Advertências Sanitárias

Brasil - Advertências Sanitárias nos Produtos de Tabaco - 2009Para conhecer o histórico das advertências sanitárias brasileiras e os estudos que subsidiaram a criação das novas frases e imagens, acesse a publicação Brasil - Advertências Sanitárias nos Produtos de Tabaco - 2009.

Câncer de pulmão provocado por tabaco é epidemia mundial


O câncer de pulmão provocado pelo consumo do tabaco já é considerado uma epidemia mundial e vem crescendo, ao contrário de alguns tipos de câncer cuja incidência está diminuindo. Esse foi um dos temas mais importantes do 12º Congresso Mundial de Câncer de Pulmão, realizado no começo do mês de junho em Seul, na Coréia do Sul.

As discussões giraram principalmente em torno do trabalho de abertura da Sessão Plenária “A epidemia do câncer do pulmão do tipo adenocarcinoma relacionada ao fumo; o papel da indústria do tabaco e os cigarros com filtro e de baixos teores", o que confere a ele uma importância sem precedentes nesse tipo de evento.
O oncologista e diretor da Oncocamp, Juvenal Antunes Oliveira Filho, participou do congresso e trouxe na bagagem informações que comprovam essa epidemia. Ao contrário de alguns tipos de câncer que registram uma diminuição percentual, existe hoje uma pandemia de câncer do pulmão que coincide com o aparecimento e rápido crescimento da indústria do tabaco no início do século passado. Em 1950 o subtipo denominado adenocarcinoma compreendia apenas 5% de todos os tumores do pulmão e em 2000-2003 passou a representar 47% de todos os tumores.
Chama atenção que o aumento foi maior em mulheres que nos homens (52% x 42%) e o que preocupa bastante é o fato de ter crescido muito em pessoas de menos de 50 anos, atingindo 59%. O adenocarcinoma pulmonar está diretamente relacionado com o hábito do fumar cigarros com filtros e baixos teores de nicotina. Enquanto em 1950 apenas 1% dos cigarros tinha filtro hoje 98% dos cigarros feitos nos EUA são vendidos com filtro. “Essa é uma estratégia da indústria tabagista para que os fumantes não deixem de fumar, apenas mudem o tipo de cigarro. Para compensar os baixos teores ou filtros, inalam mais fumaça e consequentemente produtos cancerígenos, aumentando, ao invés de diminuir, as chances de desenvolver um tumor no pulmão. Isso tem tido implicações muito importantes e foi inclusive reconhecido pela indústria do tabaco e será motivo de grandes debates mundiais“, disse Oliveira Filho. Na conclusão, o autor afirmou que as ações da indústria tabagista contribuíram para o desenvolvimento de uma epidemia de adenocarcinomas do pulmão relacionados ao hábito de fumar. Além desse tema, foram discutidas novas técnicas para o uso de imagens no diagnóstico, planejamento terapêutico e acompanhamento, principalmente o uso da tomografia computadorizada multislice (TC), ressonância magnética (RNM) e tomografia por emissão de pósitrons (PET-TC).

Todas elas já estão em uso corrente no Brasil e aqui em Campinas já entrou na rotina de avaliação das neoplasias pulmonares. Em relação à terapia, as novidades estão relacionadas às novas técnicas de cirurgias mais conservadoras, radioterapia com novos aparelhos e softwares que permitem direcionar mais a radiação focada nos tumores e afetar menos os tecidos sadios. Além disso, a modalidade de terapia molecular dirigida isolada ou associada à quimioterapia, já também em uso crescente entre nós, certamente irá impulsionar nos próximos anos a terapia sistêmica do câncer do pulmão, além de novos protocolos de quimioterapia com diversas combinações com melhor tolerância.

O 12º. Congresso Mundial do Câncer do Pulmão é realizado de dois em dois anos. Em 2009 será realizado nos EUA, na cidade de São Francisco. Nesses encontros são analisados aspectos epidemiológicos, diagnóstico e terapia, nas formas de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e a mais recente, terapia molecular alvo-dirigida, modalidade terapêutica que certamente irá predominar no futuro próximo devido a sua maior especificidade e menor toxicidade. Atualmente o câncer de pulmão é o que tem a maior mortalidade entre todos os tumores malignos no mundo todo, sem exceção para o Brasil, embora não seja o de maior incidência entre nós. Afeta tanto homens como mulheres e é considerado um dos mais devastadores por somente se manifestar quando muito avançado.

Dos pacientes que procuram os médicos com sintomas respiratórios ou dor torácica e têm um tumor do pulmão diagnosticado, apenas 20% conseguem que o mesmo seja extirpado pela cirurgia, ainda a melhor arma para a sua cura. A prevenção do câncer do pulmão é de uma simplicidade sem precedentes, apenas deixar de fumar!

Tabaco que não provoca fumaça também é maléfico à saúde

O consumo de tabaco que não provoca fumaça, ou seja, do tipo que se pode mascar ou inalar, aumenta o risco de alguns tipos de câncer, embora provavelmente menos do que o hábito de fumar cigarros, estima um grupo de especialistas na edição de julho da revista médica The Lancet Oncology.
Esses produtos contêm mais de 30 substâncias cancerígenas, sobretudo nitrosaminas, explicam Paolo Boffetta, do Centro Nacional francês de Pesquisa sobre o Câncer, e seus colegas.
Os estudos realizados nos Estados Unidos e na Ásia sugerem que o tabaco sem fumaça multiplica por duas vezes e meia o risco de câncer na cavidade bucal, mas pesquisas semelhantes na Europa não detectaram nenhum tipo de aumento. Uma combinação desses dados se traduz em uma elevação de 80% do risco.
Quanto ao câncer de esôfago e de pâncreas, as chances disparam 60%; para o de pulmão, os resultados são contraditórios, de 0 a 80%.
A equipe do doutor Boffetta não recomenda o tabaco sem fumaça como substituto do cigarro.
"O risco de câncer, sobretudo da cavidade bucal e do pulmão, é provavelmente menor entre os consumidores de tabaco sem fumaça nos Estados Unidos e na Europa do Norte do que entre os fumantes", conclui.
Mas essa probabilidade é "mais elevada entre os consumidores de tabaco sem fumaça do que entre as pessoas que não consomem nenhum tipo de tabaco". (AFP/Google)

Fumantes podem viver 10 anos a menos, diz estudo

Um estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos revelou nesta quarta-feira que o fumante pode ter de cinco a dez anos de vida a menos que uma pessoa que não fuma. Para chegar ao resultado, a pesquisa juntou as estatísticas de vida e morte de diversas agências, incluindo as da Sociedade Norte-Americana do Câncer e o Centro Nacional de Estatísticas de Vida.
Segundo o estudo publicado no jornal do Instituto, “fumar diminui entre cinco e dez anos o tempo de vida de uma pessoa, seja homem ou mulher. Por exemplo, um homem de 55 anos que fuma tem os mesmos riscos de morrer por todas as causas que não-fumante de 65 anos”.
“Para uma mulher que fuma, as chances de morrer com problemas no coração ou câncer de pulmão chegam a exceder as chances de mortes por conseqüência do câncer de mama a partir dos 40 anos”, completa o relatório.
O estudo foi liderado por Lisa Schwartz, do centro médico de Vermont, e deve ajudar os médicos a convencer os pacientes a parar de fumar. “Nós esperamos que esses resultados possam ajudar aos psicólogos e médicos a discutir com os seus pacientes sobre os riscos do cigarro e, quem sabe, fazer com eles parem de fumar”, disse a pesquisadora. (Fonte: Veja Online)

Estudo revela que tabaco pode estar relacionado à perda de memória

O consumo de tabaco pode estar vinculado a um maior risco de perda da memória em pessoas de idade avançada, segundo um relatório divulgado hoje pela revista "Archives of Internal Medicine".


De acordo com uma análise incluída no relatório, a dependência do tabaco pode ser um fator de risco de demência.No entanto, adverte que um estudo mais detalhado sobre o vínculo e a faculdade do pensamento, a aprendizagem e a memória é difícil em adultos de idade avançada porque muitos participantes não concluem o tempo de pesquisa ou morrem em resultado de doenças relacionadas ao tabaco.A conclusão sobre o perigo do fumo na função cognitiva é de um estudo realizado por um grupo de cientistas liderado por Séverine Sabia, do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica, em Villejuif, França.

Os pesquisadores analisaram dados médicos de 10.308 funcionários públicos ingleses com idade entre 35 e 55 anos, cujos hábitos de consumo de tabaco foram registrados de 1985 a 1988 e depois entre 1997 e 1999.Um total de 5.388 participantes fez testes de memória, raciocínio, vocabulário e fluência oral entre 1997 e 1999. Desse grupo, 4.659 foram submetidos aos mesmos exames cinco anos depois.O relatório indicou que quem fumava no início do estudo tinha mais chances de morrer durante os 17 anos seguintes à pesquisa.

Na primeira série de testes, os fumantes figuravam no grupo de menor rendimento cognitivo em comparação com aqueles que nunca tinham consumido tabaco.Por outro lado, quem tinha abandonado o cigarro no começo do estudo viu sua capacidade oral e vocabulário serem reduzidos em 30% frente aos não-fumantes.Além disso, as pessoas que deixaram de fumar durante a pesquisa melhoraram hábitos que poderiam prejudicar a saúde: consumiam menos álcool, mais frutas e verduras e praticavam mais atividades físicas.Segundo os cientistas, o estudo chega a conclusões importantes: fumar na idade adulta está vinculado a uma menor capacidade de raciocínio e problemas de memória.

Além disso, quem parou de fumar melhorou a memória e aumentou o vocabulário, assim como a fluência oral.Quando uma pessoa deixa de fumar traz benefícios à própria saúde, e é possível que a relação entre tabaco e função cognitiva tenha sido subestimada.Segundo os cientistas, o estudo é importante porque as pessoas que têm problemas cognitivos na idade adulta podem avançar mais rapidamente para um quadro de demência.Os pesquisadores acrescentam que nos últimos 20 anos as mensagens de saúde pública sobre o tabaco causaram mudanças no consumo."Essas mensagens de saúde pública sobre o cigarro deveriam continuar e ser dirigidas aos fumantes de todas as idades", destacam.

Brasil/Campanha antitabagista tem jovem como alvo

SÃO PAULO - A Organização Mundial de Saúde (OMS) contratou uma agência de publicidade brasileira para fazer campanha mundial contra o fumo. A missão da NovaS/B, de São Paulo, é dar uma resposta à atuação dos fabricantes de cigarro que têm direcionado sua publicidade para atrair o público jovem. A agência criou estratégias de marketing que comparam a indústria do cigarro a uma “rede do mal”. “O Brasil é exceção porque é um país que já adotou medidas para proibir a publicidade de cigarro. Mas o mundo globalizado, com a tecnologia que a gente tem hoje, não impede que ela esteja presente em todos os países de uma maneira tão forte quanto na época em que se tinha publicidade – afirma o publicitário Bob Vieira da Costa, da NovaS/B.

Uma das novas formas para despertar no jovem a vontade de fumar tem como base o YouTube, site da internet que compartilha vídeos em formato digital. “Quando você vê hoje no You Tube um jovem bonito fumando, ele agrega um baita de um glamour para o cigarro. A indústria conseguiu desenvolver, através do marketing, um conjunto enorme de possibilidades de chegar até o jovem”, explica Bob. Segundo ele, a campanha da OMS quer mostrar que o número de mortes pode aumentar muito. Entre 1901 e 2000 morreram por causa direta do cigarro cem milhões de pessoas em todo o mundo. No século XXI, poderão ser um bilhão.

Na campanha mundial, que já entrou no ar nas emissoras de TV do Brasil semana passada, os comerciais da OMS mostram uma pessoa morrendo na cama de um hospital por causa do cigarro e pergunta ao jovem brasileiro: sabe por que a indústria do cigarro quer você como cliente? Porque é um negócio: quando um consumidor morre, ela precisa de outro jovem para repor o cliente perdido. (AG)

Irmãos de 4 e 9 anos se tratam para parar de fumar

Dois irmãos, de 4 e 9 anos de idade, estão em tratamento, em Taiwan, para parar de fumar. O pai dos meninos, na cidade de Gaoxiong, levou-os ao centro de reabilitação depois de perceber que eles roubavam seus cigarros e charutos.
De acordo com informações no site Ananova, o pai contou ao jornal China Times que já desconfiava do vício em nicotina dos meninos, mas a situação "é difícil de aceitar".Os garotos admitiram que roubavam os cigarros e disseram que faziam isso porque o pai lhes parecia "charmoso" ao fumar.
No centro de reabilitação, o médico Xue Guangjie criticou o pai por falhar na continuação do tratamento. "Ele veio a apenas duas sessões, e a melhor maneira de resolvermos o problema de adição das crianças seria com o bom exemplo do pai", explicou. (Fonte: Terra)

Souza Cruz critica novas imagens de advertência contra o fumo

Para presidente da empresa, imagens 'não são informativas, mas depreciativas, buscando denegrir o consumidor'.

Sandra Hahn - Agência Estado
Fonte: Estado de S.Paulo

PORTO ALEGRE - O presidente da Souza Cruz, Dante Letti, considerou "depreciativas" as imagens de advertência que deverão ser impressas em maços de cigarros dentro de aproximadamente nove meses. As fotos foram divulgadas ontem pelo Ministério da Saúde na terça-feira, 27. Letti afirmou que sua avaliação é preliminar, pois conheceu a medida pela imprensa, e afirmou que as imagens "não são informativas, mas depreciativas, buscando denegrir o consumidor do produto". Apesar disso, observou que a medida está dentro das prerrogativas do ministério.
Para o executivo, a medida terá impacto no consumo, assim como ocorreria com uma "boa campanha educativa". Ele disse que a empresa tem feito campanhas junto ao varejo para conscientizar os comerciantes contra a venda de cigarros a menores de idade. Letti acrescentou que o departamento jurídico da companhia vai analisar a medida do governo e preferiu não antecipar qualquer possível resposta da Souza Cruz.
Conforme Letti, vários fatores influenciam o consumo de cigarro no Brasil, onde o preço tem sido inibidor do hábito. O maço de cigarros custava cerca de R$ 1,20 há seis anos e atualmente está em R$ 2,50 em média, segundo informou. Se os impostos subissem bruscamente, o mercado passaria para a informalidade, argumentou ele. Além do valor do cigarro, campanhas educativas e outras iniciativas também interferem no consumo, na avaliação da empresa.
A atuação da Receita Federal e medidas como a adoção da nota fiscal eletrônica tiveram efeito na redução da informalidade no mercado de cigarros, segundo a Souza Cruz. Letti lembrou que, desde abril, todas as indústrias do setor estão conectadas à Receita em tempo real, com registro de cada cigarro produzido legalmente. "Isso é importante porque, além da diferença entre os preços, que chega a ser de 48%, os produtos ilegais ficam à margem de regulamentações e controles sanitários", afirmou o executivo, que foi palestrante em reunião-almoço na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul.
A expectativa para o comportamento do mercado brasileiro em 2008 é de uma pequena retração de 2%, ante os 130 bilhões de cigarros vendidos no ano passado. No mundo, a tendência é estável, com leve declínio. Ao mesmo tempo em que há aumento de renda, que favorece o consumo, também crescem a regulamentação do setor e as campanhas de conscientizaçã o, analisou Letti.

OMS: cigarro matará 1 bilhão de pessoas neste século

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que o cigarro irá matar 1 bilhão de pessoas neste século e apela para que os governos proíbam toda a propaganda, publicidade e promoção de empresas de tabaco. A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) ainda pede que o cigarro nas novelas brasileiras também seja abolido. Para marcar o dia internacional contra o cigarro, que é celebrado hoje, a OMS lança uma campanha mundial para alertar os jovens sobre as "armadilhas" das empresas do setor. O material publicitário foi produzido no Brasil e será veiculado em 200 países.
A idéia da OMS é a de convencer os diversos governos a adotarem medidas duras. Segundo os estudos da entidade, países que adotaram uma restrição total à publicidade de cigarros conseguiram reduzir em 16% o consumo. O grau do vício estaria ligado à exposição à publicidade do produto. Outra constatação é de que a indústria sabe do potencial do marketing. Entre 1995 e 1999, as empresas americanas promoveram ou patrocinaram 2,7 mil eventos, com gastos de US$ 350 milhões. (Fonte: Yahoo Notícias)

Novas imagens dos maços de cigarro...











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