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Dia Mundial Sem Tabaco 2024 - INCA Lança Campanha de Prevenção!



Prezados (as):

 

A Organização Mundial da Saúde divulgou o tema da campanha do Dia Mundial sem Tabaco 2024 - 31 de Maio: “Proteger as crianças da interferência da indústria do tabaco”. O slogan da campanha tem previsão de ser lançado em Janeiro de 2024.


Também encontram-se abertas as indicações ao Prêmio do Dia Mundial Sem Tabaco 2024 (31 de Maio). Podem ser indicados para concorrer ao prêmio indivíduos, coletivos (como ONGs por exemplo) e instituições governamentais.


O nomeado deve ter dado uma contribuição notável para o avanço da Convenção-Quadro da OMS para o controle do tabaco e suas diretrizes, particularmente em relação ao tema do Dia Mundial sem Tabaco. O prazo final para o envio das candidaturas é até quarta-feira, 31 de Janeiro de 2024.


O anúncio dos premiados ocorrerá no site da OPAS/OMS na semana que antecede o 31 de maio de 2024. 

 

 Prémios do Dia Mundial Sem Tabaco de 2024


18 de Dezembro de 2023 Chamada para nomeações Genebra


Tema: Protegendo as crianças da interferência da indústria do tabaco


A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a solicitar nomeações para os Prêmios do Dia Mundial Sem Tabaco de indivíduos ou organizações em cada uma das seis regiões da OMS pelas suas realizações na área do controlo do tabaco.


Diretrizes para nomeações


O objectivo destes critérios é facilitar as nomeações, tendo em conta que a decisão final sobre a atribuição de um prêmio cabe aos Diretores Regionais da OMS e ao Director-Geral da OMS.


Prêmios


Haverá um máximo de seis prêmios do Dia Mundial Sem Tabaco (WNTD) por região da OMS. Dois dos premiados poderão receber reconhecimento especial por meio de um Prêmio de Reconhecimento Especial ao Diretor-Geral da OMS.


Quem pode fazer indicações


Qualquer pessoa pode enviar nomes para consideração.


Quem pode ser nomeado


O nomeado pode ser um indivíduo ou um coletivo (por exemplo, uma organização não governamental dedicada ao controlo do tabaco) ou um departamento/ministério governamental que tenha feito uma contribuição notável para o controlo do tabaco.


O nomeado deve ter dado uma contribuição notável para o avanço das políticas e medidas contidas na Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco e suas diretrizes, particularmente em relação ao tema do Dia Mundial Sem Tabaco.


Quem não pode ser nomeado


Funcionários da OMS ou de outros funcionários das Nações Unidas e seus familiares.

Pessoas ou coletivos empregados ou envolvidos com a indústria do tabaco e seus familiares.

Pessoas ou coletivos que receberam o prêmio do Dia Mundial Sem Tabaco nos dois anos anteriores.


Como enviar uma indicação


O formulário de indicação pode ser enviado por e-mail ao Escritório Regional da OMS (ver lista de contactos regionais em anexo). As nomeações devem ser escritas numa das seis línguas oficiais da OMS (árabe, chinês, inglês, francês, russo ou espanhol). O formulário de indicação deverá ser digitado, com até 200 palavras (máximo) e não serão aceitos formulários manuscritos.


Em cada formulário de indicação, você precisará fornecer as seguintes informações:


Nome completo do indicado.

Título do indicado, se for pessoa.

Sexo do indicado, se for pessoa.

Endereço do indicado, incluindo e-mail ou telefone.

Idioma a ser utilizado na correspondência com os indicados e nos certificados.

Nome completo do nomeador.

Título do nomeador, se for pessoa.

Endereço do nomeador, incluindo e-mail ou telefone.

Descrição detalhada do motivo da indicação, incluindo as datas das ações.


Além da descrição da conquista, também recomendamos fortemente cartas de depoimento de até duas pessoas (além do indicado) que apoiar a nomeação. Estas cartas de depoimento são parte integrante do processo de indicação, pois ajudam a traçar um quadro completo de seu indicado para os membros do Comitê de Seleção. OBSERVAÇÃO: não entramos em contato com os autores das cartas de depoimentos.


Os possíveis motivos para nomeações são:

A nomeação pode ser para uma ação específica, ou para um grupo de ações, ou para o conjunto do trabalho de um candidato na área de controle do tabaco em qualquer nível local, nacional, regional ou internacional.

O nomeado pode ter dado um exemplo meritório (ou distintivo) para outros no movimento de controle do tabaco.

O candidato pode ter superado um grande obstáculo para alcançar o objetivo pelo qual é considerado digno de receber o prêmio do Dia Mundial Sem Tabaco.

O nomeado pode ter demonstrado liderança ou compromisso extraordinário ou ter sido particularmente inovador na sua abordagem ao controlo do tabaco.

O nomeado pode ter trazido recursos, conhecimentos ou experiência específicos para o controlo do tabaco.

O nomeado pode ter dado um contributo notável para o controlo do tabaco como uma medida crucial para combater as doenças não transmissíveis e alcançar o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (Garantir vidas saudáveis ​​e promover o bem-estar para todos, em todas as idades).

Nomeações por motivos baseados no trabalho parlamentar ou administrativo regular dos nomeados (a título oficial ou pessoal), por ex. a hospedagem ou presidência de reuniões não serão consideradas.


Publicidade da chamada para nomeações

A Sede da OMS e os seus Escritórios Regionais darão ampla difusão ao convite à apresentação de candidaturas. Cada região indicará como enviar as nomeações regionais ao escritório regional da OMS.


Equilíbrio de género


A OMS está empenhada em alcançar um equilíbrio de género nos premiados do WNTD e realizou uma análise de género em 2019 dos galardoados com os prémios do Dia Mundial Sem Tabaco dos 8 anos anteriores. Os destinatários do sexo feminino têm sido consistentemente sub-representados: em média, em todas as regiões da OMS, apenas 16% dos beneficiários eram mulheres, enquanto 54% foram para beneficiários do sexo masculino e 30% foram para instituições.


Para resolver a questão da sub-representação das premiadas do sexo feminino, a OMS incentiva fortemente a nomeação de premiadas do sexo feminino. Isto promoverá mais modelos femininos no controlo do tabaco e incentivará jovens líderes femininas a juntarem-se à nossa luta contra o tabaco.


O prazo para envio de indicações é quarta-feira, 31 de Janeiro de 2024, às 17h (GMT).


Seleção de prêmios


Um comitê formado pelo Diretor do Departamento de Promoção da Saúde da OMS (HPR), pelo Gerente do Programa da Iniciativa Livre do Tabaco, por um representante do Secretariado da Convenção da CQCT da OMS e pelos seis Conselheiros Regionais examinará as nomeações. e selecionará até seis candidatos por região com base no mérito.


Ao elaborar a lista restrita, o comité pode chegar a acordo sobre um conjunto de critérios de seleção. Qualquer recomendação para atribuir o ponto focal da CQCT da OMS no governo só deve ser feita se ele/ela tiver feito uma contribuição notável para avançar na implementação da CQCT da OMS. e não apenas para trabalho de rotina ou participação em reuniões da COP e de grupos de trabalho.


Cada lista regional será submetida à aprovação do respectivo Diretor Regional (DR) da OMS. Após aprovação do RD, a lista será submetida ao Diretor-Geral (DG) da OMS para confirmação. Este comité recomendará também ao DG a dois nomeados para o Prêmio de Reconhecimento Especial do Diretor-Geral da OMS dentre a lista de DRs aprovados.


Nepotismo e favoritismo não são permitidos


Para promover um melhor equilíbrio de género entre os premiados, as nomeações de mulheres premiadas são particularmente incentivadas. A OMS pretende atingir um número igual de premiados do sexo masculino e feminino em 2020 e procederá à seleção em conformidade.


Anúncio dos premiados


A sede da OMS anunciará os premiados no site da Iniciativa Livre do Tabaco da OMS cinco dias antes de 31 de maio.


ATENÇÃO: Se você leu até aqui, indique o autor deste Blog: "Tabagismo Hoje" para ser nomeado e concorrer ao Prémio. Entre em contato para o fornecimento dos dados: jorgeschemes@gmail.com

  

Para mais informações acesse: https://www.who.int/news-room/articles-detail/world-no-tobacco-day-2024-awards


Para conhecer as campanhas do INCA do Dia Mundial sem Tabaco de 2023 e de anos anteriores visite: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/2270


Participem e divulguem!

Cordialmente. 

Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco
Instituto Nacional de Câncer - INCA
Secretaria de Atenção Especializada à Saúde | Ministério da Saúde
(21) 3207-5976

Ecografias mostram fetos fazendo "caretas" quando mães são fumantes - Segundo os cientistas, os resultados ressaltam que o fumo da mãe é prejudicial aos bebês enquanto se desenvolvem no útero

Ecografias mostram fetos fazendo "caretas" quando mães são fumantes Divulgação /UNIVERSIDADE DURHAM
Foto: Divulgação / UNIVERSIDADE DURHAM
Os efeitos do tabagismo durante a gravidez podem ser refletidos nos movimentos faciais dos fetos, afirma uma pesquisa realizada pelas universidades britânicas Durham e Lancaster. Segundo os cientistas, os resultados ressaltam que o fumo da mãe é prejudicial aos bebês enquanto se desenvolvem no útero.
Ao observar 80 ecografias em 4D de 20 bebês, os pesquisadores descobriram que os fetos cujas mães eram fumantes apresentaram uma taxa significativamente maior de movimentos da boca em comparação com os níveis normais. A razão para essas reações pode estar no sistema nervoso central, que controla os movimentos em geral e, em particular, os faciais.
As quatro mães fumantes consumiam uma média de 14 cigarros por dia. As outras 16 mulheres não fumavam. Todos os fetos foram avaliados clinicamente e eram saudáveis ao nascer.
Assim como em outros estudos, a pesquisa também mostrou que estresse e depressão materna também impactam sobre os movimentos fetais. Mas houve aumento dos movimentos da boca e das mãos em bebês cujas mães fumaram.[Fonte: ZH]

Oito anos depois, bebê fumante da Indonésia finalmente começa a ter vida normal

Reprodução


Era 2007 quando o mundo todo ficou chocado com a rotina de Ardi Rizal. Morador da Indonésia, ele era apenas um bebê de dois anos, mas já fumava nada menos do que 40 cigarros por dia. Oito anos depois, sua vida mudou bastante.

De lá para cá, Ardi viveu uma luta intensa para largar o vício pelo cigarro. Sua família garante que em 2010, aos cinco anos, ele parou de fumar. Na época, porém, trocou seus vícios e viveu um novo problema de saúde: a obesidade.

Reprodução

Ao invés de fumar, a criança comia. Sua mãe, culpada pela situação, dava cada vez mais comida para o filho. A batalha contra a obesidade, então, tornou-se tão intensa quanto a contra o tabagismo. E, aos poucos, Ardi começa a vencer.

Depois de chegar em um grau de obesidade extremamente preocupante — tanto quanto seu nível de tabagismo —, o menino foi submetido a acompanhamento psicológico. Oito anos depois de fazer ficar famoso de maneira negativa, começa a ser uma criança comum pela primeira vez.

Ardi agora tem uma rotina que condiz mais com sua idade, com idas à escola, refeições balanceadas e, principalmente, longe da nicotina. Os médicos garantem que, se seguir a rotina, ele conseguirá ter uma vida adulta regular. 

Veja como ele está agora:
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Menino será colocado para adoção pois pais fumam demais


Reprodução

A Justiça do Reino Unido decidiu colocar para adoção um menino de dois anos por conta da relação de seus pais com o cigarro. Uma juíza avaliou que a casa onde ele vive com os parentes é uma ameaça ao seu bem estar.

Julie Allen, inspetora de saúde responsável pelo caso, afirmou à Justiça que a residência era tão tomada por fumaça de cigarro que ela mesma não conseguiu respirar no interior da casa. Tendo em vista essa avaliação, os pais perderam a guarda da criança.

Além da quantidade fora do normal de fumaça, a casa tinha muito lixo espalhado, sendo a maioria deles maços de cigarros vazios. Para piorar a situação, a criança é diagnosticada com problemas respiratórios e tem, inclusive, uso de inalador prescrito.[Fonte: Yahoo]

“O garoto dormia em um sofá e já enfrentava problemas de saúde por algum tempo. Tudo isso me levou a uma decisão difícil e inevitável, já que os riscos para a saúde da criança são enormes. A adoção é uma opção disponível”, afirmou a juíza Louise Pemberton.

Bebê de dois anos fuma 40 cigarros por dia


Um bebê na Indonésia, com dois anos de idade, fuma 40 cigarros por dia. Enquanto ele brinca na motoca, aproveita para dar uma tragada. Foi o próprio pai quem deu o primeiro cigarro para a criança. Na época, ele tinha 18 meses.

A mãe do garoto acredita que ele está viciado. Ela contou ao jornal inglês "The Sun" que, quando não recebe os cigarros, bate a cabeça contra a parede. Já o pai afirma que o filho parece saudável. "Eu não vejo problema", disse.

No país, é comum crianças fumarem. O hábito do garoto custa mais de R$ 10 por dia para a família asiática. [Fonte: Yahoo Notícias]

Clique aqui para ver o vídeo do garoto fumando

O drama dos filhos de fumantes...

Jonathan Gabriel, 11 meses, está internado com problemas respiratórios. Dos seus onze meses de vida, três deles Jonathan Gabriel passou internado em hospitais pediátricos, sendo tratado de complicações respiratórias provocadas pelo fumo passivo. Sua mãe, Maria das Graças Oliveira Medeiros, 19 anos, é ex-fumante; mas seu marido e sua sogra não largaram o cigarro e até hoje fumam dentro de casa, poluindo o ambiente doméstico. O pequeno José Érico, de apenas cinco meses, divide o quarto da UTI com Jonathan no Hospital Infantil Varela Santiago, onde estão internados. Ele também sofre as conseqüências do tabagismo dos pais. Mesmo com pouco tempo de vida, as duas crianças citadas acima já apresentam sinais no organismo típicos de fumantes. Muitos dos casos que chegam aos hospitais pediátricos estão relacionados às doenças respiratórias — asma, bronquite, sinusite, pneumonia. Boa parte delas é provocada ou agravada pela fumaça do cigarro daqueles que, sem um senso mínimo, fumam em casa, na frente das crianças.Uma pesquisa realizada no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) detectou que 24% das crianças de 0 a 5 anos de idade apresentavam vestígios de nicotina no organismo, quando, na verdade, a concentração deveria ser zero. Foram analisadas, numa primeira etapa, 78 garotos. Mais à frente, foram realizados exame de urina em mil crianças de uma escola particular paulista. Os resultados apontaram que 51% deles são fumantes passivos.A presença de nicotina no organismo dessas crianças é o primeiro passo para o vício futuro, pois ela atua diretamente no sistema nervoso autônomo, além de ser uma substância cancerígena. Fumar durante a gravidez pode gerar fetos anormais, nascimento prematuro ou até mesmo óbito. Durante a amamentação, a mãe que fuma transmite nicotina para o filho.

O tabagismo é considerado hoje a terceira maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo exagerado de álcool. Existem cerca de dois bilhões de fumantes passivos no mundo. Desse total, estima-se que 70 bilhões são crianças. No Brasil, seriam 15 milhões. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo uma doença pediátrica, pois a grande maioria dos fumantes começa a fumar antes dos 19 anos.


Hospital lotado

A pediatra e diretora médica do Hospital Infantil Varela Santiago, Maria da Penha Paiva, diz não ter estatísticas de fumo passivo na infância aqui no Rio Grande do Norte, mas confirma que a procura por tratamento de doenças respiratórias em crianças é muito grande, e que a situação se agrava ainda mais neste período do ano, de frio e fumaça dos festejos juninos. “Quando a criança chega ao hospital com problemas respiratórios, encaminhamos ao pneumologista. Depois, conversamos com os pais para orientar que não fumem na frente do filho”, diz Penha Paiva. “Depois que a criança é internada é que percebemos se a mãe é fumante ou não.”A diretora médica do Varela Santiago confirma também que a freqüência maior é de crianças na faixa etária entre 0 e 5 anos. “A fumaça do cigarro também agrava a situação daquelas crianças que já têm algum problema respiratório, como sinusite, asma, bronquite e até mesmo pneumonia”, diz ela.


Parentes que fumam

Maria das Graças, a mãe de Jonathan — aquele do início da matéria — conta que fumou até o terceiro mês de gravidez, quando foi proibida pelo médico de seguir no vício. O resultado disso tudo não tem sido nada positivo. Ao dar entrada no Hospital Infantil Varela Santiago, seu filho foi direto para a UTI, com sintomas de cansaço e pneumonia.“Ele tosse muito, o nariz fica escorrendo, fica com a respiração cansada e sem oxigênio. A médica disse que se quisesse meu filho vivo tinha que parar de fumar”, diz Maria das Graças. “Converso com meu marido para ele parar de fumar, mas o vício é uma coisa nojenta.”Já segundo Maria Fernandes Pereira, bisavó de José Érico, também citado no início do texto, os pais da criança fumam muito. E por ser pequena a casa onde moram, a poluição doméstica só piora. O garoto nasceu prematuro, com sopro no coração e pneumonia, de acordo com a bisavó. Quando José Érico receber alta, ela não vai permitir que seu bisneto volte mais para casa com os pais fumando do jeito que fumam.“Minha filha ainda fuma, mas já mandei ela parar. Sei o que é isso, pois sempre fumei, mas faz treze anos que parei. Nunca fumei na frente dos meus filhos”, diz Maria Fernandes.


Curiosidades

-O fumante passivo pode conter no sangue, urina e saliva quantidade de nicotina equivalente à encontrada em fumantes de um a dez cigarros por dia, dependendo do número de horas de exposição à fumaça.

-O Brasil é o sexto maior mercado de cigarros do mundo e, desde 1994, é o primeiro na exportação de folhas de tabaco, apesar de ser o quarto maior produtor mundial.

- Um terço da população adulta fuma no Brasil, o que representa 11,2 milhões de mulheres e 16,7 milhões de homens, segundo a OMS e o Instituto Nacional do Câncer.

- O tabagismo causa cerca de um milhão de mortes por ano na China. No país, morrem anualmente 100 mil pessoas devido a doenças relacionadas ao tabagismo passivo.

- O Japão é um dos países industrializados onde se consome mais cigarro, segundo a OMS. Os 42 milhões de viciados fumam uma média de 130 pacotes por ano. É o 3º consumidor mundial de tabaco, atrás da China e dos EUA.

- A Rússia é o país com maior percentagem de fumantes no mundo. Cerca de 70% dos homens e 30% das mulheres fumam.

- No Chile, cerca de 14 milhões de pessoas morrem, a cada ano, por causas atribuídas ao tabaco. O país tem a maior taxa de consumo de cigarro na América Latina, com 42%, junto com a Argentina.

- A Organização Mundial de Saúde indica que mais de 40 mil argentinos morrem anualmente devido ao tabagismo.

- No México, o número anual de mortes supera os 53 mil, numa média de 147 óbitos por dia.- Em Honduras, são consumidos anualmente cerca de 120 milhões de maços de cigarro e as crianças começam a fumar aos oito anos.

- Em Cuba, mais de dois milhões de pessoas fumam e 40% dos fumantes começaram entre 12 e 16 anos. - A Alemanha registra cerca de 140 milhões de mortes anuais em conseqüência direta do cigarro. Um terço da população adulta fuma.

- Nas Filipinas, cerca de 60% dos homens são fumantes e o Estado filipino gasta cerca de US$ 1 bilhão com despesas na área de saúde.

- Nas grandes cidades, o fumo polui mais séria e nocivamente o ambiente do que as indústrias e os veículos automotores.


Cléia Amaral, pneumologista pediatra: “Filhos de pais fumantes têm risco maior de ter pneumonia”


Trabalhando no Hospital Infantil Varela Santiago e no Hospital Pediátrico da UFRN (Hosped), a pneumologista Cléia Amaral atende constantemente casos de crianças, na faixa abaixo dos cinco anos de idade, com complicações respiratórias decorrentes do fumo passivo. Asma, bronquite, sinusite e pneumonia são as doenças mais freqüentes em crianças que convivem com fumantes em casa. Confira trechos da entrevista que a especialista concedeu ao TN Família.


TRIBUNA DO NORTE - São freqüentes, em Natal, casos de crianças que precisam ser internadas por problemas respiratórios causados pelo fumo passivo?


Cléia Amaral – Isso acontece constantemente. Em casos de crianças que não têm asma controlada, na maioria das vezes, os pais são fumantes. Às vezes, a mãe até fuma com a criança nos braços. Termina que a criança fica mais predisposta a ter infecções respiratórias, e até infecções complicadas tipo pneumonia. As crianças que têm pais fumantes, principalmente a mãe, têm um risco, em média, sete vezes maior de ter pneumonia do que aquela que não convive com fumantes”


TN - Há casos de óbito decorrente disso?


CA - Dependendo se a criança é prematura, desnutrida, se ela já tem outros fatores de risco, se ela é constantemente submetida à fumaça do cigarro, esse risco aumenta mais ainda. Então, acontece de ter óbito sim. Não temos estatísticas nossas mostrando isso. Mas, com certeza, tem uma co-relação.


TN – É dada alguma orientação aos pais fumantes que chegam ao hospital com seus filhos doentes?


CA – A mãe é orientada a não fumar dentro de casa e sobre os riscos que a criança está sendo submetida. Mas, infelizmente, isso é uma constante. Às vezes, por ignorância, a mãe acha que isso não acontece.


TN – E qual o tratamento em casos de complicação respiratória? Qual o procedimento quando a criança chega ao hospital?


CA – Ela é internada e, normalmente, vai para a hidratação venosa — pois a maioria, quando interna, é de casos complicados. Quando é uma pneumonia mais simples, dá para tratar em casa; mas quando chega ao hospital vai para a medicação venosa, antibiótico venoso, usamos medicação para dilatar os brônquios, broncodilatadores, quando é necessário, do tipo nebulização. E quando a criança está em condições, damos alta para manter o tratamento em casa, pois na maioria das vezes não é necessário ela ficar internada até curar totalmente. Geralmente, o tratamento termina em casa. Um dos tratamentos também é a higiene ambiental, que é, justamente, esclarecer a mãe para não fumar dentro de casa.


TN – Há muitos casos de reincindência?


CA – Há sim, principalmente de crianças asmáticas, que são as mais prejudicadas. O fumo é um irritante para os brônquios de qualquer pessoa, tanto faz adulto ou criança. Termina que tem casos repetitivos, desencadeados por fumaça e infecções virais.

O perigo do fumo passivo...

De cada 10 crianças brasileiras, entre quatro e seis vivem em casas onde se fuma:

Apesar de não colocar cigarros na boca, um terço da população mundial está sujeita aos males do tabaco. São os fumantes passivos ou involuntários, grupo que tem 30% mais chances de sofrer de uma doença coronária por inalar fumaça alheia, segundo um estudo de cientistas guatemaltecos apresentado no mês de maio no 16° Congresso Mundial de Cardiologia, realizado na Argentina.

O aparecimento de doenças depende do volume de fumaça inalada e do tempo de exposição. No estudo da Guatemala, os pesquisadores constataram alterações na função das artérias dos não-fumantes em 30 minutos de exposição à fumaça. A longo prazo, isso pode representar um risco duas a três vezes maior de desenvolver câncer de pulmão.

No mundo, a Organização Mundial de Saúde estima que o número de fumantes passivos alcance 2 bilhões de pessoas, sendo 700 milhões de crianças. A quantidade é superior ao número de fumantes ativos, estimado em 1,2 bilhão de pessoas - desses, 30 milhões são brasileiros. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer não tem dados sobre o número de fumantes passivos.

Para o pneumologista Alexandre Milagres, coordenador do Programa de Controle do Tabagismo do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, do Rio, o surgimento de doenças nos fumantes involuntários também está relacionado à predisposição genética. No caso de um casal em que o marido fuma e a mulher convive com a fumaça, seria como se a mulher desenvolvesse câncer de pulmão por ter predisposição genética e o marido, não.

– O fumante sem predisposição genética é capaz de fumar uma quantidade grande de cigarros por toda a sua vida e não desenvolver o câncer de pulmão. Já a mulher desse paciente, se conviver com ele por longo tempo aspirando fumaça, pode desenvolver a doença sem nunca ter fumado – explica o médico.

Em geral, os males que atingem os fumantes passivos são os mesmos que afetam as pessoas que têm o hábito de fumar. Para os não-fumantes, a fumaça mais prejudicial é a que sai direto da brasa do cigarro, chamada de corrente lateral. Ela libera no ambiente cerca de 4,7 mil substâncias tóxicas, uma parte delas cancerígena. Já a fumaça expelida pela boca ou pelas narinas, chamada de corrente principal, tem menos agentes tóxicos, uma vez que parte fica retida no filtro do cigarro ou é absorvida pelo organismo do fumante.

Nos fumantes involuntários adultos, a fumaça aumenta os riscos de acidente vascular cerebral, câncer de pulmão, infarto e angina (dor no peito), além do agravamento de problemas respiratórios, como enfisema, bronquite e asma.

Segundo o pneumologista do Complexo Hospitalar Santa Casa Luiz Carlos Corrêa da Silva, coordenador do Programa Fumo Zero, da Associação Médica do Rio Grande do Sul, o principal problema da fumaça é a inalação de monóxido de carbono, que prejudica a ação da hemoglobina, proteína que transporta o oxigênio pelo organismo.

Infância sob o risco do cigarro

Sob a fumaça do cigarro de pais e familiares, uma legião de crianças está exposta a doenças do mundo dos fumantes. De cada 10 crianças brasileiras, entre quatro e seis vivem em casas onde o hábito de fumar é uma prática freqüente do pai, da mãe ou de ambos, segundo a Sociedade Americana de Câncer.

No mundo, 700 milhões de crianças são fumantes passivos, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao conviver com uma pessoa que fuma um maço (20 unidades) por dia, o fumante passivo inala o equivalente ao consumo de três cigarros. Em um mês, de acordo com pesquisa da Universidade de Toledo, nos Estados Unidos, é como se a criança fumasse 90 cigarros.

De acordo com o pneumologista José Miguel Chatkin, coordenador do Programa de Cessação do Tabagismo e professor da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), as crianças que convivem com fumantes estão mais propensas a otites, bronquites, pneumonias e asma, o que favorece o aparecimento de sintomas respiratórios, como tosse, catarro e falta de ar.

Quanto mais jovem uma pessoa é, mais nocivos são os efeitos do cigarro no seu organismo. Nos recém-nascidos, a inalação da fumaça aumenta o risco de infecções, pneumonias e de incidência da síndrome da morte súbita infantil, que acomete principalmente bebês nos primeiros seis meses de vida.

Mesmo dentro da barriga da mãe, a criança está desprotegida do cigarro. Quando a mãe dá uma tragada, as substâncias tóxicas inaladas são transmitidas ao feto por meio da corrente sangüínea e do cordão umbilical.

– Vejo mães fumando durante a gestação com muita freqüência. Se a mãe segue sendo tabagista, consome de 20 a 30 cigarros por dia, que é a média brasileira. Durante os nove meses da gestação, imagine o que é a exposição desse feto – analisa o pneumologista Alexandre Milagres, coordenador do Programa de Controle do Tabagismo do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, do Rio.

Durante a gestação, o fumo pode provocar aborto espontâneo e parto prematuro. O bebê está mais propenso a nascer com baixo peso e a ter comprometido o seu desenvolvimento intelectual. Ao nascer, a criança dependente de nicotina entra no que os médicos chamam de período de abstinência, que resulta em choro demasiado, insônia e tensão. Entre as mães fumantes, a produção de leite é menor, e o desmame, normalmente, ocorre mais cedo do que o normal.

Ao atingir a adolescência, o filho de uma mãe fumante tem mais chances de se tornar dependente do cigarro. É como se trouxesse no cérebro lembranças da nicotina. Segundo Milagres, uma pesquisa recente constatou que a presença de um gene pode favorecer o vício:

– Antigamente, a gente dizia que cem cigarros eram suficientes para se viciar. Agora, existem genes que provam que apenas um cigarro pode ser suficiente para tornar uma pessoa dependente. Hoje, tentamos falar para as crianças que elas não devem experimentar nicotina, da mesma forma que o crack.

Crianças são maiores vítimas do fumo passivo, diz estudo

ATLANTA - Cerca de metade dos norte-americanos não fumantes ainda respiram fumaça de cigarro, mas a porcentagem diminuiu dramaticamente desde o início da década de 1990, de acordo com um estudo governamental.

A razão principal do declínio no fumo passivo é o crescente número de leis e políticas que banem o fumo nos locais de trabalho, bares, restaurantes e lugares públicos, disseram os pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Outro fator é a queda no número de adultos fumantes: ele está agora abaixo de 20%, de acordo com os números de 2007 do CDC.

O novo estudo descobriu que cerca de 46% dos não fumantes tinham sinais de nicotina em seus exames de sangue feitos de 1999 até 2004. Esse número representa uma queda em relação aos 84% encontrados quando testes similares foram feitos no fim da década de 1980 e início da década de 1990.

No entanto, as autoridades pararam de celebrar. "Ainda é um número muito alto", disse Cinzia Marano, uma das autoras do estudo. "Não há algo como um nível seguro de exposição."

Cigarros causam câncer de pulmão e outras doenças fatais não apenas em fumantes, mas também nos fumantes passivos, mostra o estudo.

Para os não fumantes, o fumo passivo aumenta seu risco de câncer em cerca de 20% e de doenças do coração em 25%. Crianças expostas ao fumo passivo correm o risco de terem ataques de asma, problemas de ouvido, infecções respiratórias e síndrome da morte súbita, disseram representantes do órgão de saúde.

O novo relatório do CDC tirou seus dados da pesquisa nacional de saúde e nutrição, um estudo governamental que levas os pesquisadores às comunidades. Os participantes foram questionados sobre sua saúde, fizeram exames de sangue e físicos.

Os exames de sangue procuraram por cotinina - um subproduto da nicotina que geralmente é detectável por até cinco dias.

Os exames de sangue são importantes porque muitas pessoas subestimam sua exposição ao fumo passivo, disse Terry Pechacek, diretor associado para ciência no CDC.

O novo relatório se concentrou nos dados coletados de cerca de 17 mil não fumantes de 1988 até 1994, e mais ou menos o mesmo número de 1999 até 2004. Pessoas a partir dos 4 anos de idade foram incluídas.

O declínio do fumo passivo não foi dramático entre negros não fumantes como foi entre brancos e mexicanos. A proporção de negros expostos à nicotina caiu de 94 para 71%, enquanto para brancos a queda foi de 83 para 43% e para mexicanos de 78 para 40%.

Também preocupante é o fato de que as exposições para crianças não caíram tanto quanto para adultos. Mais de 60% das crianças de 4 a 11 anos foram expostas à nicotina de 1999 a 2004.

"Obviamente, a exposição acontece em casa", disse Thomas Glynn, diretor da Sociedade Americana do Câncer.

"Os pais precisam se conscientizar de que essa exposição é perigosa e de que eles precisam ter atitudes que garantam que suas crianças não sejam expostas ao cigarro", disse Pechacek. (Fonte: O Estadão)

Irmãos de 4 e 9 anos se tratam para parar de fumar

Dois irmãos, de 4 e 9 anos de idade, estão em tratamento, em Taiwan, para parar de fumar. O pai dos meninos, na cidade de Gaoxiong, levou-os ao centro de reabilitação depois de perceber que eles roubavam seus cigarros e charutos.
De acordo com informações no site Ananova, o pai contou ao jornal China Times que já desconfiava do vício em nicotina dos meninos, mas a situação "é difícil de aceitar".Os garotos admitiram que roubavam os cigarros e disseram que faziam isso porque o pai lhes parecia "charmoso" ao fumar.
No centro de reabilitação, o médico Xue Guangjie criticou o pai por falhar na continuação do tratamento. "Ele veio a apenas duas sessões, e a melhor maneira de resolvermos o problema de adição das crianças seria com o bom exemplo do pai", explicou. (Fonte: Terra)

Para reflexão...

Conselho de mãe..., não fume!

Mário Albanese

Não importa se você tem 5 ou 50 anos, o vício não perdoa e fará parte de sua vida para sempre. O jeito para o fumante é saber que o conhecimento sobre o assunto é uma arma valiosa que está ao seu alcance, mesmo que seja notado como fato importante. A dor faz parte do vício. Traiçoeira e punitiva a nicotina é imoral e implacável no seu objetivo de escravizar fumante. Para o tabagismo não há silêncio bom! Por isso é preciso falar, advertir o fumante com palavras de alento, esperança e afeto para que perceba que existe compreensão e tolerância ao seu redor e que a mágica para acabar com o sofrimento pela falta de nicotina no organismo, acontecerá parando com o fumo. O cigarro no momento da fissura é irresistível! Para que se constate essa realidade basta analisar o gestual do fumante. Em apenas 10 minutos o irresistível vira lixo desprezível. Não é sequer reutilizado por ser inútil para reaproveitamento. O descarte da bituca é feito pelo fumante com desdém e em qualquer lugar, no chão, na rua, no prato de comida, nas floreiras, nos jardins, seja lá onde for! A indiferença desse gesto é repetida sem remorso nem civilidade e faz parte do seu gestual. Por que? Por causa do vício que o obriga a ignorar regras sociais de convívio e educação. A preservação da saúde atrela-se à lei da vida. Os fumantes surfam na onda do prazer, cegos e surdos a tudo que contrarie esse efeito enganoso. Enganoso sim, pois é a falta de nicotina no organismo que verdadeiramente incomoda. Combater o tabagismo representa superar os maus exemplos que dão aos jovens a idéia que a corrupção, arbitrariedade, intolerância, injustiça e impunidade são situações normais da vida nacional Infelizmente a sociedade brasileira aprendeu a conviver com essa realidade e continua passiva e indiferente. O quadro favorece aos contraventores que, ignorando a lei, encontram terreno fértil para tripudiar a saúde pública sem pejo, acanhamento ou pudor. A verdade sobre o tabagismo está encarcerada pelo poder econômico dos únicos interessado de manter o statu quo, ou seja, a situação no estado em que se encontra. As tabaqueiras sabem que a solidariedade dos fumantes lhes é garantida pelo vício e por isso fazem da mentira o seu escudo. Sem sinalização, a lei, humilhada pela ausência de coerção, serve como incentivo para o que deveria proibir. Com isso o faz-de-conta continua porque a atual geração já está com suficiente dependência à nicotina para garantir ainda muitos anos de lucro. Enquanto isso acontece, as medidas de aparência dos poderes constituídos, nada resolvem e ainda prejudicam.. . A preservação do meio ambiente está na sua mão... Apague, antes de entrar!
Acreditando que o pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza, a ADESF conta com seu imprescindível apoio. Obrigado.
Mário Albanese – Presidente.

Tecnologia contra o cigarro...

Rugas podem ser decisivas para comprar cigarro no Japão:

Máquinas que vendem cigarros no Japão podem começar em breve a contar as rugas, o tamanho dos pés e outros detalhes da pele para verificar se quem está comprando tem idade suficiente para fumar.
A idade legal para fumantes no Japão é de 20 anos e, como forma de adequar as máquinas à nova regulamentação que começa a valer a partir de julho, uma empresa desenvolveu um sistema para identificar a idade baseado nos detalhes da face.
Para comprar o cigarro, o usuário precisará olhar para uma câmera digital na máquina. O sistema da Fujitaka vai comparar as características faciais do comprador com um banco de dados de cerca de 100 mil pessoas, afirma Hajime Yamamoto, um porta-voz da empresa.
"Com o reconhecimento facial, conforme as alterações no seu rosto, você poderá comprar cigarros como antes. Problemas menores, como de cartões de identificação emprestados, serão evitados", disse Yamamoto.
O governo japonês ainda precisa aprovar o novo método de identificação. No entanto, ainda há alguma preocupação quanto a precisão do sistema.
O porta-voz da empresa afirma que o sistema pode identificar corretamente cerca de 90% dos usuários. O restante, segundo ele, entrariam em uma "zona cinzenta", onde estariam jovens que parecem mais velhos e adultos com "rosto de bebê". Nestes casos, eles poderiam utilizar sua licença de motorista para comprar cigarro.
O número de jovens fumantes no Japão tem caído, mas dados do ministério da saúde de 2004 mostram que 13% dos homens e 4% das mulheres em idade escolar equivalente ao terceiro ano do ensino médio no Brasil --entre 17 e 18 anos-- fumam todos os dias.

'Fumantes tornam filhos doentes', diz hospital britânico

Um dos principais hospitais britânicos disse que um terço das crianças que atende em determinados casos ficam doentes porque os pais fumam na frente delas.
A incidência de bronquite, asma e infecções no ouvido poderia ser reduzida se os pais abandonassem o tabagismo, disse Steve Ryan, diretor clínico do Hospital Alder Hey, de Liverpool, no norte da Inglaterra. Segundo Ryan, os pais mentem com freqüência sobre se fumam ou não na frente dos filhos. A Fundação Britânica para o Pulmão diz que 17 mil crianças com menos de cinco anos recebem tratamento médico a cada ano por exposição à fumaça de cigarros.


'Sentimento de culpa'
A cada 35 mil crianças atendidas no hospital de Liverpool a cada ano, 2 mil precisam de assistência médica porque foram expostas ao fumo pelos pais, disse Ryan em entrevista na Rádio BBC Five Live. Entre um quarto e um terço dos menores com males como infecções pulmonares e asma eram fumantes passivos.
Os pais costumam saber das implicações de fumar perto de seus filhos, acrescentou o médico.


"As pessoas se sentem culpadas."
"Se fosse fácil, eles parariam. Cuidar de crianças é divertido mas pode ser estressante e, para alguns, cigarros são uma forma de aliviar a tensão."
Para ele, legislação coibindo o tabagismo não é uma solução para o problema. É necessário conscientizar os pais dos vários graus de risco apresentados pelo hábito de fumar.
Ryan disse que o risco maior para os menores é quando os pais fumam dentro do carro, onde as crianças estão "presas" e expostas a fumaça concentrada.
Mães fumantes representam um risco maior do que pais fumantes e fumar no mesmo cômodo de uma criança também traz um alto risco, afirmou. (Fonte: BBCBrasil)

Fumo ameaça mães nos países em desenvolvimento

A exposição das grávidas ao tabaco nos países em desenvolvimento cresce em ritmo alarmante, disseram pesquisadores do governo norte-americano na quinta-feira. Nesses países, é cada vez mais comum que as mulheres e seus filhos se transformem em fumantes passivos em suas casas, e muitas estão experimentando cigarros, o que aumenta o risco de câncer, doenças cardíacas e outras enfermidades não só para elas mesmas, mas também para as crianças. "O uso do tabaco e a exposição à fumaça por parte das grávidas ameaça impedir ou reverter os atuais esforços para melhorar a saúde materna e infantil no mundo em desenvolvimento", disse Michele Bloch, do Setor de Pesquisas de Controle do Tabaco do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, cujo estudo foi publicado na revista American Journal of Public Health. É o primeiro estudo a examinar o tabagismo, o fumo passivo e as atitudes das grávidas em relação ao tabaco nos países em desenvolvimento. Foram ouvidas 8.000 grávidas em dez cidades de nove países --Argentina, Uruguai, Equador, Brasil, Guatemala, Zâmbia, República Democrática do Congo, Paquistão e Índia (duas localidades) . Até 18 por cento das grávidas fumavam, até um terço delas consumia tabaco na forma sem fumaça, e até metade estava habituada a respirar fumaça do cigarro de terceiros. Bloch disse que isso representa uma forte mudança em relação às mulheres dos países em desenvolvimento, onde historicamente apenas cerca de 9 por cento fumam, em parte devido a tabus culturais.
O tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis entre mulheres nos países desenvolvidos, e Bloch disse que as conclusões permitem que haja alguma intervenção antes que as mulheres nos países pobres as alcancem nessa triste estatística. "A América Latina é onde a epidemia do cigarro é mais avançada, particularmente no Uruguai, onde 78 por cento de todas as grávidas disseram já ter provado cigarros", disse Bloch por telefone. Na Argentina, segundo ela, 75 por cento das grávidas ouvidas já fumaram alguma vez, tendência que se repetiu em toda a região. Segundo Bloch, a queda de novas barreiras econômicas e culturais contra as mulheres deve fazer com que haja cada vez mais fumantes. "Crianças pequenas no Paquistão são frequentemente ou sempre expostas à fumaça do tabaco em lugares fechados. Os números são altos também em Argentina, Brasil, Uruguai e em um dos Estados indianos", acrescentou Bloch.
O fumo durante a gravidez pode provocar partos prematuros, baixo peso no nascimento e a morte súbita do bebê. Nos adultos, provoca câncer, especialmente de pulmão. O fumo passivo provoca câncer em adultos e problemas pulmonares em crianças pequenas, como a pneumonia.

Filhos em perigo!

Pais ignoram os riscos de exposição dos filhos ao fumo passivo, diz estudo:

Os pais ao redor do mundo estão fazendo muito pouco para proteger seus filhos da exposição ao fumo passivo, segundo pesquisadores da Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomberg. O fumo passivo tem sido extensivamente relacionado ao aumento do risco de diversas doenças e de morte prematura. Porém, o estudo conduzido em 31 países descobriu que 82% dos pais que fumam o fazem perto de seus filhos. Medindo a qualidade do ar dentro das casas, eles observaram que os níveis de nicotina era 17 vezes maior nas casas que tinham pelo menos um fumante. E, ao avaliar amostra de cabelo das crianças, os cientistas detectaram nicotina em 78% das crianças que viviam com fumantes, contra 59% naqueles não moravam com fumantes.

Crianças são vítimas do fumo passivo!


Iniciativa global para proteger crianças do fumo passivo:

É uma estatística surpreendente: 700 milhões de crianças - quase a metade dos jovens do mundo - respiram ar poluído pela fumaça de tabaco. As pessoas que fumam em espaços confinados, como dentro de casa ou no carro, submetem outras pessoas a uma mistura perigosa de toxinas, inclusive nicotina, monóxido de carbono e cianeto, mesmo quando as janelas estão abertas. O fumo passivo expõe crianças a riscos crônicos de saúde:- Aumenta o risco de um bebê morrer subitamente de causas inexplicáveis- Contribui para o peso baixo de nascituros e prejudica o desenvolvimento dos pulmões- Causa bronquite e pneumonia em adultos jovens- Aumenta o risco de infecções auriculares, asma, tosse e respiração ofegante entre crianças em idade escolarEssas ameaças à saúde ressaltam a necessidade de os pais protegerem as crianças do fumo passivo. Na primeira campanha global deste gênero, a International Union Against Cancer (UICC) [União Internacional Contra o Câncer] e membros do mundo inteiro conduzirão uma iniciativa para promover às crianças ambientes livres de fumo. A campanha "I love my smoke-free childhood" (Adoro minha infância livre de fumo) foi lançada no Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, com estas mensagens para os pais:- Evite fumar em casa ou no carro- Alerte as crianças para ficarem longe do fumo passivo ou de locais que permitem fumar- Ensine às crianças que não existe um nível seguro de fumo passivo- Não fume durante a gravidez ou perto de alguma mulher grávida- Use uma creche livre de fumo- Se você é fumante, pergunte ao médico como fazer para parar- Seja um modelo de comportamento para seu filho - não fumeEm apoio a essas mensagens, a UICC está publicando um relatório especializado de 40 páginas, "Protecting our children against secondhand smoke" [Protegendo nossos filhos contra o fumo passivo].A campanha "I love my smoke-free childhood" é o primeiro foco dentro da Campanha Mundial Contra o Câncer, um esforço qüinqüenal de prevenção do câncer lançado no Dia Mundial do Câncer de 2007. A Campanha oferece aos pais medidas simples para serem ulteriormente compartilhadas com as crianças na prevenção do câncer. (www.worldcancercampaign.org)"Quarenta por cento dos cânceres são evitáveis através de hábitos saudáveis. A primeira medida de prevenção é a educação, começando com pais e filhos. Cada história de sucesso significa menos vidas perdidas", diz Isabel Mortara, diretora executiva da UICC. "Os cânceres relacionados com o tabaco lideram a lista de mortes evitáveis, e centenas de milhares de pessoas que nunca fumaram morrem a cada ano de doenças causadas pelo fumo passivo. É por isto que esta iniciativa é tão importante".Além de objetivar individualmente as pessoas, a UICC encoraja os formadores de opinião a colocar o câncer nas agendas públicas. Um número crescente de países já adotou leis 100% livres de fumo, proibindo fumar em todos os espaços públicos fechados, sem exceção. A Irlanda foi o primeiro país a fazê-lo em 2004, seguida pelo Reino Unido, Nova Zelândia, Uruguai, Bermudas, Butão e Irã. Porto Rico e vários estados e cidades dos EUA adotaram também tais proibições. "Os países com leis 100% livres de fumo devem ser elogiados por seu legado em prol de famílias mais saudáveis. Nessas nações, a porcentagem de crianças expostas ao fumo passivo vem diminuindo com o tempo", diz o Dr. Franco Cavalli, presidente da UICC. "Embora tal tendência seja encorajadora, esta abordagem sozinha não protegerá as crianças do fumo passivo. É por isto que a educação dos pais é tão decisiva".No Dia Mundial Contra o Câncer, a UICC lançará um concurso global do desenho de uma placa indicativa de ambiente livre de fumo. O objetivo é o reconhecimento universal de uma placa "livre de fumo" para lares e carros. Pessoas físicas e agências criativas podem se inscrever. O trabalho artístico vencedor será anunciado em 5 de maio e ganhará US$5.000.
Fonte : PR Newswire

Vício precoce


Metade dos fumantes se vicia antes dos 14 anos:

Metade dos fumantes iniciou o vício entre 6 e 14 anos de idade. É o que revela pesquisa do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod). Foram ouvidas cerca de 500 pessoas atendidas na unidade estadual de São Paulo entre fevereiro de 2006 e fevereiro de 2007.Na infância, o início do vício aconteceu entre os 6 e os 11 anos para 13,46% dos fumantes. Outros 36,54% começaram a fumar entre os 12 e os 14 anos – faixa etária onde a iniciação ao consumo do cigarro é maior dentre todas as analisadas. Para 28,85% dos fumantes, o cigarro passou a fazer parte da rotina entre os 15 e os 20 anos de idade. “Os jovens são mais suscetíveis ao fumo, pois não sentem os efeitos de imediato. Quase 80% das pessoas começam a fumar antes dos 20 anos. Por isso é importante informá-los quanto aos riscos e os males que o hábito de fumar traz no futuro”, afirmou Luizemir Lago, diretora do Cratod.Prova de que os jovens são mais suscetíveis aos apelos do tabaco está no fato de que, segundo a pesquisa, apenas 7,69% das pessoas começam a fumar após os 25 anos – apenas 1,92% após os 30 anos. Além disso, o exemplo familiar é fator preponderante no estímulo ao fumo. Do total de pessoas pesquisadas pelo Cratod, 67% possuem um fumante na família. As mulheres querem mais parar de fumar do que os homens. Das 500 pessoas atendidas no Cratod, entre fevereiro de 2006 e fevereiro de 2007, 57% foram mulheres e 43%, homens. Elas alegam que a rejeição dos homens, redução da fertilidade, riscos de doenças cardiovasculares e câncer de pulmão estão entre os principais motivos para abandonar o vício.
Fonte : Correio da Bahia

Recém-nascido sofre com abstinência quando a mãe fuma na gravidez

Recém-nascido sofre com abstinência quando a mãe fuma na gravidez:
Estudo com mais de 50 bebês foi realizado nos Estados Unidos. Pediatras viram mudanças neurológicas iguais às de síndrome de abstinência.

Muito tem se estudado sobre os efeitos nocivos do cigarro durante a gestação. Evidências científicas apontam para o fato de que os efeitos farmacológicos da nicotina sobre o feto começam ainda na fase intra-uterina. Pesquisadores de Rhode Island, nos EUA, relatam os resultados de um estudo que buscou evidenciar alterações neurológicas e psíquicas em recém-nascidos causadas pela exposição à nicotina ainda no útero da mãe.



Foram estudados mais de cinqüenta bebes e suas mães, metade das quais era fumante. O nível de nicotina das mães fumantes foi determinado através do consumo relatado de cigarros e também através da dosagem da cotinina, um subproduto da nicotina na saliva materna.
Os bebês foram avaliados por pediatras que não sabiam se a mãe da criança era fumante ou não. Os médicos registraram níveis de excitabilidade e irritabilidade dos bebês, bem como sintomas gástricos, neurológicos e visuais. Após serem afastados os fatores que poderiam alterar os resultados, como uso de álcool pelas mães, associação com medicamentos ou drogas ilícitas, o resultado foi impressionante. Os bebês expostos a nicotina intra-útero apresentavam irritabilidade, hipertonicidade muscular e excitabilidade aumentadas, além de sinais neurológicos compatíveis com síndrome de abstinência de nicotina. Esse estudo é mais uma prova de que as mães em gestação não podem utilizar o cigarro. (FONTE: GLOBO.COM)

Infância e Tabagismo

Uma doença pediátrica chamada tabagismo:

Com o objetivo de conscientizar os profissionais de saúde de que o tabagismo já atinge as crianças, o pediatra e coordenador do ambulatório do HU-USP, João Paulo Becker Lotufo, baseado em sua experiência clínica e estudos realizados, lançou o livro Tabagismo, Uma Doença Pediátrica. Entre os estudos, o incômodo dos pais ao saber que os filhos estão doentes por causa do cigarro, e que o pediatra pode e deve aprender a lidar com o pai tabagista, dando orientação sobre higiene ambiental adequada e tratamento com intervenção mínima como terapêutica e profilaxia do cigarro. Ainda no campo da pediatria, o livro revela a relação entre tabagismo e doenças respiratórias, e a influência do tabagismo na fertilidade, gestação e lactação. Na parte prática, o livro destaca o trabalho realizado pela equipe multidisciplinar, através de capítulos voltados para a atuação de psicólogas, enfermeiras, odontólogos, nutricionistas e profissionais de Educação Física. Entre os temas abordados, destacam-se: História do Tabaco; o Grupo de Apoio para Pais Fumantes; Ambientes Livres do Cigarro; Relato de Casos Reais; e Tratamento Farmacológico para a Cessação do Tabagismo acompanhamento realizado por profissionais da saúde no HU. Abaixo, uma entrevista exclusiva com João Paulo Becker Lotufo para o Por um mundo sem tabaco.Entrevista1- Fale um pouco de sua trajetória em relação ao tema tabagismo.Iniciei meu trabalho com tabagismo em 2001, seguindo as orientações da Rede Européia dos Serviços de Saúde Sem Tabaco (RESSST), tornando o Hospital Universitário ambiente livre do cigarro, levando essa experiência a todos os funcionários da USP e atualmente, à população do Butantã (zona oeste de São Paulo).2- Como surgiu a necessidade de escrever o livro?O livro é a experiência do ambulatório do HU USP, trazendo noções científicas e casos clínicos de nossa atuação no dia-a-dia. O título do livro Tabagismo, Uma Doença Pediátrica revela a importância de alertar as crianças a partir dos 7 anos de idade sobre os riscos do vício, pois 1,5% delas já estão fumando a partir desta faixa etária. A influência da criança sobre o vício dos pais os leva a pensar sobre o hábito de fumar, ajudando-os a procurar ajuda.3- Ao falar de tabagismo pediátrico, como podemos distinguir entre jovens tabagistas e filhos de pais tabagistas?Há o tabagista ativo e o passivo. Em 78 amostras, 23,8% das crianças de 0 a 5 anos que freqüentaram o PS do HU USP tiveram cotinina urinária positiva, indicando a importância de divulgarmos que o tabagismo passivo é real.4- Sabemos que o campus da USP está sendo mobilizado para a questão do tabaco. Como será realizada a sensibilização dos técnicos de saúde para esta questão?Há mais de 50 unidades na USP e já percorremos 10 delas. Hoje atuamos no HU USP e deveremos continuar as pressões sobre tornar todos os prédios da universidade livres do tabaco. (Fonte : INCA)

Mãe que fuma na gravidez pode deixar de ser vovó

Estudo revela que cigarro afeta fertilidade do bebê, se for uma menina. Resultado comprova, mais uma vez, os males do tabagismo na gestação.


Cientistas canadenses descobriram mais um problema causado pelo fumo durante a gravidez e a amamentação, especialmente perverso porque só surge décadas depois do nascimento do bebê. Segundo o grupo, mães fumantes grávidas de meninas afetam a fertilidade das filhas.

Entenda os males que o cigarro causa durante a gravidez

Em um estudo com camundongos, Andréa Jurisicova e seus colegas da Universidade de Toronto observaram que as toxinas do cigarro absorvidas pelas bebês afetam a formação de seus óvulos (as mulheres, como a maioria das fêmeas de mamíferos, nascem com todos os óvulos que terão disponíveis por sua vida). O cigarro ativa excessivamente uma proteína que faz as células que formarão os óvulos morrerem.

Para o médico brasileiro, Ciro Qirchenchtejn, da Unifesp, que coordena o Centro de Tratamento HelpFumo, a notícia é surpreendente. “São efeitos do fumo que só vão surgir vinte, trinta anos depois do nascimento da criança”, afirmou ele ao G1.

O médico lembra que o cigarro também afeta a fertilidade da mulher que é exposta ao fumo apenas na vida adulta. E o mesmo é válido para o homem. “A primeira coisa que alguém vai falar para um casal que fuma em uma clínica de fertilidade é: parem”, explica o médico.

O cigarro envelhece os ovários e antecipa a menopausa em cerca de três ou quatro anos. O problema afeta principalmente aquelas mulheres que deixaram para ter filho mais tarde, para priorizar a vida profissional. Além disso, as toxinas do cigarro tem um efeito “antiestrogênico”, ou seja, impedem a ação do hormônio feminino. “Toda a feminilidade da mulher é alterada pela presença do cigarro”, diz Qirchenchtejn. (Fonte G1)

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