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Ecografias mostram fetos fazendo "caretas" quando mães são fumantes - Segundo os cientistas, os resultados ressaltam que o fumo da mãe é prejudicial aos bebês enquanto se desenvolvem no útero

Ecografias mostram fetos fazendo "caretas" quando mães são fumantes Divulgação /UNIVERSIDADE DURHAM
Foto: Divulgação / UNIVERSIDADE DURHAM
Os efeitos do tabagismo durante a gravidez podem ser refletidos nos movimentos faciais dos fetos, afirma uma pesquisa realizada pelas universidades britânicas Durham e Lancaster. Segundo os cientistas, os resultados ressaltam que o fumo da mãe é prejudicial aos bebês enquanto se desenvolvem no útero.
Ao observar 80 ecografias em 4D de 20 bebês, os pesquisadores descobriram que os fetos cujas mães eram fumantes apresentaram uma taxa significativamente maior de movimentos da boca em comparação com os níveis normais. A razão para essas reações pode estar no sistema nervoso central, que controla os movimentos em geral e, em particular, os faciais.
As quatro mães fumantes consumiam uma média de 14 cigarros por dia. As outras 16 mulheres não fumavam. Todos os fetos foram avaliados clinicamente e eram saudáveis ao nascer.
Assim como em outros estudos, a pesquisa também mostrou que estresse e depressão materna também impactam sobre os movimentos fetais. Mas houve aumento dos movimentos da boca e das mãos em bebês cujas mães fumaram.[Fonte: ZH]

Amigos, pais e baladas influenciam jovens a começar a fumar, diz estudo

Um levantamento feito com estudantes do ensino médio de escolas particulares da cidade de São Paulo constatou que muitos adolescentes experimentam o uso do cigarro aos 14 anos de idade, e os fatores que levam os jovens a começar a fumar varia entre homens e mulheres.

A pesquisa foi feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que ouviu 2.691 estudantes das escolas particulares, pertencentes às classes socioeconômicas A, B e C.

O estudo permitiu comprovar que a influência dos amigos, a relação com os pais e a presença dos jovens nas “baladas” são fatores importantes na iniciação ao cigarro. De acordo com a pesquisa, pais fumantes influenciam tanto meninos quanto meninas. “A relação dos jovens em casa também é um fator que se mostrou preponderante”, explica Zila Van der Meer Sanchez, uma das coordenadoras da pesquisa. “No caso das meninas, quanto menos atenção dos pais maior é o risco de ela começar a fumar. Já os meninos são influenciados pelos amigos e por uma eventual morte dos pais.”

Ainda de acordo com a pesquisa, o contato dos jovens do ensino médio com o cigarro ainda é esporádico. Entre os entrevistados, 14% tinham fumado pelo menos um cigarro nos últimos mês. A maioria usou o cigarro no máximo 5 dias no mês. Apenas 3% dos entrevistados fumavam todo dia.

Os dados da pesquisa foram coletados em 2008, antes do início da lei antifumo em São Paulo, que foi promulgada no ano seguinte. A prevalência do cigarro nas baladas mostrou que enquanto a chance de fumar entre os meninos aumentava em mais de 800% quando a frequência a baladas é intensa, nas meninas sobe para 1.400%.

O Cebrid prepara um novo levantamento sobre uso de tabaco, álcool e drogas entre os jovens. Os números preliminares mostram que no ensino médio das escolas públicas, por exemplo, a incidência é um pouco maior, de 17,5% comparada aos 14% registradas nas escolas particulares. E a iniciação ao cigarro nas escolas públicas se dá em média aos 13 anos e seis meses. [Fonte: G1]

Elas estão fumando mais do que eles

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que houve um aumento de 3,9%

Quando Edna de Souza, 49 anos, acende o cigarro, o marido, José Oliveira Santos, 26, faz cara feia. O contraste do casal, que mora em Florianópolis, configura o novo panorama da cidade. Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que o número de mulheres fumantes ultrapassou o de homens na Capital. O levantamento ouviu por telefone mais de 2 mil pessoas entre 12 de janeiro e 22 de dezembro de 2009. A pesquisa será divulgada na imprensa na segunda-feira. Clique Aqui para acessar os dados estatísticos!

De acordo com a pesquisa, o número de mulheres fumantes acima de 18 anos aumentou 3,9% em relação a 2006. São 5,6 mil a mais que estão adeptas do cigarro na Capital catarinense.

Além disso, conforme o último censo do IBGE (2000), das 275.116 pessoas com mais de 18 anos que vivem em Florianópolis, 143.548 são mulheres. Destas, a pesquisa do MS apontou 28,5 mil fumantes no ano passado, contra 27,1 mil homens.

O levantamento do Ministério realizado em todas as capitais brasileiras mostra que a realidade de Florianópolis é a mesma que a de outra capital do Sul do Brasil: Porto Alegre. Lá, o percentual de mulheres que fumam saltou de 17% para 22%, também igualando-se ao de homens. Com base nos números da população adulta da capital gaúcha, é como se 36,9 mil mulheres passassem a fumar nos últimos três anos.

Edna de Souza quer sair dessa estatística e, para isso, estabeleceu uma data para dar fim ao seu vício: 7 de julho. De acordo com ela, a decisão foi tomada não apenas pela insistência do marido e do neto Bernardo, de cinco anos. Mas, principalmente, por ela mesma.

– O cigarro é uma coisa que vai te destruindo aos poucos, como se você tivesse um machucado que vai aumentando a cada dia – compara.

