Fumante indenizado

Justiça de Minas manda Souza Cruz pagar R$ 200 mil a fumante:


O TJ (Tribunal de Justiça) de Minas Gerais determinou que a fabricante de cigarros Souza Cruz indenize uma mulher em R$ 200 mil em razão dos danos à saúde gerados pelo fumo. A companhia anunciou nesta quarta-feira (7/11/2007) que vai recorrer da decisão.
A indenização será paga a Rélvia Braga Bittencourt, 58, que alega que teve de amputar uma perna em razão de problemas de saúde relacionados ao uso constante de cigarros por mais de 30 anos.
Ela teria começado a fumar aos 12 anos, influenciada pela propaganda da indústria do tabaco, especialmente da Souza Cruz, fabricante de marcas como Derby, Hollywood, Free e Carlton. O vício teria causado transtornos como mal estar, dor, lesões e sofrimento em razão da amputação da perna, além de outras doenças.
A decisão foi tomada em razão de recurso impetrado por Bittencourt no TJ-MG, depois que a Justiça de primeira instância negou o pedido. Entretanto, os desembargadores do Tribunal acataram o recurso e determinaram o pagamento da indenização.
A determinação foi tomada em audiência ocorrida no início do mês de outubro, porém divulgada apenas ontem pela assessoria de comunicação do Tribunal. No julgamento, dois desembargadores votaram a favor de Bittencourt, contrariando o voto do relator do processo, o desembargador Unias Silva, que queria a recusa do recurso.
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Segundo o desembargador do TJ-MG, Elpídio Donizetti, que participou do julgamento, as empresas do ramo agem de má-fé ao comercializar o cigarro.
"Quando se compra um produto, é estabelecido um contrato que pressupõe lealdade. Essas empresas quebram isso quando vendem e ainda anunciam um produto que elas sabem que não é bom", afirmou à Folha Online.
Para o magistrado, desde a década de 50 a indústria conhece os efeitos nocivos do cigarro e mesmo assim continuam anunciando o produto, por meio de anúncios que ele considera uma "armadilha da publicidade".
"É por tal razão que não se pode admitir o argumento de que os fumantes agem com livre arbítrio", disse o desembargador, em seu voto sobre o caso.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Souza Cruz informou vai recorrer da decisão e que nunca foi condenada em definitivo a pagar indenização nesse tipo de caso.
A empresa afirma que já sofreu 500 ações como essas no país desde 1995, das quais 296 foram rejeitadas em alguma instância, mas ainda tramitam na Justiça. Apenas 12 decisões teriam sido tomadas a favor dos fumantes, porém não em caráter definitivo. Segundo a Souza Cruz, a companhia obteve 192 decisões definitivas a seu favor. (Folha Online)



Anna Claudia Monteiro
Fórum de Idéias Assessoria de Comunicação
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Ambientes livres do cigarro!

Ambientes fechados 100% livres da fumaça de tabaco, já!

Presidência da República recebe carta que exige do governo ambientes fechados 100% livres da fumaça de tabaco, já.


