Mostrando postagens com marcador Câncer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Câncer. Mostrar todas as postagens

70% de casos de câncer de bexiga ligam-se a tabagismo


Fumo: o hábito é um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer de bexiga
Cerca de 70% das pessoas que se tratam de tumores de bexiga revelaram histórico de tabagismo, que é um dos principais fatores de risco para a doença. O dado é do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria Estadual de Saúde.
A secretaria informa também, em sua página na internet, que a pesquisa aponta que, do total de pacientes tratados com esse tipo de tumor, 50% chegam ao Icesp com diagnóstico tardio. O sinal clínico mais importante foi a presença de sangue na urina, que ocorreu como manifestação em 88% dos casos.

"Há diversos fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer, inclusive hereditários, mas é fato que o tabagismo é um hábito que pode auxiliar no desenvolvimento da doença e merece toda a nossa atenção", disse Marcos Dall´Oglio, coordenador da urologia do Icesp. [Fonte: Exame]

Câncer é segunda principal causa de mortes em todo o mundo

OMS diz que a doença só perde para doenças cardiovasculares. Fumo, infecções crônicas por vírus, obesidade, consumo de álcool e radiação são os principais fatores de risco

No Dia Mundial do Câncer, lembrado nesta sexta-feira (4/2/2010), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a doença é a segunda principal causa de mortes em todo o mundo – perde apenas para doenças cardiovasculares.

Tumores no pulmão, nas mamas, no fígado e na região colorretal provocam a maioria dos óbitos registrados por câncer. A incidência da doença, de acordo com o órgão, pode ser reduzida por meio de estratégias de prevenção, de detecção precoce e de tratamento.

Os fatores de risco listados pela OMS e relacionados ao câncer incluem o uso de tabaco; infecções crônicas por vírus como o da hepatite B e o HPV; sobrepeso e obesidade; radiação; hábitos alimentares ruins; sedentarismo; abuso no consumo de álcool; e exposição a substâncias químicas.

Cento e cinquenta minutos (duas horas e meia) por semana de atividade física aeróbica moderada podem reduzir o risco de câncer de mama e de cólon, de acordo com uma pesquisa divulgada OMS. O órgão informou que a atividade física tem um papel importante na redução da incidência de certos tipos de tumores e que o sedentarismo é o quarto maior fator de risco quando se considera o total de óbitos registrados em todo o mundo. âncer de mama e de cólon.

De acordo com a OMS, atualmente, 31% da população global não pratica nenhum tipo de atividade física. O sedentarismo está associado a 3,2 milhões de mortes anuais, sendo 2,6 milhões em países pobres e em desenvolvimento, além de 670 mil óbitos prematuros (pessoas com menos de 60 anos).

Em 2008, quase 460 mil mulheres morreram em decorrência do câncer de mama e cerca de 610 mil homens por causa do câncer colorretal.

A orientação de 150 minutos por semana de atividade física aeróbica moderada vale para maiores de 18 anos. Entre 5 e 17 anos, a recomendação é de pelo menos 60 minutos de atividade física moderada ou alta. [Fonte: UNIAD]

Falta de informação causa câncer: descubra se você faz parte do grupo de risco - Clique aqui e faça o teste!

Mal causado pelo cigarro a animais domésticos sensibiliza fumantes

PARIS (AFP) - Pessoas que se recusam a parar de fumar, mesmo conscientes dos malefícios do cigarro, podem largar o vício ao descobrir que a fumaça também faz mal a seu animal de estimação, afirma um estudo americano, que será publicado na terça-feira.

Pesquisadores americanos entrevistaram 3.293 donos de cães, gatos ou pássaros em uma área da cidade de Michigan, através de um questionário na internet sobre o comportamento dos fumantes.

Entre os entrevistados, 21% declararam ser fumantes regurales, consumindo uma média de 13 cigarros e meio por dia - cerca de metade deles dentro de casa. Outros 27% informaram conviver em casa com pelo menos um fumante.

Aproximadamente um em cada três fumantes - 28,4% - afirmou que, se soubesse que o fumo passivo faz mal a seus animais de estimação, largaria o vício.

Entre os não-fumantes que vivem com fumantes, por outro lado, apenas 16,4% disseram que pediriam ao parceiro para parar de fumar se descobrissem que o animal de estimação da casa está sendo prejudicado.

O estudo menciona fortes indícios de que o fumo passivo faz tanto mal à saúde dos animais domésticos quanto aos seres humanos, e que poucas pessoas sabem disso.

"Campanhas educativas informando donos de animais sobre os riscos da exposição (ao fumo passivo) para eles poderia motivas alguns a parar de fumar", estimam os autores da pesquisa.