O marido José ainda se mostra reticente quanto à promessa feita pela mulher. Ele diz não ter nada contra os fumantes, mas não suporta o cigarro. Nunca fumou. E torce por ela.

Se Edna vencer o vício vai passar a fazer parte de uma estatística que também não está nada favorável ao sexo feminino. Enquanto que os homens tiveram um aumento de 0,9% nestes três anos – de 24% para 24,9% –, as mulheres tiveram um registro contrário: queda de 0,2%.

MELISSA BULEGON
O cigarro e a mulher no tempo
- Anos 20 - Início da industrialização do tabaco e do consumo em larga escala no mundo, mas apenas entre os homens. Não se viam mulheres fumando em público.
- Anos 30 e 40 - Os anos dourados de Hollywood exaltam a imagem glamourosa da mulher fumante em interpretações de Greta Garbo, Marlene Dietrich e Rita Hayworth. Os fabricantes pagavam grandes estúdios para colocar um cigarro entre os dedos das atrizes, para que fossem imitadas pelas fãs. Com a guerra, ocorre o boom do consumo. Exércitos ajudam a disseminar o hábito em novas áreas. Ao retornar para casa, soldados acabavam iniciando as mulheres no vício.
- Anos 50 - Começam a surgir os primeiros estudos sobre os malefícios do tabaco. Mulheres já fumam, mas aparecer em público com um cigarro na mão ainda é malvisto socialmente.
- Anos 60 e 70 - Propagandas procuram estimular o consumo – o movimento feminista torna o momento propício para associar o hábito à liberdade da mulher. Surgem cigarros mais finos e de aromas mais delicado para chamar a atenção delas.
- Anos 80 - Mais consciente dos danos à saúde, a população dos países desenvolvidos começa a reduzir o consumo – comportamento mais visível entre os homens. Especialistas avaliam que, na contramão, as mulheres estavam mais preocupadas com a igualdade entre os sexos, tendo no cigarro um falso marcador de liberdade. A indústria passa a focar suas estratégias em dois grupos de consumidores: jovens e mulheres.
- Anos 90 e 2000 - Estudos mostram que, entre adolescentes, mais meninas do que meninos estão começando a fumar. O grupo de fumantes homens, tabagista há mais tempo, está diminuindo. A tendência mundial é que o fumo se dissemine entre jovens, mulheres e classes menos favorecidas. Nos países onde as mulheres têm menos direitos do que os homens, o cigarro ainda é visto como forma de se igualar socialmente a eles. É como se esses locais vivessem agora o que os ocidentais passaram na década de 60.
Fontes: pneumologista José Chatkin e psicóloga Cristina Perez [Fonte: DC]

Sex-appeal ligado ao ato de fumar

Cidades com mais fumantes do sexo feminino do que masculino é uma tendência mundial. A informação é da oncologista e pesquisadora da Secretaria Municipal da Saúde de Florianópolis e do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) de Santa Catarina, Senen Hauff.


De acordo com oncologista, a Suíça, por exemplo, vive esse panorama já alguns anos. Assim como outros problemas de saúde, o tabagismo também é uma epidemia, com as fases de início, auge e declínio.

Senen explica que, enquanto os homens começaram a fumar por volta de 1800, as mulheres iniciaram na época da Segunda Guerra Mundial.

– Foi quando a indústria percebeu no sexo feminino um consumidor promissor. A publicidade passou a oferecer produtos com conceitos explorando o sex-appeal e associando o ato de fumar ao charme, poder, independência e controle de peso. Além disso, desenvolveram cigarros com açúcar e aromatizantes, como chocolate, menta e cravo – conta.

Um dos problemas no aumento de mulheres fumantes é quanto à maternidade. A pesquisadora coloca que cerca de 15% a 20% delas continuam fumando na gestação e o ato implica diretamente no índice de mortalidade infantil.

Gestantes que fumam correm risco de sofrer aborto, ter parto prematuro ou de gerar filhos com defeitos físicos e com maiores chances de ter asma.

Outra questão está relacionada à amamentação. A nicotina presente no leite materno causa cólicas, diarreia e menor ganho de peso no bebê.

Além disso, as mulheres são consideradas exemplos de comportamento para os filhos e influenciam diretamente no número de fumantes.

– O câncer é uma doença socialmente transmitida e, geralmente, os filhos imitam o que a mãe faz. É o modelo que eles têm dentro de casa – ressaltou a oncologista.

No mínimo, o cigarro causa na mulher 10 tipos de câncer

Outro agravante é quanto ao uso do cigarro com método anticoncepcional ou terapia de reposição hormonal. A pesquisadora ressalta que essa combinação, principalmente em mulheres acima de 30 anos, é proibitiva, pois pode causar trombose, enfarto e acidente vascular cerebral.

– O cigarro causa no mínimo 10 tipos de câncer e ainda influencia na estética, pois causa enrugamento, mau hálito e deixa os dentes amarelados. Ele tem risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce e dismenorreia (sangramento irregular). [Fonte: DC]

Mulher, Você merece algo melhor do que o cigarro





Para 2010, o tema escolhido foi "Gênero e tabaco com uma ênfase no marketing para mulheres". http://www.who.int/tobacco/en/. O controle da epidemia do tabaco entre as mulheres é uma parte importante de qualquer estratégia global na promoção da saúde. Em âmbito nacional esta campanha ganhou o slogan: Mulher, você merece algo melhor do que o cigarro.

