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terça-feira, 12 de abril de 2022

Cigarro Eletrônico: Anvisa Começa a Receber Informações Sobre Produto

Agência vai receber evidências técnicas e científicas


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou nesta segunda-feira (11) a etapa de participação social no processo que analisa o consumo de cigarros eletrônicos. Nesta fase, a Anvisa vai receber evidências técnicas e científicas sobre esses produtos, também conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).

O objetivo da agência é reunir informações a favor e contra o uso do cigarro com fundamentação científica, fornecidas por pesquisadores e instituições, para embasar decisões futuras envolvendo a comercialização e o uso desses produtos.

Logo após a abertura do processo pela Anvisa, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), já se posicionou veementemente contra a liberação dos cigarros eletrônicos. Para a entidade, eles são uma ameaça à saúde pública. O médico pneumologista Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da SBPT, explicou que existe uma falsa crença entre os usuários de que a fumaça não faria mal à saúde, porque seria apenas vapor d’água.

O médico da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia também alertou que os cigarros eletrônicos têm um grande apelo entre os jovens, aumentando o índice de novos fumantes no país.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também se posicionou contra a liberação dos cigarros eletrônicos, e está promovendo um abaixo-assinado sobre o tema.

Atualmente, a resolução em vigor da Avisa proíbe a importação, comercialização e a veiculação de propaganda desses produtos em todo o país. A coleta de informações da agência sobre os dispositivos eletrônicos para fumar vai até o dia 11 de maio de 2022.

FONTE: g37

Uso de Cigarros Eletrônicos Entre Adolescentes Põe Colégios em Alerta

O consumo é comum em ambientes reservados, como nos banheiros, e há casos até de venda dos dispositivos, que são proibidos no Brasil


O uso de cigarros eletrônicos pelos adolescentes tem colocado colégios brasileiros em alerta. A preocupação cresceu neste ano, com a retomada das aulas presenciais. O consumo é comum em ambientes reservados, como nos banheiros, e há casos até de venda dos dispositivos, que são proibidos no Brasil, nas escolas.

Colégios privados fazem comunicados aos pais e abordam em aulas os riscos da substância, vista muitas vezes como inofensiva. O desafio do cerco ao cigarro eletrônico, no entanto, é grande: como são discretos (alguns se parecem com pendrives), podem passar despercebidos pelos professores.

Os dispositivos funcionam por meio de uma bateria que esquenta um líquido interno (uma mistura de água, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal). Também chamado de vape ou pod, o dispositivo é tragado pela boca e cria uma fumaça branca e sem cheiro ou com um cheiro que se dissipa rapidamente no ar.

Adolescentes ouvidos pelo Estadão dizem que o consumo é comum entre grupos de estudantes, principalmente do ensino médio, nos banheiros, no fundo da sala de aula ou nas quadras. Os jovens enviam mensagens de celular uns aos outros para marcar encontros em áreas mais reservadas das escolas, onde fumam juntos. O uso também ocorre fora do colégio, na saída da aula ou no intervalo entre os turnos.

Os estudantes fazem ainda vaquinhas para comprar cigarros eletrônicos. Como são caros – um vape pode custar de R$ 60 a R$ 680 -, o hábito é mais comum em escolas particulares. Apesar de proibidos no Brasil, cigarros eletrônicos são facilmente encontrados em tabacarias, lojas de conveniência e redes sociais Na escola, são passados de mão em mão ou dentro dos estojos, contam os estudantes.

Em alguns casos, os jovens já conhecem os riscos da substância, mas usam como forma de pertencer ao grupo ou como válvula de escape para questões emocionais. Em outros, se surpreendem com a informação de que pode ser cancerígeno, viciante e causar danos aos pulmões.

‘MODA’

Diretora de um colégio particular na zona sul de São Paulo, Ana Paula de Oliveira diz que o auditório da escola, formado por alunos do ensino médio e fundamental, “foi abaixo”, surpreso, durante uma palestra sobre os riscos do cigarro eletrônico na semana passada. “Eles não entendem que tem nicotina, o mal que faz para a saúde. Apenas cumprem uma moda”, diz.

