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Imagens Fortes: Cigarros Terão Novas Fotos de Alerta Contra Tabagismo a Partir de 2025

 



Os novos avisos relacionam o fumo a envelhecimento, aborto, problemas neonatais, cânceres, cegueira e morte. As advertências terão validade de três anos, e as empresas fabricantes terão um prazo de 12 meses para se adequarem. Embalagens e expositores que não estiverem em conformidade deverão ser retirados dos pontos de venda. Veja:



De acordo com a Anvisa, as normas proporcionam previsibilidade para o período de transição. As advertências serão aplicáveis a produtos fabricados até 1º de novembro de 2027, e uma nova regulamentação para o período seguinte será divulgada até 1º de novembro de 2026.

Segundo a agência, as advertências sanitárias devem ser atualizadas periodicamente para assegurar que continuem eficazes ao informar o público sobre os principais riscos à saúde causados pelo consumo de tabaco e as substâncias prejudiciais presentes nesses produtos.


Para chegar a proposta, a Anvisa diz ter realizado um estudo de avaliação das atuais advertências e criado um grupo técnico composto por especialistas para levantamento e análise de requisitos técnicos.

Em uma das embalagens, uma montagem fotográfica é feita com uma foto de um bebê de aparência sadia de um lado, em contraposição a um bebê emaciado e com tubos presos ao nariz. É acompanhada de legenda que diz "Anvisa adverte: este produto causa aborto e adoece os bebês".

Em todas os pacotes propostos, a montagem é acompanhada de uma mensagem de incentivo para deixar o cigarro, como: "Você consegue parar de fumar. Ainda há tempo".

Cigarros terão novas imagens de advertência


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (15/12), a Resolução da Diretoria Colegiada 195/2017 com as novas imagens de advertência sanitária, que são obrigatórias nos rótulos dos cigarros e demais produtos derivados do tabaco comercializados no Brasil. Além de nove novas imagens de advertência padrão, que ocuparão 100% da face posterior das embalagens, a resolução apresenta novos modelos de advertências frontal e lateral e um novo modelo gráfico para a mensagem de proibição de venda para menores de 18 anos. 

As novas mensagens apresentam uma comunicação mais direta com os consumidores sobre os riscos que esses produtos causam à saúde e, também, utilizam um conjunto de cores que dão maior destaque e visibilidade para as mensagens.  As novas advertências padrão têm os temas: câncer de boca, cegueira, envelhecimento, fumante passivo, impotência sexual, infarto, trombose e gangrena morte e parto prematuro. 

Além disso, assim como a advertência frontal, passarão a ficar sobre um fundo amarelo mais chamativo, ao invés do fundo preto dos alertas anteriores. A advertência lateral continuará no fundo preto, mas terá um alerta de Perigo: Produto Tóxico, que correlacionará as substâncias tóxicas presentes no produto com itens do cotidiano das pessoas, bem como com as doenças causadas pelo seu uso. A mensagem de venda proibida para menores de 18 anos ficará em um fundo vermelho, para que haja também um maior destaque da mensagem. 
  
Adequação e fiscalização - A norma é válida para todos os produtos fumígenos derivados do tabaco, tais como: cigarros, cigarrilhas, charutos, fumos de cachimbo, fumos de narguilé, rapé, dentre outros. As mudanças entrarão em vigor em 25 de maio de 2018, mas as empresas que já quiserem, poderão se adequar antes deste prazo. 

Após a referida data, as embalagens que não estiverem de acordo com a nova Resolução não poderão ser produzidas, distribuídas, expostas à venda ou comercializadas. Também deverão ser recolhidas pela empresa detentora do registro. 

O não cumprimento da nova regulamentação implica em infração sanitária, estando os fabricantes e estabelecimentos que comercializam esses produtos sujeitos a penalidades que podem chegar a R$ 1,5 milhão.  A fiscalização é feita pelas autoridades sanitárias dos Estados e Municípios, órgãos ligados às respectivas Secretarias de Saúde. 