A campanha tem como objetivo chamar a atenção sobre os efeitos negativos do marketing direcionado para mulheres e meninas. Atualmente existem 1,1 bilhões de fumantes do mundo, destes 20% são mulheres e, em alguns países, o tabagismo feminino está crescendo. Nessa perspectiva a campanha pretende mobilizar os 170 Estados Partes da Convenção Quadro para Controle do Tabaco para que proíbam totalmente a propaganda e a promoção de produtos de tabaco, assim como o patrocínio de eventos por esses produtos.

No Brasil, felizmente, a prevalência de tabagismo vem caindo, conforme dados da última pesquisa do Ministério da Saúde realizada em parceria com o IBGE (PETAB 2008), no entanto, a redução da prevalência entre mulheres foi menor do que entre homens.

Entre os desafios, a de que em algumas regiões, as meninas estão experimentando cigarros com maior frequência do que os meninos, provavelmente sob a influência do marketing para produtos de tabaco ainda permitido no Brasil. [Fonte: INCA]


Tabaco mata 2,3 homens para cada mulher


Pesquisa coordenada pelo pneumologista Paulo César Corrêa, da Fundação Hospitalar de Minas, mostra pela primeira vez em detalhes como morreram os fumantes de 16 capitais brasileiras em 2003. Uma das revelações do estudo é que, para cada mulher, morrem 2,3 homens."As mulheres começaram a fumar massivamente depois dos homens no Brasil. Como as doenças do tabaco demoram 30 anos para aparecer, elas não sentiram ainda o impacto total do tabaco. Isso deve ocorrer na próxima década", diz Corrêa.O estudo mostra que o fumo mata de forma diferente homens e mulheres. Entre eles, a maior causa é a doença cardíaca isquêmica. Já entre elas é a obstrução crônica das vias respiratórias. Câncer de pulmão, o grande fantasma dos fumantes, é a terceira causa de morte de homens e a quarta de mulheres.As diferenças hormonais explicam em parte essas diferenças, mas Corrêa diz que é preciso estudar melhor a população brasileira para entender as diferenças que o fumo causa em homens e mulheres. "Com esse tipo de estudo, dá para criar políticas públicas de prevenção que tenham alvos claros. Hoje tudo é muito genérico", afirma.Segundo a pesquisa, Curitiba tem a maior taxa de mortalidade (250,1 mortes para cada 100 mil habitantes), seguida por Porto Alegre (246,4). http://www.cqh.org.br

Fumo passivo pode trazer dificuldades para engravidar

Mulheres expostas ao fumo passivo na infância ou na vida adulta têm mais chances de enfrentar dificuldades para engravidar ou de sofrer abortos espontâneos, revela um estudo da Universidade de Rochester (EUA), publicado na revista `Tobacco Control`.

É a maior pesquisa já feita a mostrar essa associação. Na análise, que envolveu 4.800 mulheres não-fumantes atendidas no Roswell Park Cancer Institute, os pesquisadores constataram que 40% daquelas que eram expostas à fumaça do cigarro por seis horas ou mais por dia tiveram dificuldade para engravidar ou sofreram abortos espontâneos.

Mulheres expostas ao cigarro na infância tiveram 1,27 vez mais chances de ter problemas com a gravidez. Já entre as que conviveram com fumantes na vida adulta o risco foi 1,3 vez maior. A comparação em ambos os casos foi feita em relação a mulheres que viveram em ambientes livres de cigarro.

No estudo, 4 em 5 mulheres disseram terem sido expostas à fumaça em algum momento da vida, com metade delas tendo crescido em uma casa com pais fumantes. Em relação aos abortos, 12,4% relataram múltiplos abortos espontâneos.

Segundo Luke Peppone, um dos autores do estudo, o cigarro contém toxinas que, supostamente, podem danificar o material genético das células reprodutivas- inibindo a fertilização- e aumentar o risco de aborto espontâneo por influir na produção de hormônios necessários ao desenvolvimento da gravidez.

No entanto, Peppone alerta que não há confirmação científica de como o fumo passivo afeta o organismo da mulher. "É preciso cautela na interpretação dos resultados porque, até a presente data, não conseguimos concluir a causalidade [a relação causa e efeito do fumo passivo e fertilidade]."

Para o ginecologista Rui Ferriani, professor da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto e vice-presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), a pesquisa americana comprova o que os médicos já suspeitavam.

"Está muito bem documentado que o fumo prejudica a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. A gente imaginava que o fumo passivo também pudesse ser prejudicial à fertilidade. Agora, está comprovado."

Segundo ele, os ginecologistas devem informar às pacientes que desejam engravidar sobre os riscos do cigarro -pode levar à menopausa precoce, por exemplo- e do uso de drogas, mas ele acredita que uma campanha de saúde pública sobre os fatores que podem levar à infertilidade seria mais eficaz. "Tem mais impacto do que falar individualmente", afirma.

O ginecologista Renato Kalil, do Hospital e Maternidade São Luiz, também avalia que é difícil convencer o casal, especialmente o homem, a deixar de fumar sob o argumento de que o vício pode dificultar a gravidez.

"Na hora, ele cita vários amigos fumantes que engravidaram suas mulheres sem problema. Fica difícil argumentar."

Segundo Kalil, até por falta de mais evidências científicas sobre os males do fumo passivo na reprodução, não é prática dos médicos alertar os casais nesse sentido.

O urologista Edson Borges, especialista em reprodução humana, concorda. "Eu não pergunto à mulher [que está tentando engravidar] se ela frequenta ambientes com cigarro. É muito difícil estabelecer essa relação [fumo passivo e dificuldade de gravidez]. Precisaria saber, por exemplo, a que quantidades de substâncias tóxicas ela está exposta."