Reivindicação é de entidades antitabagismo, de médicos e profissionais de saúde de todo o Brasil, e de órgãos do próprio governo.
A Aliança de Controle do Tabagismo - ACTbr, composta por organizações da sociedade civil interessadas em coibir a expansão da epidemia tabágica, entrega a autoridades governamentais, nesta quarta-feira, dia 7, em Brasília, um documento reivindicando ambientes fechados 100% livres de tabaco. O documento será entregue em vários locais: às 11h, na reunião da Comissão Nacional Interministerial para a Implementação da Convenção Quadro (Conicq), na Esplanada dos Ministérios, sede do Ministério da Saúde. Depois, os representantes da ACTbr irão encaminhar o documento às Presidências da República, da Câmara e do Senado, da Frente Parlamentar da Saúde e ao Ministério da Saúde.
Este documento, intitulado Carta do Fórum, foi produzido durante reunião do Fórum sobre Tabagismo Passivo e Legislação sobre Ambientes Livres de Fumo no Brasil, realizado em setembro, no Rio de Janeiro, e propõe a alteração da Lei Federal n. 9.294, de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso de tabaco. Participaram da redação da carta, além de representantes da ACTbr, organizações e entidades ligadas à saúde, ao meio ambiente, à Justiça e à educação, entre outras. Na Carta do Fórum, as entidades alertam para dados da Organização Mundial da Saúde, que mostram que 5 milhões de indivíduos morrem anualmente por doenças causadas pelo fumo, sendo 200 mil no Brasil. Já está comprovado cientificamente que a poluição tabagística ambiental é causa de doenças em não fumantes, expondo estes indivíduos a um risco de câncer de pulmão 30% maior, e de doenças cardiovasculares 24% maior do que não-fumantes não expostos à fumaça do cigarro.
As entidades buscam chamar atenção para o fato de que garantir uma área destinada aos fumantes, ainda que devidamente isolada e com arejamento conveniente, expõe a fragilidade da legislação em vigor e dificulta a ação da vigilância sanitária. Isso porque os sistemas de ventilação são geralmente ineficientes, permitindo a exposição involuntária à fumaça do tabaco, colocando em risco a saúde da população, sobretudo dos que exercem jornada de trabalho, transitam, convivem e/ou permanecem em tais locais.
O objetivo do documento, portanto, é adequar a lei atual às relevantes evidências científicas e epidemiológicas e à Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional proposto pela OMS, do qual o Brasil é participante, e garantir ambientes 100% livres da fumaça de tabaco em locais fechados, sem exceção.
Conheça, abaixo, a íntegra da Carta do Fórum.
Fórum sobre Tabagismo passivo e legislação sobre ambientes livres de fumo no Brasil.
Carta do FórumRio de Janeiro, 12 de setembro de 2007 Exmo. Sr. Presidente da República Federativa do Brasil,Exmo. Sr. Ministro de Estado da Saúde,Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados,Exmo. Sr. Presidente do Senado Federal, As organizações e entidades abaixo assinadas, reunidas no Fórum sobre Tabagismo passivo e legislação sobre ambientes livres de fumo no Brasil, realizado na cidade do Rio de Janeiro em 12 de setembro de 2007, vêm propor a alteração da Lei Federal n. 9.294, de 15 de junho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos derivados do tabaco, com o objetivo de adequá-la às relevantes evidências científicas e epidemiológicas e ao marco regulatório internacional para promover ambientes 100% livres da fumaça de tabaco em recintos coletivos fechados, sem exceção, pelas razões que seguem.
O tabagismo representa um problema de saúde pública em todo mundo. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 5 milhões de indivíduos morrem anualmente por doenças causadas pelo fumo, sendo 200 mil no Brasil. O tabagismo passivo é causa de doenças em não fumantes. Estudos mostram um risco de câncer de pulmão entre não-fumantes expostos à poluição tabagística ambiental (PTA) 30% maior do que entre os não expostos, e riscos de doenças cardiovasculares entre não fumantes expostos à poluição tabagística ambiental 24% maior do que entre os não expostos.