Veja a RDC 195/2017 
  


Convenção – Quadro 

A atualização e o uso das advertências sanitárias nas embalagens dos produtos derivados do tabaco estão previstos na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), adotada pelos países membros da Organização Mundial de Saúde (OMS), da qual o Brasil é signatário. Dentre outras orientações, a Convenção estabelece que os países devem adotar medidas sanitárias na embalagem e na etiquetagem de produtos de tabaco, indicando que “cada carteira unitária e pacote de produtos de tabaco, e cada embalagem externa e etiquetagem de tais produtos devem conter advertências descrevendo os efeitos nocivos do consumo do tabaco, podendo incluir outras mensagens apropriadas”. A Convenção-Quadro foi internalizada no Brasil por meio do Decreto nº 5658/2006. 


Antes mesmo da promulgação da CQCT, desde 2001, o Brasil já determinava a obrigatoriedade das advertências sanitárias sobre os malefícios causados pelo uso do tabaco nas embalagens e propagandas de produtos fumígenos derivados do tabaco, sendo o 2º país a utilizar imagens de advertência. 
  
*Tabagismo 

O tabagismo integra o grupo dos transtornos mentais e comportamentais, devido ao uso de substância psicoativa, na Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, sendo a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo. 
  
É reconhecido como uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de outras drogas como álcool, cocaína e heroína. A dependência ocorre pela presença da nicotina nos produtos à base de tabaco. A dependência obriga os fumantes a inalarem mais de 4.720 substâncias tóxicas, tais como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, além de 43 substâncias cancerígenas, sendo as principais: arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, resíduos de agrotóxicos e substâncias radioativas. 
  
Algumas dessas substâncias tóxicas também são conhecidas como potenciais irritantes, pois produzem irritação nos olhos, no nariz e na garganta, além de paralisia nos cílios dos brônquios. Desse modo, o tabagismo é causa de aproximadamente 50 doenças, muitas delas incapacitantes e fatais, como câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas. [Fonte: INCA]

Afinal, Quem Consome Quem?


Orangotango fumante recebe ajuda para largar vício


Tori fuma seu cigarro no zoológico (Foto: AP)
Funcionários do zoológico Taru Juru, na Indonésia, têm um difícil desafio: fazer a orangotango Tori livrar-se do vício do cigarro. Ela começou a fumar há dez anos, imitando visitantes que jogavam bitucas de cigarros em sua jaula, e desde então foram feitas várias tentativas frustradas de ajudá-la a para. A última delas foi nesta semana, ao transferi-la para uma ilha isolada. 

De acordo com o jornal britânico “The Guardian”, Tori, de 15 anos, coloca dois dedos em frente à boca para indicar que quer um cigarro, e fica brava caso ninguém atenda seu pedido.

Segundo o COP Centro de Proteção aos Orangotangos (COP) de Bornéu, outros orangotangos que vivem em zoológicos possuem o mesmo hábito. Isso porque a semelhança de 97% da genética da espécie com a dos humanos faz com que eles imitem alguns comportamentos.[Fonte: Yahoo]

Pesquisa do INCA

Pesquisa do INCA revela que imagens dos maços desestimulam fumo

Cristina Perez apresenta os dados do estudo brasileiroO tema escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para celebrar o Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio deste ano, foi “Mostre a verdade. Advertências Sanitárias salvam vidas”, com o objetivo de reforçar as campanhas de alerta aos males do tabagismo. O Brasil possui, desde 2001, uma das campanhas de advertências sanitárias mais avançadas do mundo e iniciou, recentemente, em parceria com a Universidade de Waterloo, no Canadá, pesquisa para medir, de forma contínua, o grau de impacto dessas ações na população.

O Projeto de Avaliação do Controle do Tabaco no Brasil, que está sendo aplicado pela primeira vez no país, integra o International Tobacco Control Evaluation Project (ITC Project), pesquisa internacional, coordenada pela Universidade de Waterloo, sobre políticas de controle do tabaco que se estende por outros 19 países.