O estudo, que será publicado no jornal britânico Tobacco Control, foi realizado por Sharon Milberger, do Henry Ford Health System de Detroit, Michigan.

Advertências Sanitárias

Brasil - Advertências Sanitárias nos Produtos de Tabaco - 2009Para conhecer o histórico das advertências sanitárias brasileiras e os estudos que subsidiaram a criação das novas frases e imagens, acesse a publicação Brasil - Advertências Sanitárias nos Produtos de Tabaco - 2009.

Câncer de pulmão provocado por tabaco é epidemia mundial


O câncer de pulmão provocado pelo consumo do tabaco já é considerado uma epidemia mundial e vem crescendo, ao contrário de alguns tipos de câncer cuja incidência está diminuindo. Esse foi um dos temas mais importantes do 12º Congresso Mundial de Câncer de Pulmão, realizado no começo do mês de junho em Seul, na Coréia do Sul.

As discussões giraram principalmente em torno do trabalho de abertura da Sessão Plenária “A epidemia do câncer do pulmão do tipo adenocarcinoma relacionada ao fumo; o papel da indústria do tabaco e os cigarros com filtro e de baixos teores", o que confere a ele uma importância sem precedentes nesse tipo de evento.
O oncologista e diretor da Oncocamp, Juvenal Antunes Oliveira Filho, participou do congresso e trouxe na bagagem informações que comprovam essa epidemia. Ao contrário de alguns tipos de câncer que registram uma diminuição percentual, existe hoje uma pandemia de câncer do pulmão que coincide com o aparecimento e rápido crescimento da indústria do tabaco no início do século passado. Em 1950 o subtipo denominado adenocarcinoma compreendia apenas 5% de todos os tumores do pulmão e em 2000-2003 passou a representar 47% de todos os tumores.
Chama atenção que o aumento foi maior em mulheres que nos homens (52% x 42%) e o que preocupa bastante é o fato de ter crescido muito em pessoas de menos de 50 anos, atingindo 59%. O adenocarcinoma pulmonar está diretamente relacionado com o hábito do fumar cigarros com filtros e baixos teores de nicotina. Enquanto em 1950 apenas 1% dos cigarros tinha filtro hoje 98% dos cigarros feitos nos EUA são vendidos com filtro. “Essa é uma estratégia da indústria tabagista para que os fumantes não deixem de fumar, apenas mudem o tipo de cigarro. Para compensar os baixos teores ou filtros, inalam mais fumaça e consequentemente produtos cancerígenos, aumentando, ao invés de diminuir, as chances de desenvolver um tumor no pulmão. Isso tem tido implicações muito importantes e foi inclusive reconhecido pela indústria do tabaco e será motivo de grandes debates mundiais“, disse Oliveira Filho. Na conclusão, o autor afirmou que as ações da indústria tabagista contribuíram para o desenvolvimento de uma epidemia de adenocarcinomas do pulmão relacionados ao hábito de fumar. Além desse tema, foram discutidas novas técnicas para o uso de imagens no diagnóstico, planejamento terapêutico e acompanhamento, principalmente o uso da tomografia computadorizada multislice (TC), ressonância magnética (RNM) e tomografia por emissão de pósitrons (PET-TC).

Todas elas já estão em uso corrente no Brasil e aqui em Campinas já entrou na rotina de avaliação das neoplasias pulmonares. Em relação à terapia, as novidades estão relacionadas às novas técnicas de cirurgias mais conservadoras, radioterapia com novos aparelhos e softwares que permitem direcionar mais a radiação focada nos tumores e afetar menos os tecidos sadios. Além disso, a modalidade de terapia molecular dirigida isolada ou associada à quimioterapia, já também em uso crescente entre nós, certamente irá impulsionar nos próximos anos a terapia sistêmica do câncer do pulmão, além de novos protocolos de quimioterapia com diversas combinações com melhor tolerância.

O 12º. Congresso Mundial do Câncer do Pulmão é realizado de dois em dois anos. Em 2009 será realizado nos EUA, na cidade de São Francisco. Nesses encontros são analisados aspectos epidemiológicos, diagnóstico e terapia, nas formas de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e a mais recente, terapia molecular alvo-dirigida, modalidade terapêutica que certamente irá predominar no futuro próximo devido a sua maior especificidade e menor toxicidade. Atualmente o câncer de pulmão é o que tem a maior mortalidade entre todos os tumores malignos no mundo todo, sem exceção para o Brasil, embora não seja o de maior incidência entre nós. Afeta tanto homens como mulheres e é considerado um dos mais devastadores por somente se manifestar quando muito avançado.