Pesquisas sobre tabagismo passivo se acumulam desde a década de 80, e confirmam os sérios e mortais efeitos à saúde da exposição involuntária à fumaça do tabaco, que se relacionam ao aumento, entre os não fumantes, do risco de morte por cardiopatias e cânceres, além de se constituírem em importante fator de risco para as crianças (agravamento da asma, doenças respiratórias e pulmonares, e síndrome da morte súbita infantil). As políticas de áreas livres de fumo são os meios mais econômicos e efetivos de evitar as conseqüências da exposição à fumaça do tabaco. A simples separação de fumantes e não fumantes dentro de um mesmo espaço não elimina a exposição, nem os sistemas de ventilação oferecem solução satisfatória à poluição tabagística ambiental.
Das cerca de 4.700 substâncias encontradas na corrente principal (fumaça que o fumante inala), cerca de 400 foram identificadas na corrente secundária (a que polui o ambiente), em quantidades comparáveis com a corrente principal. Porém, algumas delas como a amônia, benzeno, monóxido de carbono (CO), nicotina, nitrosaminas e outros cancerígenos podem ser encontrados na fumaça que polui o ambiente em quantidades mais elevadas do que na fumaça tragada pelo fumante. Atualmente a PTA é o maior fator poluente conhecido de ambientes fechados, e o tabagismo passivo é a terceira principal causa de morte evitável, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo de álcool.
Para reverter essa epidemia global, 192 países aprovaram em 2003 a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco - o primeiro tratado internacional de saúde pública negociado sob coordenação da OMS. Esse tratado determina uma série de ações intersetoriais cujo objetivo é “proteger as gerações presentes e futuras das devastadoras conseqüências sanitárias, sociais, ambientais e econômicas geradas pelo consumo e pela exposição à fumaça do tabaco”.
Em novembro de 2005, o Brasil ratificou o texto da Convenção-Quadro no Congresso Nacional, comprometendo- se a cumprir as obrigações e observar seu marco regulatório estabelecido no âmbito internacional. O seu artigo 8º trata da adoção de medidas eficazes de proteção contra a exposição à fumaça do tabaco em locais de trabalho, meios de transporte público, lugares públicos fechados e, ativamente, promover e aplicar essas medidas nos níveis jurisdicionais.
Em julho de 2007, a segunda conferência dos Estados Partes da Convenção-Quadro (COP2) aprovou, por unanimidade, diretrizes de melhores práticas para orientar os países a efetivar o artigo 8º. E recomendou o banimento do ato de fumar em ambientes fechados como a única forma de proteger a população mundial das conseqüências do tabagismo passivo. Diferentes países, como Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, Uruguai e Argentina já proibiram totalmente o fumo em ambientes públicos fechados, incluindo bares, centros comerciais, restaurantes, repartições públicas, etc.
O Brasil já conta com um avançado Programa de Controle do Tabagismo e um quadro legislativo amplo, preenchendo grande parte das obrigações estabelecidas na Convenção-Quadro. No entanto, a legislação nacional sobre fumo em ambientes fechados (Lei Federal n. 9.294/1996 e Decreto n. 2.018/1996, que a regulamenta) está defasada em relação às massivas e conclusivas evidências científicas, bem como é incompatível com as diretrizes do artigo 8º da Convenção-Quadro, com as recomendações da OMS, com os termos da Constituição Federal de 1988[1] e com as relevantes Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) referentes à segurança e saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho[2].
A impossibilidade de garantir área destinada com exclusividade ao consumo de fumígenos tabaco derivados, devidamente isolada e com arejamento conveniente, expõe a fragilidade da legislação em vigor e dificulta a ação da vigilância sanitária. A adoção de sistemas de ventilação é ineficiente e não elimina a exposição involuntária à fumaça do tabaco preconizada pela Convenção-Quadro para proteger a sociedade dos riscos do tabagismo passivo em ambientes internos, sobretudo, proteger a saúde daqueles que exercem jornada de trabalho, transitam, convivem e/ou permanecem em locais fechados inalando as substâncias tóxicas cancerígenas da poluição ambiental do tabaco.
Por todo o exposto, é fundamental que o Brasil, como Estado Parte da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, alinhe sua legislação para atender as diretrizes do artigo 8º desse tratado e as recomendações da OMS, proibindo totalmente o consumo de produtos fumígenos derivados do tabaco em recintos coletivos fechados, para assegurar ambientes 100% livres da fumaça de tabaco, sem exceção.

Relação entre o uso de tabaco e transtornos mentais

A prevalência de tabagismo em indivíduos com transtornos mentais graves como esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar e depressão com sintomas psicóticos, é alta e vem se configurando como um grave problema, principalmente pelas doenças que esse hábito pode desencadear seja pelo uso freqüente e crônico seja pela interação com a medicação utilizada por esses indivíduos. O artigo publicado pela Revista de Saúde Pública, em 2007, buscou analisar a prevalência de tabagismo em amostra de indivíduos com transtornos mentais graves em São Paulo.
A coleta de dados deu-se por meio da aplicação de questionários sociodemográficos e econômicos e outros instrumentos para obtenção do histórico médico dos voluntários. A população de estudo foi composta por 192 indivíduos com diagnóstico de transtorno mental grave e que tiveram contato com serviços psiquiátricos do setor público de setembro a novembro de 1997, com idades entre 18 e 65 anos. Os resultados apontaram que dos 192 indivíduos com transtornos mentais graves, 59,9% consomem cigarros diariamente. Em relação ao consumo tabágico, foi relatado que 27,8% eram fumantes leves (consomem de 1 a 10 cigarros por dia), 37,4% são fumantes moderados (11 a 20 cigarros por dia) e 34,8% foram considerados fumantes pesados (mais de 21 cigarros por dia).
Os pesquisadores concluíram que a prevalência de tabagismo na amostra de indivíduos com transtornos mentais graves foi maior que a encontrada na população geral brasileira. Evidenciaram que ser do sexo masculino, fazer uso irregular de neurolépticos e ter história de dez ou mais internações anteriores mostraram-se independentemente associados ao tabagismo.O estudo enfatiza, ainda, que os serviços de saúde mental devem promover políticas antitabagismo, cabendo aos profissionais de saúde mental ajudar os portadores de transtornos mentais graves que manifestem a vontade de cessar o hábito de fumar.

Fonte : OBID / SENAD

Morte Súbita

Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, concluiu que nove em cada dez mães que perdem seus bebês para a chamada síndrome da morte súbita infantil (SMSI) ou "morte do berço" são fumantes.A morte súbita acontece quando bebês de até um ano morrem sem apresentar qualquer sintoma, geralmente durante o sono, mas é mais comum nas idades entre um mês e quatro meses. Os pesquisadores analisaram 21 trabalhos internacionais relacionando a SMSI ao cigarro. "A exposição à fumaça de tabaco, tanto no período pré-natal como no pós-natal, leva a uma complexa série de efeitos sobre o desenvolvimento fisiológico e anatômico na vida fetal e pós-natal, juntamente com um aumento na incidência de infecções virais agudas, que colocam os bebês numa posição de risco muito maior em relação à morte súbita infantil", diz o estudo, que será publicado nesta semana na revista médica Early Human Development.O relatório encontrou uma relação linear entre o número de horas de exposição ao tabaco e o risco de morte súbita infantil. “O risco de morte aumenta a cada hora em que o bebê é exposto à fumaça. Por exemplo, um bebê que é exposto ao cigarro oito horas por dia tinha oito vezes mais risco de morrer de SMSI que um bebê que nunca foi exposto”.Embora a ligação entre o tabagismo da mãe e a morte súbita do bebê já tenha sido demonstrada em outros estudos, a equipe de Bristol quis revelar de forma mais precisa os danos do fumo durante a gestação e após o parto. Os cientistas descobriram, por exemplo, que a proporção de bebês que morreram da síndrome e eram filhos de mulheres fumantes aumentou de 57% para 86% nos últimos 15 anos na Grã Bretanha. A queda do número de mortes súbitas entre bebês de mães não-fumantes, segundo eles, se deve principalmente ao sucesso das campanhas que instruíam as mulheres a colocar os seus bebês para dormir deitados sobre as suas costas. Essa recomendação teria evitado centenas de mortes por SMSI. O remanescente, portanto, estaria muito provavelmente ligado ao fumo da mãe.

Fonte : BBC Brasil

Capacitação online

Capacitação online gratuita em Controle do Tabaco da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg

Com um orçamento de US$ 125 milhões, a Iniciativa Global Bloomberg para Redução do Consumo do Tabaco representa o maior esforço no controle do tabagismo nos países em desenvolvimento, que abrigam o maior número de fumantes do mundo. O site da instituição oferece capacitação gratuita para legisladores, pesquisadores, educadores e demais interessados no assunto. Os participantes são instruídos a como desenvolver e implementar programas efetivos de controle do tabagismo, construir legislação eficaz antitabaco e criar campanhas publicitárias.Os módulos educacionais multimídia têm a presença de especialistas internacionais. O currículo foi desenvolvido na Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, a principal fonte de pesquisas e políticas sobre como erradicar a epidemia global das mortes por cânceres relacionados ao consumo de tabaco.