Resultados preliminares do estudo brasileiro foram divulgados pelo INCA na quarta-feira, 27/5, como parte das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco. Segundo a técnica da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto, Cristina Perez, 48,2% dos fumantes disseram que as advertências nos maços de cigarros os torna mais propensos a deixar de fumar. “As imagens e frases impressas impediram que 39,1% dos fumantes pegassem um cigarro quando eles estavam prestes a fumar, nos últimos 30 dias. E 61,6% dos fumantes (e 83,2% dos não-fumantes) disseram que as advertências os fizeram pensar, um pouco ou muito, sobre os riscos à saúde provocados pelo tabagismo”, revelou Perez.

A pesquisa está sendo realizada em três capitais – Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – com um universo de 1.800 pessoas, fumantes eO diretor geral do INCA, Luiz Antonio Santini, entre Cristina Perez e Geoffrey Fong: advertências têm apoio da população não-fumantes, que serão acompanhadas por no mínimo três anos. A cada mudança na política de controle do tabaco no país, as mesmas pessoas serão entrevistadas, o que permitirá a comparação temporal dos dados. A primeira etapa da pesquisa brasileira será concluída ainda no primeiro semestre deste ano. Para 2010, está previsto o início da segunda fase, que vai avaliar o impacto das novas imagens de advertência, que começaram a ser veiculadas este mês. Leia mais sobre a pesquisa do INCA.

O coordenador do ITC Project, o canadense Geoffrey Fong, elogiou os resultados brasileiros. “Comparado aos 16 países já pesquisados pelo ITC, como Alemanha, Holanda, França, EUA, Canadá e Austrália, entre outros, o Brasil é líder quando o assunto é vontade de parar de fumar nos próximos seis meses”, explica Fong. Mas ele revela que o país fica em quarto lugar quanto à consciência da população sobre os riscos do fumo à saúde, sugeridos pelas advertências. “Isto quer dizer que, apesar da ótima qualidade das imagens brasileiras – reconhecidamente as mais fortes do mundo – as pessoas não estão prestando a devida atenção. Por isso, as advertências causariam mais efeito se estivessem mais à vista do fumante, sendo estampadas não só no verso, mas também na parte da frente das embalagens”, propõe o canadense. Outra vantagem, destacada por Fong, é a visibilidade que as imagens passariam a ter nas prateleiras dos pontos de venda dos produtos derivados do tabaco. Leia mais sobre a pesquisa do ITC.

Estudo realizado na Austrália demonstrou que em 94% das vezes os maços de cigarro eram colocados sobre as mesas de bares e restaurantes com a frente para cima. “Ao manusearem os maços, as pessoas vêem nove vezes mais a frente que a parte de trás”, revela o coordenador do ITC Project.

No Brasil, a pesquisa realizada pelo INCA é financiada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e conta com o apoio da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e do Laboratório de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Entenda as advertências sanitárias
As atuais imagens de advertências sanitárias, reguladas por lei desde 2001, são resultado de um trabalho coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que reuniu profissionais das áreas de prevenção e controle do tabagismo, dependência química, epidemiologia, regulação dos produtos de tabaco (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pesquisadores de comunicação e design da Pontifícia Universidade Católica (PUC), do laboratório de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do laboratório de Neurofisiologia do Comportamento da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Estudos científicos demonstram que advertências sanitárias mais eficientes são as que geram reações emocionais negativas, como o medo e a repulsa, pois são as que mais favorecem uma redução da frequência e intensidade do consumo e que mais motivam os fumantes a tentarem deixar de fumar.

A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional do qual o Brasil é Estado Parte, determina, em seu artigo 11, que os países adotem advertências sanitárias nas embalagens dos produtos de tabaco. Vários países optaram por advertências sanitárias com imagens fortes, como Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Hong Kong, Índia, Jordânia, México, Nova Zelândia, Panamá, Reino Unido, Romênia, Singapura, Suíça, Tailândia, Uruguai e Venezuela, além da Comunidade Européia.

No Brasil, após o lançamento das primeiras advertências com fotos, pesquisas mostraram que 80% dos fumantes manifestaram apoio à medida e o desejo de que elas fossem mais impactantes. Os fumantes apontaram também que as advertências que retratavam situações mais dramáticas eram as mais motivadoras para deixar de fumar.