Borges argumenta que há muitas variáveis relacionadas à infertilidade e aos abortos recorrentes e acredita que faltam mais evidências científicas sobre os efeitos do fumo passivo na fertilidade.

Fonte : Folha de S.Paulo - Cláudia Collucci

Parar de fumar reduz em cinco anos risco de morrer cedo entre mulheres

As mulheres que param de fumar reduzem consideravelmente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e de morrer cedo apenas cinco anos depois de abandonarem o hábito, de acordo com uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos.
O risco de morrer devido a cânceres vinculados ao fumo também baixa 20% no período, segundo os pesquisadores do estudo, publicado na edição do Journal of the American Medical Association (JAMA) de 7 de maio.
Os pesquisadores detectaram uma redução de 13% em todas as causas de morte registradas nos primeiros cinco anos em que o hábito foi abandonado, comparado com as mulheres que continuaram fumando.
Descobriram que, 20 anos depois de largar o vício, o risco se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou.
Stacey Kenfield da Harvard School of Public Health, de Boston, e seus colegas analisaram a relação da mortalidade das mulheres que fumam cigarros e deixaram de fumar, revisando dados de uma pesquisa realizada com 104.519 mulheres entre 1980 e 2004.
"Fumar quando jovem está associado a um maior risco de mortalidade, o que mostra a importância de implementar e manter programas escolares de prevenção do consumo de tabaco, além de aprovar leis que limitem o acesso dos jovens ao tabaco. Essas são estratégias preventivas chaves", destacaram os pesquisadores.

Para reflexão...

Conselho de mãe..., não fume!

Mário Albanese

Não importa se você tem 5 ou 50 anos, o vício não perdoa e fará parte de sua vida para sempre. O jeito para o fumante é saber que o conhecimento sobre o assunto é uma arma valiosa que está ao seu alcance, mesmo que seja notado como fato importante. A dor faz parte do vício. Traiçoeira e punitiva a nicotina é imoral e implacável no seu objetivo de escravizar fumante. Para o tabagismo não há silêncio bom! Por isso é preciso falar, advertir o fumante com palavras de alento, esperança e afeto para que perceba que existe compreensão e tolerância ao seu redor e que a mágica para acabar com o sofrimento pela falta de nicotina no organismo, acontecerá parando com o fumo. O cigarro no momento da fissura é irresistível! Para que se constate essa realidade basta analisar o gestual do fumante. Em apenas 10 minutos o irresistível vira lixo desprezível. Não é sequer reutilizado por ser inútil para reaproveitamento. O descarte da bituca é feito pelo fumante com desdém e em qualquer lugar, no chão, na rua, no prato de comida, nas floreiras, nos jardins, seja lá onde for! A indiferença desse gesto é repetida sem remorso nem civilidade e faz parte do seu gestual. Por que? Por causa do vício que o obriga a ignorar regras sociais de convívio e educação. A preservação da saúde atrela-se à lei da vida. Os fumantes surfam na onda do prazer, cegos e surdos a tudo que contrarie esse efeito enganoso. Enganoso sim, pois é a falta de nicotina no organismo que verdadeiramente incomoda. Combater o tabagismo representa superar os maus exemplos que dão aos jovens a idéia que a corrupção, arbitrariedade, intolerância, injustiça e impunidade são situações normais da vida nacional Infelizmente a sociedade brasileira aprendeu a conviver com essa realidade e continua passiva e indiferente. O quadro favorece aos contraventores que, ignorando a lei, encontram terreno fértil para tripudiar a saúde pública sem pejo, acanhamento ou pudor. A verdade sobre o tabagismo está encarcerada pelo poder econômico dos únicos interessado de manter o statu quo, ou seja, a situação no estado em que se encontra. As tabaqueiras sabem que a solidariedade dos fumantes lhes é garantida pelo vício e por isso fazem da mentira o seu escudo. Sem sinalização, a lei, humilhada pela ausência de coerção, serve como incentivo para o que deveria proibir. Com isso o faz-de-conta continua porque a atual geração já está com suficiente dependência à nicotina para garantir ainda muitos anos de lucro. Enquanto isso acontece, as medidas de aparência dos poderes constituídos, nada resolvem e ainda prejudicam.. . A preservação do meio ambiente está na sua mão... Apague, antes de entrar!
Acreditando que o pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza, a ADESF conta com seu imprescindível apoio. Obrigado.
Mário Albanese – Presidente.

