provado que o fumante, ou quem vive com ele, terá problemas de visão, existem evidências de que, quanto maior a proximidade do cigarro e mais intensa a aspiração da fumaça, maior será o risco de desenvolver problemas oculares ao chegar à terceira idade.

Assim, fumar já foi associado, no passado, à imagem de “glamour”. Hoje esse hábito é considerado um dos piores inimigos da saúde. Considerando que o fumante passivo sofre igualmente ou mais que o ativo os efeitos tóxicos, é muito adequado repensar sobre esse hábito.


M. Elizabeth Mota
Oftalmologista pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. Membro Titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Atende em seu consultório, em Itu.
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