De acordo com a Medida Provisória n.º 2.190-34 de 23 de agosto de 2001, todo fabricante ou importador de produtos de tabaco é obrigado a inserir nas embalagens as frases de advertência, acompanhadas de fotografias que ilustram as consequências do tabagismo. Estas devem ocupar 100% de uma das maiores faces das embalagens, além de exibir o número do Disque Saúde - Pare de Fumar (0800 703 7033). Nos pontos de venda, as advertências sanitárias devem ocupar 10% do espaço de publicidade.

A indústria do tabaco têm até 5 de agosto de 2009 para substituir as imagens de advertência antigas pelas novas.

Seminário discute com público jovem as novas advertências sanitárias
O Seminário “Advertências Sanitárias nos Maços de Cigarros – Defesa ou Afronta à Dignidade Humana?” foi realizado pelo INCA na manhã desta quinta-feira, 28/5, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Com a intenção de aproximar o tema do público mais jovem, alvo preferido da indústria do tabaco, o evento contou com o apoio do reitor da PUC-RJ, padre Jesus Hortal Sanchez, e do coordenador do curso de Controle do Tabagismo da PUC-RJ, Barros Franco. Também estiveram presentes o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, o presidente da Fundação do Câncer e da Academia Nacional de Medicina, Marcos Moraes, representantes da Anvisa e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

Diante de uma platéia atenta, formada essencialmente por estudantes e professores, técnicos do INCA e o coordenador do ITC Project, Geoffrey Fong, mostraram os estudos de avaliação das advertências sanitárias, desenvolvidos no Brasil e nos demais países integrantes da pesquisa internacional.

A chefe da Divisão de Controle do Tabagismo, Tânia Cavalcante, aprovou a iniciativa: “É importante que o público universitário seja mobilizado a participar do debate sobre o papel das advertências no controle do tabagismo, o impacto gerado por elas, seu processo de desenvolvimento e as evidências mundiais de sua utilização. Convocamos principalmente os estudantes das áreas de Comunicação, Artes e Design”, declarou.

Nos pilotis da Universidade, foi montado um estande para distribuição de folhetos informativos e um grande maço de cigarro, em cujo interior um ator “preso e sufocado pela fumaça” fazia performances para impressionar o público.(Fonte: INCA)

GRAFITAGEM CONTRA O TABAGISMO


Internautas já podem escolher os melhores trabalhos do Festival da Grafitagem Contra o Tabagismo

A população já pode escolher, pela Internet, os melhores trabalhos do “Festival de Grafitagem: Todos Contra o Tabagismo”, que deverão ser premiados. São 25 artes que estão grafitados em muros de três locais estratégicos da Capital: próximo ao Busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú; na alça da Avenida Beira Rio e no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, na Avenida Dom Pedro II.

Os trabalhos expostos nos muros foram fotografados e colocados na Internet. A escolha poderá ser feita até o dia 28 deste mês na página da Secretaria de Estado da Saúde (SES), no endereço www.saude.pb.gov.br . No dia 29, acontecerá a premiação dos vencedores.

Os 25 trabalhos foram selecionados entre os 43 inscritos por 18
grafiteiros, dentro do “Festival de Grafitagem, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), através da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

Para Lourdes de Fátima Sousa, gerente operacional do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, esse trabalho em grafitagem é mais uma ação do Governo do Estado com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre os malefícios do fumo. Segundfo ela, com isso, a SES espera conquistar mais aliados nas ações de combate e prevenção ao fumo.

De acordo com dados do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, a Paraíba possui 750 mil fumantes. O Estado é pioneiro em ações antitabagismo. Em 2008, foram registrados 196 casos de câncer de pulmão, 37 de boca, 49 de laringe, 48 de faringe e 205 de casos de câncer de estômago




























Internautas já podem escolher os melhores trabalhos do Festival da Grafitagem Contra o Tabagismo

A população já pode escolher, pela Internet, os melhores trabalhos do “Festival de Grafitagem: Todos Contra o Tabagismo”, que deverão ser premiados. São 25 artes que estão grafitados em muros de três locais estratégicos da Capital: próximo ao Busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú; na alça da Avenida Beira Rio e no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, na Avenida Dom Pedro II.

