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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Tabagismo e disfunção endotelial


Pesquisadores verificam que exposição passiva ao tabaco está associada à disfunção endotelial:

Sabendo que a exposição aguda a ambientes com fumaça de tabaco influencia de maneira adversa na aterogênese, Aurelio Leone e Alberto Balbarini, da University of Pisa, na Itália, avaliaram através da ultra-sonografia braquial indivíduos expostos de forma passiva ao fumo. Segundo o artigo publicado na edição de Abril/Maio de 2008 da Angiology, 18 voluntários que nunca haviam fumado, sendo 12 homens e seis mulheres com média de idade de 34 anos, e dez homens que sofreram infarto prévio do miocárdio com média de idade de 53,8 anos participaram da pesquisa.

Os autores avaliaram a função endotelial dos participantes, por meio de ultra-sonografia braquial, em três momentos distintos: em repouso, em um ambiente livre de tabaco e em um ambiente poluído por combustão do cigarro (concentração de monóxido de carbono de 35ppm). Segundo a publicação, os pesquisadores ainda mediram a concentração de carboxiemoglobina antes e depois da exposição ao ambiente poluído, assim como, o diâmetro da artéria braquial, o diâmetro da mesma durante hiperemia reativa e o diâmetro após a administração de nitroglicerina sublingual (GTN) – vasodilatador. Essas medições foram feitas tanto em repouso como nos ambientes com e sem fumaça.

Com isto, eles perceberam que existe uma "forte correlação entre exposição a ambientes poluídos pela fumaça do tabaco e disfunção endotelial" em ambos os grupos avaliados. Nos participantes que haviam sofrido infarto, houve uma piora da vasodilatação independente do endotélio. Após a exposição desse grupo a ambiente com tabaco, houve ainda uma redução na média de fluxo de vasodilatação depois do GTN. Os pesquisadores destacam no artigo que "a exposição a ambientes com fumaça de tabaco pode ser um teste eficaz para identificar a disfunção endotelial e alterações arteriais da parede através da ultra-sonografia braquial".

Durante o estudo, os autores, segundo informam, não fizeram comparações entre os grupos saudáveis e pós-infarto do miocárdio, de forma que cada participante "funcionou como seu próprio controle".

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