Maior risco feminino

Tabagismo faz mulheres infartarem mais cedo, segundo estudo americano.

Cigarro pode antecipar em até 9 anos a ocorrência um infarto no sexo feminino. Parar de fumar, no entanto, pode reverter rapidamente o risco.
As doenças cardíacas afetavam as mulheres mais tardiamente que aos homens. Resultados de uma pesquisa apresentada no congresso da Associação Americana do Coração mostram que, na população dos Estados Unidos, o quadro está mudando. A partir dos dados obtidos em um registro das pessoas atendidas em serviços de emergência, com quadros de infarto agudo do miocárdio, algumas mudanças foram identificadas. O cadastro contém informações relativas a mais de 7 mil pacientes e seus fatores de risco para as doenças do coração que necessitaram de uma angioplastia (reabertura da artéria obstruída). Os infartos do coração ocorreram na mesma faixa etária para homens e mulheres com fatores de risco para doenças cardiovasculares. Quando comparados aos pacientes que não apresentavam fatores de risco, somente dois se destacaram: tabagismo e história familiar de problemas coronarianos. As mulheres que fumavam sofreram o infarto nove anos mais cedo do que as não-fumantes, descontando negativamente a vantagem que tinham sobre os homens. A mesma análise feita para os homens mostrou uma diferença de três anos entre os fumantes e não-fumantes. Outro fator de risco que diferenciou as mulheres dos homens foi a presença de antepassados com doença cardíaca. Esse fato antecipou em quase 8 anos a ocorrência do infarto. Pelo menos uma boa notícia foi dada por William Herzog, que chefiou a pesquisa: as mulheres que param de fumar, em seis meses, voltam ao seu grupo original com relação ao risco para um infarto. No Brasil, os problemas cardíacos também avançam sobre as mulheres. Os dados do Ministério da Saúde mostram um crescimento contínuo da mortalidade por doenças cardiovasculares – 35% em 25 anos, com o registro de mais de 134 mil óbitos no ano de 2005. (Por: Luis Fernando Correia)

Tabagismo e Imagem

Fumantes não deixam o cigarro
com medo de engordar, diz estudo.
(Foto: Nwe York Times)
A maioria das mulheres que não deixam de fumar principalmente por medo de engordar são as que estão mais longe de ter sua imagem de corpo ideal, segundo um estudo da Universidade de Michigan divulgado nesta segunda-feira (05/11/2007).

A pesquisadora Cindy Pomerleau, principal autora do estudo e diretora do Laboratório de Pesquisa da Nicotina na universidade, afirmou no estudo que estas mulheres são mais propensas às dietas e aos excessos nas comidas que as que não fumam.

"Não é surpreendente que as mulheres que têm problemas com seu peso ou não estão satisfeitas com seus corpos se sintam atraídas pelo tabaco", afirmou em comunicado Pomerleau, que explicou que fumar reduz o apetite.

Uma pesquisa realizada por Pomerleau há alguns anos indicou que 75% das fumantes não estão dispostas a ganhar mais de 2,25 quilos se deixarem de fumar, e quase a metade delas disse que não toleraria aumento de peso algum.

No entanto, o estudo recém-publicado afirma que uma em cada quatro mulheres que deixarem de fumar ganhará pelo menos 2,25 quilos; duas em cada quatro engordarão entre 2,25 a 7 quilos. Apenas uma em cada quatro ganhará mais de 7 quilos.

Segundo outro relatório realizado recentemente pela Universidade de Michigan, as mulheres que já tinham excesso de peso na infância eram muito mais propensas a começar a fumar nos primeiros anos da adolescência que aquelas cujos problemas de peso chegaram mais tarde.

"O problema aqui é conseguir que as mulheres preocupadas com seu peso estejam dispostas a fazer a tentativa de deixar o cigarro, e depois ajudá-las a que alcancem um certo controle sobre seu peso", afirmou.

Pomerleau disse que, apesar de reduzir o apetite, o tabaco causa muitos danos na aparência dos fumantes, tais como rugas na pele, perda de cabelo, enfraquecimento das unhas, coloração amarelada dos dentes e mau hálito.

"Gostaríamos de elaborar uma estratégia de compromisso que se concentre no fim do tabagismo, mas dentro da qual as mulheres também possam tomar algumas medidas passivas e ativas para controlar seu peso", explicou.

Entre estas medidas, o estudo indica os chicletes de nicotina, alguns remédios e aumento da atividade física.

Para a realização do estudo, contou-se com a colaboração de 587 mulheres de entre 18 e 55 anos, das quais 420 eram fumantes e 167 jamais tinham fumado.

Uma proporção igual nos dois tinha excesso de peso ou era obesa, com um índice de massa corporal de 25 ou mais. (Fonte: G1)


Cigarro sem fumaça???!!!

Um tabaco sem fumaça, mas nocivo:


Um tabaco sem fumaça, mas nocivo, Snus, é divulgado como útil para reduzir consumo de cigarros, mas críticos afirmam que é ante-sala do vício.“Estou realmente preocupado com a minha saúde”, diz Jesper Froberg, um maitre de hotel que está tentando fumar menos. “Esta coisa é mais segura que os cigarros”. Ele se refere ao snus, um tabaco moído, úmido, que o usuário coloca entre a bochecha e a gengiva.Embalado em pequeninas bolsas que parecem saquinhos de chá em miniatura, o snus é muito popular na Suécia. Mas não é totalmente seguro. O snus contém nicotina e é tão viciante quanto os cigarros. Num teste clínico recente, também foi associado ao câncer pancreático.Com a experiência sueca como referência, a indústria americana do fumo está vendo no snus uma alternativa menos perigosa e potencialmente lucrativa. A Philip Morris e a R. J. Reynolds começaram a fazer marketing de teste em todo o país com suas marcas mais famosas, Marlboro e Camel. Mas lembrando a falsa premissa dos cigarros light, os críticos dizem que o tabaco sem fumaça é um Cavalo de Tróia para permitir que as companhias conservem os consumidores que, não fosse isso, poderiam abandonar completamente o fumo.“Não há evidência científica de que o fumante consiga mudar para o tabaco sem fumaça e ficar nisso”, diz Thomas Glynn, diretor da Sociedade Americana do Câncer. A União Européia (UE) proibiu a venda do snus em 1992 - uma medida que quase comprometeu o processo de integração da Suécia à UE, até lhe ser concedida uma dispensa da norma.Não existem tais restrições nos EUA, onde executivos do setor apontam para uma longa tradição do tabaco para mascar. Além disso, dizem eles, o snus é menos nocivo que a versão americana, o dip, que é fermentado em vez de pasteurizado, e pode causar câncer bucal.“Creio que o mercado é potencialmente enorme”, diz Lennart Freeman, presidente da divisão para a América do Norte da Swedish Match, que vende 250 milhões de latinhas de snus por ano na Suécia, onde é líder. A companhia está agora vendendo seu produto em tabacarias de Nova York, Chicago e outras cidades americanas.Na Suécia, o snus está presente há quase 200 anos, e nos últimos 20 tem havido um ressurgimento da sua popularidade. Poucos duvidam de que ele causou impacto nos hábitos do fumo, ao menos entre homens. Em 1976, 43% dos suecos fumavam regularmente. Em 2005, 14%. Nesse período, a porcentagem de homens que consomem snus saltou de 9% para 22%. Estima-se que 5% dos homens suecos deixaram completamente de fumar quando optaram pelo snus.“Se você tem um produto que funciona bem para deixar de fumar, por que não usá-lo?”, pergunta o oncologista Lars Rutqvist, vice-presidente de assuntos científicos da Swedish Match. “As sociedades deviam adotar todas as medidas que fossem eficazes para combater doenças relacionadas ao fumo”. Essas afirmações - para não mencionar sua recente decisão de aceitar emprego numa empresa de tabaco - colocaram Rutqvist em choque com colegas da comunidade médica sueca.“Se você torna isso amplamente acessível, como poderá garantir que não será usado como uma porta para o fumo?”, diz Olof Nyren, um epidemiologista do Instituto Karolinska em Estocolmo. O snus contém nitrosaminas, os mesmos compostos químicos causadores de câncer presentes em cigarros, mas em níveis mais baixos.
Fonte : Estadão de Hoje / São Paulo

Charuto é pior do que cigarro!

Um charuto equivale de cinco a dez cigarros:
Fonte: Diário do Nordeste - Ceará

Diferentemente do cigarro, o charuto é feito somente de tabaco, sem papel ou outros agentes químicos. Além disso, ao fumá-lo, a pessoa não traga. Esta é a justificativa dos fumantes de charuto quando afirmam acreditar que o produto faz menos mal ao organismo do que o cigarro.

No entanto, engana-se quem pensa assim. "Fumar um charuto, por exemplo, equivale a consumir de cinco a dez cigarros normais", conforme Tânia Cavalcante, do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Mesmo que a fumaça do charuto não seja tragada pelo fumante, suas substâncias tóxicas são absorvidas pela mucosa da boca e causa malefícios.

Dentre as substâncias nocivas do fumo, a nicotina merece ser destacada pelo fato de ser responsável pela dependência química e causadora direta de infartos, enfisema pulmonar e câncer.

Um dos poucos alcalóides líquidos, a nicotina apresenta uma cor marrom e o característico cheiro de tabaco. Bastante volátil, ela é destilada quando o tabaco entra em combustão, sendo inalada em sua fase gasosa e absorvida nas mucosas da boca pelos fumantes de cachimbos e charutos.

Terapia para ex-fumantes

Estudo sugere terapia para ex-fumantes contra câncer de pulmão:

Uma pesquisa da Universidade do Texas sugere que tratamento com um derivado da vitamina A, o ácido retinóico, pode ajudar a reduzir o risco de câncer de pulmão em ex-fumantes, que continua elevado.
Acredita-se que células do pulmão danificadas durante anos de tabagismo podem continuar a crescer e produzir câncer mesmo que a pessoa tenha abandonado o hábito.
Cientistas descobriram que a terapia reduz o crescimento destas células pulmonares. O estudo foi publicado na revista científica Journal of the National Cancer Institute.
O risco de desenvolver a doença se mantém elevado muitos anos depois que as pessoas abandonam o hábito de fumar e nunca chega ao nível mais baixo dos não-fumantes.
Os pesquisadores do MD Anderson Cancer Center da universidade concentraram seu estudo em 225 pessoas que haviam fumado muito no passado, antes de abandonarem o hábito.
Os voluntários foram divididos em três grupos e tratados por três meses com uma combinação de um tipo de ácido retinóico com vitamina E, ou com uma forma diferente de ácido retinóico isolado, ou ainda com um placebo.
Os pesquisadores examinaram amostras de tecido pulmonar de todos os voluntários antes e depois do tratamento. Eles mediram a proliferação de células ao registrar os níveis de um marcador químico chamado Ki-67.
Ambos os tratamentos reduziram a proliferação das células em uma camada das células pulmonares - a chamada camada parabasal. Mas eles ficaram surpresos de que não houve redução do crescimento da célula em uma segunda camada - camada basal.
Segundo os pesquisadores, é necessário realizar mais pesquisas para verificar com exatidão os efeitos do tratamento com ácido retinóico.
Mas no artigo, eles afirmam que uma diminuição na proliferação de células pulmonares deveria desacelerar o número de células em que as coisas podem dar errado, e minimizar o potencial para crescimento celular descontrolado. (BBC Brasil)

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