Fumo ameaça mães nos países em desenvolvimento

A exposição das grávidas ao tabaco nos países em desenvolvimento cresce em ritmo alarmante, disseram pesquisadores do governo norte-americano na quinta-feira. Nesses países, é cada vez mais comum que as mulheres e seus filhos se transformem em fumantes passivos em suas casas, e muitas estão experimentando cigarros, o que aumenta o risco de câncer, doenças cardíacas e outras enfermidades não só para elas mesmas, mas também para as crianças. "O uso do tabaco e a exposição à fumaça por parte das grávidas ameaça impedir ou reverter os atuais esforços para melhorar a saúde materna e infantil no mundo em desenvolvimento", disse Michele Bloch, do Setor de Pesquisas de Controle do Tabaco do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, cujo estudo foi publicado na revista American Journal of Public Health. É o primeiro estudo a examinar o tabagismo, o fumo passivo e as atitudes das grávidas em relação ao tabaco nos países em desenvolvimento. Foram ouvidas 8.000 grávidas em dez cidades de nove países --Argentina, Uruguai, Equador, Brasil, Guatemala, Zâmbia, República Democrática do Congo, Paquistão e Índia (duas localidades) . Até 18 por cento das grávidas fumavam, até um terço delas consumia tabaco na forma sem fumaça, e até metade estava habituada a respirar fumaça do cigarro de terceiros. Bloch disse que isso representa uma forte mudança em relação às mulheres dos países em desenvolvimento, onde historicamente apenas cerca de 9 por cento fumam, em parte devido a tabus culturais.
O tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis entre mulheres nos países desenvolvidos, e Bloch disse que as conclusões permitem que haja alguma intervenção antes que as mulheres nos países pobres as alcancem nessa triste estatística. "A América Latina é onde a epidemia do cigarro é mais avançada, particularmente no Uruguai, onde 78 por cento de todas as grávidas disseram já ter provado cigarros", disse Bloch por telefone. Na Argentina, segundo ela, 75 por cento das grávidas ouvidas já fumaram alguma vez, tendência que se repetiu em toda a região. Segundo Bloch, a queda de novas barreiras econômicas e culturais contra as mulheres deve fazer com que haja cada vez mais fumantes. "Crianças pequenas no Paquistão são frequentemente ou sempre expostas à fumaça do tabaco em lugares fechados. Os números são altos também em Argentina, Brasil, Uruguai e em um dos Estados indianos", acrescentou Bloch.
O fumo durante a gravidez pode provocar partos prematuros, baixo peso no nascimento e a morte súbita do bebê. Nos adultos, provoca câncer, especialmente de pulmão. O fumo passivo provoca câncer em adultos e problemas pulmonares em crianças pequenas, como a pneumonia.

Aumenta procura feminina por clínicas que ajudam a abandonar o cigarro

Médico explica por que elas sofrem mais com o tabagismo do que os homens.Mulheres são mais prejudicadas pelo fumo e têm mais dificuldade para parar.

O número de mulheres que procuram ajuda médica para abandonar o cigarro tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Ao ponto de elas serem hoje a maioria nas clínicas do tipo, de acordo com o pneumologista Sérgio Ricardo Santos , coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo) da Universidade Federal Paulista (Unifesp). Só nos consultórios do Prevfumo, segundo o médico, elas já são 60%. E o número não pára de aumentar. Algo justificável por dois importantes fatores: as mulheres são muito mais prejudicadas pelo hábito de fumar e também têm mais problemas para abandonar o vício. A dificuldade é velha conhecida da professora paulistana Tatiana Athaydes, de 26 anos, que já tentou largar o cigarro quatro vezes. “Na primeira, fiquei cerca de cinco meses. Na segunda, quase um ano. Na terceira e na quarta, cerca de um mês”, contou ela ao G1. Durante todas as tentativas, a experiência foi traumática. “Ficava muito nervosa e ansiosa, começava a descontar tudo isso na comida e acabava sendo até um pouco grossa com as pessoas ao meu redor”, conta Tatiana. “Me sentia na necessidade de cortar totalmente a minha vida social para não ter contatos com fumantes pelo menos no início, mas não consigo fazer isso”. Esse comportamento não é estranho a Santos. “Há dois principais fatores que dificultam a vida das mulheres na hora de parar de fumar: o risco de depressão e o medo de engordar”, explica ele. As mulheres já têm uma tendência maior que a dos homens de cair nas armadilhas da depressão clínica. “Quando param de fumar são dois fatores de risco que se unem”, conta o médico. Os sintomas de tristeza e a necessidade de se isolar, como os que aconteceram com Tatiana, são o que normalmente fazem as mulheres terem recaídas. O segundo fator, o medo de engordar, tem um poder também bastante considerável. A mulher abandona o cigarro e assim que percebe o aumento no peso, volta a fumar. “Ela dá muito mais importância à aparência do que os homens e isso complica bastante”, afirma Santos. No entanto, apesar das dificuldades serem maiores, os benefícios de parar de fumar para as mulheres também acabam sendo mais elevados.

Riscos para a saúde
Em comparação com os homens, as mulheres não apenas apresentam um risco maior de desenvolver toda e qualquer doença relacionada ao tabagismo, como também têm um número maior de enfermidades associadas ao hábito – por causa dos problemas que fumar causa na gestação.

Entenda os males causados pelo fumo na gravidez
Tentar não engravidar também é outra fonte de preocupação. Mulheres que tomam anticoncepcionais estão proibidíssimas de sequer pensar em cigarro. Tanto o fumo quanto o contraceptivo “engrossam” o sangue e aumentam muito o risco de uma trombose. “O risco é elevadíssimo”, alerta Sérgio Ricardo Santos , “e aumenta com outros fatores, como viagens longas, obesidade e acidentes prévios”. Tentar conseguir uma gravidez, como já seria esperado, também se complica pelo fumo. “O cigarro é a principal causa de infertilidade em mulheres”, explica o pneumologista. “Em boa parte dos casos, o problema se resolve assim que a mulher pára de fumar”, conta ele.

Tratamento
Mesmo com tudo tão difícil, Sérgio Ricardo Santos avisa: é possível, sim, parar de fumar. E os especialistas na área são cuidadosos quando estão tratando de mulheres. “O médico leva em consideração todo o ciclo hormonal e os fatores de risco da mulher na hora de fazer o tratamento e receitar a medicação”, garante o professor.

