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Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - PCDT

Realidade virtual, benefício real



Pesquisadores canadenses usam jogos 3D para ajudar fumantes a largar o vício

Alvo aceso o objetivo do jogo é destruir o maior número de cigarros possível. Pesquisadores da Universidade de Quebec, no Canadá, divulgaram na semana passada resultados de um estudo no qual um equipamento da realidade virtual serviu como aliado na luta contra o tabagismo. Com o auxílio de um joy stick e um capacete capaz de reproduzir ambientes lúdicos, 46 fumantes aventuraram-se por um cenário 3D para encarar um jogo de objetivo simples: encontrar e esmagar o maior número de cigarros possível. O índice de pessoas que largaram o vício depois desse experimento subiu em 15%. Para avaliar a eficácia do estudo, outros 45 fumantes testaram uma versão paralela do jogo, na qual os cigarros foram substituídos por bolas. Nesse caso, a porcentagem de sucesso foi de meros 2%. O game foi usado como complemento em um programa de apoio psicológico com duração de 12 semanas.

Tributação na indústria de cigarros é discutida em audiência pública

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza audiência pública, na terça-feira (17), às 11h30, para discutir a tributação da indústria do fumo no Brasil.O senador Efraim Morais (DEM-PB), que solicitou a audiência, explica, em seu requerimento, que o objetivo principal da reunião é discutir a assimetria tributária do setor após a publicação do Decreto 3.070/99. O decreto instituiu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com valor fixo por maço de cigarros, a partir das características físicas do produto, buscando circunstanciar as dificuldades enfrentadas pelas pequenas empresas fabricantes de cigarros no cenário atual do mercado brasileiro.

Saúde da Família terá tratamento contra tabagismo



Equipes do programa, que atendem de porta em porta, serão treinadas para ajudar fumantes a largar o vício. (Fonte: Estadão.com.br - Fernanda Aranda)

O Programa de Saúde da Família (PSF) foi escalado pelo governo de São Paulo para tentar contornar a deficiência do serviço prestado ao fumante paulista. Ontem, durante evento em comemoração de um mês da lei antifumo - em vigência no Estado desde o dia 7 de agosto - a Secretaria de Estado da Saúde afirmou que as 3.100 equipes que têm a função de realizar atendimento de porta em porta no controle de problemas básicos como hipertensão e diabete, serão treinadas para oferecer também auxílio antitabagista. Leia mais...

Cérebro e dependência

Neutralizar zona do cérebro pode diminuir dependência de drogas:

CHICAGO, EUA (AFP) — A necessidade de drogas pode ser eliminada com a "neutralização" de uma zona do cérebro, descoberta que pode ter grandes conseqüências no tratamento de dependentes, segundo um estudo chileno com animais publicado nesta quinta-feira pela revista Science.
O córtex insular ou ínsular é uma região profunda no cérebro que filtra a informação sobre o estado e as necessidades do corpo.
Cientistas demonstraram que alterações na ínsula podem reduzir dramaticamente a necessidade do fumante por consumir nicotina.
Um estudo anterior mostrou que 12 de 19 fumantes deixaram o cigarro sem esforço depois de receber uma lesão na ínsula, provocada em geral por crises cardíacas.
Em seus experimentos com ratos, os cientistas descobriram que "neutralizar" temporariamente a ínsula suprime a necessidade pela droga que sofriam os ratos viciados. Além disso, também protege de efeitos secundários desagradáveis da medicação, de acordo com matéria da Science.
Este estudo com ratos e o anterior sobre tabagismo representam uma poderosa evidência de que a ínsula "leva de forma subjacente a consciência da necessidade" , o que a transforma num bom objetivo para os medicamentos elaborados para ajudar os dependentes a acabar com o hábito, afirma Fernando Torrealba, cientista da Pontifícia Universidade Católica do Chile.

PARA ABANDONAR O CIGARRO

Terapia ajuda fumante a abandonar o cigarro


A terapia cognitivo-comportamental pode ser uma grande aliada dos fumantes que desejam abandonar o vício do cigarro. Uma pesquisa apresentada recentemente na Faculdade de Medicina da USP mostrou que, por meio dessa terapia, 93,4% dos pacientes deixaram de fumar até o final da 6ª semana de tratamento. Na literatura, este índice é de 59%. “Esses dados revelam que o atendimento psicológico aumenta as chances de sucesso do tratamento antitabagista”, afirma a autora do estudo, a psicóloga Silvia Maria Cury Ismael. Silvia trabalhou com 61 pacientes, com idades entre 18 e 60 anos, que procuraram o Hospital do Coração, em São Paulo, em busca de um tratamento que a instituição oferece para tabagistas. As sessões da terapia, de uma hora cada, ocorreram uma vez por semana, em grupos de 5 a 10 pacientes, durante seis semanas.A psicóloga explica que os tabagistas desenvolvem uma crença disfuncional relacionada ao fumo. “Eles têm pensamentos como ‘se eu não fumar, não consigo pensar’, porém eles podem realizar qualquer atividade sem o cigarro”, afirma. De acordo com a pesquisadora, esses pensamentos são automáticos. “O tabagista fuma quando fica estressado ou ansioso porque tem a falsa impressão de que o ato de fumar vai aliviar o estresse ou a ansiedade. Ou então ele fuma em situações condicionadas, como falar ao telefone, após tomar café, ou antes de dormir”, esclarece.A terapia consistiu em mudar esse padrão de comportamento a partir da descoberta de alternativas para lidar com essas situações e de levar novas respostas para outros setores da vida. Na primeira sessão, os pacientes responderam um questionário sobre seus hábitos de tabagismo e por que buscaram tratamento. Na segunda sessão, foi traçado o perfil do fumante com base nas respostas e se havia necessidade de uso de medicamento. Os participantes também receberam uma tabela de redução do número de cigarros fumados ao dia. Em todas as sessões, os pacientes levavam um material de apoio (folhetos) para casa. Nos encontros seguintes, foram discutidos os progressos e as dificuldades que cada um do grupo estava enfrentando.Após a sexta semana e até o 12° mês, a pesquisadora continuou mantendo contato telefônico periódico com os pacientes para verificar o sucesso do tratamento. Silvia esclarece que, de acordo com a literatura, para ser considerado um ex-fumante, o paciente deve ficar, no mínimo, um ano sem fumar, em total abstinência.Os pacientes foram divididos em três grupos: os abstinentes, os que recaíram e os que não conseguiram parar de fumar. Aos seis meses, eram 78,6% de abstinentes contra 21,3% do grupo dos que recaíram. Aos 12 meses, o índice era de 49,7% de abstinentes contra 50,24% de recaída. “O número de pacientes que não conseguiu parar de fumar foi muito baixo, e não contabilizamos”, ressalta a pesquisadora.Dentre as situações que facilitam as recaídas, Sílvia destaca: um maior tempo como tabagista; uma menor quantidade diária de cigarros; morar com outros fumantes; os que fumavam cigarros com baixo teor de nicotina; os que nunca tentaram parar de fumar; os que apresentaram uma baixa freqüência nas sessões; aqueles que responderam no questionário que usam o cigarro como estimulante; os que fumam quando estão felizes; os que têm uma baixa auto estima; e os que não estão satisfeitos com a própria vida. As recaídas por estresse representaram 77% dos casos e as por ansiedade, 19%. Sílvia destaca que 70% dos pacientes analisados tiveram pais fumantes. “Eles acabam se tornando modelos para as crianças”, observa.
Fonte : Sul Mix

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