Os trabalhos expostos nos muros foram fotografados e colocados na Internet. A escolha poderá ser feita até o dia 28 deste mês na página da Secretaria de Estado da Saúde (SES), no endereço www.saude.pb.gov.br . No dia 29, acontecerá a premiação dos vencedores.

Os 25 trabalhos foram selecionados entre os 43 inscritos por 18
grafiteiros, dentro do “Festival de Grafitagem, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), através da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

Para Lourdes de Fátima Sousa, gerente operacional do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, esse trabalho em grafitagem é mais uma ação do Governo do Estado com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre os malefícios do fumo. Segundfo ela, com isso, a SES espera conquistar mais aliados nas ações de combate e prevenção ao fumo.

De acordo com dados do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, a Paraíba possui 750 mil fumantes. O Estado é pioneiro em ações antitabagismo. Em 2008, foram registrados 196 casos de câncer de pulmão, 37 de boca, 49 de laringe, 48 de faringe e 205 de casos de câncer de estômago

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Vestidos de 'morte', protestantes levam cigarro gigante para Assembléia

Ao todo, foram 200 cruzes para lembrar mortes decorridas do fumo. Representantes do comitê contra o cigarro vestiram fantasias de morte.

Para lembrar as 200 mil mortes causas em decorrência do tabaco todo ano no Brasil, 200 cruzes foram colocadas em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo, na Zona Sul, nesta terça-feira (11). A manifestação foi organizada pelo Comitê Estadual por Ambientes Livres de Tabaco (Cepalt), que vestiu seus representantes com fantasias simbolizando a morte. O ato público apóia a votação e aprovação de um projeto de lei que proíbe o fumo em lugares fechados em São Paulo. (Foto Sérgio Castro/ AE)

Quando fumar fazia bem à saúde...[?]

O cigarro que emagrece, faz bem para os dentes e acalma os nervos está em exposição na Biblioteca Pública de Nova York. Uma série de propagandas antigas de cigarro mostra os esforços usados pela indústria tabagista para exaltar supostos benefícios do fumo.

"Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro". A frase, que hoje faria tremer qualquer associação de medicina, está estampada num anúncio de cigarro da marca Camel criado em 1946. Houve um tempo em que o hábito de fumar, além de elegante, fazia bem à saúde. Essa era a pretensão de uma poderosa indústria tabagista que, em busca de consumidores, recrutou médicos, dentistas e até bebês a seu favor. "Puxa, mamãe, você realmente gosta dos seus Marlboros", diz outro anúncio polêmico que estampa a foto de uma criança. Essas propagandas, criadas entre os anos 1927 e 1954, fazem parte de uma exposição organizada pela Biblioteca Pública de Nova York. Os anúncios, que circulavam em revistas como Life e Saturday Evening Post, são coloridos e criativos. A exposição ainda recorre a celebridades que emprestaram rosto e pulmões à indústria tabagista. O ator Ronald Reagan, o esportista Joe DiMaggio e até Papai Noel aparecem de cigarro em mãos. As propagandas também poderiam ilustrar uma recente e polêmica descoberta de pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade Stanford. Em setembro, eles revelaram documentos secretos que mostram o verdadeiro tamanho dos interesses da indústria tabagista. Artistas como John Wayne, Henry Fonda e Bette Davis receberam milhares de dólares para promover marcas de cigarro durante a era dourada do cinema americano, nas décadas de 30 e 40. Só a empresa American Tobacco pagou o equivalente atual a US$ 3,2 milhões para ver a marca Lucky Strike nas telas de Hollywood. Entre os artistas mais bem pagos estavam Clark Gable, Gary Cooper e Joan Crawford. Cada um recebeu US$ 10 mil, o equivalente a US$ 100 mil atuais. A indústria tabagista não imaginava que acender um cigarro e sorrir como Clark Gable custaria um preço ainda maior à saúde das gerações que compraram a propaganda de Hollywood. Se o médico que defendeu as maravilhas de Camel não fosse apenas um figurante de publicidade, nenhuma tosse disfarçaria o constrangimento.

"Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro" A marca Camel distribuiu maços de cigarro na entrada de convenções médicas no ano de 1946. Ao final do evento, um grupo de pesquisadores perguntava qual marca de cigarro os médicos levavam no bolso. A resposta não podia ser outra: eram os mesmos maços recebidos antes. A "estatística" virou anúncio.


"Como seu dentista, eu recomendo Viceroys"Enquanto as causas de câncer bucal eram lentamente associadas ao fumo, o cigarro Viceroys exibia dentistas defendendo a marca. De acordo com estatísticas da empresa, mais de 38 mil dentistas aprovavam Viceroys.

"Puxa, mamãe, você realmente gosta dos seus Marlboros" O uso de crianças na propaganda atingia principalmente o público feminino, e fazia parte dos esforços da indústria tabagista para ampliar a base de consumidores. Segundo a peça publicitária, o milagre dos cigarros Marlboro era não "empapuçar" seus usuários.
Quando fumar fazia bem à saúde

O cigarro que emagrece, faz bem para os dentes e acalma os nervos está em exposição na Biblioteca Pública de Nova York. Uma série de propagandas antigas de cigarro mostra os esforços usados pela indústria tabagista para exaltar supostos benefícios do fumo.


"Encare os fatos! Quando a tentação da comida for demais, acenda um Lucky" O cigarro Lucky Strike criou uma série de propagandas com esportistas saudáveis superando uma espécie de sombra em má forma física. Corredores, tenistas e nadadores vendiam o estilo de vida da marca, que fazia questão de alertar em letras miúdas que seus cigarros não reduziam a gordura.

"20.679 médicos dizem que Lucky Strike irrita menos a garganta" O cigarro Lucky Strike se dizia capaz de proteger a garganta, e também buscou o apoio de pesquisas médicas. De acordo com a publicidade da marca, datada de 1930, mais de 20 mil médicos aprovavam Lucky Strike como sendo "o menos irritante" do mercado.


"Mais cientistas e educadores fumam Kent com o novo filtro Micronite do que qualquer outro cigarro" O filtro do cigarro surgiu como um diferencial que impulsionou as vendas de marcas como Kent e Viceroys. No entanto, o filtro propagandeado pela Kent como solução protetora continha amianto, uma fibra mineral altamente cancerígena quando aspirada. Apenas 2% dos cigarros continham filtro na década de 50. Com o sucesso da suposta proteção, os cigarros com filtro passaram a ter 50% do mercado.

"Proteja-se contra a garganta arranhada. Curta o fumar suave" A indústria tabagista não hesitou em usar Papai Noel como garoto propaganda de cigarro, cigarrilhas e charutos. O bom velhinho apareceu em inúmeras peças publicitárias da marca Pall Mall nos anos 1950, exalando tanta fumaça quanto uma chaminé. Mas, ao contrário dos atletas saudáveis de Lucky Strike, Noel continuou gordinho

"A ciência descobriu - você pode comprovar. Chesterfield não deixa gosto ruim" Chesterfield explorou a credibilidade da ciência a ponto de criar ficção científica. De acordo com o estudo de 1951, feito por uma organização de pesquisa "bem conhecida", o cigarro da marca era o único capaz de enfrentar o microscópio e provar que não deixava gosto ruim na boca - desde que o cientista não deixasse cair cinzas no que estava observando."A ciência descobriu - você pode comprovar. Chesterfield não deixa gosto ruim".

(Fonte: Revista Época)

Advertências Sanitárias

Brasil - Advertências Sanitárias nos Produtos de Tabaco - 2009Para conhecer o histórico das advertências sanitárias brasileiras e os estudos que subsidiaram a criação das novas frases e imagens, acesse a publicação Brasil - Advertências Sanitárias nos Produtos de Tabaco - 2009.

Novas imagens dos maços de cigarro...











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