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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Políticas antitabagismo no Brasil já salvaram mais de 400 mil vidas


As ações para o controle do tabagismo no Brasil já salvaram 420 mil vidas. E o aumento do preço do produto é responsável por cerca da metade da redução do número de fumantes no país, seja por diminuir a iniciação ou por estimular a cessação. As conclusões estão no artigo Os efeitos das políticas de controle do tabaco no Brasil, que os epidemiologistas Liz Almeida e André Szklo, da Divisão de Epidemiologia do INCA, e David Levy, do Departamento de Oncologia, da Universidade Georgetown (EUA) publicaram no dia 7 de novembro na versão online da Plos Medicine, uma das mais importantes revistas científicas da área. 

Utilizando um modelo de simulação, já testado por Levy em cerca de 30 países, foram obtidos números não só referentes ao período 1989-2010 (as ações de controle do tabagismo tiveram início no Brasil no final dos anos 1980), mas calculado também o que se pode esperar para as próximas quatro décadas. 

Umas das conclusões do levantamento dá conta de que, caso o Brasil não tivesse implementado nenhuma ação de controle do tabaco, a prevalência (percentual de fumantes) atual seria de 31% (ou aproximadamente um em cada três pessoas com 18 anos ou mais seria fumante). O modelo estimou que, em 2010, a proporção de fumantes no Brasil foi de  16,8%. . “Se tudo o que já foi feito até agora continuar sendo feito da mesma forma, até 2050 teremos conseguido evitar 7 milhões de mortes devido ao uso do tabaco. E se as ações atuais forem intensificadas, esse número pode chegar a 8,3 milhões”, revela André. 

Com as ações atuais já implementadas, a projeção é que cheguemos a 2050 com cerca de 10% de brasileiros, acima de 18 anos, fumantes. Já se as mesmas ações forem intensificadas, o índice poderá cair para aproximadamente 6%.  Exemplos de intensificação das ações são o aumento dos impostos sobre os cigarros, maior vigilância na restrição de acesso aos produtos do tabaco por crianças e adolescentes e expansão da oferta do tratamento do fumante na rede SUS. “Apesar de existir uma lei proibindo a venda de cigarro para menores, a pesquisa Vigescola (pesquisa de tabagismo em escolares) demonstrou que os jovens não têm dificuldades para comprar cigarros nas estabelecimentos comerciais. Se essa política for intensificada, a contribuição relativa na queda da prevalência pode aumentar de forma significativa”, diz Liz. 

Antes de ser utilizado, o simulador foi validado comparando-se os números reais apurados pela PETab (pesquisa especial de tabagismo em pessoas com 15 anos ou mais, de 2008) com os estimados pelo modelo  desenvolvido por Levy. “A prevalência de mulheres fumantes apurada pela PETab foi de 13,9% e a do modelo, 14%. Entre os homens, o percentual apurado pela PETab foi de 22,9% e o modelo estimou 22,6%. Isso demonstra que o modelo está sendo capaz de estimar valores muito próximos daqueles observados nas nossas pesquisas, esclarece André. 

O modelo levou em consideração as políticas de preço dos produtos do tabaco, ambientes livres de fumaça, campanhas na mídia, restrição da publicidade dos produtos,  prevalência de fumantes, uso de advertências nos produtos de tabaco, oferta de tratamento para o fumante e restrição de acesso de  crianças e adolescentes aos produtos.  Dentre as principais ações já implementadas, destacou-se o papel da política de preços dos produtos de tabaco na redução da prevalência estimada pelo modelo. 

Fonte: Agência de Notícias INCA 

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