Saiba como fazer para parar de fumar
A professora Tatiana Athayde reconhece a importância da ajuda de um especialista. “A ausência de acompanhamento médico e o não-uso de medicamentos é algo que talvez tenha me prejudicado bastante em todas as minhas investidas”, afirmou ela. Neste 8 de março, Dia da Mulher, pode ser a oportunidade perfeita para todas as fumantes se conscientizarem e procurarem ajuda. Enquanto isso, veja se você está preparada para parar:

Indústria do cigarro atrai jovens e mulheres de países em desenvolvimento

O consumo de tabaco aumentará nos países em desenvolvimento como conseqüência da estratégia da indústria do fumo de captar jovens e sobretudo mulheres nessas nações, onde já se concentram 80% dos fumantes, revelou hoje um relatório da ONU.
O Brasil e o México são os dois países com mais fumantes na América Latina, enquanto em nível mundial estão Rússia e China.
O estudo é o primeiro da Organização Mundial da Saúde (OMS) que analisa os esforços internacionais para controlar a chamada "epidemia do tabaco", que mata 5,4 milhões de pessoas ao ano, e que em 2030 será responsável pela morte de oito milhões.
Segundo os dados atualizados do relatório, um bilhão de pessoas consomem cigarros. A fumaça polui o ar que metade das crianças do planeta respira.
A "epidemia" se encaminha com força para os países em desenvolvimento, onde em 2030 estarão quatro de cada cinco vítimas mortais do tabaco, segundo o órgão sanitário da ONU.
Os analistas da OMS responsabilizam a indústria do tabaco por essa situação porque suas campanhas são dirigidas aos jovens e, em particular, às mulheres desses países.
Segundo o estudo, a maioria das mulheres ainda não fuma, o que as transforma em um novo mercado potencial.
Por enquanto, a relação é de uma mulher fumante para cada três homens, "mas no grupo entre 13 e 15 anos essa proporção já é de um para um", revelou à Agência Efe Armando Peruga, um dos autores do relatório.
Nos países em desenvolvimento, é observada uma leve diminuição do número de homens fumantes e um pequeno aumento das mulheres.
Estima-se que, em 20 anos, ambos os grupos estejam fumando igualmente, segundo o estudo.
Armando Peruga afirmou que são "destacáveis" os esforços de Brasil e Chile na luta contra o tabaco na América Latina.
O analista da OMS afirmou, porém, que o Uruguai é atualmente o país-modelo na luta contra o fumo, por ter aplicado o maior número de medidas recomendadas pelo órgão (quatro, de um total de seis), o que resultou na diminuição de 30% da venda de cigarros.
Na Europa, Irlanda, Reino Unido, Noruega, Austrália e Nova Zelândia são os países mais avançados neste tema.
No entanto, a três anos da entrada em vigor da Convenção Internacional para o Controle do Tabaco (ratificada por 152 países), nenhum país adotou todas as medidas recomendadas pela OMS.
Em 40% dos países ainda é permitido fumar em hospitais e escolas, e em apenas 15 países a introdução de advertências nas embalagens de cigarros é obrigatória.
O avanço relativo dos países considerados ricos nesta luta se explica porque estes "sofreram primeiro a epidemia do tabaco e por isso começaram antes a tomar medidas para freá-la". "Nos países em desenvolvimento o fumo começa a se apresentar como um problema sério", explicou Peruga.
Tentando derrubar certos mitos, a OMS assegura em seu relatório que as áreas destinadas a fumantes em lugares públicos "menosprezam os benefícios dos ambientes livres de fumaça" e defende a eficácia da proibição da publicidade de cigarro, pois nos países onde foi feita, o consumo caiu cerca de 16%.
Nas empresas onde se proibiu o fumo, o consumo diminuiu 29% entre os funcionários, indica também o órgão.
Em relação aos impostos, a OMS afirma que aumentar o preço do cigarro em 70% poderia ser uma boa tática.
Segundo o relatório, caso o preço aumentasse em apenas 10%, o consumo cairia 4% nos países ricos, e 8% nos de renda média e baixa.
Atualmente, os impostos provenientes da comercialização de cigarros representam uma renda 500 vezes maior em relação ao que o mundo gasta no controle do fumo. (Fonte: YahooNotícias)

Recém-nascido sofre com abstinência quando a mãe fuma na gravidez

Recém-nascido sofre com abstinência quando a mãe fuma na gravidez:
Estudo com mais de 50 bebês foi realizado nos Estados Unidos. Pediatras viram mudanças neurológicas iguais às de síndrome de abstinência.

Muito tem se estudado sobre os efeitos nocivos do cigarro durante a gestação. Evidências científicas apontam para o fato de que os efeitos farmacológicos da nicotina sobre o feto começam ainda na fase intra-uterina. Pesquisadores de Rhode Island, nos EUA, relatam os resultados de um estudo que buscou evidenciar alterações neurológicas e psíquicas em recém-nascidos causadas pela exposição à nicotina ainda no útero da mãe.



Foram estudados mais de cinqüenta bebes e suas mães, metade das quais era fumante. O nível de nicotina das mães fumantes foi determinado através do consumo relatado de cigarros e também através da dosagem da cotinina, um subproduto da nicotina na saliva materna.
Os bebês foram avaliados por pediatras que não sabiam se a mãe da criança era fumante ou não. Os médicos registraram níveis de excitabilidade e irritabilidade dos bebês, bem como sintomas gástricos, neurológicos e visuais. Após serem afastados os fatores que poderiam alterar os resultados, como uso de álcool pelas mães, associação com medicamentos ou drogas ilícitas, o resultado foi impressionante. Os bebês expostos a nicotina intra-útero apresentavam irritabilidade, hipertonicidade muscular e excitabilidade aumentadas, além de sinais neurológicos compatíveis com síndrome de abstinência de nicotina. Esse estudo é mais uma prova de que as mães em gestação não podem utilizar o cigarro. (FONTE: GLOBO.COM)

Mãe que fuma na gravidez pode deixar de ser vovó

Estudo revela que cigarro afeta fertilidade do bebê, se for uma menina. Resultado comprova, mais uma vez, os males do tabagismo na gestação.


Cientistas canadenses descobriram mais um problema causado pelo fumo durante a gravidez e a amamentação, especialmente perverso porque só surge décadas depois do nascimento do bebê. Segundo o grupo, mães fumantes grávidas de meninas afetam a fertilidade das filhas.

Entenda os males que o cigarro causa durante a gravidez

Em um estudo com camundongos, Andréa Jurisicova e seus colegas da Universidade de Toronto observaram que as toxinas do cigarro absorvidas pelas bebês afetam a formação de seus óvulos (as mulheres, como a maioria das fêmeas de mamíferos, nascem com todos os óvulos que terão disponíveis por sua vida). O cigarro ativa excessivamente uma proteína que faz as células que formarão os óvulos morrerem.

Para o médico brasileiro, Ciro Qirchenchtejn, da Unifesp, que coordena o Centro de Tratamento HelpFumo, a notícia é surpreendente. “São efeitos do fumo que só vão surgir vinte, trinta anos depois do nascimento da criança”, afirmou ele ao G1.

O médico lembra que o cigarro também afeta a fertilidade da mulher que é exposta ao fumo apenas na vida adulta. E o mesmo é válido para o homem. “A primeira coisa que alguém vai falar para um casal que fuma em uma clínica de fertilidade é: parem”, explica o médico.

O cigarro envelhece os ovários e antecipa a menopausa em cerca de três ou quatro anos. O problema afeta principalmente aquelas mulheres que deixaram para ter filho mais tarde, para priorizar a vida profissional. Além disso, as toxinas do cigarro tem um efeito “antiestrogênico”, ou seja, impedem a ação do hormônio feminino. “Toda a feminilidade da mulher é alterada pela presença do cigarro”, diz Qirchenchtejn. (Fonte G1)

Morte Súbita

Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, concluiu que nove em cada dez mães que perdem seus bebês para a chamada síndrome da morte súbita infantil (SMSI) ou "morte do berço" são fumantes.A morte súbita acontece quando bebês de até um ano morrem sem apresentar qualquer sintoma, geralmente durante o sono, mas é mais comum nas idades entre um mês e quatro meses. Os pesquisadores analisaram 21 trabalhos internacionais relacionando a SMSI ao cigarro. "A exposição à fumaça de tabaco, tanto no período pré-natal como no pós-natal, leva a uma complexa série de efeitos sobre o desenvolvimento fisiológico e anatômico na vida fetal e pós-natal, juntamente com um aumento na incidência de infecções virais agudas, que colocam os bebês numa posição de risco muito maior em relação à morte súbita infantil", diz o estudo, que será publicado nesta semana na revista médica Early Human Development.O relatório encontrou uma relação linear entre o número de horas de exposição ao tabaco e o risco de morte súbita infantil. “O risco de morte aumenta a cada hora em que o bebê é exposto à fumaça. Por exemplo, um bebê que é exposto ao cigarro oito horas por dia tinha oito vezes mais risco de morrer de SMSI que um bebê que nunca foi exposto”.Embora a ligação entre o tabagismo da mãe e a morte súbita do bebê já tenha sido demonstrada em outros estudos, a equipe de Bristol quis revelar de forma mais precisa os danos do fumo durante a gestação e após o parto. Os cientistas descobriram, por exemplo, que a proporção de bebês que morreram da síndrome e eram filhos de mulheres fumantes aumentou de 57% para 86% nos últimos 15 anos na Grã Bretanha. A queda do número de mortes súbitas entre bebês de mães não-fumantes, segundo eles, se deve principalmente ao sucesso das campanhas que instruíam as mulheres a colocar os seus bebês para dormir deitados sobre as suas costas. Essa recomendação teria evitado centenas de mortes por SMSI. O remanescente, portanto, estaria muito provavelmente ligado ao fumo da mãe.

Fonte : BBC Brasil

Maior risco feminino

Tabagismo faz mulheres infartarem mais cedo, segundo estudo americano.

Cigarro pode antecipar em até 9 anos a ocorrência um infarto no sexo feminino. Parar de fumar, no entanto, pode reverter rapidamente o risco.
As doenças cardíacas afetavam as mulheres mais tardiamente que aos homens. Resultados de uma pesquisa apresentada no congresso da Associação Americana do Coração mostram que, na população dos Estados Unidos, o quadro está mudando. A partir dos dados obtidos em um registro das pessoas atendidas em serviços de emergência, com quadros de infarto agudo do miocárdio, algumas mudanças foram identificadas. O cadastro contém informações relativas a mais de 7 mil pacientes e seus fatores de risco para as doenças do coração que necessitaram de uma angioplastia (reabertura da artéria obstruída). Os infartos do coração ocorreram na mesma faixa etária para homens e mulheres com fatores de risco para doenças cardiovasculares. Quando comparados aos pacientes que não apresentavam fatores de risco, somente dois se destacaram: tabagismo e história familiar de problemas coronarianos. As mulheres que fumavam sofreram o infarto nove anos mais cedo do que as não-fumantes, descontando negativamente a vantagem que tinham sobre os homens. A mesma análise feita para os homens mostrou uma diferença de três anos entre os fumantes e não-fumantes. Outro fator de risco que diferenciou as mulheres dos homens foi a presença de antepassados com doença cardíaca. Esse fato antecipou em quase 8 anos a ocorrência do infarto. Pelo menos uma boa notícia foi dada por William Herzog, que chefiou a pesquisa: as mulheres que param de fumar, em seis meses, voltam ao seu grupo original com relação ao risco para um infarto. No Brasil, os problemas cardíacos também avançam sobre as mulheres. Os dados do Ministério da Saúde mostram um crescimento contínuo da mortalidade por doenças cardiovasculares – 35% em 25 anos, com o registro de mais de 134 mil óbitos no ano de 2005. (Por: Luis Fernando Correia)

