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Obesidade e tabagismo na adolescência indicam saúde cardiovascular futura

 

Obesidade e tabagismo na adolescência indicam saúde cardiovascular futura

Hipertensão, obesidade e tabagismo em adolescentes podem predizer o risco de algum problema cardiovascular no futuro, mesmo sem conhecer as taxas de colesterol, revela um novo estudo publicado no periódico Pediatrics.


A dosagem de colesterol permite sinalizar precocemente a probabilidade desses males aparecerem, mas também pode ser menos acessível em certos lugares ou para grupos sociais. Por isso, dizem os autores, seria importante criar estratégias de avaliação em situações em que a testagem no laboratório não seja possível.


Segundo os pesquisadores, avaliar o risco cardiovascular nessa faixa etária sem fazer exames de laboratório não é menos eficiente e pode facilitar a identificação dos jovens que se beneficiariam de uma investigação mais detalhada. “Esse achado é importante porque demonstra que, com informações simples, como peso, pressão arterial e histórico de tabagismo, podemos identificar adolescentes em risco para doenças cardiovasculares na vida adulta”, comenta o cardiologista Humberto Graner, do Hospital Israelita Albert Einstein em Goiânia. “Isso facilita a prevenção, reduz custos e dispensa exames laboratoriais iniciais.


Também possibilita intervenções precoces, como mudanças no estilo de vida, antes que problemas mais graves surjam.” Os autores chegaram a essa conclusão após avaliar dados do International Childhood Cardiovascular Cohort, que inclui sete estudos longitudinais — ou seja, que acompanharam um grupo de pessoas ao longo do tempo —, totalizando 11.550 participantes nos Estados Unidos, na Austrália e na Finlândia. Eles cruzaram as informações de saúde coletadas na faixa etária dos 12 aos 19 anos com a ocorrência de desfechos cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), isquemia, angina e doença arterial periférica depois dos 25 anos.


A presença de pressão arterial elevada, sobrepeso e obesidade, tabagismo e colesterol alto na adolescência foi significativamente associada à incidência de eventos cardiovasculares na vida adulta. E, após levar em conta os parâmetros não laboratoriais, a dosagem de lipídeos não foi essencial para apontar quem tinha maior risco. A doença cardiovascular pode começar na infância, e a prevenção primordial deve ser dirigida a crianças e adolescentes com fatores de risco modificáveis.


Condições como obesidade e pressão alta impactam negativamente a saúde vascular ainda nos primeiros anos de vida, pois aumentam o risco de desenvolver aterosclerose, que predispõe a infarto e AVC na vida adulta. “A obesidade na juventude está associada a um aumento precoce da inflamação sistêmica, resistência à insulina e disfunção endotelial [camada que reveste internamente os vasos], condições que aceleram o processo de aterosclerose”, explica Graner.


O excesso de peso em adolescentes leva frequentemente a elevações na pressão arterial e no colesterol, aumentando o risco de eventos cardiovasculares no futuro. Além disso, jovens com obesidade têm grande probabilidade de se tornarem adultos obesos, perpetuando essas ameaças à saúde. Segundo o especialista, o primeiro check-up cardiovascular deve ser feito na pré-adolescência, entre 10 e 12 anos, principalmente naqueles com histórico familiar de doenças cardíacas ou fatores de risco.


A avaliação inclui medidas simples, como peso, altura, pressão arterial e questionário sobre hábitos de vida e alimentares. Para aqueles que têm estilo de vida saudável, o foco deve ser na manutenção de práticas como boa alimentação, exercícios regulares, sono de qualidade e não fumar.


FONTE: CNNBRASIL

Cientistas Descobrem Célula Escondida nos Pulmões que Pode Reverter Efeitos do Tabagismo

De acordo com o estudo, as células recém-descobertas podem ajudar em tratamentos para reverter efeitos de certas doenças relacionadas ao tabagismo.

Uma célula SVAR (esquerda) se transforma lentamente em uma célula AV2 (direita) em cultura. (Créditos: Penn Medicine News)

Cientistas descobriram um novo tipo de célula escondida dentro das ramificações dos pulmões humanos. De acordo com o estudo publicado na revista Nature, as células recém-descobertas desempenham um papel vital para manter o sistema respiratório funcionando corretamente, e podem ser importantes para estudos de novos tratamentos para reverter os efeitos de certas doenças relacionadas ao tabagismo.

As células, conhecidas como células secretoras das vias aéreas respiratórias (RAS), são encontradas em pequenas passagens ramificadas dos pulmões, os bronquíolos, que são pontilhados com alvéolos, pequenos sacos aéreos que trocam oxigênio e dióxido de carbono com a corrente sanguínea.

Segundo a pesquisa, as células RAS são semelhantes às células-tronco e, portanto, capazes de reparar algumas células alveolares danificadas.

Os pesquisadores descobriram as células RAS depois de uma certa frustração em estudos com pulmões de camundongos usados como modelos para o sistema respiratório humano. Devido a certas diferenças entre os dois, os cientistas demoraram para preencher algumas lacunas de conhecimento sobre os pulmões humanos.

Para entender melhor essas diferenças em nível celular, a equipe coletou amostras de tecido pulmonar de doadores humanos saudáveis ​​e analisou os genes dentro de células individuais, que revelaram as células RAS anteriormente desconhecidas.

