O USO DE VAPs PODE SER FATAL!

 

Sarah tem asma e os médicos afirmam que o consumo de vape foi um dos fatores que contribuíram para a deterioração da sua saúde © MARY GRIFFIN

Uma jovem britânica de 12 anos sofreu um colapso pulmonar e passou quatro dias em coma induzido. Ela declarou à BBC que as crianças nunca deveriam fumar vape.

Sarah Griffin sofre de asma e fumava vape com muita frequência, até que foi levada ao hospital um mês atrás, com problemas respiratórios. Sua mãe, Mary, disse à BBC que teve medo de perder sua filha.

O governo britânico anunciou planos para restringir a promoção e venda de vapes para crianças. As propostas ficarão abertas para consulta pública nacional pelas próximas oito semanas.

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou que essas propostas irão "reverter o preocupante aumento do uso de vape entre os jovens", tornando os vaporizadores menos coloridos e menos atraentes para as crianças.

O ministro de Saúde do Reino Unido, Steve Barclay, declarou que o governo se compromete a tomar ações imediatas para a criação de leis após a consulta pública. Ele disse ao programa Today, da BBC Rádio 4, que "os diretores de escolas estão preocupados e os pais estão preocupados" com o marketing das companhias produtoras de vapes voltado para jovens.

Na recente conferência do Partido Trabalhista britânico (de oposição), o ministro paralelo da Saúde, Wes Streeting, afirmou que um eventual governo trabalhista "iria para cima" das companhias produtoras de vape que oferecessem às crianças aromas como "explosão de arco-íris".

A proposta do Governo Britânico

O governo do Reino Unido anunciou uma consulta nacional sobre suas propostas para combater o fumo de vape pelos jovens. Elas incluem:

  • restrição dos aromas e descrições dos vapes para que eles não sejam mais dirigidos às crianças

  • manter os vapes fora da vista das crianças nas lojas

  • regulamentar as embalagens de vaporizadores para que elas não sejam dirigidas às crianças

  • verificar se o aumento do preço dos vapes pode reduzir a quantidade de jovens usuários

  • considerar restrições à venda de vapes descartáveis, que, segundo os ministros, estão claramente ligados ao aumento do consumo por crianças e são imensamente prejudiciais ao meio ambiente.

Sarah Woolnough, da organização Asthma + Lung UK, afirma que gostaria de ver restrições ao marketing de vapes para que eles não sejam dirigidos às crianças.

Para ela, "os vapes descartáveis com seus baixos preços atuais, desenhos e opções de aroma de goma de mascar, são atraentes demais e de fácil acesso para as crianças".

O médico-chefe do Departamento de Saúde da Inglaterra, Chris Whitty, afirma que a venda de vapes ou cigarros eletrônicos para crianças é "absolutamente inaceitável".

Mas, segundo ele, o vape pode ser útil para que os fumantes abandonem o tabaco, por ser "menos perigoso que fumar".

12 Anos e em Coma

O quarto de Sarah Griffin na sua casa em Belfast, na Irlanda do Norte, é igual ao da maioria das meninas de 12 anos – uma penteadeira repleta de maquiagem, frascos de perfume e alisadores de cabelos, além de bonecos infantis sobre a cama

Mas era ali que ela também costumava esconder os vaporizadores da sua mãe. Ela chegava a fazer buracos no tapete para evitar que eles fossem encontrados.

Sarah começou a fumar vape quando tinha apenas nove anos de idade.

Sua mãe tentou impedi-la. Ela a revistava quando chegava em casa e confiscava seu telefone celular. Mas nada adiantou.

No último verão britânico, Sarah consumia um vaporizador de 4 mil tragadas em poucos dias. Os vaporizadores padrão contêm 600 tragadas.

Mary confiscou o telefone celular de sua filha Sarah, que escondia os vapes da mãe © BBC

Fumar vape era a primeira coisa que ela fazia ao acordar e a última antes de dormir. Ela adormecia com o vaporizador sobre o travesseiro.

No Reino Unido, é ilegal vender vapes para menores de 18 anos. Mas Sarah conseguia comprar vaporizadores nas lojas e ficou dependente da nicotina.

A asma de Sarah e o uso errado do seu inalador aumentaram o risco de complicações.

No início de setembro, ela teve um resfriado. Combinado com o vape, ele formou o que a médica de Sarah descreve como "tempestade perfeita".

"Muitos fatores de risco progrediram na direção errada", afirma Dara O'Donoghue, pediatra especializada em doenças respiratórias do Hospital Real Pediátrico de Belfast.

Sarah passou mal e foi levada ao hospital. Um raio X mostrou que apenas um dos seus pulmões estava funcionando corretamente – e ela não reagia ao tratamento.

Em poucas horas, ela entrou em terapia intensiva. E, pouco depois, foi colocada em coma induzido, na esperança de que sua condição se estabilizasse.

Para Mary, a mãe de Sarah, o momento foi de desespero. "Não há nenhuma palavra que descreva o momento em que você pensa que sua filha vai morrer", ela conta.

Sarah quer alertar outras crianças da sua idade sobre os riscos do consumo de vapes © BBC


Depois de quatro dias, Sarah foi gradualmente reanimada. Agora, ela está se recuperando, mas seus pulmões ficaram com lesões permanentes.


"Ela faz exercícios pulmonares. Isso é algo que você esperaria de uma pessoa com 80 anos, não de alguém com 12", conta sua mãe.


"Abram os olhos porque isso está acontecendo em toda parte, talvez também com seu filho", adverte Mary. "Não importa o que você pense, as pessoas gostam de pensar que seus filhos não estão fazendo essas coisas, mas a realidade é muito, muito diferente."


Sarah espera que sua experiência ajude outros jovens da sua idade a acordar para os riscos representados pelo vape.


"Não comece a fumar porque, depois que você começa, não consegue parar", aconselha ela. "Basicamente, você só para quando é obrigado, quando a situação é de vida ou morte."


Sarah e sua mãe, Mary, contaram sua traumática experiência à BBC © MARY GRIFFIN

O'Donoghue afirma que o fumo de vape pelos jovens é uma "situação de emergência" que precisa ser combatida "com urgência".


Para a médica, "precisamos nos conscientizar sobre os vapes porque os problemas de saúde associados a eles estão apenas começando a aparecer".


Números recentes indicam que uma em cada cinco crianças entre 11 e 17 anos de idade no Reino Unido já experimentaram o vape. Este número aumentou em três vezes, em comparação com 2020.


O fumo de vape entre crianças mais jovens também está aumentando – cerca de uma em cada 10 crianças entre 11 e 15 anos de idade, segundo uma pesquisa de 2021. E muitos países em todo o mundo estão observando tendências similares.


Fidelma Carter, da organização Northern Ireland Chest, Heart and Stroke, afirma que 17% dos jovens fumantes de vape consomem o produto regularmente.


"Os jovens estão fumando vape porque acham que não há riscos, que não há perigo", explica ela. "E nós queremos desmentir as ideias erradas e aumentar a consciência de que o fumo de vape pode prejudicar a saúde e o bem-estar das pessoas."

Fonte: MSN

Saiba Mais: TABAGISMO HOJE

Indicação de Livro: Deixar de Fumar Ficou Mais Fácil




Cigarro Eletrônico: Anvisa Começa a Receber Informações Sobre Produto

Agência vai receber evidências técnicas e científicas


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou nesta segunda-feira (11) a etapa de participação social no processo que analisa o consumo de cigarros eletrônicos. Nesta fase, a Anvisa vai receber evidências técnicas e científicas sobre esses produtos, também conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).

O objetivo da agência é reunir informações a favor e contra o uso do cigarro com fundamentação científica, fornecidas por pesquisadores e instituições, para embasar decisões futuras envolvendo a comercialização e o uso desses produtos.

Logo após a abertura do processo pela Anvisa, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), já se posicionou veementemente contra a liberação dos cigarros eletrônicos. Para a entidade, eles são uma ameaça à saúde pública. O médico pneumologista Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da SBPT, explicou que existe uma falsa crença entre os usuários de que a fumaça não faria mal à saúde, porque seria apenas vapor d’água.

O médico da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia também alertou que os cigarros eletrônicos têm um grande apelo entre os jovens, aumentando o índice de novos fumantes no país.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também se posicionou contra a liberação dos cigarros eletrônicos, e está promovendo um abaixo-assinado sobre o tema.

Atualmente, a resolução em vigor da Avisa proíbe a importação, comercialização e a veiculação de propaganda desses produtos em todo o país. A coleta de informações da agência sobre os dispositivos eletrônicos para fumar vai até o dia 11 de maio de 2022.

FONTE: g37

Uso de Cigarros Eletrônicos Entre Adolescentes Põe Colégios em Alerta

O consumo é comum em ambientes reservados, como nos banheiros, e há casos até de venda dos dispositivos, que são proibidos no Brasil


O uso de cigarros eletrônicos pelos adolescentes tem colocado colégios brasileiros em alerta. A preocupação cresceu neste ano, com a retomada das aulas presenciais. O consumo é comum em ambientes reservados, como nos banheiros, e há casos até de venda dos dispositivos, que são proibidos no Brasil, nas escolas.

Colégios privados fazem comunicados aos pais e abordam em aulas os riscos da substância, vista muitas vezes como inofensiva. O desafio do cerco ao cigarro eletrônico, no entanto, é grande: como são discretos (alguns se parecem com pendrives), podem passar despercebidos pelos professores.

Os dispositivos funcionam por meio de uma bateria que esquenta um líquido interno (uma mistura de água, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal). Também chamado de vape ou pod, o dispositivo é tragado pela boca e cria uma fumaça branca e sem cheiro ou com um cheiro que se dissipa rapidamente no ar.

Adolescentes ouvidos pelo Estadão dizem que o consumo é comum entre grupos de estudantes, principalmente do ensino médio, nos banheiros, no fundo da sala de aula ou nas quadras. Os jovens enviam mensagens de celular uns aos outros para marcar encontros em áreas mais reservadas das escolas, onde fumam juntos. O uso também ocorre fora do colégio, na saída da aula ou no intervalo entre os turnos.

Os estudantes fazem ainda vaquinhas para comprar cigarros eletrônicos. Como são caros – um vape pode custar de R$ 60 a R$ 680 -, o hábito é mais comum em escolas particulares. Apesar de proibidos no Brasil, cigarros eletrônicos são facilmente encontrados em tabacarias, lojas de conveniência e redes sociais Na escola, são passados de mão em mão ou dentro dos estojos, contam os estudantes.

Em alguns casos, os jovens já conhecem os riscos da substância, mas usam como forma de pertencer ao grupo ou como válvula de escape para questões emocionais. Em outros, se surpreendem com a informação de que pode ser cancerígeno, viciante e causar danos aos pulmões.

‘MODA’

Diretora de um colégio particular na zona sul de São Paulo, Ana Paula de Oliveira diz que o auditório da escola, formado por alunos do ensino médio e fundamental, “foi abaixo”, surpreso, durante uma palestra sobre os riscos do cigarro eletrônico na semana passada. “Eles não entendem que tem nicotina, o mal que faz para a saúde. Apenas cumprem uma moda”, diz.

A palestra ocorreu depois que a escola presenciou a venda do vape entre dois estudantes – esses alunos foram convidados a se desmatricular. “Cumprimos o que nosso regimento prevê”, explica a diretora, citando a proibição da venda de drogas lícitas ou ilícitas na escola. Para ela, após o afastamento do ambiente escolar na pandemia, os adolescentes retornaram com dificuldades de seguir as regras.

O cigarro eletrônico é um problema crônico em outros países, como os Estados Unidos. No Brasil, ganhou força mais recentemente. “Vai todo o mundo para a cabine de cadeirante (no banheiro), mais espaçosa, e ficam todos lá”, conta um adolescente de 17 anos, aluno de uma escola particular em Brasília. Outra estudante, da rede estadual paulista, de 14 anos, diz ter começado a usar há um mês, na escola, e compartilha o vape de sabor de uva com três colegas. O consumo, diz, é para aliviar tensões. “Nunca tive relação boa com minha mãe e, desde o início da pandemia, só tem piorado.”

Um colégio particular tradicional de Salvador, o Antônio Vieira, enviou comunicado aos pais no fim de março sobre o risco do cigarro eletrônico. A direção diz não ter registrado consumo no colégio, mas percebe aumento do problema entre jovens de modo geral. O comunicado fala até em “transferência compulsória” em caso de uso na escola.

“Eles acham interessante a tecnologia do aparelho, que pode botar água e o sabor que quer”, diz a diretora acadêmica do Antônio Vieira, Ana Paula Marques. “As próprias famílias muitas vezes não têm clareza do que é isso.” Os professores vêm buscando informações sobre o tema.

Novidades como sabores diferentes e dispositivos que brilham no escuro atraem os adolescentes. “Há a sensação de que não é viciante e pode parar a qualquer momento”, diz Mario Fioranelli Neto, coordenador pedagógico no Centro Educacional Pioneiro, na zona sul de São Paulo. A escola registrou um caso pontual de uso no colégio – o próprio estudante buscou a direção -, mas também se preocupa com a difusão do cigarro eletrônico fora do ambiente escolar, como em festas ou na saída dos alunos para o almoço.

Luciana Nogueira, professora do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diz ter recebido relatos de colégios sobre o problema e afirma que a visão positiva em relação ao vape torna o dispositivo ainda mais perigoso. Diferentemente do cigarro tradicional, que tem cheiro forte e incomoda quem está perto, o eletrônico é socialmente aceito, “como algo cool, legal, da moda”.

Ela alerta que mesmo dispositivos eletrônicos sem nicotina são viciantes, já que o vício de fumar não tem apenas origem química, mas principalmente psíquica. “Eles estão adquirindo o hábito de levar um objeto à boca e tragar”, diz Luciana, especialista em vulnerabilidades da adolescência.

AUTOAFIRMAÇÃO

Outro problema é a dificuldade de identificar o dispositivo. “Pelo fato de (o cigarro eletrônico) ter a carinha pequena, camuflada, moderna, para passar batido é muito fácil, a menos que você esteja procurando por ele”, conta Edgar Crispino, professor de Biologia da Escola Carandá Educação, na zona sul de São Paulo. Ele afirma ter flagrado um grupo com o vape certa vez na porta do banheiro e, a partir disso, começou um trabalho de trazer informação para dentro da sala de aula.

O assunto entrou em pauta, nas perguntas dos próprios estudantes, em aulas sobre fisiologia e poluição. “Se eles estão usando é por um motivo, precisamos entender qual é e conversar sobre o assunto. Muitas vezes, usam porque é a coisa legal do momento, por pressão social”, diz o professor, que também vê impacto do distanciamento causado pela pandemia na necessidade de autoafirmação dos adolescentes. “Queremos que procurem ajuda sem se sentirem acuados ou demonizados, o que pode fazer com que se afastem da gente e continuem usando.”

Depois que o tema foi abordado, o professor diz que houve uma “quebra de gelo” entre professores e estudantes, que se sentiram mais abertos para dialogar até sobre outros temas espinhosos da adolescência. No Pioneiro, também estão previstas abordagens em aulas de convivência ética. Procurada, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo reforça que o consumo é proibido e diz desenvolver projetos e produzir conteúdos de conscientização para os alunos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: Jornal de Brasília

Cientistas Descobrem Célula Escondida nos Pulmões que Pode Reverter Efeitos do Tabagismo

De acordo com o estudo, as células recém-descobertas podem ajudar em tratamentos para reverter efeitos de certas doenças relacionadas ao tabagismo.

Uma célula SVAR (esquerda) se transforma lentamente em uma célula AV2 (direita) em cultura. (Créditos: Penn Medicine News)

Cientistas descobriram um novo tipo de célula escondida dentro das ramificações dos pulmões humanos. De acordo com o estudo publicado na revista Nature, as células recém-descobertas desempenham um papel vital para manter o sistema respiratório funcionando corretamente, e podem ser importantes para estudos de novos tratamentos para reverter os efeitos de certas doenças relacionadas ao tabagismo.

As células, conhecidas como células secretoras das vias aéreas respiratórias (RAS), são encontradas em pequenas passagens ramificadas dos pulmões, os bronquíolos, que são pontilhados com alvéolos, pequenos sacos aéreos que trocam oxigênio e dióxido de carbono com a corrente sanguínea.

Segundo a pesquisa, as células RAS são semelhantes às células-tronco e, portanto, capazes de reparar algumas células alveolares danificadas.

Os pesquisadores descobriram as células RAS depois de uma certa frustração em estudos com pulmões de camundongos usados como modelos para o sistema respiratório humano. Devido a certas diferenças entre os dois, os cientistas demoraram para preencher algumas lacunas de conhecimento sobre os pulmões humanos.

Para entender melhor essas diferenças em nível celular, a equipe coletou amostras de tecido pulmonar de doadores humanos saudáveis ​​e analisou os genes dentro de células individuais, que revelaram as células RAS anteriormente desconhecidas.

“Já se sabe há algum tempo que as vias aéreas do pulmão humano são diferentes das dos camundongos”, disse o autor sênior da pesquisa Edward Morrisey, professor da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia. "Mas as tecnologias emergentes só nos permitiram recentemente amostrar e identificar tipos de células únicos."

A equipe também encontrou células RAS em furões, cujos sistemas respiratórios são mais semelhantes aos humanos do que os dos camundongos. Como resultado, os pesquisadores suspeitam que a maioria dos mamíferos de tamanho igual ou maior aos furões tenham células RAS em seus pulmões.

As células RAS têm duas funções principais nos pulmões. Primeiro, elas secretam moléculas que mantêm o revestimento fluido ao longo dos bronquíolos, maximizando a eficiência dos pulmões. Em segundo lugar, elas podem atuar como células progenitoras para as alveolares tipo 2 (AT2), um tipo especial de alvéolos que secretam um produto químico que é usado em parte para reparar outros alvéolos danificados.

Os pesquisadores acreditam que as células RAS podem desempenhar um papel fundamental no combate a doenças relacionadas ao tabagismo, como a DPOC, uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil.

Todos os anos, mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo morrem de DPOC, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

FONTE: Época Negócios

Fumo prejudica higiene bucal e favorece doenças periodontais -

 Dia do Combate ao Fumo: o tabaco prejudica a higiene bucal - Foto: Shutterstock / Sport Life


31 de maio é o Dia Mundial do Combate ao Fumo e, por isso, mostramos como esse hábito é nocivo, principalmente para a saúde bucal

O Dia Mundial do Combate ao Fumo, celebrado nesse 31 de maio, é uma data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre o risco de doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a dependência em nicotina, presente em produtos à base de tabaco, é reconhecida como uma doença crônica, capaz de desencadear graves problemas respiratórios, cardíacos e pulmonares, além de propiciar o desenvolvimento de câncer nos mais variados órgãos do corpo humano.

Ainda de acordo com dados do Instituto, o tabagismo está associado a 90% dos casos de câncer de boca. Queren Azevedo, consultora da GUM, explica que isso acontece, porque, ao inalar a fumaça, as substâncias químicas presentes no fumo têm o primeiro contato com a boca e a garganta, antes mesmo de chegar aos pulmões. "Assim, a exposição à nicotina leva as células saudáveis da cavidade oral a sofrerem mutações, onde sua composição genética é alterada, acelerando sua reprodução", informa.

Além das consequências apresentadas, a especialista ressalta que o consumo de cigarros, charutos e cachimbos também colaboram com o surgimento de doenças periodontais. Aproveitando o O Dia Mundial do Controle do Tabagismo, Queren informa que componentes do tabaco penetram no esmalte dentário, causam mau hálito e diminuem a vascularização da gengiva, ocasionando em uma doença silenciosa ao redor dos dentes. "Os componentes nocivos atingem o sistema imunológico e minimizam a capacidade das células de defesa combaterem infecções e cicatrizarem a região, deixando o fumante suscetível a bactérias, vírus e fungos na cavidade oral", revela.

Segundo a consultora, o cigarro contribui para mudar a coloração do sorriso, deixando-o amarelado, além de propiciar a manifestação do tártaro e gengivite. "A nicotina pelo fumo forma uma camada de resíduo na língua e dentes, atingindo a mucosa da boca. Dessa forma, as substâncias podem diminuir a sensação das papilas gustativas, impedir a circulação do sangue na região e gerar dores nos ossos que compõem a arcada dentária", aponta. A cavidade oral é tão prejudicada, que o paciente pode ter suas glândulas salivares destruídas e o paciente desencadear um quadro de perda dos dentes até câncer de boca.

Logo, o hábito do fumar pede por uma limpeza bucal redobrada. A consultora indica apostar na escovação da língua, utilização do creme dental com flúor e, principalmente, não esquecer do fio dental para impedir o avanço das doenças mencionadas.  "O acompanhamento frequente com o dentista também se torna mais necessário que nunca, já que o tratamento periodontal exige muitos cuidados dentro do consultório. Ainda assim, a melhor solução para todos os problemas decorrentes do tabagismo, é parar de fumar", conclui.   

Fonte: Terra

INSCRIÇÕES CURSO EAD SABER SAÚDE - 20/07 a 19/08/2020

INSCRIÇÕES EAD SABER SAÚDE

Prezados (as):

As inscrições para o curso EAD Saber Saúde - Prevenção do tabagismo e de outros fatores de risco - estarão abertas de 20 de julho até as 16h de 19 de agosto de 2020 ou até o preenchimento das vagas oferecidas, no site do INCA.

O curso é gratuito. A seleção será feita por ordem de inscrição, considerando-se os candidatos que efetivaram a inscrição e enviaram a documentação correta dentro do prazo.

Objetivo:
Compreender e aplicar a lógica do Programa Saber Saúde – Prevenção do Tabagismo e de Outros Fatores de Risco das Doenças Crônicas não Transmissíveis.

Ementa:
Promoção da Saúde. Fatores de risco. Adolescência e juventude. Estratégias da indústria do tabaco. Intervenção Educativa.
 
Público-alvo:
Profissionais da Educação e da Saúde.
 
Pré-requisito:
Ser profissional da Educação/ Saúde com vínculo empregatício em instituição de Educação/ Saúde.

Carga horária total:
80 horas

Período previsto de realização:
14/setembro a 23/novembro de 2020

Vagas:
150

Regime de aulas: 
Curso oferecido totalmente a distância, com acompanhamento dos docentes online.

O acesso à plataforma será liberado somente na data de início do curso.

 Mais informações e inscrições a partir de 20/07:  https://www.inca.gov.br/cursos/saber-saude-prevencao-do-tabagismo-e-de-outros-fatores-de-risco


Favor dar ampla divulgação a sua rede de colaboradores e demais parceiros.

Cordialmente,

POR UM MUNDO SEM TABACO
INCA - Instituto Nacional de Câncer
DITAB - Divisão de Controle do Tabagismo
- https://www.inca.gov.br./programa-nacional-de-controle-do-tabagismo
+ porummundosemtabaco@inca.gov.br
Tel.:+55 21 3207-6123, +55 21 3207-5977

31 de Maio - Dia Mundial Contra o Tabagismo

Debate e audiência pública virtuais sobre tabagismo e Covid-19 marcam o Dia Mundial Sem Tabaco. Internautas poderão participar, enviando perguntas.

        O INCA participa de duas atividades virtuais em comemoração ao Dia Mundial Sem Tabaco. “Tabagismo e risco potencial para a Covid-19” é o tema do seminário virtual (webinar) organizado pela Organização Pan-Americana de Saúde, com apoio do INCA e do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). O evento acontece dia 27, às 16h. Já projetos de lei que tramitam no Congresso e que podem contribuir para a redução do tabagismo serão apresentados dia 26, durante audiência pública virtual na Câmara dos Deputados, a partir das 10h.

        O Dia Mundial Sem Tabaco, adotado desde 1988 pelos estados-membros da Organização Mundial da Saúde, visa aumentar a conscientização sobre o grave problema de saúde pública que a epidemia do tabaco representa e a necessidade urgente de implementar e fortalecer medidas de controle do tabagismo. Em 2020, a campanha global tem como objetivo alertar os jovens sobre táticas de manipulação da indústria, além

        No Brasil, em virtude da pandemia, foi decidido trabalhar com o tema Tabagismo e coronavírus para alertar a população sobre os agravantes do tabagismo frente ao novo coronavírus.

        No debate virtual serão abordados temas como a relação entre tabagismo e Covid-19, riscos dos dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e aquecidos), interferência da indústria do tabaco, entre outros.

        Perguntas poderão ser feitas por e-mail (diamundialsemtabaco@gmail.com) antes e durante o webinar, que terá a participação do pneumologista Frederico Fernandes, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT); e da doutora em Saúde Pública Stella Aguinaga, da Universidade da Califórnia. O evento será transmitido pela TV INCA (www.youtube.com/tvinca) e terá moderação da consultora do Conass, a jornalista Lígia Fomenti.

        A audiência pública virtual, por sua vez, foi marcada após a Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq) apresentar o assunto ao presidente da Comissão Externa Covid-19, deputado Dr. Luizinho. Leis que visam à redução do tabagismo também podem apoiar ações de controle da Covid-19. A audiência tratará, ainda, do tema tuberculose.

        Tânia Cavalcante, médica do INCA e secretária-executiva da Conicq; e Mônica Andreis, diretora-executiva da ACT Promoção da Saúde, falarão sobre tabagismo; Frederico Fernandes, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, e Luiz Carlos Corrêa da Silva, pneumologista, membro da Academia Rio-Grandense de Medicina e Casa de Saúde de Porto Alegre, abordarão a tuberculose. O encontro virtual – que já está recebendo perguntas - poderá ser acompanhado no endereço https://edemocracia.camara.leg.br/audiencias/sala/1529 (abre em outra janela).

Cordialmente,

POR UM MUNDO SEM TABACO
INCA - Instituto Nacional de Câncer
DITAB - Divisão de Controle do Tabagismo
- https://www.inca.gov.br./programa-nacional-de-controle-do-tabagismo
+ porummundosemtabaco@inca.gov.br
Tel.:+55 21 3207-6123, +55 21 3207-5977


Redução do tabagismo

Médicos relatam primeiro caso de ‘pulmão de pipoca’ relacionado a cigarros eletrônicos


Raio-x do tórax de um rapaz de 17 anos, feita dois dias após a internação hospitalar, mostrando sinais de "pulmão de pipoca". Imagem: S. T. Landman, et al., 2019/CMAJ

Um adolescente canadense desenvolveu uma condição de risco conhecida como “pulmão de pipoca” depois de utilizar um cigarro eletrônico por vários meses. Esse é o primeiro caso médico ligando essa doença pulmonar crônica ao uso de produtos desse tipo.
Pulmão de pipoca ou a doença pulmonar da pipoca é conhecida formalmente como bronquiolite obliterante. Ela ganhou esse apelido porque foi documentada pela primeira vez em 2000, em trabalhadores de uma fábrica de pipoca de microondas que foram expostos ao aromatizante químico diacetil.
A condição também foi documentada entre trabalhadores que torravam café moído, um processo que produz diacetilo naturalmente.
Um novo estudo de caso publicado no Canadian Medical Association Journal, de co-autoria da pneumologista Karen Bosma da Western University em Ontário, Canadá, é o primeiro a ligar a condição do pulmão de pipoca aos cigarros eletrônicos, ou mais especificamente, a inalação de líquidos de vaporizadores aromatizados e que contém diacetil.
O caso revela uma nova forma de lesão pulmonar ligada ao uso de cigarros eletrônicos, já que o pulmão de pipoca é diferente da doença pulmonar ligada ao uso de vaporizadores que dominou as manchetes deste ano, chamada nos EUA de EVALI, uma sigla para “uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaíng associado à lesão pulmonar.”
O pulmão de pipoca ocorre após irritantes químicos, especificamente o diacetil (também conhecido como 2,3-butanodiona), cicatrizarem os bronquíolos — as menores vias aéreas nos pulmões — dificultando a livre circulação do ar. A substância química causa a formação de nódulos nos bronquíolos, que aparecem como botões dos ramos de árvores.
De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), os principais sintomas respiratórios do pulmão de pipoca incluem:
Tosse (geralmente sem catarro), chiado, e piora da falta de ar ao se esforçar. A gravidade dos sintomas pulmonares pode variar de tosse leve a grave. Estes sintomas normalmente não melhoram quando o trabalhador volta para casa no final do dia de trabalho ou nos fins de semana ou férias.
Normalmente, os sintomas são graduais no início e progressivos, mas sintomas graves podem ocorrer de repente. Alguns trabalhadores podem ter febre, suores noturnos e perda de peso. Antes de chegar a um diagnóstico final, os médicos das pessoas afetadas podem confundir os sintomas com asma, bronquite crônica, enfisema, pneumonia ou tabagismo.
Esse último caso não envolveu fábricas de pipocas ou de café. Em vez disso, o paciente foi um garoto de 17 anos que trabalhava em um restaurante de fast food.
De acordo com o estudo de caso, o adolescente procurou atendimento médico após desenvolver tosse persistente, febre e cansaço. O adolescente tinha consumido produtos de cigarro eletrônico “intensamente” por um período de cinco meses, usando cartuchos de diferentes sabores, especificamente “Mountain Dew” (um refrigerante), “maçã verde” e “algodão doce”, que ele comprou de um varejista canadense pela internet.
Às vezes, ele adicionava THC ao cigarro eletrônico, o ingrediente psicoactivo encontrado na maconha. Em algumas ocasiões ele também consumiu maconha em um bong. O paciente também tinha o hábito inalar profundamente ao usar o cigarro eletrônico, de acordo com seus pais.
Os pesquisadores não conhecem a marca ou fabricante dos produtos de e-cigarro utilizados, segundo um porta-voz que escreveu ao Gizmodo em nome dos autores do estudo de caso.
A condição do adolescente piorou, então a equipe do hospital o internou na unidade de terapia intensiva. Ele conseguiu evitar um transplante pulmonar, algo que seus médicos chegaram a considerar seriamente.
Sua condição acabou melhorando após receber altas doses de corticosteroides, e ele foi retirado gradualmente de um dispositivo de oxigenação por membrana extracorpórea (uma máquina que bombeia e oxigena o sangue fora do corpo) e ventilação mecânica. Ele teve alta depois de passar 47 dias no hospital.
Infelizmente, é provável que o adolescente tenha efeitos a longo prazo, uma vez que a condição é crônica. Vários meses após a alta hospitalar, “sua tolerância a exercícios físicos permaneceu limitada e os testes de função pulmonar mostraram obstrução persistente e fixa do fluxo aéreo com aprisionamento [de ar]”, segundo o estudo de caso.
Os autores do estudo atribuíram a doença ao uso de vaporizadores e à inalação dos líquidos de aromatizados, após descartar outras possibilidades.
“Este caso de bronquiolite aguda grave, que causou insuficiência respiratória quase fatal e obstrução crônica do fluxo aéreo em um jovem canadense que era saudável, pode representar bronquiolite obliterante associada aos cigarros eletrônicos”, concluiu o autor do estudo de caso.
Pesquisas anteriores identificaram vestígios de diacetilo em muitos sabores de líquidos de vaporizadores. A União Europeia já proibiu a utilização de diacetilo nos cigarros eletrônicos. Não existe tal proibição nos Estados Unidos ou no Canadá.
No Brasil, dispositivos eletrônicos para fumar são proibidos desde 2009. Apesar disso, muitas pessoas consomem esse tipo de produto, na maioria das vezes importados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que está discutindo uma atualização a partir de novas pesquisas e que o assunto está na Agenda Regulatória 2017-2020, no item “Novos tipos de produtos fumígenos”.
Os autores do estudo de caso afirmam que é necessária mais investigação, bem como uma regulamentação mais rigorosa dos cigarros eletrônicos. Em um e-mail para o Gizmodo, Bosma disse que seu conselho às pessoas que não fumam cigarros tradicionais de tabaco, mas estão considerando cigarros eletrônicos, é simples: evite.
“Se você está considerando usar cigarro eletrônico pela primeira vez, por favor, esteja ciente do risco de adquirir uma doença pulmonar potencialmente crônica e que traz risco à vida”, disse ela. “Se você é um fumante de cigarros de tabaco e está considerando tentar o cigarro eletrônico como um meio de parar de fumar, por favor, fale com seu médico sobre outras terapias de reposição de nicotina, como goma de nicotina ou adesivo de nicotina”.
Quanto às pessoas que atualmente usam vaporizadores Bosma pediu para que “estejam cientes de que acreditamos que há riscos no uso desses produtos, mesmo quando os produtos de e-cigarros são comprados em varejistas autorizados e sem THC”.
“Há outros produtos químicos potencialmente nocivos em líquidos de cigarros eletrônicos que podem representar risco de danificar seus pulmões”, completou.
As doenças relacionadas ao cigarro eletrônico estão se tornando cada vez mais comuns. Mais de dois mil americanos foram diagnosticados com uma doença pulmonar relacionada aos vaporizadores, e houve pelo menos 39 mortes nos Estados Unidos, de acordo com o CDC. No Canadá, o e-cigarro foi associado a pelo menos oito casos de doenças graves. [Fonte: Gizmodo.UOL]

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