Tabagismo e Imagem

Fumantes não deixam o cigarro
com medo de engordar, diz estudo.
(Foto: Nwe York Times)
A maioria das mulheres que não deixam de fumar principalmente por medo de engordar são as que estão mais longe de ter sua imagem de corpo ideal, segundo um estudo da Universidade de Michigan divulgado nesta segunda-feira (05/11/2007).

A pesquisadora Cindy Pomerleau, principal autora do estudo e diretora do Laboratório de Pesquisa da Nicotina na universidade, afirmou no estudo que estas mulheres são mais propensas às dietas e aos excessos nas comidas que as que não fumam.

"Não é surpreendente que as mulheres que têm problemas com seu peso ou não estão satisfeitas com seus corpos se sintam atraídas pelo tabaco", afirmou em comunicado Pomerleau, que explicou que fumar reduz o apetite.

Uma pesquisa realizada por Pomerleau há alguns anos indicou que 75% das fumantes não estão dispostas a ganhar mais de 2,25 quilos se deixarem de fumar, e quase a metade delas disse que não toleraria aumento de peso algum.

No entanto, o estudo recém-publicado afirma que uma em cada quatro mulheres que deixarem de fumar ganhará pelo menos 2,25 quilos; duas em cada quatro engordarão entre 2,25 a 7 quilos. Apenas uma em cada quatro ganhará mais de 7 quilos.

Segundo outro relatório realizado recentemente pela Universidade de Michigan, as mulheres que já tinham excesso de peso na infância eram muito mais propensas a começar a fumar nos primeiros anos da adolescência que aquelas cujos problemas de peso chegaram mais tarde.

"O problema aqui é conseguir que as mulheres preocupadas com seu peso estejam dispostas a fazer a tentativa de deixar o cigarro, e depois ajudá-las a que alcancem um certo controle sobre seu peso", afirmou.

Pomerleau disse que, apesar de reduzir o apetite, o tabaco causa muitos danos na aparência dos fumantes, tais como rugas na pele, perda de cabelo, enfraquecimento das unhas, coloração amarelada dos dentes e mau hálito.

"Gostaríamos de elaborar uma estratégia de compromisso que se concentre no fim do tabagismo, mas dentro da qual as mulheres também possam tomar algumas medidas passivas e ativas para controlar seu peso", explicou.

Entre estas medidas, o estudo indica os chicletes de nicotina, alguns remédios e aumento da atividade física.

Para a realização do estudo, contou-se com a colaboração de 587 mulheres de entre 18 e 55 anos, das quais 420 eram fumantes e 167 jamais tinham fumado.

Uma proporção igual nos dois tinha excesso de peso ou era obesa, com um índice de massa corporal de 25 ou mais. (Fonte: G1)


Mulheres e tabagismo

Chile:Las mujeres fuman para frenar el estrés y la ansiedadEncuesta muestra que el tabaquismo busca mitigar la carga de roles femeninos. Jueves 11 de octubre de 2007Chile es el país del mundo con mayor consumo de tabaco entre lasmujeres, según datos de la Organización Mundial de la Salud, 2007. Aquí, al menos el 37% de las chilenas reconoce fumar -un porcentaje que va en aumento- ylas razones para hacerlo van desde lo que consideran un "derecho" y unaigualdad de género, hasta por motivos más emocionales.Una encuesta realizada por la Fundación Epes (Educación Popular en Salud)concluye que las tres principales causas que llevan a encender un cigarro alas chilenas son "para manejar la ansiedad, el estrés o la depresión" (92,9%), "para compartir socialmente" (51,8%) o "por dependencia o adicción"(50%)."La búsqueda de consuelo, de descanso o el simple hecho de disfrutar en unaactividad social caracterizan el consumo femenino. El cigarrillo es una fuente para mitigar todos los roles que tenemos", dice Sonia Covarrubias,miembro del comité ejecutivo de Epes, durante el encuentro "Mujer y tabaco:un diálogo para la comprensión y la acción", realizado ayer en Santiago. Los datos, obtenidos de cuestionarios hechos a mujeres de Santiago yRegiones, también arrojan otras explicaciones al tabaquismo femenino: el17,9% estima que es "por influencia de la publicidad", el 14,3% piensa que las mujeres fuman para "controlar el peso" y el 5,4% para "sentirsesensuales".En tanto, el 28% considera que fumar es "un símbolo de autonomía" femenino.Entre las encuestadas, el 73% dijo tener un buen conocimiento sobre los efectos del tabaco en la salud en general, pero sólo poco más de la mitad(58%) reconoció saber cuáles son las consecuencias del tabaquismo en lasalud femenina en particular.

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