Lei proíbe fumar em locais fechados...





Governo regulamenta lei que proíbe fumar em locais fechados e de uso coletivo em todo território nacional 



        No último dia 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, o Ministério da Saúde anunciou a regulamentação da Lei Federal de dezembro de 2011 que proíbe fumar em locais fechados e de uso coletivo em todo território nacional. Decreto da presidente da República, Dilma Rousseff, que estabelece ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco foi publicado hoje, 2 de junho, no Diário Oficial da União. O objetivo é proteger a população do fumo passivo e contribuir para diminuição do tabagismo entre os brasileiros. A norma entrará em vigor 180 dias. 
Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais. A partir de 2016, deverá ser incluído ainda texto de advertência adicional em 30% da parte frontal dos maços dos cigarros. 
        “A regulamentação da lei é um grande avanço para o Brasil. É fundamental para que o País possa continuar enfrentando o tabagismo como um grave problema de saúde pública e um desafio para que toda a sociedade possa viver de forma mais saudável. A regulamentação é um compromisso com a saúde do povo brasileiro", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. 
        De acordo com a nova regra, está proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também estão vetados. 
        A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, permitindo somente a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo. A legislação anterior permitia as propagandas no display. 
        “Estamos desenvolvendo um conjunto de medidas que buscam a diminuição do impacto do tabaco na vida das pessoas com a associação de três medidas. A primeira delas é o aumento do preço a partir a edição de lei em 2011, que já é um consenso internacional, a proibição da propaganda e o impedimento do fumo em locais coletivos fechados", disse o ministro. 
        A lei não restringe o uso do cigarro em vias públicas, nas residências ou em áreas ao ar livre. No caso de bares e restaurantes, em mesas na calçada, o cigarro será permitido, desde que a área seja aberta e haja algum tipo de barreira, como janelas fechadas ou parede, que impeça a fumaça de entrar no estabelecimento. 
Os fumantes não serão alvo de fiscalização. São os estabelecimentos comerciais os responsáveis por garantir o ambiente livre do tabaco. Eles precisam orientar seus clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando o cliente se recusar a apagar o cigarro. 
        Em casos de desrespeito à lei, o estabelecimento pode receber advertência, multa, ser interditado e ter a autorização cancelada para funcionamento, com o alvará de licenciamento suspenso. As multas variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, dependendo da natureza da infração, que pode ser leve, grave ou gravíssima, ou de reincidências. As vigilâncias sanitárias dos estados e municípios ficarão encarregadas de fiscalizar o cumprimento da legislação. 



PREVALÊNCIA - No Brasil, o número de fumantes permanece em queda. Segundo o Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o percentual caiu 28% nos últimos oito anos. Em 2006, 15,7% da população adulta que vive nas capitais fumava. Em 2013, a prevalência caiu para 11,3%. O dado é três vezes menor que o índice de 1989, quando a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 34,8% de fumantes na população. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 9% até 2022. 



        O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, destacou que o grande esforço é impedir a iniciação do cigarro. “Temos na média 11,3% de prevalência de tabagismo, em comparação com outros países temos uma das mais baixas. Por isso, a cada ano começamos com o desafio de manter uma política consistente para que não tenhamos dados que retrocedam. E quando a pessoa para de fumar, o benefício sobre a redução do risco cardiovascular é quase imediato", afirmou. 



Onde não pode fumar (ambientes de uso coletivo): 
Interior de bares, boates, restaurantes, lanchonetes, escolas, universidades, museus, bibliotecas, espaços de exposições, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculo, teatros, cinemas, hotéis, pousadas, casas de shows, açougues, padarias, farmácias e drogarias, supermercados, shoppings, praças de alimentação, centros comerciais, bancos e similares, em ambientes de trabalho, estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou entretenimento, repartições públicas, instituições de saúde, hospitais, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais e táxis. 



Onde pode fumar: 
Em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, estádios de futebol (somente em áreas abertas), vias públicas, nas tabacarias e em cultos religiosos, caso isso faça parte do ritual, em estúdios e locais de filmagem quando necessário à produção da obra, em locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos, e em instituições de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista. Nesses casos, é necessário adotar condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, bem como outras medidas de proteção dos trabalhadores ao fumo. 



        O fumo em lugares fechados é permitido em cinco situações, desde que adotadas condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, além de medidas de proteção ao trabalhador exposto: 
- Em cultos religiosos caso faça parte do ritual; 
- Em tabacarias sinalizadas; 
- Em estúdios e locais de filmagem quando necessário à produção da obra; 
- Em locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos; 
- Instituições de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista. 



        As embalagens devem ter mensagens de advertência em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais. E a partir de 2016, será incluído texto de advertência adicional sobre os malefícios do fumo em 30% da parte frontal das embalagens. 



Fonte: Ministério da Saúde. 



POR UM MUNDO SEM TABACO
INCA - Instituto Nacional de Câncer
MP - DCT - Divisão de Controle do Tabagismo

31 de Maio - Dia Mundial Sem Tabaco


O Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde que coordena as ações de prevenção e controle do câncer e Centro Colaborador da OMS para controle do tabaco, é o responsável pela divulgação e comemoração da data de acordo com o tema estabelecido a cada ano pela Organização.
As ações comemorativas são articuladas com as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde dos 26 estados e Distrito Federal, envolvendo, também, a sociedade.

Parar de fumar deixa mais feliz


A melhor decisão
Deixar o cigarro contribui para o bem-estar mental, tendo o mesmo efeito que o uso de antidepressivos, aponta um estudo publicado no periódico médico British Medical Journal (BMJ), na edição disponível a partir [do dia 14 de fevereiro]. De acordo com os pesquisadores britânicos, que revisaram 26 estudos sobre o tema, o efeito de parar de fumar pode ser “equivalente, ou superior, ao de antidepressivos utilizados no tratamento da ansiedade, ou de transtornos de humor”. Os fumantes incluídos nos trabalhos eram “medianamente dependentes”, com idade média de 44 anos, e fumavam de 10 a 40 cigarros por dia. Do total, 48% eram homens. Eles foram entrevistados antes de sua tentativa de parar de fumar e, novamente, depois de conseguirem largar o hábito, em uma janela que variou de seis semanas a seis meses.

Os que conseguiram deixar o cigarro estavam menos deprimidos, menos ansiosos, menos estressados e com uma visão positiva da vida do que os que não conseguiram abandonar o vício. A melhora foi perceptível nas pessoas afetadas por transtornos mentais logo que pararam de fumar. Nenhuma avaliação de acompanhamento do estado mental voltou a ser feita, porém, em especial nos casos dos ex-fumantes que tiveram recaídas.

A coordenadora do estudo, Genma Taylor, da Universidade de Birmingham, disse esperar que os resultados permitam dissipar falsas ideias, como a que atribui ao cigarro qualidades antiestressantes, ou relaxantes. “Comparando não fumantes e fumantes, encontramos uma associação entre uma pior saúde mental nos fumantes”, acrescentou.

Segundo números divulgados em julho passado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro seria responsável pela morte de pelo menos seis milhões a cada ano, número que pode atingir oito milhões até 2030. [Fonte: Bem Estar]

Cigarro eletrônico não é brinquedo

Fonte: ThinkStock

Muita gente se empolga com essa história de cigarro eletrônico e diz por aí que faz menos mal à saúde do que os convencionais. Será mesmo? Especialistas concordam que eles podem até ser mais seguros, porém isso não significa que eles não façam mal à saúde.

Conhecido na gringa como “vaping”, o uso destes dispositivos antes chamava bastante a atenção em bares e restaurantes por colocar a política antifumo do estabelecimento em cheque: afinal de contas vapor não é fumaça.
Este tipo de argumento deu margem para a criação de vários mitos em cima de um produto que já representa um mercado de bilhões de dólares -- e sequer sabemos ainda o que estamos realmente inalando ao fumar um e-cigarro. Em vista disso, diversas cidades em cinco estados norte-americanos baniram o cigarro eletrônico em estabelecimentos públicos.
E você já experimentou? Veja três mitos derrubados e colecione motivos para abandonar a ideia:

NÃO FAZ MAL À SAÚDE: Mentira

“Os cigarros têm um perfil de risco, os eletrônicos tem outro”, afirma Dr. Frank Leone, pneumologista da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, nos Estados Unidos. Segundo o médico, uma das maiores preocupações é o nível de liberação de nicotina. Enquanto os adesivos e goma de mascar de nicotina liberam a substância de maneira controlada, o calor do cigarro e do e-cigarro criam uma forma livre de nicotina (que é ainda mais viciante) -- o que os fumantes chamariam de mais prazerosa. Ela vai direto para os pulmões, onde é rapidamente canalizada para o coração e em seguida enviada ao cérebro.

PODE AJUDAR A PARAR DE FUMAR: Mentira


Quanto aos seus méritos na hora de tratar o tabagismo, os cigarros eletrônicos não são tão úteis quanto prometem. Um estudo publicado pelo jornal Addictive Behaviours descobriu que a maioria dos fumantes que o usaram na tentativa de parar acabaram trocando um vício pelo outro, ou então voltaram a fumar. Outros pesquisadores até concordam que os dispositivos podem ser uma ajuda pra largar o cigarro; porém, em nível populacional, converter milhões de fumantes em “inaladores de vapor”não elimina o vício em nicotina, e provavelmente não irá levar a um mundo mais limpo e verde como os sugeridos pelos fabricantes de e-cigarro.

INALAR VAPOR NÃO TEM PROBLEMA: Mentira


“É uma coisa incrível ver um novo produto como esse simplesmente aparecer; não há qualquer controle de qualidade”, condena Dr. Richard Hurt, diretor do Centro de Dependência em Nicotina da Mayo Clinic no estado norte-americano do Minnesota. “A maioria deles é fabricado na China sem controle de qualidade, portanto a história ainda está pra completamente escrita”.

A França foi a primeira a alertar sobre os riscos do e-cigarro, e ampliou a legislação para controlar a venda do produto; no Brasil a venda é proibida pela ANVISA, mas algumas pessoas conseguem importar sem grandes problemas. [Fonte: Yahoo]

Os mitos e verdades sobre parar de fumar

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. De acordo com dados do Inca, o Insituto Nacional do Câncer, o cigarro é o responsável pela morte de 7 brasileiros todos os dias.

Outros dados da OMS revelam que um quinto da população mundial é viciada em cigarro e um terço é tabagista passivo. Em média, os fumantes morrem 14 anos antes que os não fumantes, e metade dos tabagistas que não superam o vício, acabam morrendo por seu hábito.
O grande problema é que vencer tal vício não é algo tão fácil. A nicotina causa dependência e provoca alterações físicas, emocionais e comportamentais no fumante que após um tempo, passa a ter dificuldades para largar o cigarro. Outro fato relevante é que muitos fumantes, apesar de quererem parar de fumar, alegam que não sabem como conseguir.
Foto: Think Stock


O pneumologista Roberto Rodrigues Junior esclarece os principais mitos e verdades que envolvem o ato de parar de fumar.

O tabagismo não tem cura
Mito. O tabagismo é uma doença com vários tratamentos comprovadamente eficazes que podem levar a pessoa à cura, obtendo ganho potencial de até dez anos de vida e aumento na qualidade de vida.
Parar de fumar pode levar a pessoa a engordar.
Verdade, na maioria dos casos. As pessoas engordam de 3 a 6 kg temporariamente. Nem todas as pessoas engordam quando param de fumar. O que acontece é que, ao acabar com o vício do tabagismo, os sentidos do olfato e paladar ficam mais aguçados, os ex-fumantes sentem mais cheiros e sabores, deixando-os com desejo de comer mais. Além disso a nicotina aumenta a atividade metabólica do organismo. Por outro lado, as drogas utilizadas no tratamento ajudam a diminuir a fome. O ganho de peso deve ser controlado com reeducação alimentar e atividade física.
Mulheres têm mais dificuldade para parar de fumar do que os homens.
Verdade. As mulheres têm mais medo de ganhar peso com a interrupção. Cabe salientar que o tabagismo causa mais danos do que a obesidade, e portanto este argumento do ganho de peso não tem sustentação. As pessoas devem ser encorajadas a realizarem atividades físicas e buscarem uma dieta mais saudável, propiciando ainda mais qualidade de vida, já iniciada com a interrupção do fumo.
Mesmo quem fumou por muitos anos, pode recuperar a saúde ao parar de fumar.
Verdade. Parar de fumar sempre faz bem. Quando a pessoa larga o vício, recupera alguns anos de vida potencialmente perdidos se continuasse com o vício, e ganha muito em qualidade de vida. Quando a pessoa já está doente, parar de fumar auxilia na recuperação.
Foto: Think Stock


O ex-fumante pode ser apenas um fumante ocasional, se quiser.

Mito. O tabagismo é considerado uma doença e causa uma dependência séria pelo uso da nicotina, que é uma droga altamente viciante. O uso ocasional da droga é um passo certo para o consumo frequente.
Parar de fumar usando chiclete e ou adesivo de nicotina é trocar um vício por outro.
Mito. As drogas utilizadas no tratamento preconizado para o tabagismo são de uso por tempo limitado, de 3 a 6 meses.
É possível parar de fumar "de uma vez só", mas é mais difícil do que parar "aos poucos".
Mito. É possível parar com data marcada, desde que com o uso de tratamentos médicos para alcançar o objetivo.
Os pulmões se regeneram após parar de fumar.
Mito. O pulmão não se regenera, porém, as defesas do órgão não ficam mais inibidas e começam a agir. Com o decorrer do tempo, os ex-fumantes diminuem o risco de adoecimento por várias doenças, incluindo pneumonia, tuberculose e gripe.
Foto: Think Stock


Passar a usar os chamados cigarros "light" pode ajudar a parar de fumar. Tais cigarros são menos prejudiciais.

Mito. As diferentes linhas de cigarro são jogadas mercadológicas da indústria do tabaco, todos os tipos são prejudiciais. Alguns cigarros têm menor concentração de nicotina e as pessoas acabam fumando em maior quantidade para suprir o vício, ou seja, fumam mais.
Parar de fumar deixa a pessoa mais estressada.
Verdade. Pelo menos, a curto prazo. A nicotina aumenta o poder de concentração e, ao ser tragada, faz com que o corpo libere serotonina. É isso que dá a sensação de prazer aos fumantes, porém ela é momentânea. O ideal para quem deseja parar de fumar é buscar outras formas de obter prazer, como a prática de esportes, por exemplo.
Com força de vontade todos os fumantes podem largar o vício.
Mito. Algumas pessoas acreditam que só fuma quem não tem "vergonha na cara", mas não é verdade. O tabagismo é considerado uma doença e causa uma dependência séria pelo uso da nicotina, que é uma droga altamente viciante. Somente cerca de 5% das pessoas que desejam parar de fumar por conta própria, sem auxílio médico, continuam livres do cigarro após um ano da data de interrupção.[Fonte: Yahoo]

Curso Gratuito Sobre Tabagismo!!!


New: A Course for Healthcare Professionals

The Institute for Global Tobacco Control is pleased to announce the launch of a new free online course on tobacco control, "Learning from the Experts: A Course for Healthcare Professionals."

This course will prepare healthcare professionals to promote tobacco control efforts within their communities and beyond.

The course is available in Arabic, Chinese, English, French, Portuguese, Spanish, Russian, and Vietnamese.

Online Training: New Languages

Global Tobacco Control: Learning from the Experts, a free course offering a broad introduction to tobacco control, is now available in Vietnamese and Portuguese.

The course is already offered in Arabic, Chinese, English, French, Spanish, and Russian.

Copyright 2013 Institute for Global Tobacco Control, All rights reserved. 

Cigarro mentolado é mais difícil de largar, diz estudo

Os reguladores americanos publicaram nesta terça-feira uma revisão científica de dados, mostrando que os cigarros mentolados são mais difíceis de largar do que os normais.
Nesse sentido, solicitaram informação pública sobre uma possível proibição desse produto.
Os cigarros de sabor mentolado não estão vinculados a um maior risco de doença, mas representam "um risco de saúde maior do que os observados nos cigarros não mentolados", afirmou a FDA, agência que administra os alimentos e os remédios nos EUA.
A FDA afirmou que "busca informação adicional que ajude a agência a tomar decisões mais bem informadas sobre os cigarros mentolados" e, com esse objetivo, abre um período de 60 dias para receber comentários públicos relacionados a "possíveis opções regulatórias".
A revisão independente da FDA e a literatura científica disponível mostra que os novos fumantes preferem "substancialmente" os cigarros mentolados.
Os fumantes desse tipo de cigarro têm mais probabilidade de fumar seu primeiro cigarro cinco minutos depois de acordarem, o que sugere que o sabor mentolado está vinculado a uma "dependência maior", declarou a FDA.
Além disso, para os fumantes de mentolados, em especial os afro-americanos, foi mais difícil parar de fumar do que para aqueles que fumam cigarros normais.
"Isso é consistente com as observações de que os fumantes de cigarro mentolado parecem depender mais da nicotina do que os que não fumam mentolados, o que pode ser um importante fator para conseguir deixar de fumar", afirmou a revisão da FDA.
Os cigarros mentolados representam cerca de 25% do total de vendas nos EUA e são particularmente populares entre os jovens fumantes afro-americanos, como mostra a investigação.
"Os cigarros mentolados apresentam problemas de saúde pública", declarou a comissária da FDA, Margaret Hamburg.
"A FDA está comprometida com um enfoque baseado na ciência, que se ocupa das questões de saúde pública apresentadas pelos cigarros mentolados, e a opinião pública nos ajudará a tomar decisões mais (bem) informadas sobre como tratar desse importante assunto no futuro", completou.
A associação Campaign for Tobacco-Free Kids disse que a última revisão científica é "sólida" e comentou que "deve pressionar a FDA a reagir o mais rápido possível para proibir os cigarros mentolados nos EUA".
As descobertas reproduzem as do Comitê de Assessoramento Científico de Produtos de Cigarro da FDA, que em março de 2011 concluiu que eliminar o cigarro mentolado do mercado beneficiaria a saúde pública.
O consumo de cigarro mata mais de 400 mil pessoas anualmente nos Estados Unidos e custa US$ 96 bilhões à saúde pública, de acordo com dados da Campaign for Tobacco-Free Kids.[Fonte: Terra]

31 de Maio - Dia Mundial de Combate ao Tabagismo

RESISTA À TENTAÇÃO
DO CIGARRO

Cigarro refrescante. Cigarro doce. Cigarro cheiroso.
Isqueiros e pacotes de cigarros à mesma altura de
doces e balas em pontos de venda.

VOCÊ ACHA QUE ISSO É POR ACASO?

O Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde que coordena as ações de prevenção e controle do câncer e Centro Colaborador da OMS para controle do tabaco, é o responsável pela divulgação e comemoração da data de acordo com o tema estabelecido a cada ano pela Organização.
As ações comemorativas são articuladas com as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde dos 26 estados e Distrito Federal, envolvendo, também, a sociedade.

Fumar logo após acordar aumenta risco de câncer, revela estudo


               
Foto: Reprodução / EPTV 
Índices de NNAL foram menores em indivíduos que esperam pelo menos 30 minutos para fumar depois de acordar
Pessoas que fumam logo depois que acordam têm maior chance de contrair câncer de pulmão ou de boca, sugere um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, publicada nesta sexta-feira (29) no periódico “Cancer, Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, quem consome cigarro imediatamente após acordar tem no sangue níveis mais elevados de NNAL, substância gerada quando o corpo humano processa o NNK, componente do tabaco que provocou câncer em diversos roedores em laboratório.
Esses níveis superam as taxas daqueles indivíduos fumantes que utilizam o cigarro pelos menos meia hora depois de acordar.
Para obter os resultados, os cientistas utilizaram dados de 1.945 participantes, todos fumantes adultos que forneceram amostras de urina para análise do NNAL. Os participantes também deram informações sobre o hábito do fumo, incluindo quanto tempo eles normalmente levam para utilizar o primeiro cigarro do dia.
Com isso, os estudiosos descobriram que 32% dos entrevistados fumavam seu primeiro cigarro cinco minutos após acordar; 31% fumavam pela primeira vez entre 6 minutos e 30 minutos após o despertar; 18% fumavam pela primeira vez no dia entre 31 minutos e 60 minutos após acordar e 19% fumavam depois de mais de uma hora.
As taxas de NNAL no sangue dos participantes foram correlacionadas com a idade dos indivíduos, além de dados como quando ele começou a fumar, seu sexo e se residia com outro fumante em uma mesma casa.[Correio do Estado]

Barreira ao tabaco



A tese de que a proibição de fumar em locais públicos tem influência direta na diminuição do número de crianças nascidas prematuramente foi fortalecida por uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade Hasselt, da Bélgica.


A análise de 600 mil partos constatou três quedas sucessivas no número de bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação, sendo que cada redução ocorreu imediatamente após a entrada em vigor de leis antifumo mais restritivas. De acordo com a publicação científica British Medical Journal, essts tendências não foram encontradas em períodos anteriores às proibições.



O estudo ocorreu depois de uma pesquisa escocesa ter chegado a resultados semelhantes. No entanto, os escoceses não estabeleceram relação com as leis antifumo porque os partos prematuros começaram a diminuir antes da proibição. Já era conhecido o fato de que o hábito de fumar da mãe provoca redução de peso no bebê e aumenta o risco de nascimento prematuro. No estudo belga, os pesquisadores analisaram a taxa de partos prematuros após cada fase da lei antifumo implantada no país.



Lugares públicos e a maior parte dos locais de trabalho foram incluídos nas primeiras proibições, em 2006, seguidos pelos restaurantes, em 2007, e por bares que servem refeições, em 2010. Descobriu-se que a taxa de prematuros caía a cada fase da proibição.



Depois das fases de 2007 e 2010, os partos prematuros caíram cerca de 3% em cada período, o que corresponde a seis prematuros a menos em cada mil nascimentos. As mudanças não foram explicadas por outros fatores, como a idade e os status socioeconômico das mães, a poluição do ar ou epidemias de gripe. O estudo também não encontrou ligação entre as leis e o peso dos bebês.



“Como as proibições ocorrem em três momentos diferentes, pudemos mostrar que há um padrão consistente de redução do risco de partos prematuros. Isto sustenta a ideia de que as leis antifumo trazem benefícios à saúde pública desde os primeiros momentos da vida”, diz Tim Nawrot, que conduziu a pesquisa. [Fonte: AN]

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