Brasil tem motivos para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco


As importantes medidas aprovadas na luta contra o fumo recentemente no Brasil fazem com que o País tenha motivos para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco. O aumento do preço do cigarro, por exemplo é considerado uma das medidas mais eficazes para conter o tabagismo.
O Dia Mundial sem Tabaco, que acontece nesta quinta-feira, é uma oportunidade para sensibilizar a população sobre os males causados pelo fumo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo.
Dados divulgados pela OMS mostram que mais de 5,6 milhões de pessoas morrem por ano devido aos males do tabaco, sendo 600 mil fumantes passivos, aqueles que não fumam, mas estão sujeitos à fumaça do cigarro.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tabagismo é responsável pela morte de 200 mil pessoas a cada ano no Brasil. Atualmente, cerca de 25 milhões de pessoas são fumantes no País, mas este número está caindo.
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde aponta que de 2006 a 2011, o número de fumantes passou de 16,2% para 14,8% - menos da metade dos 34,8% de fumantes de 1989. Os homens ainda continuam sendo os maiores consumidores de cigarros, com 18,1%, enquanto 12% das mulheres são fumam.
O índice de jovens entre 18 e 24 anos que fumam é de 12,5%. A pesquisa apontou que 11,3% deles largam o vício antes de completar 25 anos. Diminuiu também a quantidade de homens que fumam mais de dois maços por dia, de 6,3% para 5,4% nos últimos seis anos.
Fatores que ajudaram na diminuição do consumo de tabaco
Em 2005, o Brasil aderiu à Convenção-Quadro do Controle de Tabaco (CQCT), instrumento legal, sob forma de um tratado internacional de saúde pública. O trabalho da CQCT é elaborar e atualizar as políticas de controle de tabaco e proteger as políticas nacionais contra os interesses da indústria do tabaco. Essas medidas têm como meta reduzir a demanda e a oferta do tabaco, proteger o meio ambiente e conscientizar a população dos perigos do cigarro.

No dia 15 de dezembro de 2011, uma nova Lei do Fumo foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, estabelecendo o preço mínimo de três reais para o cigarro, aumentando a carga tributária sobre o produto, vetando a propaganda nos pontos de venda e proibindo o fumo em locais fechados em todo o Brasil. Os fumódromos, sejam privados ou públicos, não são mais permitidos.
"Não é fácil romper com a imagem de glamour, prazer e sedução que há muito tempo vem sendo associada ao cigarro, fazendo com que as pessoas se iludam e acabem se tornando dependentes", diz a vice-diretora da ONG Aliança de Controle de Tabagismo (ACT), Mônica Andreis. Para ela, a restrição de publicidade e o uso de imagens de advertências nos maços contribuem para uma maior conscientização sobre os males do cigarro, como dependência, doença e morte, quebrando a falsa imagem de glamour que o produto representa.
Já a proibição de fumar em lugares fechados tinha como objetivo inicial proteger as pessoas da exposição ao fumo passivo, mas acabou estimulando os fumantes a reduzirem ou pararem de fumar.
O aumento de preço do cigarro é considerado uma das medidas mais eficazes para conter o tabagismo. A nova Lei do Fumo estabeleceu em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados para cigarros. Essa elevação no preço entrou em vigor no início do ano, podendo subir até cerca de 20% em 2012 e 55% até 2015.
Além disso, a Anvisa aprovou em março a retirada de cigarros com sabor do mercado e restringe o uso de aditivos que dão aroma aos cigarros, como cravo, baunilha e mentol. De acordo com a vice-diretora da ACT, essas substâncias são usadas para atrair os jovens e facilitar sua iniciação com o cigarro.
Este ano, a OMS escolheu o tema Interferência da Indústria do Tabaco para celebrar o Dia Mundial sem Tabaco.[Fonte: Terra]

FUMAR FAZ MAL PRA VOCÊ E PRO PLANETA


CLIQUE NA IMAGEM PARA SABER MAIS!

Além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, dentre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: desmatamento, uso de agrotóxicos, agricultores doentes, incêndios e poluição do ar, das ruas e das águas.[Fonte: INCA]


Ele é fumante? Cuidado!


Cheiro de cigarro não é nada afrodisíaco e gosto de cigarro muito menos. Para piorar toda nossa relação com o fumo, uma pesquisa diz que homens que fumam podem ter o pênis encolhido.
Pode parecer absurdo, mas o argentino Aníbal Litvin diz no livro "369 Curiosidades sobre sexo" que homens que fumam podem ter o pênis encurtado em quase um centímetro!
Os cientistas do Instituto de Andrologia do Centro para Medicina Reprodutiva, em Lexington, apontam que outro problema é a performance na "hora H", os fumantes têm menos desejo sexual, podendo até chegar à impotência.
A explicação para isso é que os efeitos do cigarro atingem as artérias do corpo, causando obstruções na circulação, entupindo os vasos sanguíneos e atrapalhando a capacidade erétil do pênis.
Outra dificuldade dos homens que fumam é a reprodução. O vício pode deteriorar a qualidade do esperma e tornar mais difícil ter filhos.[Fonte: Yahoo]

Tabaco aumenta risco de obesidade


  • Uma investigação norte-americana concluiu que os fumadores têm maior propensão para acumular gordura na zona abdominal podendo chegar, em média, a pesar mais cinco quilos do que pessoas não-fumadoras. Os resultados do estudo Tobacco, apresentados pela Facilitas Healthcare, desvendam um dos mitos mais populares: o tabaco emagrece. Esta crença é, aliás, um dos principais argumentos utilizados pelos fumadores para evitar ou adiar a decisão de deixar de fumar, avança comunicado de imprensa.

    “O consumo de tabaco está, normalmente, associado a hábitos pouco saudáveis. Em regra, os fumadores são menos conscientes da sua saúde e apresentam menor força de vontade do que os não fumadores, o que os torna mais vulneráveis ao ganho de peso. Mesmo no caso dos fumadores que tentam levar uma vida menos sedentária, está comprovado que o tabaco gera dificuldades na criação de músculo, causa flacidez e implica uma respiração descoordenada que dificulta a actividade física”, explica Marta Andrade, terapeuta de Cessação Tabágica da Facilitas Healthcare.
  • Fonte: RCM PHARMA/OBID/SENAD.

Multidões não sabem que o cigarro eleva risco de doenças, diz estudo


  • Um enorme contingente de pessoas em vários países ainda não relacionam o risco de ter doenças do coração em decorrência do hábito de fumar e pelo fumo passivo. É o que concluiu um relatório divulgado nesta sexta-feira (20) em um congresso de cardiologia em Dubai.

    O relatório, intitulado "Danos cardiovasculares do consumo de tabaco e fumo passivo", foi encomendado pela Federação Mundial do Coração e escrito pelo Projeto Internacional de Controle ao Tabaco (ITC Project, na sigla em inglês), em colaboração com a Iniciativa Sem Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Segundo o relatório, metade de todos os fumantes chineses e um terço dos fumantes indianos e vietnamitas não sabem que fumar provoca doenças do coração.

    Em uma ampla gama de países, incluindo Índia, Uruguai, Coreia do Sul e Polônia, cerca de metade de todos os fumantes - e mais de 70% de todos os fumantes chineses - não sabem que fumar aumenta o risco de derrames. A pesquisa não abordou a população brasileira.

    A conscientização do risco do fumo passivo é ainda menor. No Vietnã, quase 90% dos fumantes e não fumantes não sabem que o fumo passivo causa doenças cardiovasculares. Na China, 57% dos fumantes e não fumantes não estão cientes da ligação.

    Mesmo em países com sistemas bem desenvolvidos de saúde e regulação de controle do tabaco - como Canadá, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália - entre um terço e metade dos fumantes não sabe que o fumo passivo pode prejudicar a saúde cardiovascular.

    Segundo o professor Geoffrey T. Fong, da Universidade de Waterloo, no Canadá, e principal autor do Projeto ITC, o relatório faz a relação entre o amplo desconhecimento dos riscos do tabagismo com os altos níveis de prevalência do hábito.

    “Nossa pesquisa mostra que os riscos do uso do tabaco para a saúde pulmonar são amplamente aceitos. Mas precisamos atingir o mesmo nível de conhecimento e consciência de que o uso do tabaco pode causar doença cardíaca, acidente vascular cerebral e doença vascular periférica e que o fumo passivo pode causar ataque cardíaco”, afirma.

    Fong alerta que os aviso de saúde inseridos em embalagens de cigarro em alguns países não citam os perigos do fumo passivo.

    “Aumentar o conhecimento desses riscos específicos de saúde ajudará a incentivar os fumantes a parar e ajudar os não-fumantes a se protegerem. Portanto, a sensibilização é um passo importante na redução da exposição das pessoas à fumaça do tabaco", reitera.

    A exposição ao fumo passivo aumenta o risco de doenças cardíacas em 25% e mais de 87% das mortes de adultos em todo o mundo causadas pelo fumo passivo são atribuíveis à doenças cardiovasculares, segundo o relatório.

    A doença cardiovascular é a principal causa mundial de morte no mundo, matando 17,3 milhões de pessoas a cada ano. Ao todo, 80% destas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, que estão cada vez mais sendo alvo da indústria do tabaco.

    O uso do tabaco e a exposição ao fumo passivo provoca cerca de um décimo de todas as mortes por doenças cardiovasculares. Mesmo fumar alguns cigarros por dia aumenta significativamente o risco de ter essa doença, diz o relatório.

    Douglas Bettcher, diretor da iniciativa da OMS, observou que o relatório fornece prova conclusiva de que o nível de informação sobre os males cardiovasculares do uso do tabaco e do fumo passivo ainda é insuficiente e, portanto, campanhas de mídia de massa e avisos são urgentemente necessários.

    “Espero que este relatório aumente o senso de urgência dos líderes mundiais e da comunidade de saúde pública (...). Isso significará a diferença entre a vida e a morte de quase seis milhões de pessoas a cada ano", alerta.

  • Autor:G1 - Fonte: OBID/SENAD.

Percentual de fumantes no país fica pela primeira vez abaixo dos 15%


A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada ontem pelo Ministério da Saúde, indica que o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% no ano passado.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, elogiou os resultados e lembrou que é a primeira vez em que o índice fica abaixo dos 15%.
“É uma queda importante e mostra a correção de algumas medidas do governo, do Congresso Nacional, [no sentido] de reforçar a luta contra o tabagismo”, disse, ao destacar ações como a proibição de fumódromos e a criação de espaços livres do tabaco.
Dados mostram que a frequência de fumantes continua maior entre os homens: 18,1% contra 12% entre as mulheres. Ainda assim, a população masculina lidera a redução do tabagismo no país, já que 25% deles declararam ter deixado de fumar, contra 19% entre as pessoas do sexo feminino. A tendência de queda no consumo entre os homens foi constatada em todas as faixas etárias e independentemente do grau de escolaridade.
A quantidade de pessoas que abandonam o hábito de fumar, de acordo com o ministério, aumenta com o avançar da idade. A frequência de ex-fumantes chega a ser quase cinco vezes maior entre homens com mais de 65 anos. Entre as mulheres, a maior queda foi verificada na faixa etária dos 55 aos 64 anos (30%).
Outro aspecto positivo apontado pelo estudo é a queda do índice de homens que fumam mais de 20 cigarros por dia – o chamado fumante pesado. A proporção passou de 6,3% em 2006 para 5,4% em 2011.
Em relação ao fumo passivo, a pesquisa Vigitel indica que 11,8% dos brasileiros não fumantes moram com pelo menos uma pessoa que fuma dentro de casa. Além disso, 12,2% das pessoas que não fumam convivem com algum colega fumante no local de trabalho.
Adultos entre 18 e 24 anos são os que mais sofrem com o fumo passivo em casa (17,7%). No trabalho, a frequência de homens atingidos pelo fumo passivo é 17,8%, mais do que o dobro da registrada entre as mulheres, 7,4%.
Dados mostram ainda que, quanto maior o acesso à informação, menor a chance de a pessoa começar a fumar. O percentual de fumantes entre pessoas com até oito anos de estudo ficou em 18,8%, contra 10,3% entre pessoas com 12 anos ou mais de estudo.[Fonte: 

EUA lançam campanha contra cigarro com vídeos de ex-fumantes doentes


Tabagismo:
Maior ação antitabagismo já feita por órgão de saúde americano, 'Tips from Former Smokers' mostra realidade do vício
O Centro para Saúde e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos, lançou, neste mês, sua maior ação anticigarro já feita. Com um custo de 54 milhões de dólares, o Tips from Former Smokers (ou Dicas de Ex-fumantes, em português), como é chamada a campanha, tem como objetivo convencer e ajudar os fumantes a deixarem o vício e, para isso, disponibiliza fortes depoimentos, vídeos e fotografias de pessoas que convivem com doenças relacionadas ao tabagismo. Essas imagens estão sendo exibidas desde esta segunda-feira em anúncios de televisão, rádio, revistas e jornais de todo o país, e devem ser veiculadas durante ao menos 12 semanas.
No site oficial da campanha, é possível encontrar todas as informações e imagens que estão sendo veiculadas na mídia dos EUA. Ao todo, são 14 depoimentos parte deles acompanhados de vídeos de ex-fumantes, que relatam quando começaram a fumar, por quanto tempo o vício durou e quais danos à saúde o hábito acarretou. (Assista a um dos vídeos da campanha abaixo). São mostrados problemas como câncer de pulmão e de garganta, asma, derrame cerebral e outras doenças cardiovasculares. Além disso, há também depoimentos de pessoas que foram bem sucedidas ao deixar o vício. As fotografias de pessoas prejudicadas pelo tabagismo também podem ser vistas na página da internet.
"Basicamente estes são anúncios sobre os reais efeitos do tabagismo sobre pessoas reais. Eles mostram câncer, ataques cardíacos, amputação, acidente vascular cerebral e como é viver com essas condições", afirmou à agência Reuters o diretor do CDC, Thomas Frieden, que estima que a campanha fará com que aproximadamente 50.000 americanos abandonem o cigarro.
Parte dos anúncios da campanha também exibe o ‘1-800-QUIT-NOW’, número de telefone para o qual as pessoas que estão tentando deixar o cigarro podem ligar e obter um suporte gratuito. Além disso, a campanha também divulga o smokefree.gov, um site do governo que também fornece ajuda para os candidatos a ex-fumantes.
Epidemia — De acordo com o CDC, o cigarro continua sendo a principal causa de mortes por doenças evitáveis nos Estados Unidos: todos os anos, 443.000 americanos morrem por complicações derivadas do hábito. Ainda segundo o órgão, oito milhões de pessoas convivem com problemas de saúde relacionados ao tabagismo e mais de 1 000 jovens menores de 18 anos se tornam fumantes todos os dias no país.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um terço da população mundial adulta, cerca de 1,3 bilhão de pessoas, seja fumante. De acordo com o Ministério da Saúde, 18,8% dos brasileiros fumam.[Fonte: Veja/UNIAD]

Material para Estudo e Reflexão na Escola Sobre Tabagismo e Educação

TABAGISMO: Relevância do Tema na Educação - Clique Aqui (Arquivo em PDF)

Atlas do Tabaco - Clique no link do texto!