Dos pacientes que procuram os médicos com sintomas respiratórios ou dor torácica e têm um tumor do pulmão diagnosticado, apenas 20% conseguem que o mesmo seja extirpado pela cirurgia, ainda a melhor arma para a sua cura. A prevenção do câncer do pulmão é de uma simplicidade sem precedentes, apenas deixar de fumar!

Cientistas localizam genes responsáveis pelo câncer de pulmão

Cientistas descobriram importantes diferenças genéticas que podem explicar por que alguns fumantes desenvolvem câncer de pulmão e outros não. Três equipes da França, da Islândia e dos Estados Unidos informaram na quarta-feira ter localizado uma região do genoma que contém genes capazes de colocar os fumantes sob maior risco de desenvolver essa doença letal. Em todos os três estudos, a nicotina é a grande culpada. As descobertas podem levar a formas melhores de prevenção e tratamento do câncer de pulmão, o tipo de tumor que mais mata homens em todo o mundo, e o segundo mais letal entre mulheres. "Isso abre a possibilidade de que tratamentos que bloqueiem esses genes podem ser muitos benéficos como estratégia contra o câncer de pulmão, bem como contra a dependência (do fumo)", disse a jornalistas Paul Brennan, da Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, de Lyon, na França. O fumo causa 90 por cento dos casos de câncer de pulmão. Mas só 15 por cento dos fumantes desenvolvem a doença, e os médicos há muito tempo suspeitavam de algum fator genético. A nova pesquisa confirma que alguns fumantes são mais vulneráveis devido ao seu perfil genético. Fumantes com duas cópias das variações genéticas têm cerca de 23 por cento de risco de terem câncer de pulmão, segundo Brennan. A descoberta é resultado da análise de mudanças comuns no código genético, chamadas "polimorfismo de nucleotídeo único" (SNPs, na sigla em inglês). Desde o começo de 2007, variações em quase cem locais do genoma foram vinculadas a diabetes, doenças cardíacas e determinados tipos de câncer. Significativamente, os três grupos que publicaram seus resultados nas revistas Nature e Nature Genetics apontaram variantes na mesma área do cromossomo 15 onde ficam três genes receptores de nicotina. Isso pode indicar que a própria nicotina é cancerígena, além de causar dependência. Por outro lado, pode ser também que algumas pessoas sejam mais propensas a ficarem dependentes de cigarros e a fumarem mais, o que portanto expõe seus pulmões a um maior dano. Alguns pesquisadores alertam que exames personalizados sobre a propensão ao câncer podem prejudicar os esforços contra o tabagismo. Mesmo fumantes menos propensos ao câncer continuam sob risco de outras doenças graves, como infarto e enfisema.

ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ CÂNCER

Região do cromossomo 15 contém genes ligados ao surgimento de tumor de pulmão em fumantes- Os cientistas analisaram 300 mil mutações no DNA de mais de 12 mil fumantes e ex-fumantes na Europa e nos EUA- Chegaram a duas regiões do cromossomo 15 que parecem ser o lar dos genes ligados à predisposição ao câncer. É nessa região também que estão os receptores da nicotina, princípio ativo do cigarro- Uma dessas regiões, a 15q25.1, tem dois genes fortemente ligados ao desenvolvimento do câncer - se o fumante tem uma cópia de um deles, ele aumenta o risco de câncer em 28%- se o fumante tem duas cópias de um desses genes (passadas pelo pai e pela mãe), ele aumenta em 80% sua chancede ter a doença.