A palestra ocorreu depois que a escola presenciou a venda do vape entre dois estudantes – esses alunos foram convidados a se desmatricular. “Cumprimos o que nosso regimento prevê”, explica a diretora, citando a proibição da venda de drogas lícitas ou ilícitas na escola. Para ela, após o afastamento do ambiente escolar na pandemia, os adolescentes retornaram com dificuldades de seguir as regras.

O cigarro eletrônico é um problema crônico em outros países, como os Estados Unidos. No Brasil, ganhou força mais recentemente. “Vai todo o mundo para a cabine de cadeirante (no banheiro), mais espaçosa, e ficam todos lá”, conta um adolescente de 17 anos, aluno de uma escola particular em Brasília. Outra estudante, da rede estadual paulista, de 14 anos, diz ter começado a usar há um mês, na escola, e compartilha o vape de sabor de uva com três colegas. O consumo, diz, é para aliviar tensões. “Nunca tive relação boa com minha mãe e, desde o início da pandemia, só tem piorado.”

Um colégio particular tradicional de Salvador, o Antônio Vieira, enviou comunicado aos pais no fim de março sobre o risco do cigarro eletrônico. A direção diz não ter registrado consumo no colégio, mas percebe aumento do problema entre jovens de modo geral. O comunicado fala até em “transferência compulsória” em caso de uso na escola.

“Eles acham interessante a tecnologia do aparelho, que pode botar água e o sabor que quer”, diz a diretora acadêmica do Antônio Vieira, Ana Paula Marques. “As próprias famílias muitas vezes não têm clareza do que é isso.” Os professores vêm buscando informações sobre o tema.

Novidades como sabores diferentes e dispositivos que brilham no escuro atraem os adolescentes. “Há a sensação de que não é viciante e pode parar a qualquer momento”, diz Mario Fioranelli Neto, coordenador pedagógico no Centro Educacional Pioneiro, na zona sul de São Paulo. A escola registrou um caso pontual de uso no colégio – o próprio estudante buscou a direção -, mas também se preocupa com a difusão do cigarro eletrônico fora do ambiente escolar, como em festas ou na saída dos alunos para o almoço.

Luciana Nogueira, professora do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diz ter recebido relatos de colégios sobre o problema e afirma que a visão positiva em relação ao vape torna o dispositivo ainda mais perigoso. Diferentemente do cigarro tradicional, que tem cheiro forte e incomoda quem está perto, o eletrônico é socialmente aceito, “como algo cool, legal, da moda”.

Ela alerta que mesmo dispositivos eletrônicos sem nicotina são viciantes, já que o vício de fumar não tem apenas origem química, mas principalmente psíquica. “Eles estão adquirindo o hábito de levar um objeto à boca e tragar”, diz Luciana, especialista em vulnerabilidades da adolescência.

AUTOAFIRMAÇÃO

Outro problema é a dificuldade de identificar o dispositivo. “Pelo fato de (o cigarro eletrônico) ter a carinha pequena, camuflada, moderna, para passar batido é muito fácil, a menos que você esteja procurando por ele”, conta Edgar Crispino, professor de Biologia da Escola Carandá Educação, na zona sul de São Paulo. Ele afirma ter flagrado um grupo com o vape certa vez na porta do banheiro e, a partir disso, começou um trabalho de trazer informação para dentro da sala de aula.

O assunto entrou em pauta, nas perguntas dos próprios estudantes, em aulas sobre fisiologia e poluição. “Se eles estão usando é por um motivo, precisamos entender qual é e conversar sobre o assunto. Muitas vezes, usam porque é a coisa legal do momento, por pressão social”, diz o professor, que também vê impacto do distanciamento causado pela pandemia na necessidade de autoafirmação dos adolescentes. “Queremos que procurem ajuda sem se sentirem acuados ou demonizados, o que pode fazer com que se afastem da gente e continuem usando.”

Depois que o tema foi abordado, o professor diz que houve uma “quebra de gelo” entre professores e estudantes, que se sentiram mais abertos para dialogar até sobre outros temas espinhosos da adolescência. No Pioneiro, também estão previstas abordagens em aulas de convivência ética. Procurada, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo reforça que o consumo é proibido e diz desenvolver projetos e produzir conteúdos de conscientização para os alunos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: Jornal de Brasília

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Cientistas Descobrem Célula Escondida nos Pulmões que Pode Reverter Efeitos do Tabagismo

De acordo com o estudo, as células recém-descobertas podem ajudar em tratamentos para reverter efeitos de certas doenças relacionadas ao tabagismo.

Uma célula SVAR (esquerda) se transforma lentamente em uma célula AV2 (direita) em cultura. (Créditos: Penn Medicine News)

Cientistas descobriram um novo tipo de célula escondida dentro das ramificações dos pulmões humanos. De acordo com o estudo publicado na revista Nature, as células recém-descobertas desempenham um papel vital para manter o sistema respiratório funcionando corretamente, e podem ser importantes para estudos de novos tratamentos para reverter os efeitos de certas doenças relacionadas ao tabagismo.

As células, conhecidas como células secretoras das vias aéreas respiratórias (RAS), são encontradas em pequenas passagens ramificadas dos pulmões, os bronquíolos, que são pontilhados com alvéolos, pequenos sacos aéreos que trocam oxigênio e dióxido de carbono com a corrente sanguínea.

Segundo a pesquisa, as células RAS são semelhantes às células-tronco e, portanto, capazes de reparar algumas células alveolares danificadas.

Os pesquisadores descobriram as células RAS depois de uma certa frustração em estudos com pulmões de camundongos usados como modelos para o sistema respiratório humano. Devido a certas diferenças entre os dois, os cientistas demoraram para preencher algumas lacunas de conhecimento sobre os pulmões humanos.

Para entender melhor essas diferenças em nível celular, a equipe coletou amostras de tecido pulmonar de doadores humanos saudáveis ​​e analisou os genes dentro de células individuais, que revelaram as células RAS anteriormente desconhecidas.

“Já se sabe há algum tempo que as vias aéreas do pulmão humano são diferentes das dos camundongos”, disse o autor sênior da pesquisa Edward Morrisey, professor da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia. "Mas as tecnologias emergentes só nos permitiram recentemente amostrar e identificar tipos de células únicos."

A equipe também encontrou células RAS em furões, cujos sistemas respiratórios são mais semelhantes aos humanos do que os dos camundongos. Como resultado, os pesquisadores suspeitam que a maioria dos mamíferos de tamanho igual ou maior aos furões tenham células RAS em seus pulmões.

As células RAS têm duas funções principais nos pulmões. Primeiro, elas secretam moléculas que mantêm o revestimento fluido ao longo dos bronquíolos, maximizando a eficiência dos pulmões. Em segundo lugar, elas podem atuar como células progenitoras para as alveolares tipo 2 (AT2), um tipo especial de alvéolos que secretam um produto químico que é usado em parte para reparar outros alvéolos danificados.

Os pesquisadores acreditam que as células RAS podem desempenhar um papel fundamental no combate a doenças relacionadas ao tabagismo, como a DPOC, uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil.

Todos os anos, mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo morrem de DPOC, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

FONTE: Época Negócios

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Fumo prejudica higiene bucal e favorece doenças periodontais -

 Dia do Combate ao Fumo: o tabaco prejudica a higiene bucal - Foto: Shutterstock / Sport Life


31 de maio é o Dia Mundial do Combate ao Fumo e, por isso, mostramos como esse hábito é nocivo, principalmente para a saúde bucal

O Dia Mundial do Combate ao Fumo, celebrado nesse 31 de maio, é uma data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre o risco de doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a dependência em nicotina, presente em produtos à base de tabaco, é reconhecida como uma doença crônica, capaz de desencadear graves problemas respiratórios, cardíacos e pulmonares, além de propiciar o desenvolvimento de câncer nos mais variados órgãos do corpo humano.

Ainda de acordo com dados do Instituto, o tabagismo está associado a 90% dos casos de câncer de boca. Queren Azevedoconsultora da GUM, explica que isso acontece, porque, ao inalar a fumaça, as substâncias químicas presentes no fumo têm o primeiro contato com a boca e a garganta, antes mesmo de chegar aos pulmões. "Assim, a exposição à nicotina leva as células saudáveis da cavidade oral a sofrerem mutações, onde sua composição genética é alterada, acelerando sua reprodução", informa.

Além das consequências apresentadas, a especialista ressalta que o consumo de cigarros, charutos e cachimbos também colaboram com o surgimento de doenças periodontais. Aproveitando o O Dia Mundial do Controle do Tabagismo, Queren informa que componentes do tabaco penetram no esmalte dentário, causam mau hálito e diminuem a vascularização da gengiva, ocasionando em uma doença silenciosa ao redor dos dentes. "Os componentes nocivos atingem o sistema imunológico e minimizam a capacidade das células de defesa combaterem infecções e cicatrizarem a região, deixando o fumante suscetível a bactérias, vírus e fungos na cavidade oral", revela.

Segundo a consultora, o cigarro contribui para mudar a coloração do sorriso, deixando-o amarelado, além de propiciar a manifestação do tártaro e gengivite. "A nicotina pelo fumo forma uma camada de resíduo na língua e dentes, atingindo a mucosa da boca. Dessa forma, as substâncias podem diminuir a sensação das papilas gustativas, impedir a circulação do sangue na região e gerar dores nos ossos que compõem a arcada dentária", aponta. A cavidade oral é tão prejudicada, que o paciente pode ter suas glândulas salivares destruídas e o paciente desencadear um quadro de perda dos dentes até câncer de boca.

Logo, o hábito do fumar pede por uma limpeza bucal redobrada. A consultora indica apostar na escovação da língua, utilização do creme dental com flúor e, principalmente, não esquecer do fio dental para impedir o avanço das doenças mencionadas.  "O acompanhamento frequente com o dentista também se torna mais necessário que nunca, já que o tratamento periodontal exige muitos cuidados dentro do consultório. Ainda assim, a melhor solução para todos os problemas decorrentes do tabagismo, é parar de fumar", conclui.   

Fonte: Terra

terça-feira, 28 de julho de 2020

INSCRIÇÕES CURSO EAD SABER SAÚDE - 20/07 a 19/08/2020

INSCRIÇÕES EAD SABER SAÚDE

Prezados (as):

As inscrições para o curso EAD Saber Saúde - Prevenção do tabagismo e de outros fatores de risco - estarão abertas de 20 de julho até as 16h de 19 de agosto de 2020 ou até o preenchimento das vagas oferecidas, no site do INCA.

O curso é gratuito. A seleção será feita por ordem de inscrição, considerando-se os candidatos que efetivaram a inscrição e enviaram a documentação correta dentro do prazo.

Objetivo:
Compreender e aplicar a lógica do Programa Saber Saúde – Prevenção do Tabagismo e de Outros Fatores de Risco das Doenças Crônicas não Transmissíveis.

Ementa:
Promoção da Saúde. Fatores de risco. Adolescência e juventude. Estratégias da indústria do tabaco. Intervenção Educativa.
 
Público-alvo:
Profissionais da Educação e da Saúde.
 
Pré-requisito:
Ser profissional da Educação/ Saúde com vínculo empregatício em instituição de Educação/ Saúde.

Carga horária total:
80 horas

Período previsto de realização:
14/setembro a 23/novembro de 2020

Vagas:
150

Regime de aulas
Curso oferecido totalmente a distância, com acompanhamento dos docentes online.

O acesso à plataforma será liberado somente na data de início do curso.

 Mais informações e inscrições a partir de 20/07:  https://www.inca.gov.br/cursos/saber-saude-prevencao-do-tabagismo-e-de-outros-fatores-de-risco


Favor dar ampla divulgação a sua rede de colaboradores e demais parceiros.

Cordialmente,

POR UM MUNDO SEM TABACO
INCA - Instituto Nacional de Câncer
DITAB - Divisão de Controle do Tabagismo
https://www.inca.gov.br./programa-nacional-de-controle-do-tabagismo
porummundosemtabaco@inca.gov.br
Tel.:+55 21 3207-6123, +55 21 3207-5977

quarta-feira, 3 de junho de 2020

31 de Maio - Dia Mundial Contra o Tabagismo

Debate e audiência pública virtuais sobre tabagismo e Covid-19 marcam o Dia Mundial Sem Tabaco. Internautas poderão participar, enviando perguntas.

        O INCA participa de duas atividades virtuais em comemoração ao Dia Mundial Sem Tabaco. “Tabagismo e risco potencial para a Covid-19” é o tema do seminário virtual (webinar) organizado pela Organização Pan-Americana de Saúde, com apoio do INCA e do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). O evento acontece dia 27, às 16h. Já projetos de lei que tramitam no Congresso e que podem contribuir para a redução do tabagismo serão apresentados dia 26, durante audiência pública virtual na Câmara dos Deputados, a partir das 10h.

        O Dia Mundial Sem Tabaco, adotado desde 1988 pelos estados-membros da Organização Mundial da Saúde, visa aumentar a conscientização sobre o grave problema de saúde pública que a epidemia do tabaco representa e a necessidade urgente de implementar e fortalecer medidas de controle do tabagismo. Em 2020, a campanha global tem como objetivo alertar os jovens sobre táticas de manipulação da indústria, além

        No Brasil, em virtude da pandemia, foi decidido trabalhar com o tema Tabagismo e coronavírus para alertar a população sobre os agravantes do tabagismo frente ao novo coronavírus.

        No debate virtual serão abordados temas como a relação entre tabagismo e Covid-19, riscos dos dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e aquecidos), interferência da indústria do tabaco, entre outros.

        Perguntas poderão ser feitas por e-mail (diamundialsemtabaco@gmail.com) antes e durante o webinar, que terá a participação do pneumologista Frederico Fernandes, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT); e da doutora em Saúde Pública Stella Aguinaga, da Universidade da Califórnia. O evento será transmitido pela TV INCA (www.youtube.com/tvincae terá moderação da consultora do Conass, a jornalista Lígia Fomenti.

        A audiência pública virtual, por sua vez, foi marcada após a Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq) apresentar o assunto ao presidente da Comissão Externa Covid-19, deputado Dr. Luizinho. Leis que visam à redução do tabagismo também podem apoiar ações de controle da Covid-19. A audiência tratará, ainda, do tema tuberculose.

        Tânia Cavalcante, médica do INCA e secretária-executiva da Conicq; e Mônica Andreis, diretora-executiva da ACT Promoção da Saúde, falarão sobre tabagismo; Frederico Fernandes, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, e Luiz Carlos Corrêa da Silva, pneumologista, membro da Academia Rio-Grandense de Medicina e Casa de Saúde de Porto Alegre, abordarão a tuberculose. O encontro virtual – que já está recebendo perguntas - poderá ser acompanhado no endereço https://edemocracia.camara.leg.br/audiencias/sala/1529 (abre em outra janela).

Cordialmente,

POR UM MUNDO SEM TABACO
INCA - Instituto Nacional de Câncer
DITAB - Divisão de Controle do Tabagismo
https://www.inca.gov.br./programa-nacional-de-controle-do-tabagismo
porummundosemtabaco@inca.gov.br
Tel.:+55 21 3207-6123, +55 21 3207-5977


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Redução do tabagismo

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Médicos relatam primeiro caso de ‘pulmão de pipoca’ relacionado a cigarros eletrônicos


Raio-x do tórax de um rapaz de 17 anos, feita dois dias após a internação hospitalar, mostrando sinais de "pulmão de pipoca". Imagem: S. T. Landman, et al., 2019/CMAJ

Um adolescente canadense desenvolveu uma condição de risco conhecida como “pulmão de pipoca” depois de utilizar um cigarro eletrônico por vários meses. Esse é o primeiro caso médico ligando essa doença pulmonar crônica ao uso de produtos desse tipo.
Pulmão de pipoca ou a doença pulmonar da pipoca é conhecida formalmente como bronquiolite obliterante. Ela ganhou esse apelido porque foi documentada pela primeira vez em 2000, em trabalhadores de uma fábrica de pipoca de microondas que foram expostos ao aromatizante químico diacetil.
A condição também foi documentada entre trabalhadores que torravam café moído, um processo que produz diacetilo naturalmente.
Um novo estudo de caso publicado no Canadian Medical Association Journal, de co-autoria da pneumologista Karen Bosma da Western University em Ontário, Canadá, é o primeiro a ligar a condição do pulmão de pipoca aos cigarros eletrônicos, ou mais especificamente, a inalação de líquidos de vaporizadores aromatizados e que contém diacetil.
O caso revela uma nova forma de lesão pulmonar ligada ao uso de cigarros eletrônicos, já que o pulmão de pipoca é diferente da doença pulmonar ligada ao uso de vaporizadores que dominou as manchetes deste ano, chamada nos EUA de EVALI, uma sigla para “uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaíng associado à lesão pulmonar.”
O pulmão de pipoca ocorre após irritantes químicos, especificamente o diacetil (também conhecido como 2,3-butanodiona), cicatrizarem os bronquíolos — as menores vias aéreas nos pulmões — dificultando a livre circulação do ar. A substância química causa a formação de nódulos nos bronquíolos, que aparecem como botões dos ramos de árvores.
De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), os principais sintomas respiratórios do pulmão de pipoca incluem:
Tosse (geralmente sem catarro), chiado, e piora da falta de ar ao se esforçar. A gravidade dos sintomas pulmonares pode variar de tosse leve a grave. Estes sintomas normalmente não melhoram quando o trabalhador volta para casa no final do dia de trabalho ou nos fins de semana ou férias.
Normalmente, os sintomas são graduais no início e progressivos, mas sintomas graves podem ocorrer de repente. Alguns trabalhadores podem ter febre, suores noturnos e perda de peso. Antes de chegar a um diagnóstico final, os médicos das pessoas afetadas podem confundir os sintomas com asma, bronquite crônica, enfisema, pneumonia ou tabagismo.
Esse último caso não envolveu fábricas de pipocas ou de café. Em vez disso, o paciente foi um garoto de 17 anos que trabalhava em um restaurante de fast food.
De acordo com o estudo de caso, o adolescente procurou atendimento médico após desenvolver tosse persistente, febre e cansaço. O adolescente tinha consumido produtos de cigarro eletrônico “intensamente” por um período de cinco meses, usando cartuchos de diferentes sabores, especificamente “Mountain Dew” (um refrigerante), “maçã verde” e “algodão doce”, que ele comprou de um varejista canadense pela internet.
Às vezes, ele adicionava THC ao cigarro eletrônico, o ingrediente psicoactivo encontrado na maconha. Em algumas ocasiões ele também consumiu maconha em um bong. O paciente também tinha o hábito inalar profundamente ao usar o cigarro eletrônico, de acordo com seus pais.
Os pesquisadores não conhecem a marca ou fabricante dos produtos de e-cigarro utilizados, segundo um porta-voz que escreveu ao Gizmodo em nome dos autores do estudo de caso.
A condição do adolescente piorou, então a equipe do hospital o internou na unidade de terapia intensiva. Ele conseguiu evitar um transplante pulmonar, algo que seus médicos chegaram a considerar seriamente.
Sua condição acabou melhorando após receber altas doses de corticosteroides, e ele foi retirado gradualmente de um dispositivo de oxigenação por membrana extracorpórea (uma máquina que bombeia e oxigena o sangue fora do corpo) e ventilação mecânica. Ele teve alta depois de passar 47 dias no hospital.
Infelizmente, é provável que o adolescente tenha efeitos a longo prazo, uma vez que a condição é crônica. Vários meses após a alta hospitalar, “sua tolerância a exercícios físicos permaneceu limitada e os testes de função pulmonar mostraram obstrução persistente e fixa do fluxo aéreo com aprisionamento [de ar]”, segundo o estudo de caso.
Os autores do estudo atribuíram a doença ao uso de vaporizadores e à inalação dos líquidos de aromatizados, após descartar outras possibilidades.
“Este caso de bronquiolite aguda grave, que causou insuficiência respiratória quase fatal e obstrução crônica do fluxo aéreo em um jovem canadense que era saudável, pode representar bronquiolite obliterante associada aos cigarros eletrônicos”, concluiu o autor do estudo de caso.
Pesquisas anteriores identificaram vestígios de diacetilo em muitos sabores de líquidos de vaporizadores. A União Europeia já proibiu a utilização de diacetilo nos cigarros eletrônicos. Não existe tal proibição nos Estados Unidos ou no Canadá.
No Brasil, dispositivos eletrônicos para fumar são proibidos desde 2009. Apesar disso, muitas pessoas consomem esse tipo de produto, na maioria das vezes importados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que está discutindo uma atualização a partir de novas pesquisas e que o assunto está na Agenda Regulatória 2017-2020, no item “Novos tipos de produtos fumígenos”.
Os autores do estudo de caso afirmam que é necessária mais investigação, bem como uma regulamentação mais rigorosa dos cigarros eletrônicos. Em um e-mail para o Gizmodo, Bosma disse que seu conselho às pessoas que não fumam cigarros tradicionais de tabaco, mas estão considerando cigarros eletrônicos, é simples: evite.
“Se você está considerando usar cigarro eletrônico pela primeira vez, por favor, esteja ciente do risco de adquirir uma doença pulmonar potencialmente crônica e que traz risco à vida”, disse ela. “Se você é um fumante de cigarros de tabaco e está considerando tentar o cigarro eletrônico como um meio de parar de fumar, por favor, fale com seu médico sobre outras terapias de reposição de nicotina, como goma de nicotina ou adesivo de nicotina”.
Quanto às pessoas que atualmente usam vaporizadores Bosma pediu para que “estejam cientes de que acreditamos que há riscos no uso desses produtos, mesmo quando os produtos de e-cigarros são comprados em varejistas autorizados e sem THC”.
“Há outros produtos químicos potencialmente nocivos em líquidos de cigarros eletrônicos que podem representar risco de danificar seus pulmões”, completou.
As doenças relacionadas ao cigarro eletrônico estão se tornando cada vez mais comuns. Mais de dois mil americanos foram diagnosticados com uma doença pulmonar relacionada aos vaporizadores, e houve pelo menos 39 mortes nos Estados Unidos, de acordo com o CDC. No Canadá, o e-cigarro foi associado a pelo menos oito casos de doenças graves. [Fonte: Gizmodo.UOL]

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Evali: é doença relacionada ao uso de cigarro eletrônico


A doença pulmonar relacionada ao uso de cigarro eletrônico ganhou um nome: Evali, uma sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping. A denominação foi dada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), em um guia publicado na sexta-feira (11). Até o momento, naquele país, foram reportados 1.299 casos e 26 mortes associados à condição. Como ainda não se sabe a real causa das lesões pulmonares e a única coisa em comum entre todos os casos é que os pacientes relataram o uso de cigarro eletrônico ou vaping, a recomendação é que a população americana deixe de usar esses produtos, especialmente os que contenham THC (um dos princípios ativos da maconha) e nicotina.

O guia ainda sugere aos adultos que estiverem usando produtos de cigarro eletrônico ou vaping para parar de fumar, que troquem a estratégia por tratamentos baseados em evidências, incluindo aconselhamento de prestadores de cuidados de saúde e medicamentos aprovados pela FDA, agência que fiscaliza os medicamentos e alimentos dos Estados Unidos. "Se as pessoas continuarem a usar esses produtos, devem monitorar-se cuidadosamente quanto a sintomas e procurar um médico imediatamente se os sinais se desenvolverem (...). Não existe produto de tabaco seguro, e o uso de qualquer um deles, incluindo cigarros eletrônicos, representa um risco."