Acesse aqui o Atlas do Tabaco - Clique Aqui! (Arquivo em PDF)

Anvisa proíbe venda de cigarros com sabor



Cigarros com aditivos como chocolate, baunilha, menta e morango estão proibidos no País. Depois de mais de um ano de discussão e muita polêmica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (13) uma resolução que impede o uso de substâncias que mudam o sabor ou o cheiro de produtos de fumo. A medida, na prática, passa a valer dentro de um ano e meio. Este é o tempo dado para a indústria mudar a linha de produção e escoar ou recolher o produto existente no mercado. Para cigarrilhas e charutos, o prazo é maior: 18 meses para interrupção da produção e seis meses, para retirada dos produtos do comércio.
A versão aprovada por unanimidade é mais branda da que foi colocada em consulta pública em dezembro de 2010. A medida permite a adição de açúcar ao tabaco para repor a substância perdida no processo de secagem. A versão anterior incluía o açúcar na lista de proibições. A adição permitida, no entanto, terá de obedecer um critério. Fabricantes terão de informar quanto do açúcar foi perdido no processo de cura e quanto foi reposto.
A resolução aprovada hoje também garante a permanência de um grupo de outras sete substâncias que não alteram o sabor ou cheiro do tabaco mas são usadas durante o processo de produção. Entre elas estão glicerol, adesivos e agentes aglutinantes.
A proibição de aditivos aromatizantes e que emprestam sabor aprovada pela Anvisa atende a uma recomendação da Convenção Quadro do Tabaco, acordo mundial com medidas para reduzir e prevenir o tabagismo, do qual o Brasil é signatário. Médicos e grupos antitabagistas asseguram que a adição de produtos que alteram o sabor e cheiro do cigarro é uma tática há tempos usada pela indústria para atrair novos fumantes, principalmente crianças e adolescentes. Na edição de hoje, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou pesquisa feita com 17 mil estudantes de 13 a 15 anos em 13 Estados do País que mostrou que a maioria dos alunos que já experimentara cigarro preferiam os com sabor, principalmente os mentolados.
"Foi um ganho para a saúde pública do País", comentou o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares da Silva, ao fim da reunião. Embora a decisão tenha sido unânime, o clima da reunião de hoje foi tenso. Um dos diretores, Jaime Oliveira, havia sugerido que outros aditivos que não conferissem sabor ou odor ao produto fossem permitidos na produção de cigarros brasileiros. Estima-se que existam cerca de 600 aditivos usados no cigarro. A proposta já havia sido apresentada na segunda-feira, em uma reunião informal entre diretores. Hoje, depois de muita discussão, ficou acertado que, no futuro, empresas poderão enviar propostas tanto para liberar quanto para proibir novas substâncias.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Fumo, Carlos Fernando Galante, não quis fazer uma avaliação sobre a resolução. "Temos de discutir qual impacto que essa medida exercerá no setor", afirmou. Ao longo do último ano, a indústria do fumo pressionou sob todas as formas o governo para tentar evitar a aprovação da medida. Eles asseguram que a proibição da adição de produtos ao cigarro pode afetar o setor, que emprega milhares de pequenos agricultores no País. "Esse discurso é muito semelhante àquele que foi feito durante a aprovação da Convenção Quadro do Tabaco: na época eles diziam que o setor estava ameaçado. E vemos que a atividade nunca esteve tão fortalecida", afirmou Paula Johns, da Aliança de Controle do Tabagismo.
De acordo com a indústria do fumo, cigarros com sabor representam cerca de 3% do mercado brasileiro. Ao longo dos últimos anos, o número de marcas com sabores aumentou de forma expressiva no País. "Diante das restrições com publicidade, as imagens de advertência, eles reforçaram outra estratégia que sabidamente é eficaz entre jovens: tornar o cigarro mais atrativo", afirmou Vera Costa e Silva, pesquisadora da Fiocruz. [Fonte: Yahoo]

Postagens Mais Lidas: