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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fumo sobe risco de doença na perna


Estudo avaliou fatores ligados a doença arterial periférica, caracterizada por obstruções dos vasosCerca de 80% das pessoas que procuram um serviço de emergência precisam de amputação; mudar hábitos pode controlar o problema O cigarro é o fator de risco que mais se relaciona com a doença arterial periférica, caracterizada pela obstrução (por placas de gordura) dos vasos das pernas. Isso é o que mostra uma pesquisa da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que avaliou 407 pacientes acima de 30 anos com fatores de risco para a doença.Segundo o artigo, o tabagismo aumenta em seis vezes a chance de desenvolver o problema.
Outros fatores, como ter sofrido um infarto ou um derrame, elevaram entre duas e três vezes essa possibilidade.Na mesma pesquisa, a hipertensão teve uma relação mais forte com o aparecimento da doença do que o diabetes. “Provavelmente porque os diabéticos costumam se tratar mais”, diz Marilia Panico, chefe da disciplina de angiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj e autora do estudo. “Há muitos hipertensos que nem sabem que têm a doença.”Segundo a cardiologista Márcia Makdisse, gerente-médica do programa de cardiologia do hospital Albert Einstein, e que participou de um estudo epidemiológico sobre a doença concluído no ano passado, a quantidade de cigarros fumados também está diretamente ligada ao maior risco da doença.A doença arterial periférica é caracterizada pela formação de placas de gordura nos membros inferiores. Por isso, os fatores de risco são similares aos da doença cardiovascular (em que as placas se formam nas artérias do coração), como tabagismo, diabetes, colesterol alto, obesidade e hipertensão.
Sabe-se que apenas 10% dos doentes apresentam o sintoma mais característico da doença -a chamada claudicação intermitente. Trata-se de uma dificuldade ao caminhar caracterizada por uma dor na panturrilha (como se fosse um aperto) que aparece após a pessoa começar a se movimentar. Em repouso, a dor desaparece.Por isso, a doença costuma ser identificada quando já está em estágio avançado e pode levar a infecções e necrose. Dados anteriores apontam que, para 80% das vítimas que procuram um serviço de emergência por causa da doença, a única saída é a amputação.Por conta da falta de sintomas claros, principalmente os pacientes considerados de risco, como diabéticos e cardiopatas, devem fazer exames periódicos para afastar o risco da doença. “Nos pacientes com isquemia crítica, em que um machucado poderia levar à amputação, estamos conseguindo evitar a perda do membro com tratamento clínico e mudança de hábitos”, diz Panico.
MEDIÇÃO EFICAZ
A pesquisa também reforça que o índice tornozelo-braquial (a relação entre a pressão medida no braço e a medida na perna) é tão eficaz para detectar a doença quanto métodos mais sofisticados, como o ultrassom.“O ITB é subutilizado no mundo inteiro e foi sendo substituído por outros métodos”, diz Panico. “Ele não mostra o entupimento como o ultrassom, mas mede a quantidade e a velocidade de sangue.”Para chegar a esse índice, basta medir a pressão dos braços e das pernas. Se a diferença entre os valores for maior do que 10%, deve ser um sinal de alerta. “Qualquer médico pode fazer essa medida e deve-se focar nos grupos de risco, que são idosos, diabéticos, tabagistas e pessoas que já sofreram infarto ou derrame”, diz Makdisse. Além de servir para diagnosticar a doença arterial periférica, o ITB é um marcador do risco cardiovascular. Estudos mostram que o índice tem relação com a presença de entupimentos em outras regiões, como coronárias e carótidas.No Brasil, estima-se que a prevalência da doença arterial periférica na população geral esteja entre 10% e 17%. Nos Estados Unidos, estatísticas apontam que há 8 milhões de pessoas com claudicação. http://amp.org.br/
Fonte : Folha de São Paulo

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