O que é a Evali? Embora os problemas reportados pelos pacientes tenham ligação com o uso de cigarros eletrônicos, mais dados ainda são necessários para ter certeza sobre o que está causando a doença respiratória misteriosa. De acordo com o jornal britânico The Independent, os sintomas descritos antes da hospitalização são dificuldade de respirar e dor no peito. Uma vez internados, os pacientes apresentaram febre, tosse, vômito e diarreia. Em sua nova orientação, o CDC pede aos médicos que estejam em alerta máximo à medida que a temporada de gripe aumenta no país. A infecção e outros vírus respiratórios têm sintomas semelhantes a um caso de Evali. Em ambos os casos, os pacientes podem ter falta de ar, suores noturnos, baixos níveis de oxigênio e pontos turvos na radiografia de pulmão. "Qualquer indivíduo pode ter uma lesão pulmonar, uma infecção ou ambos", disse Ram Koppaka, médico do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias do CDC, à revista Scientific American, na sexta-feira. Um estudo publicado pelo periódico Thorax revelou que o vapor desses cigarros eletrônicos pode ser responsável por desativar as principais células do sistema imunológico no pulmão e aumentar as inflamações no organismo. "O problema é que há poucos estudos sobre o que as substâncias que produzem o vapor do cigarro eletrônico causam na saúde", explica.

Jovens veem o "vape" como produto seguro Para o médico Paulo Corrêa*, pneumologista da Comissão Científica de Tabagismo da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), os aparelhos para o vaping são comercializados, ainda que proibidos, de forma livre e como um produto seguro —o que não é o caso. "Muitos jovens usam achando que a fumaça é apenas vapor de água, mas não é verdade", diz. "O líquido contém substâncias como glicerol e propileno glicol, que podem originar substâncias cancerígenas depois de aquecidas." Além disso, há ainda a adição de nicotina em muitos deles. A substância também está presente no cigarro comum e é conhecida por causar dependência. "Os usuários acreditam estar fumando algo moderno e personalizável, mas na verdade estão com um produto que pode fazer tanto mal quanto o cigarro comum", diz. Martins ressalta a importância de que os novos usuários estejam avisados dos riscos que correm ao utilizar esse produto. "Não sabemos se trocamos seis por meia dúzia. Quem quiser usar precisa saber que pode entrar nessa moda e sair doente." [Fonte: UOL]

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

EUA registram primeira morte em decorrência do uso de cigarros eletrônicos

 Nesta sexta-feira (23/08/2019), oficiais de saúde dos Estados Unidos confirmaram a primeira morte de uma pessoa devido a complicações causadas pelo uso de cigarros eletrônicos. A morte ocorreu no estado de Illinois e não foi revelado o nome nem o gênero do paciente, sabendo-se apenas que se trata de uma pessoa na faixa etária entre 17 e 38 anos.

Segundo informado pelos oficiais de saúde, o paciente morreu de complicações respiratórias que teriam sido causadas pelo uso prolongado de cigarro eletrônico. Ainda que esta seja a primeira morte confirmada no país por conta de uma doença causada pelo uso do aparelho, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de doenças (CDC), outras 149 pessoas nos Estados Unidos estariam doentes por causa desses cigarros, abrindo possibilidade para o surgimento de mais vítimas nos próximos meses.

De acordo com o Dr. Ngozi Ezike, diretor do Departamento de Saúde Pública de Illinois, oficiais do CDC já chegaram ao estado para investigar não apenas o paciente morto, mas também os outros 22 casos de complicações pulmonares relacionados ao consumo de cigarros eletrônicos. Para Ezike, o quantidade de casos é alarmante, e é preciso criar uma campanha de conscientização das pessoas sobre os perigos desses equipamentos.

Todos os pacientes afetados apresentam sintomas que incluem tosse, fadiga e falta de ar, além de vômitos e diarreias em alguns casos. O CDC afirma que será necessário uma investigação mais profunda para se confirmar que todos os 149 casos foram realmente causados pelo uso de cigarros eletrônicos, mas nenhum desses pacientes apresentam sinais de que seja alguma doença infecciosa (causada por vírus ou bactérias) e o que todos possuem em comum é apenas o hábito de fumar cigarros eletrônicos.[Fonte: Yahoo]