“Já se sabe há algum tempo que as vias aéreas do pulmão humano são diferentes das dos camundongos”, disse o autor sênior da pesquisa Edward Morrisey, professor da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia. "Mas as tecnologias emergentes só nos permitiram recentemente amostrar e identificar tipos de células únicos."

A equipe também encontrou células RAS em furões, cujos sistemas respiratórios são mais semelhantes aos humanos do que os dos camundongos. Como resultado, os pesquisadores suspeitam que a maioria dos mamíferos de tamanho igual ou maior aos furões tenham células RAS em seus pulmões.

As células RAS têm duas funções principais nos pulmões. Primeiro, elas secretam moléculas que mantêm o revestimento fluido ao longo dos bronquíolos, maximizando a eficiência dos pulmões. Em segundo lugar, elas podem atuar como células progenitoras para as alveolares tipo 2 (AT2), um tipo especial de alvéolos que secretam um produto químico que é usado em parte para reparar outros alvéolos danificados.

Os pesquisadores acreditam que as células RAS podem desempenhar um papel fundamental no combate a doenças relacionadas ao tabagismo, como a DPOC, uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil.

Todos os anos, mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo morrem de DPOC, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

FONTE: Época Negócios

Médicos relatam primeiro caso de ‘pulmão de pipoca’ relacionado a cigarros eletrônicos


Raio-x do tórax de um rapaz de 17 anos, feita dois dias após a internação hospitalar, mostrando sinais de "pulmão de pipoca". Imagem: S. T. Landman, et al., 2019/CMAJ

Um adolescente canadense desenvolveu uma condição de risco conhecida como “pulmão de pipoca” depois de utilizar um cigarro eletrônico por vários meses. Esse é o primeiro caso médico ligando essa doença pulmonar crônica ao uso de produtos desse tipo.
Pulmão de pipoca ou a doença pulmonar da pipoca é conhecida formalmente como bronquiolite obliterante. Ela ganhou esse apelido porque foi documentada pela primeira vez em 2000, em trabalhadores de uma fábrica de pipoca de microondas que foram expostos ao aromatizante químico diacetil.
A condição também foi documentada entre trabalhadores que torravam café moído, um processo que produz diacetilo naturalmente.
Um novo estudo de caso publicado no Canadian Medical Association Journal, de co-autoria da pneumologista Karen Bosma da Western University em Ontário, Canadá, é o primeiro a ligar a condição do pulmão de pipoca aos cigarros eletrônicos, ou mais especificamente, a inalação de líquidos de vaporizadores aromatizados e que contém diacetil.
O caso revela uma nova forma de lesão pulmonar ligada ao uso de cigarros eletrônicos, já que o pulmão de pipoca é diferente da doença pulmonar ligada ao uso de vaporizadores que dominou as manchetes deste ano, chamada nos EUA de EVALI, uma sigla para “uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaíng associado à lesão pulmonar.”
O pulmão de pipoca ocorre após irritantes químicos, especificamente o diacetil (também conhecido como 2,3-butanodiona), cicatrizarem os bronquíolos — as menores vias aéreas nos pulmões — dificultando a livre circulação do ar. A substância química causa a formação de nódulos nos bronquíolos, que aparecem como botões dos ramos de árvores.
De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), os principais sintomas respiratórios do pulmão de pipoca incluem:
Tosse (geralmente sem catarro), chiado, e piora da falta de ar ao se esforçar. A gravidade dos sintomas pulmonares pode variar de tosse leve a grave. Estes sintomas normalmente não melhoram quando o trabalhador volta para casa no final do dia de trabalho ou nos fins de semana ou férias.
Normalmente, os sintomas são graduais no início e progressivos, mas sintomas graves podem ocorrer de repente. Alguns trabalhadores podem ter febre, suores noturnos e perda de peso. Antes de chegar a um diagnóstico final, os médicos das pessoas afetadas podem confundir os sintomas com asma, bronquite crônica, enfisema, pneumonia ou tabagismo.
Esse último caso não envolveu fábricas de pipocas ou de café. Em vez disso, o paciente foi um garoto de 17 anos que trabalhava em um restaurante de fast food.
De acordo com o estudo de caso, o adolescente procurou atendimento médico após desenvolver tosse persistente, febre e cansaço. O adolescente tinha consumido produtos de cigarro eletrônico “intensamente” por um período de cinco meses, usando cartuchos de diferentes sabores, especificamente “Mountain Dew” (um refrigerante), “maçã verde” e “algodão doce”, que ele comprou de um varejista canadense pela internet.
Às vezes, ele adicionava THC ao cigarro eletrônico, o ingrediente psicoactivo encontrado na maconha. Em algumas ocasiões ele também consumiu maconha em um bong. O paciente também tinha o hábito inalar profundamente ao usar o cigarro eletrônico, de acordo com seus pais.
Os pesquisadores não conhecem a marca ou fabricante dos produtos de e-cigarro utilizados, segundo um porta-voz que escreveu ao Gizmodo em nome dos autores do estudo de caso.
A condição do adolescente piorou, então a equipe do hospital o internou na unidade de terapia intensiva. Ele conseguiu evitar um transplante pulmonar, algo que seus médicos chegaram a considerar seriamente.
Sua condição acabou melhorando após receber altas doses de corticosteroides, e ele foi retirado gradualmente de um dispositivo de oxigenação por membrana extracorpórea (uma máquina que bombeia e oxigena o sangue fora do corpo) e ventilação mecânica. Ele teve alta depois de passar 47 dias no hospital.
Infelizmente, é provável que o adolescente tenha efeitos a longo prazo, uma vez que a condição é crônica. Vários meses após a alta hospitalar, “sua tolerância a exercícios físicos permaneceu limitada e os testes de função pulmonar mostraram obstrução persistente e fixa do fluxo aéreo com aprisionamento [de ar]”, segundo o estudo de caso.
Os autores do estudo atribuíram a doença ao uso de vaporizadores e à inalação dos líquidos de aromatizados, após descartar outras possibilidades.
“Este caso de bronquiolite aguda grave, que causou insuficiência respiratória quase fatal e obstrução crônica do fluxo aéreo em um jovem canadense que era saudável, pode representar bronquiolite obliterante associada aos cigarros eletrônicos”, concluiu o autor do estudo de caso.
Pesquisas anteriores identificaram vestígios de diacetilo em muitos sabores de líquidos de vaporizadores. A União Europeia já proibiu a utilização de diacetilo nos cigarros eletrônicos. Não existe tal proibição nos Estados Unidos ou no Canadá.
No Brasil, dispositivos eletrônicos para fumar são proibidos desde 2009. Apesar disso, muitas pessoas consomem esse tipo de produto, na maioria das vezes importados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que está discutindo uma atualização a partir de novas pesquisas e que o assunto está na Agenda Regulatória 2017-2020, no item “Novos tipos de produtos fumígenos”.
Os autores do estudo de caso afirmam que é necessária mais investigação, bem como uma regulamentação mais rigorosa dos cigarros eletrônicos. Em um e-mail para o Gizmodo, Bosma disse que seu conselho às pessoas que não fumam cigarros tradicionais de tabaco, mas estão considerando cigarros eletrônicos, é simples: evite.
“Se você está considerando usar cigarro eletrônico pela primeira vez, por favor, esteja ciente do risco de adquirir uma doença pulmonar potencialmente crônica e que traz risco à vida”, disse ela. “Se você é um fumante de cigarros de tabaco e está considerando tentar o cigarro eletrônico como um meio de parar de fumar, por favor, fale com seu médico sobre outras terapias de reposição de nicotina, como goma de nicotina ou adesivo de nicotina”.
Quanto às pessoas que atualmente usam vaporizadores Bosma pediu para que “estejam cientes de que acreditamos que há riscos no uso desses produtos, mesmo quando os produtos de e-cigarros são comprados em varejistas autorizados e sem THC”.
“Há outros produtos químicos potencialmente nocivos em líquidos de cigarros eletrônicos que podem representar risco de danificar seus pulmões”, completou.
As doenças relacionadas ao cigarro eletrônico estão se tornando cada vez mais comuns. Mais de dois mil americanos foram diagnosticados com uma doença pulmonar relacionada aos vaporizadores, e houve pelo menos 39 mortes nos Estados Unidos, de acordo com o CDC. No Canadá, o e-cigarro foi associado a pelo menos oito casos de doenças graves. [Fonte: Gizmodo.UOL]

Pela primeira vez, estudo mostra os danos devastadores do cigarro

Fumantes que consomem um maço de cigarros por dia acumulam em média, a cada ano, 150 mutações a mais em cada célula do pulmão. Alterações levam ao câncer

Inúmeros estudos já indicavam que o cigarro causa 17 diferentes tipos de câncer, mas agora uma nova pesquisa mostra pela primeira vez os impactos devastadores causados pelo fumo no DNA humano. De acordo com o estudo, publicado na quinta-feira, na revista Science, os fumantes que consomem um maço de cigarros por dia acumulam em média, a cada ano, 150 mutações a mais em cada célula do pulmão, em comparação com os pacientes de câncer não fumantes.
De acordo com os autores do artigo, liderados por Ludmil Alexandrov, do Laboratório Nacional de Los Alamos (Estados Unidos), o novo estudo é o primeiro a investigar em larga escala os danos causados pelo fumo às células do corpo humano.
“Até agora, nós tínhamos um amplo volume de evidências epidemiológicas que ligavam o fumo ao câncer, mas agora podemos de fato observar e quantificar as alterações moleculares causadas pelo cigarro no DNA”, disse Alexandrov.

A pesquisa

A pesquisa demonstrou pela primeira vez como o cigarro leva ao desenvolvimento de tumores, ao provocar mudanças celulares nos tecidos expostos direta ou indiretamente à fumaça do cigarro. Além de medir a extensão dos genéticos, os cientistas também identificaram diversos mecanismos diferentes pelos quais o cigarro causa mutações no DNA dos fumantes, levando ao câncer. Para fazer a pesquisa, a equipe usou supercomputadores para analisar o genoma de mais de 5 mil amostras de células com câncer.
Embora a maior taxa de mutações tenha sido verificada nos pulmões, o estudo mostra que outras partes do corpo também apresentam mutações associadas ao fumo, explicando por que o cigarro causa tantos tipos diferentes de tumores. Nos fumantes, além das 150 alterações a mais nas células do pulmão, foram observadas 97 mutações a mais na laringe, 39 na faringe, 23 na boca, 18 na bexiga e seis em todas as células do fígado.
Segundo Alexandrov, ficou claro que as mutações causadas pelo cigarro levam ao câncer por diversos mecanismos diferentes. “Fumar cigarros danifica o DNA em órgãos diretamente expostos à fumaça, além de acelerar o relógio celular que controla as mutações nas células, afetando assim órgãos direta e indiretamente expostos à fumaça”, explicou o cientista.[Fonte: Veja.com]

Pesquisa indica que Lei Antifumo reduziu em 12% mortes por infarto em São Paulo

Pesquisa desenvolvida pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor) mostrou uma redução de 12% nas mortes por infarto com a adoção da Lei Antifumo. A legislação aprovada no estado de São Paulo em 2009 proíbe fumar em lugares fechados de uso coletivo. Uma norma semelhante foi aprovada em nível federal em 2014.
O estudo feito pelo Incor, que é vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, indicou ainda uma queda de 5% nas internações hospitalares ligadas ao infarto. Para análise dos dados do Sistema Único de Saúde foi usado um modelo estatístico que leva em consideração a influência de outras variáveis, como temperatura e poluição, de modo a isolar os efeitos da lei. 12%
Com isso, foi elaborada uma projeção de quantas mortes e internações por infarto seriam esperadas para o período. Nos primeiros 17 meses após a implantação da medida, o número de mortes por ataque cardíaco caiu 12% (equivalente a 571 casos em números absolutos) e de internações em hospitais, 5% (equivalente a 142 casos).
“A linha do previsto ficou acima do observado e não houve nenhuma outra variável, dentro dessas que nós controlamos, que pudesse justificar essa mudança, a não ser essa relação temporal com a adoção da lei antifumo”, enfatiza a coordenadora da área de cardiologia do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor,  Jaqueline Scholz Issa.
Fumo passivo
Para a especialista, a impossibilidade de fumar em locais fechados beneficia principalmente os não fumantes. Por isso, de acordo com Jaqueline, a redução significativa de ocorrências, uma vez que os não tabagistas são maioria na população. “Com certeza, por isso impacta tanto nos níveis. Nós estamos falando de fumo passivo de fato. É pela não contaminação do ambiente, que não está mais poluído”, destacou a cardiologista.
Os benefícios para a saúde pública das medidas que restringem o fumo em lugares de uso coletivo já haviam sido comprovados em escalas menores, segundo Issa. No entanto, outros pesquisadores enfrentaram obstáculos para isolar o impacto das normas em uma cidade tão grande como São Paulo. O resultado do estudo compõe a doutorado da cardiologista Tânia Ogawa. [Fonte: EBC]

Ecografias mostram fetos fazendo "caretas" quando mães são fumantes - Segundo os cientistas, os resultados ressaltam que o fumo da mãe é prejudicial aos bebês enquanto se desenvolvem no útero

Ecografias mostram fetos fazendo "caretas" quando mães são fumantes Divulgação /UNIVERSIDADE DURHAM
Foto: Divulgação / UNIVERSIDADE DURHAM
Os efeitos do tabagismo durante a gravidez podem ser refletidos nos movimentos faciais dos fetos, afirma uma pesquisa realizada pelas universidades britânicas Durham e Lancaster. Segundo os cientistas, os resultados ressaltam que o fumo da mãe é prejudicial aos bebês enquanto se desenvolvem no útero.
Ao observar 80 ecografias em 4D de 20 bebês, os pesquisadores descobriram que os fetos cujas mães eram fumantes apresentaram uma taxa significativamente maior de movimentos da boca em comparação com os níveis normais. A razão para essas reações pode estar no sistema nervoso central, que controla os movimentos em geral e, em particular, os faciais.
As quatro mães fumantes consumiam uma média de 14 cigarros por dia. As outras 16 mulheres não fumavam. Todos os fetos foram avaliados clinicamente e eram saudáveis ao nascer.
Assim como em outros estudos, a pesquisa também mostrou que estresse e depressão materna também impactam sobre os movimentos fetais. Mas houve aumento dos movimentos da boca e das mãos em bebês cujas mães fumaram.[Fonte: ZH]

Pesquisa mostra que o cigarro é pior do que se pensava - Principal preocupação dos médicos é que nada disso sensibiliza os fumantes


Foto: Benoit Tardif / The New York Times
Um novo estudo sobre a relação entre cigarro e morte tornou ainda mais nefasto o ato de fumar, embora sejam mínimas as chances de que essas informações convençam milhões de pessoas a abandoná-lo. Se elas não reagem à relação mais que bem estabelecida entre o fumo e as 21 doenças que, juntas, causam 480 mil mortes por ano somente nos Estados Unidos, acrescentar outras cinco enfermidades e mais 60 mil mortes a essa lista tende a não fazer diferença.
— Os efeitos na saúde não são suficientes para diminuir o número de fumantes — afirma Brian Carter, especialista em saúde pública da Sociedade Norte-Americana de Câncer e autor da pesquisa.
Entretanto, ele e os colegas que participaram do trabalho esperam que a publicação no New England Journal of Medicine faça com que os médicos sejam mais veementes ao tentar convencer os pacientes a acabar com o vício.
Nos EUA, 90% dos fumantes começam antes dos 19 anos. A cada dia, quase 3,9 mil adolescentes experimentam o primeiro cigarro, sendo que metade está destinada a manter o hábito. Desses, quase 30% acabarão morrendo vítimas de alguma doença relacionada ao fumo — isso representa 5,6 milhões de jovens, hoje com menos de 18 anos, que vão morrer prematuramente por causa do cigarro.
Muitos especialistas temem que a publicidade agressiva do cigarro eletrônico, o mais novo recurso para criar a dependência da nicotina, possa acabar garantindo um mercado robusto para a versão real nas próximas décadas. Não existem dados para estabelecer a segurança desse método em longo prazo, nem provas convincentes de que ajudem os fumantes a deixarem o hábito.
Desde que o Surgeon General, principal órgão da saúde pública dos EUA, divulgou seu primeiro relatório sobre fumo e saúde, em janeiro de 1964, houve um tremendo progresso na redução do número de fumantes. Na época, 44% dos adultos fumavam — e praticamente em todo lugar. Hoje, são 18%. Só que essa redução vem diminuindo nos últimos anos, reforçando a crença de que, para acabar com o vício dos mais resistentes, será necessária a criação de novas estratégias.
Por exemplo, a sugestão de aumentar os impostos dos cigarros sempre surge como opção eficaz, principalmente porque inibe os jovens de começar. Entretanto, o número de fumantes é maior entre os pobres: enquanto 17% dos norte-americanos na linha da pobreza — ou pouco acima dela — fumam, esse número sobe para 28% entre os que vivem abaixo desse nível. Desde 1997, a taxa de adultos fumantes caiu 27%, mas entre os mais pobres, apenas 15%.
Possível relação de causa e efeito
Milhões de norte-americanos convivem com doenças crônicas causadas pelo cigarro, que reduzem sua produtividade e aumentam drasticamente os custos com a saúde. Embora doenças cardíacas, o acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, doenças pulmonares crônicas e 12 tipos de câncer já estivessem relacionados ao vício, o novo estudo acrescentou a essa lista falência renal, bloqueio dos vasos sanguíneos intestinais, infecções, vários tipos de doenças respiratórias, hipertensão, câncer de mama e de próstata.
Um estudo dessa natureza, que acompanhou cerca de um milhão de homens e mulheres de 2000 a 2011, não pôde provar que o fumo causa todos esses males, mas o fato de que o risco de desenvolvê-las cai em proporção ao número de anos que a pessoa parou de fumar sugere fortemente uma relação de causa e efeito.
— Essas 60 mil mortes por ano adicionais também associadas ao fumo a partir dessa pesquisa representam o resultado de todas as vítimas de acidentes de carro, gripes e assassinatos juntos — afirmou Brian Carter.
Ele acrescentou que as novas conclusões não são "incrivelmente surpreendentes", uma vez que o cigarro contém milhares de produtos químicos, muitos dos quais prejudicam a função imunológica. Ainda assim, afirmou que a morbidez associada ao fumo é muito maior que a mortalidade.
Ao contrário da morte por doença causada pelo cigarro, que é um evento único, o desenvolvimento de uma doença crônica pelo mesmo motivo pode ter efeitos debilitantes durante décadas.
— Fumar é o pior mal que alguém pode infligir à própria saúde. As pessoas subestimam a eficiência viciante do cigarro — afirma Carter.
E cita o caso dos avós, que fumaram durante décadas e tentaram parar várias vezes, sem sucesso. Os dois sofreram de insuficiência coronária congestiva e enfisema antes de morrerem de gripe, aos 72 anos.[Fonte: ZH]

Pesquisa indica que fumo passivo pode ser prejudicial mesmo em ambientes abertos

Embora diversos estudos já tenham comprovado a associação direta entre a exposição involuntária à fumaça do cigarro em ambientes fechados e o aumento do risco de doenças pulmonares e cardiovasculares, pouco se sabe sobre os efeitos do fumo passivo em lugares abertos. Mas uma pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, feita em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), trouxe um indício de que ficar exposto às substâncias tóxicas do cigarro em áreas ao ar livre também pode causar prejuízos para a saúde.
A pesquisa teve duas frentes. Na primeira, um aparelho foi usado para medir a qualidade do ar na área onde fumar era permitido, localizada no bosque do hospital. Foi feita uma comparação com o espaço ao lado, onde o cigarro era proibido. O fumódromo apresentou uma média de 66mcg/m3 de partículas respiráveis no ar (poeira que tem capacidade de chegar até o pulmão), com picos de 900. Do outro lado, durante os 10 dias de coleta, as médias foram inferiores a 25, índice preconizado como aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 Em um segundo momento, os pesquisadores fizeram um biomonitoramento nas plantas que ficavam próximas ao fumódromo e em vegetais 40 metros distante. Nas que se localizavam perto do ambiente onde o cigarro era permitido, houve uma grande concentração de metais pesados como alumínio, ferro, zinco e cobre, – de 10 a 15 vezes mais em relação ao local não exposto ao fumo. O estudo verificou que, nessas plantas, ocorreu uma mutação no desenvolvimento do pólen, ao contrário das que se estavam na área ao lado.
– Entre a maioria dos fumantes existe a crença de que fumar ao ar livre não faz mal. Embora a gente não tenha feito um estudo direto sobre a saúde dos humanos, indiretamente conseguimos determinar que o fumo em ambientes abertos leva a uma grande concentração de materiais particulados, o que consequentemente significa um ar de pior qualidade, além de provocar uma modificação direta na genética das plantas. Queremos reproduzir a pesquisa na metade de 2016, após um ano do fechamento do fumódromo, para verificarmos se houve alterações – diz Sérgio Amantea, coordenador da pesquisa.
A fumaça que sai do cigarro e se difunde no ambiente tem até 50 vezes mais elementos cancerígenos do que a fumaça inalada pelo fumante. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a fumaça do cigarro tem aproximadamente 4.720 substâncias tóxicas diferentes, que se constituem em duas fases fundamentais: a gasosa e a particulada. A primeira contém, entre outros, o monóxido de carbono, que dificulta a oxigenação do sangue.
Já a segunda possui alcatrão (composto com 40 substâncias comprovadamente cancerígenas formado a partir da combustão dos derivados do tabaco) e nicotina, considerada uma droga psicoativa que causa dependência e age no sistema nervoso central como a cocaína, por exemplo. A diferença é que a nicotina age de maneira mais rápida: chega ao cérebro entre 7 e 19 segundos.
Luiz Carlos Corrêa da Silva, presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, reconhece o valor, sob o ponto de vista ambiental, da pesquisa feita pelo Hospital Moinhos de Vento, mas prefere adotar cautela ao falar de possíveis danos do fumo passivo em ambientes abertos:
– Nada se pode afirmar objetivamente com relação à saúde humana. Para isso, seriam necessárias observações sequenciais, por longo período de tempo, com grupos de pessoas que frequentassem por tempo prolongado estes locais, com medidas específicas de parâmetros de saúde. Estas condições são difíceis de se conseguir.
Pais fumantes devem evitar expor os filhos às toxinas do produto
Uma das diretrizes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que não existe nível seguro de exposição ao cigarro. Isto é, por menor que seja o contato, o risco de que as pessoas venham a desenvolver uma doença associada ao tabagismo é real, de acordo com a OMS.
Mas nenhum estudo ainda foi feito no sentido de apresentar números que evidenciem a probabilidade de que isso aconteça em lugares ao ar livre.
– Pode ser que, em algum momento, a gente tenha como comprovar que algumas pessoas, em situações específicas de maior exposição à fumaça em ambientes abertos, podem ter doenças. O que já se sabe é que a fumaça é tóxica e, por algum tempo, ela permanece acumulada no ar, diluindo-se mais rapidamente do que em lugares fechados – declara Tania Cavalcante, coordenadora da Secretaria Executiva da Comissão Nacional para Controle do Tabaco/Inca.
José Roberto Jardim, pneumologista da Universidade Federal de São Paulo (USP), faz um alerta aos pais fumantes:
– Crianças pequenas, filhas de pais fumantes, têm risco maior de desenvolver doenças respiratórias. Então, é claro que se a mãe ou o pai segurarem o filho enquanto fumam, esse bebê vai ser contaminado pelas substâncias tóxicas do cigarro, mesmo que eles estejam em um ambiente aberto.[Fonte: ZH]

Fumantes ficam mais tempo desempregados, diz estudo

Verdade ou teoria da conspiração? Maioria dos desempregados é fumante ou fumantes são, na maioria, desempregados? É o que um estudo está investigando.
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostra  que há mais fumantes entre os desempregados do que entre as pessoas que trabalham. Eles só não sabem dizer se o cigarro é a causa do desemprego ou se não trabalhar leva as pessoas a fumarem mais.

Segundo pesquisadores da Universidade Stanford, quem fuma e está procurando emprego tem mais dificuldade de se recolocar do que quem não fuma. O estudo foi realizado por meio do acompanhamento de  fumantes e não fumantes que procuravam emprego durante um ano.
Depois de acompanhar 217 pessoas que perderam o emprego, os pesquisadores chegaram à conclusão de que quem não fuma tem uma chance 30% maior de conseguir um novo trabalho do que os fumantes. 
Os fumantes não só ficam mais tempo desempregados, como ganham menos. Quem fumava e voltou a trabalhar ganha em média 5 dólares a menos por cada hora trabalhada do que seus colegas não fumantes , em um ano, são mais de 8 mil dólares de diferença.
É possível que a dificuldade dos fumantes no mercado de trabalho seja explicada em parte pelo alto custo que eles podem representar para os empregadores. O hábito de fumar é associado a maiores gastos com saúde, improdutividade e absenteísmo. [Fonte: Yahoo]

Número de fumantes cai 30,7% em 9 anos no país, diz Ministério da Saúde

Estudo mostra que 10,8% da população fuma; em 2006, eram 15,6%.
Homens fumam mais e Porto Alegre tem maior percentual de fumantes.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro (à esquerda), durante apresentação de dados sobre consumo de cigarro no Brasil (Foto: Luciana Amaral/G1)

O número de fumantes caiu 30,7% no Brasil nos últimos nove anos, anunciou o Ministério da Saúde na manhã desta quinta-feira (28) em Brasília. Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2014, serviço ligado à pasta, 10,8% da população no país é de fumantes. Em 2006, o índice chegava a 15,6%.

O governo tem como meta chegar a 9,1% de fumantes no país até 2020. Em 2013 e 2014, foram gastos R$ 41 milhões para a compra de medicamentos utilizados no tratamento contra o tabagismo.
De acordo com o estudo, o hábito de fumar é mais comum entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). O levantamento mostra ainda que 21% dos brasileiros se declaram ex-fumantes.

A faixa etária que mais consome cigarros é de pessoas entre 45 e 54 anos (13,2%). A que menos faz uso deles é a que vai dos 18 aos 24 anos (7,8%). A experimentação entre adolescentes de 13 a 15 anos caiu de 24,2%, em 2009, para 19,6%, em 2012.

16,4% da população de Porto Alegre fuma, maior índice entre as capitais brasileiras, segundo o Ministério da Saúde
A capital com o maior percentual de fumantes é Porto Alegre, com 16,4%. Em seguida vêm São Paulo e Curitiba. A com menos fumantes é São Luís, com 5,5%.
Campanha
O ministério também divulgou nesta quinta uma nova campanha contra o tabagismo. Ela traz o vermelho como cor principal e alerta a população sobre os danos causados pelo cigarro e derivados do tabaco. Ela será veiculada na internet, no rádio e em meios impressos.

Para o ministério, algumas medidas que ajudaram para a redução no número de fumantes foram a política de preços mínimos, proibição da propaganda de cigarro, proibição do fumo em ambientes fechados de uso coletivo, o aumento da taxação de maços e o aumento das advertências em embalagens.

"Hoje o Brasil é reconhecido internacionalmente. [A redução] é resultado de uma ação intersetorial", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
No Brasil, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano, segundo o ministério. O tabaco também está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão. Estima-se que 27.330 novos casos desse tipo de câncer devem surgir no país em 2015.
O cigarro ainda contribui para 25% das mortes por anginas e por infartos do miocárdio, 45% das mortes por infartos em pessoas com menos de 65 anos, 85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar.
Contrabando
Apesar da diminuição no número de fumantes, o consumo de cigarro ilegal cresceu de 2,4%, em 2008, para 3,7%, em 2013. Para o governo federal, esse aumento se deve ao preço baixo praticado pelo mercado clandestino ao vender os produtos, principalmente do Paraguai, no Brasil.

O uso de cigarros ilegais é mais comum em estados fronteiriços, como o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Na região de fronteiras, ele cresceu 58% de 2008 para 2013. Ao todo, os produtos contrabandeados representaram 31% do consumo de cigarro no país em 2014, segundo o instituto de pesquisa Ibope Inteligência. [Fonte: Globo.com/G1]

IBGE divulga dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013




Esta primeira divulgação da PNS traz informações sobre hábitos alimentares, tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas pela população de 18 anos ou mais de idade. A PNS também investigou se essa população adulta foi diagnosticada por profissionais de saúde para alguma das 11 principais doenças crônicas não transmissíveis que, juntas, são a causa de mais
de 70% das mortes no país.

Eram fumantes diários 12,7% dos adultos e 17,5% eram ex-fumantes. Entre os fumantes, 51,1% tentaram parar de fumar nos 12 meses anteriores à visita da PNS. Aliás, 52,3% dos fumantes pensaram em largar a dependência devido às advertências sobre os riscos do tabagismo que vêm estampadas nos maços de cigarros.

Essas foram algumas das informações coletadas pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE que, em convênio com o Ministério da Saúde, visitou cerca de 80 mil domicílios em 1.600 municípios de todo o país, no segundo semestre de 2013.
12,7% dos adultos eram fumantes diários e 17,5% eram ex-fumantes

A PNS constatou que 14,5% dos adultos fumavam cigarros industrializados e 12,7% eram fumantes diários de algum produto de tabaco, sendo 16,2% dos homens e 9,7% das mulheres. Já os ex-fumantes eram 17,5% dos adultos, sendo 21,2% dos homens, 14,1% das mulheres, 31,1% dos idosos e 5,6% dos jovens de 18 a 24 anos.

Entre os fumantes, 51,1% tentaram parar de fumar nos 12 meses anteriores à visita da PNS, sendo 47,9% dos homens e 55,9% das mulheres. Entre os que tentaram parar de fumar, 8,8% procuraram a um profissional de saúde.

Nos domicílios, 10,7% dos não fumantes estavam expostos à fumaça de tabaco. As mulheres não fumantes estavam mais expostas (11,7%) do que os homens (9,5%).

Já entre os não fumantes que trabalhavam em ambientes fechados, 13,5% estavam expostos ao fumo passivo, os homens (16,9%) mais do que as mulheres (10,4%).

52,3% dos fumantes cogitaram parar devido às advertências nos maços de cigarros

A PNS perguntou se o morador, nos 30 dias anteriores à entrevista, viu alguma propaganda ou anúncio de cigarros em seus pontos de vendas. Essa propaganda foi percebida por 28,7% das pessoas e atingiu 32,4% dos homens e 25,4% das mulheres.

Ainda entre os adultos, 52,1% afirmaram ter visto ou ouvido na mídia campanhas que estimulassem a parar de fumar ou informassem sobre os riscos do tabaco para a saúde.

Entre os fumantes, 86,2% perceberam as advertências antitabaco nos maços de cigarros e 52,3% deles pensaram em parar de fumar por causa delas.


A publicação completa da Pesquisa Nacional de Saúde pode ser acessada em:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pns/2013/default.shtm

Fonte: IBGE
http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2786


POR UM MUNDO SEM TABACO
INCA -
Instituto Nacional de Câncer
MP - DCT - Divisão de Controle do Tabagismo

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Tel.:+55 21 3207-6123, +55 21 3207-5977

Cigarro mentolado é mais difícil de largar, diz estudo

Os reguladores americanos publicaram nesta terça-feira uma revisão científica de dados, mostrando que os cigarros mentolados são mais difíceis de largar do que os normais.
Nesse sentido, solicitaram informação pública sobre uma possível proibição desse produto.
Os cigarros de sabor mentolado não estão vinculados a um maior risco de doença, mas representam "um risco de saúde maior do que os observados nos cigarros não mentolados", afirmou a FDA, agência que administra os alimentos e os remédios nos EUA.
A FDA afirmou que "busca informação adicional que ajude a agência a tomar decisões mais bem informadas sobre os cigarros mentolados" e, com esse objetivo, abre um período de 60 dias para receber comentários públicos relacionados a "possíveis opções regulatórias".
A revisão independente da FDA e a literatura científica disponível mostra que os novos fumantes preferem "substancialmente" os cigarros mentolados.
Os fumantes desse tipo de cigarro têm mais probabilidade de fumar seu primeiro cigarro cinco minutos depois de acordarem, o que sugere que o sabor mentolado está vinculado a uma "dependência maior", declarou a FDA.
Além disso, para os fumantes de mentolados, em especial os afro-americanos, foi mais difícil parar de fumar do que para aqueles que fumam cigarros normais.
"Isso é consistente com as observações de que os fumantes de cigarro mentolado parecem depender mais da nicotina do que os que não fumam mentolados, o que pode ser um importante fator para conseguir deixar de fumar", afirmou a revisão da FDA.
Os cigarros mentolados representam cerca de 25% do total de vendas nos EUA e são particularmente populares entre os jovens fumantes afro-americanos, como mostra a investigação.
"Os cigarros mentolados apresentam problemas de saúde pública", declarou a comissária da FDA, Margaret Hamburg.
"A FDA está comprometida com um enfoque baseado na ciência, que se ocupa das questões de saúde pública apresentadas pelos cigarros mentolados, e a opinião pública nos ajudará a tomar decisões mais (bem) informadas sobre como tratar desse importante assunto no futuro", completou.
A associação Campaign for Tobacco-Free Kids disse que a última revisão científica é "sólida" e comentou que "deve pressionar a FDA a reagir o mais rápido possível para proibir os cigarros mentolados nos EUA".
As descobertas reproduzem as do Comitê de Assessoramento Científico de Produtos de Cigarro da FDA, que em março de 2011 concluiu que eliminar o cigarro mentolado do mercado beneficiaria a saúde pública.
O consumo de cigarro mata mais de 400 mil pessoas anualmente nos Estados Unidos e custa US$ 96 bilhões à saúde pública, de acordo com dados da Campaign for Tobacco-Free Kids.[Fonte: Terra]

Fumar logo após acordar aumenta risco de câncer, revela estudo


               
Foto: Reprodução / EPTV 
Índices de NNAL foram menores em indivíduos que esperam pelo menos 30 minutos para fumar depois de acordar
Pessoas que fumam logo depois que acordam têm maior chance de contrair câncer de pulmão ou de boca, sugere um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, publicada nesta sexta-feira (29) no periódico “Cancer, Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, quem consome cigarro imediatamente após acordar tem no sangue níveis mais elevados de NNAL, substância gerada quando o corpo humano processa o NNK, componente do tabaco que provocou câncer em diversos roedores em laboratório.
Esses níveis superam as taxas daqueles indivíduos fumantes que utilizam o cigarro pelos menos meia hora depois de acordar.
Para obter os resultados, os cientistas utilizaram dados de 1.945 participantes, todos fumantes adultos que forneceram amostras de urina para análise do NNAL. Os participantes também deram informações sobre o hábito do fumo, incluindo quanto tempo eles normalmente levam para utilizar o primeiro cigarro do dia.
Com isso, os estudiosos descobriram que 32% dos entrevistados fumavam seu primeiro cigarro cinco minutos após acordar; 31% fumavam pela primeira vez entre 6 minutos e 30 minutos após o despertar; 18% fumavam pela primeira vez no dia entre 31 minutos e 60 minutos após acordar e 19% fumavam depois de mais de uma hora.
As taxas de NNAL no sangue dos participantes foram correlacionadas com a idade dos indivíduos, além de dados como quando ele começou a fumar, seu sexo e se residia com outro fumante em uma mesma casa.[Correio do Estado]

70% de casos de câncer de bexiga ligam-se a tabagismo


Fumo: o hábito é um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer de bexiga
Cerca de 70% das pessoas que se tratam de tumores de bexiga revelaram histórico de tabagismo, que é um dos principais fatores de risco para a doença. O dado é do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria Estadual de Saúde.
A secretaria informa também, em sua página na internet, que a pesquisa aponta que, do total de pacientes tratados com esse tipo de tumor, 50% chegam ao Icesp com diagnóstico tardio. O sinal clínico mais importante foi a presença de sangue na urina, que ocorreu como manifestação em 88% dos casos.

"Há diversos fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer, inclusive hereditários, mas é fato que o tabagismo é um hábito que pode auxiliar no desenvolvimento da doença e merece toda a nossa atenção", disse Marcos Dall´Oglio, coordenador da urologia do Icesp. [Fonte: Exame]

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