Fumo ameaça mães nos países em desenvolvimento

A exposição das grávidas ao tabaco nos países em desenvolvimento cresce em ritmo alarmante, disseram pesquisadores do governo norte-americano na quinta-feira. Nesses países, é cada vez mais comum que as mulheres e seus filhos se transformem em fumantes passivos em suas casas, e muitas estão experimentando cigarros, o que aumenta o risco de câncer, doenças cardíacas e outras enfermidades não só para elas mesmas, mas também para as crianças. "O uso do tabaco e a exposição à fumaça por parte das grávidas ameaça impedir ou reverter os atuais esforços para melhorar a saúde materna e infantil no mundo em desenvolvimento", disse Michele Bloch, do Setor de Pesquisas de Controle do Tabaco do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, cujo estudo foi publicado na revista American Journal of Public Health. É o primeiro estudo a examinar o tabagismo, o fumo passivo e as atitudes das grávidas em relação ao tabaco nos países em desenvolvimento. Foram ouvidas 8.000 grávidas em dez cidades de nove países --Argentina, Uruguai, Equador, Brasil, Guatemala, Zâmbia, República Democrática do Congo, Paquistão e Índia (duas localidades) . Até 18 por cento das grávidas fumavam, até um terço delas consumia tabaco na forma sem fumaça, e até metade estava habituada a respirar fumaça do cigarro de terceiros. Bloch disse que isso representa uma forte mudança em relação às mulheres dos países em desenvolvimento, onde historicamente apenas cerca de 9 por cento fumam, em parte devido a tabus culturais.
O tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis entre mulheres nos países desenvolvidos, e Bloch disse que as conclusões permitem que haja alguma intervenção antes que as mulheres nos países pobres as alcancem nessa triste estatística. "A América Latina é onde a epidemia do cigarro é mais avançada, particularmente no Uruguai, onde 78 por cento de todas as grávidas disseram já ter provado cigarros", disse Bloch por telefone. Na Argentina, segundo ela, 75 por cento das grávidas ouvidas já fumaram alguma vez, tendência que se repetiu em toda a região. Segundo Bloch, a queda de novas barreiras econômicas e culturais contra as mulheres deve fazer com que haja cada vez mais fumantes. "Crianças pequenas no Paquistão são frequentemente ou sempre expostas à fumaça do tabaco em lugares fechados. Os números são altos também em Argentina, Brasil, Uruguai e em um dos Estados indianos", acrescentou Bloch.
O fumo durante a gravidez pode provocar partos prematuros, baixo peso no nascimento e a morte súbita do bebê. Nos adultos, provoca câncer, especialmente de pulmão. O fumo passivo provoca câncer em adultos e problemas pulmonares em crianças pequenas, como a pneumonia.

Capacitação online

Capacitação online gratuita em Controle do Tabaco da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg

Com um orçamento de US$ 125 milhões, a Iniciativa Global Bloomberg para Redução do Consumo do Tabaco representa o maior esforço no controle do tabagismo nos países em desenvolvimento, que abrigam o maior número de fumantes do mundo. O site da instituição oferece capacitação gratuita para legisladores, pesquisadores, educadores e demais interessados no assunto. Os participantes são instruídos a como desenvolver e implementar programas efetivos de controle do tabagismo, construir legislação eficaz antitabaco e criar campanhas publicitárias.Os módulos educacionais multimídia têm a presença de especialistas internacionais. O currículo foi desenvolvido na Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, a principal fonte de pesquisas e políticas sobre como erradicar a epidemia global das mortes por cânceres relacionados ao consumo de tabaco.

Terapia para ex-fumantes

Estudo sugere terapia para ex-fumantes contra câncer de pulmão:

Uma pesquisa da Universidade do Texas sugere que tratamento com um derivado da vitamina A, o ácido retinóico, pode ajudar a reduzir o risco de câncer de pulmão em ex-fumantes, que continua elevado.
Acredita-se que células do pulmão danificadas durante anos de tabagismo podem continuar a crescer e produzir câncer mesmo que a pessoa tenha abandonado o hábito.
Cientistas descobriram que a terapia reduz o crescimento destas células pulmonares. O estudo foi publicado na revista científica Journal of the National Cancer Institute.
O risco de desenvolver a doença se mantém elevado muitos anos depois que as pessoas abandonam o hábito de fumar e nunca chega ao nível mais baixo dos não-fumantes.
Os pesquisadores do MD Anderson Cancer Center da universidade concentraram seu estudo em 225 pessoas que haviam fumado muito no passado, antes de abandonarem o hábito.
Os voluntários foram divididos em três grupos e tratados por três meses com uma combinação de um tipo de ácido retinóico com vitamina E, ou com uma forma diferente de ácido retinóico isolado, ou ainda com um placebo.
Os pesquisadores examinaram amostras de tecido pulmonar de todos os voluntários antes e depois do tratamento. Eles mediram a proliferação de células ao registrar os níveis de um marcador químico chamado Ki-67.
Ambos os tratamentos reduziram a proliferação das células em uma camada das células pulmonares - a chamada camada parabasal. Mas eles ficaram surpresos de que não houve redução do crescimento da célula em uma segunda camada - camada basal.
Segundo os pesquisadores, é necessário realizar mais pesquisas para verificar com exatidão os efeitos do tratamento com ácido retinóico.
Mas no artigo, eles afirmam que uma diminuição na proliferação de células pulmonares deveria desacelerar o número de células em que as coisas podem dar errado, e minimizar o potencial para crescimento celular descontrolado. (BBC Brasil)

Adenocarcinoma

Fumante necessita de mais fumaça para se satisfazer:

Um novo estudo, apresentado na Coréia do Sul, mostra um crescimento significativo de um tipo específico de câncer de pulmão. Raro até bem pouco tempo atrás, o chamado adenocarcinoma já é considerado uma epidemia mundial. Os médicos fazem a relação direta desse aumento com o hábito de fumar cigarros considerados mais leves, com baixo teor de nicotina. O problema, segundo os especialistas, é que os fumantes, nesses casos, necessitam de mais fumaça para se satisfazer. O fumo causa 50 doenças diferentes, principalmente as do coração, respiratórias e o câncer. Entre 2000 e 2003, 50% dos casos de câncer no pulmão se referiam ao adenocarcinoma. Em 1950 esse índice era de 5%. No Estado de São Paulo, a média de internações aumentou 2% ao ano de 2000 para cá. Já o número de mortes provocadas por câncer no pulmão cresceu 14%entre 2000 e 2005. Os cigarros com filtros e baixos teores de nicotina, que estão entre os mais vendidos, têm ligação direta com a doença. A indústria do tabaco criou o chamado cigarro mais seguro diante das pressões das entidades antitabagistas. A idéia seria proteger o fumante, mas isso foi mostrado que é um grande engodo, diz o médico oncologista Juvenal Oliveira Filho. Ele lembra que o câncer de pulmão está entre os mais agressivos, porque já se manifesta em estágio avançado da doença, o que reduz as chances de cura do paciente.

Tratamento

O tratamento de quimioterapia para o câncer é pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas há cerca de cinco anos alguns médicos utilizam a terapia molecular dirigida, que ataca diretamente o tumor e o efeito colateral é menor, se comparado com a quimioterapia. Mas esse tratamento não tem cobertura do SUS. De acordo com o oncologista Juvenal Filho, alguns pacientes conseguiram na Justiça usar essa técnica pelo SUS. De acordo com a advogada especialista na área da saúde Maria Cecília Oliveira, esse é o caminho para quem não tem recursos para pagar por este tratamento alternativo. Há até uma cartilha com mais informações sobre como fazer valer esse direito. Ela está disponível no site http://www.afag.org.br/


Mais uma vítima do cigarro!!!


Muito emocionada, a atriz Karin Rodrigues, que estava casada com Paulo Autran desde 1974, falou sobre a perda do marido, durante o velório dele, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Ela culpou o cigarro pela morte do ator.Segundo Karin Rodrigues, a causa da morte de Paulo Autran foi insuficiência respiratória em decorrência de enfisema pulmonar. Ela lembrou que o marido, que sofria de câncer no pulmão, fumou por muitos anos e acreditava que, se não fosse fumante, poderia ter mais dez anos de vida."Quando ele descobriu que tinha câncer no pulmão, disse: 'minha vida acabou'. Ele queria que dissessem que morreu porque fumava. As pessoas não tinham motivação de parar de fumar porque falavam que o Paulo fumava muito e continuava vivo. Ele fumava dois maços de cigarro por dia. Com o câncer, passou a fumar menos", completou. Paulo Autran morreu na tarde desta sexta, vítima de parada respiratória decorrente de um enfisema pulmonar. Às 11h, o corpo do ator deixará a Assembléia Legislativa e seguirá para o crematório da Vila Alpina, na Zona Leste de São Paulo. Antes da cremação, haverá uma cerimônia fúnebre restrita à família, parentes e amigos.

Tabagismo e Saúde Bucal

Tabagismo e problemas bucais:


Além dos problemas respiratórios, mais conhecidos, os fumantes também podem apresentar alterações na boca. Uma pesquisa realizada pelo departamento de odontologia da UnB (Universidade de Brasília) mostra que 47% dos dependentes de tabaco que procuraram a clínica de odontologia da instituição de setembro de 2006 a julho de 2007 sofriam de alguma enfermidade bucal. Entre os problemas diagnosticados, os mais freqüentes foram doença periodontal (da gengiva) e lesão que pode evoluir para um câncer, de acordo com Eliete Neves, coordenadora da pesquisa . O estudo também mostra que há relação entre o nível de dependência e as doenças bucais. Entre os fumantes moderados, 59% apresentaram problemas na boca. Neves diz que 90% dos pacientes com câncer de boca tratados na clínica são fumantes. Tabagistas devem buscar ajuda assim que perceberem alguma alteração na boca. Neves lembra que largar o vício, mesmo depois de bastante tempo fumando, também diminui riscos, pois as lesões podem regredir.


Fonte: Folha de S.Paulo - 27/09/2007

Postagens Mais Lidas: